Wagner Toledo

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Codinome Shia Dândi. Casado com Helena de Fatima Homem de Toledo, pai de duas filhas, me defino como, Cristão por crença, teólogo por definição, filósofo por inspiração e escritor por formação.

  1. O que você fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Auxiliar contábil – Policia Militar Estado de São Paulo.

Primeiramente das histórias de minha infância povoada por personagens muitas vezes sinistros da então afamada coleção Vagalume e de todos os livros de José de Alencar.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Escrever e uma das experiências mais profícuas do ser humano, pois e quando podemos ser um em todos e todos em um.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (Envie-nos uma foto)

Meu escritório.

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  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Contos e Romances. Já li de tudo, do profano ao sacrossanto.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu (s) livro (s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Diria que e um insight… uma inspiração que irrompe de dentro para fora fomentando uma necessidade quase que vital de escrever, dar vida as personagens.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Leio autores consagrados. Pesquiso em prefeituras/Departamentos de cultura. Para informações, digamos, mais superficiais, uso a internet.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Diria que sou um misto de Nicholas Sparks, C. S. Lewis, Dan Brown e até mesmo J. R. R. Tolkien. Digo sem presunção alguma, afinal, despertei a leitura e a escrita ainda muito jovem quando não havia lido um único exemplar destes autores. Apenas me identifiquei.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Muita! Estamos inseridos numa cultura elitista, e quando digo elitista, me refiro ao termo literal. As grandes editoras temem investir em novos autores e se resumem ao que chamo de ‘garimpagem literária’, ou seja, publicam livros já consagrados pela crítica e público.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?shia1

Até o presente momento ainda estamos reféns dos grandes clássicos da nossa literatura. Não que isso seja lesivo para nossa cultura, eu os admiro tanto quanto qualquer outro leitor que se dignifique a tomar contato com suas obras, apenas acho que o conjunto da obra não pode se limitar ao seu arcabouço. Precisamos erigir novos e fortes pilares que permitiram sedimentar o caminho para novos autores.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Com o advento das mídias sociais, as pessoas, até então, confinadas ao anonimato puderam se expor, o que não é de todo ruim. Aqueles que se propõe escrever, devem ser incentivados a tal, no entanto, é preciso curar de saber, esmerar-se, conhecer as ferramentas, quiçá, indispensáveis para um bom mestre da comunicação que é para todos os fins, um grande formador de opiniões.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

O mercado capitalista cria seus paradigmas que uma vez disseminado, torna-se imanente na sociedade. Nosso mercado capitalista prega o conceito de “Oferta e procura” e, em se tratando de cultura, diria que a busca pela demanda faz com que muitos procurem lixo no luxo e luxo no lixo. A esta questão gostaria de responder da seguinte forma: “Quanto vale o seu saber?”

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Francamente? Não caberia nos dedos das mãos. Mas vamos lá… “A menina que roubava livros” de Markus Zusak, “Cidade do Sol” de Khaled Hosseini e para complementar, “Oliver Twist” de Charles Dickens.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da música + cantor)

Santa Fé” Jon Bon Jovi

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

A cruz de Cristo” de John Stott e “Paulo, um homem de coração e graça” Charles R. Swindoll.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Em breve lançarei um conto juvenil “Os Insetoides” e tenho trabalhado em uma obra ambientada no início do século XX, mais precisamente nos dias em que sucedem o fim da primeira guerra mundial.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Já li, atualmente me ocupo em fazer o melhor para eu mesmo. Escrever deve ser acima de tudo um ato prazeroso. O autor Vive em companhia de amigos e familiares imaginários, o que não pode ser considerada uma tarefa fácil. Respeito a crítica, contudo, não posso anular meu estilo narrativo a fim de agradar a minorias que em suma, não reflete o senso comum.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Para meu romance “Punhos de homem Coração de menino” lançado pela Amazon em 26/10/20107 Nicholas Sparks pela verossimilhante narrativa e para “Os Insetoides” Edgar Allan Poe, naturalmente.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

O ponto final! Na verdade, a satisfação de alcançar seu objetivo e a identificação do leitor com sua obra.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Persistência e resiliência definem bem a árdua missão do escritor. Tão importante quanto partir, é saber aonde quer chegar.

Manter o foco, conter o entusiasmo e ser humilde faz parte do processo de criação. Unanimidade é utopia. Embora a sociedade insista em definir a pessoa por trás dos livros, tenha sempre em mente que quanto mais alguém conhece sobre si mesmo, mais ele percebe o quanto se desconhece.

Cultive bons pensamentos e mire o arco-íris além da tempestade, do contrário, será impossível, superar as tempestades. E, para finalizar, respeite o eu do próximo. Discordar não é sinonímia de litigar, portanto, não cometa suicídio cultural pois, “quem alimenta uma serpente, recebe em troca tudo que ela tem de melhor, um abraço apertado e um beijo letal”

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