Vanessa Batista

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  1. Fale-nos um pouco de você.

– Vanessa Batista, 38 anos, casada desde 2000 e tenho 3 filhos. Sempre amei ler e adoro escrever, mas nunca pensei em escrever algo para publicação, até que tive um sonho bem interessante e decidi tentar colocar a história no papel. Amei o resultado e me joguei de cabeça nesse mundo literário. Hoje posso dizer com toda a certeza que amo ser escritora e amo todo o tipo de literatura.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

– Trabalhei muito tempo em banco e concessionárias, parte financeira e venda de veículos. Hoje sou do lar e escritora, além de artesanato, amo fazer crochê. Minha inspiração vem dos meus sonhos ou da minha história de vida. Mesmo sendo uma história fictícia, sempre coloco muito de verdades dentro do texto. Amo misturar fantasia com realidade.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

– O prazer de conseguir se expressar e colocar tudo que ferve dentro da sua cabeça em um papel, se alguém puder ler e ser ajudado de alguma maneira, para mim já é o bastante, me sinto realizada assim.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? 

– Não tenho um lugar especial, tem a minha mesa no escritório onde fica o meu computador, minha estante de livros ao lado, mas todo o momento que me vem inspiração, anoto em qualquer papel espalhado pela casa e depois junto tudo.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

– Amo escrever romances e fantasia, mas tenho participado de antologias contando histórias reais e isso me surpreendeu em como consegui expressar tudo o que queria.13102702_1543540789274289_8805691684891702451_n

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

– Isso é interessante, geralmente quando penso a história, automaticamente o nome já me vem a cabeça, e mesmo depois de escrever a história toda, fico fiel ao nome inicial. Os personagens a maioria meus filhos me ajudam a escolher os nomes e características físicas e quando coloco tudo no papel a história se forma na minha mente. Gosto de mandar mensagens escondidas dentro do livro, onde expresso meus sentimentos e pensamentos, tentando assim, ajudar de alguma maneira quem estiver lendo.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

– Eu raramente pesquiso, mas quando acontece, pesquiso se o lugar ou alguns aspectos do livro são reais ou não, e por incrível que pareça, geralmente os fatos são reais e isso me surpreende quase sempre.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

– Apesar de amar alguns autores, nunca me inspirei neles, nem coloquei nada comparado em meus livros, gosto que eles sejam inéditos, que tudo veio da minha própria cabeça.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

– Tive alguns obstáculos, mas nada que não pudesse contornar, estou conseguindo publicar todos à seu tempo.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

– Tenho lido alguns autores realmente bons e isso me surpreendeu. Eu era do tipo que não gostava de literatura brasileira, até entrar nesse mundo. Depois disso passei a ler muito mais e me surpreender com maravilhosas histórias.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

– O que me revolta é que se a pessoa é famosa de alguma maneira, tudo que ele ou ela publicar, mesmo sendo uma porcaria, acaba vendendo horrores, enquanto livros realmente bons de autores desconhecidos, muitas vezes nem vão para a prateleira. E para ser sincera, tem muita coisa ruim por ai.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

– Isso é um problema sério, por isso muitas vezes o leitor acaba comprando os livros que vem de fora. Se conseguíssemos baratear os livros e algum tipo de propaganda de meios de comunicação, com certeza as pessoas perderiam o preconceito e tentaria conhecer mais da nossa literatura.13122893_1544462635848771_4623143630454989271_o

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

– Amo livros de fantasia, os meus preferidos são da Cassandra Clare. Todo aquele universo dos caçadores de sombras, “As Peças Infernais”, “Os instrumentos Mortais” e agora a nova saga “Os Artifícios das Trevas”.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

– Eu sempre coloco músicas dentro dos meus livros, é como se fosse uma marca registrada. Amo o Ed Sheeran, minha música preferida dele é: Thinking Out Loud.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

– Tem um da minha infância que me marcou muito, na verdade foi o primeiro livro que li, “A Flor de Maio”, acho linda a história, na minha adolescência o que me marcou e que amo até hoje é o livro “Quando a Vida Escolhe” da Zíbia Gasparetto, acho que os dois juntos se transformam em o livro da minha vida.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

– Sim tenho, já estão prontos os livros da trilogia O Feitiço da Lua, escrevi um livro juvenil chamado O Belo e A Fera, onde estou participando do concurso literário Barco a Vapor e no momento escrevendo 3 livros diferentes. Dependendo do meu estado de espírito, escolho o que melhor combina para escrever naquele dia. O primeiro é um livro meio espiritual com muito romance, o segundo é um livro de memórias e o terceiro um suspense com romance.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

– Muito difícil eu ver algo assim. Acho que os blogueiros num modo geral deveriam sim dar a sua opinião sobre as coisas, mas não destruir a imagem daquilo, seja o que for. É como se a opnião particular de cada um fosse a mais perfeita verdade da face da terra e isso muitas vezes prejudicam aquele em que eles falam.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

– Eu adoraria que a Cassandra Clare os lesse.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

– Para mim, é poder ajudar os leitores de alguma maneira com o que escrevo. Eu tive uma experiência interessante, um dia indo visitar uma amiga, um carro parou e uma senhora desceu deixando uma jovem dentro do carro, me perguntou se eu era a escritora Vanessa Batista e quando eu confirmei, ela me abraçou e se emocionou, fui até o carro para ver a jovem e agradecer o carinho, quando me contou que a é paralitica e que nunca se interessou em ler nada na vida, quando ela viu meu livro, se encantou pela capa e pela sinopse, foi o primeiro livro que leu. Depois de o ler várias vezes, se apaixonou por esse mundo, hoje Le todos os dias e vários livros diferentes. Eu amei isso, me senti incrível e realizada, nada supera isso.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

– Não julguem o livro pela capa, muitas vezes uma capa perfeita esconde uma história ruim, o mesmo acontece ao contrário, muitas vezes uma capa mais ou menos, esconde uma história incrível, então não julguem antes de ler o seu conteúdo, aí sim forme uma opinião. Percam o preconceito que escritor nacional não consegue escrever histórias fictícias de boa qualidade, somos tão bons quanto qualquer escritor internacional, basta nos dar uma chance.

A quem está iniciando nesse mundo, sejam fiéis a si mesmos, batalhem por suas histórias e não desistam no primeiro obstáculo. A vida é cheia de autos e baixos, a gente tem que aprender a dar a volta por cima, dar o devido valor as provas e provações, pois assim poderemos ser melhores, a cada novo dia um pouco mais.

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