Vinci – J.C. (Jaqueline Cristina)

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O livro Vinci, da autora J.C, narra as peripécias de uma linda menina “bochechuda, magrela, de olhos escuros e sorriso incomum”- segundo o autorretrato da menina magricela:        nada além que a própria autora de Vinci– Jaqueline.

      E quem ou o quê significa “ser comum”?Questiona a menina.

      Boa pergunta… Sei dizer quem não era: Jaqueline, certamente!

      O perfil da menina Jaqueline – a doce e encantadora menina de apenas cinco anos no inicio da década de 90, no oeste de SP- revela-se aos poucos e só descobrimos apaixonadamente, a personalidade da autora/narradora/personagem na última página.

       As crônicas formam fragmentos de memória reunidos em capítulos. Descortinam assim, uma escritora sensível cuja escrita leve e com humor inteligente surpreende ao resgatar suas aventuras e desventuras; sentimentos e percepções.

      Por fim, convida ao leitor a desvendar-se também, construindo o livro a cada página e registrar suas descobertas.

      Prepare-se: é um convite irrecusável e divertido mergulhar nas ilustrações que fecham cada cena. As ilustrações –feitas pela própria autora- possuem um apelo visual para crianças, que terão, porém, uma leitura apenas superficial de Vinci.

      O adulto é quem poderá intensamente usufruir de pensamentos e mensagens colhidos aqui e ali, por entre ilustrações e comentários bem humorados como esse:

  “A confiança que perfuma sua alma desabrochou de uma sementinha de coragem”(J.C)

        Corajosa, ela divide conosco como superou o trauma de cantar com apenas oito anos de idade. Ou ainda entrar na igreja chorando de tanta vergonha, para ser dama de honra em um casamento, abraçada com seu primo: imaginem!

       Com seu sorriso singular, herança de uma má formação genética (que a autora não entra em maiores detalhes) descobriu-se um pouco mais da ousada Jaqueline que superou o bullying de seus colegas, cantava no culto da igreja e mostrava a importância da religiosidade em sua vida e sabia como ninguém ser grata por todos os dons que recebeu.

          Esse é um livro interativo- uma experiência única no formato em que se propõe a “ler” a infância nas páginas da memória; Um diário ilustrado, com a diferença que é o diário do leitor: o seu livro!

         Separe lápis, borracha, lápis de cor e tinta guache e viaje pelas páginas de Vinci!

Resenha de Michelle Paranhos, resenhista do Arca Literária e do blog Café Literatura

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