1. Fale-nos um pouco de você.

Sou alguém simples, que curte natureza, vida saudável, família e viagem. Sou historiadora e professora de inglês, amo visitar museus, ver fotos bem antigas e também de lugares históricos. Gosto muito de animais, só não tenho muitos porque não tenho tempo para cuidar, (minha vida é uma correria só, rsrs), mas tenho um coelho fofo que se chama Roger. Sou do Rio de Janeiro, vivi por cinco anos nos EUA e atualmente vivo no interior de SP. Escrevo desde jovem, mas só publiquei meu primeiro livro aos 36 anos. Adoro escrever literatura fantástica, romance policial e infanto-juvenil, mas também já escrevi livros infantis e de autoajuda.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Sou professora de inglês, amo minha profissão. Acho que a inspiração vem da criatividade e imaginação que acredito que possuo, mas é claro que pelo fato de eu gostar de ler diversos gêneros  também contribui para avivar mais ainda essa imaginação. Às vezes algumas pessoas, como familiares  e amigos, me dão ideias de livro, então se eu achar que daria uma boa história eu invisto na ideia, mas na maioria dos casos eu mesma tenho as ideias, que me batem como um raio.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Acho que é ver a reação dos leitores. Recebo comentários via emails, mensagens via site/blog e até mesmo pelo Facebook de leitores de várias partes do Brasil, falando sobre os livros, que já leram e que gostaram e muitos deles até  compartilham trechos dos meus livros nos sites de relacionamento. Acho isso muito incrível.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever?

Tenho um cantinho de escrita, é meu escritório, é um lugar silencioso e bem aconchegante, é lá que surgem as ideias.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Eu gosto mais de literatura fantástica, mas escrevo romance, suspense e já escrevi dois infantis também. Não gosto de ficar presa só em um gênero, até porque eu adoro diversificar para não ficar monótono.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Meus personagens têm personalidades muito diversificadas. Crio personagens cativantes, outros nem tanto, mas o que eu gosto de mostrar são as diversas personalidades e características dos seres humanos. Não gosto de escrever só personagens bonzinhos, “perfeitos”, simpáticos e gentis, isso torna sua história muito maçante, previsível ou igual a todos os outros livros seus ou de outros autores. Gosto de escrever pessoas diferentes, com seus defeitos, suas qualidades e medos. Não são todos corajosos, a grande maioria tem seus medos, seus receios, seus erros e imperfeições e isso os faz semelhantes a nós, mais próximo da vida real, nada longe daquilo que somos. “Florir” demais os personagens, torna-os muito fictícios e isso eu procuro evitar.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Faço muita pesquisa sim, acho que para escrever um bom livro tem que procurar muita informação em várias fontes, tanto em livros como em sites de confiança na internet, ainda mais se houver informações históricas, mitos e folclores. Não se pode escrever um livro de qualquer maneira, usando informações erradas ou duvidosas. É possível escrever ficção em cima de fatos históricos sem um destruir o outro, mas tem que saber como fazê-lo para não ficar algo exagerado ou sem sentido.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Gosto do estilo de Dan Brown e confesso que me inspirei em seus livros para escrever a trilogia Impacto Fulminante (e o segundo da série La Fontana di Trevi, o Último Sudarista), mas eu basicamente tiro as ideias de minha cabeça, não copio estilo de ninguém.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Acho que o primeiro livro é sempre o mais difícil de publicar. Muito embora ainda seja difícil de  publicar livros no Brasil, há muitas editoras boas das quais um autor iniciante consegue ter seu livro publicado. Tenho alguns livros que ainda não publiquei porque ainda não estão prontos completamente, pois antes de enviar para uma editora eu gosto de ter certeza de que a obra está de boa qualidade e revisada.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Acho que está melhorando muito. Já vivemos momentos em que uma parcela muito grande da população não tinha o hábito de ler, isso era realmente desesperador. Os tempos mudaram, as pessoas têm começado a encontrar na leitura prazer e diversão, principalmente o público jovem e isso é muito promissor. Acho que ainda estamos muito aquém do ideal, mas já podemos começar a sonhar com um mercado literário nacional muito melhor do que nos anos 80.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Acho legal que vários autores surjam, pois isso faz com que as pessoas comecem a notar o trabalho dos autores nacionais. Quanto mais autores nacionais aparecerem fazendo sucesso, mais novos autores talentosos podem pegar esse “gancho” e aparecerem com suas obras. Acho que uma coisa puxa a outra.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Acho realmente que os preços são muito elevados, isso dificulta muito a venda dos livros nacionais, por outro lado, quando os livros são publicados sob demanda ou uma tiragem baixa os preços tendem a subir. Na verdade, as editoras não costumam fazer altas tiragens de livros de autores não muito conceituados, claro, pois o medo do material encalhar é muito grande, então temos que conviver com essa situação. Já livros de autores renomados, cujos livros já venderam muito, as tiragens são bem maiores, reduzindo os custos e consequentemente os preços.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Queria ter tido a ideia do livro O Código Da Vinci, gosto muito desse livro.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Ah, acho que a música Forever da banda Kiss. Essa música me inspirou a escrever o livro Chama Imortal. A trilha sonora do book trailer do livro é com essa música, eu simplesmente adoro.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Difícil de escolher um só livro para classificá-lo “O livro da minha vida”, adorei muitos livros, outros eu não gostei tanto, mas de cada livro eu tirei um pouco para minha vida pessoal, então acho que são vários os livros que considero “Os livros de minha vida”.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Sim, tenho vários projetos em mente, inclusive lançar um livro com o tema de piratas, aliás, gosto muito desse tema, porque dá para envolver muita aventura e fantasia, tudo o que mais gosto!!

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Sim, eu acompanho as críticas dos blogueiros nas redes sociais. Acho que as críticas são boas se forem para ajudar a melhorar a escrita, não quando o blogueiro “detona” com o autor ou com a obra, até porque o que é maravilhoso para um pode ser péssimo para outro, então não se pode classificar uma obra baseado apenas em uma ou duas opiniões. Eu já li livros que adorei enquanto outros criticaram a obra, então acho que dar uma opinião totalmente negativa pode ser um grande erro.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Acho que se meu avô fosse vivo eu gostaria que ele lesse meus livros. Ele era uma pessoa que gostava de leitura, acho que ele ficaria muito orgulhoso em saber que sou uma escritora hoje.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

A maior alegria de um escritor é saber que sua obra está agradando os leitores. Não há nada mais recompensador do que saber que seus leitores apreciam sua escrita, suas histórias e sua imaginação, é formidável!

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Bem, primeiramente digo que o caminho não é fácil, pelo contrário, é muito cheio de pedras e espinhos. Primeiro o autor tem que ter uma boa ideia, escrever de maneira concisa e envolvente  e concisa para conquistar o leitor e depois que tiver sua obra pronta e revisada precisa encontrar uma boa editora, o que não é tarefa fácil, pois há muitas no mercado que exploram o autor, não são honestas ou que simplesmente não têm compromisso algum de ajudar para que a obra chegue às mãos dos leitores. Depois que finalmente o autor escreve a obra e encontra uma editora vem a parte mais difícil, VENDER A OBRA. Nessa hora o autor não pode deixar só nas mãos da editora, pois assim como o seu livro, a editora tem mais dezenas ou centenas de obras para divulgar e vender, então não espere que a editora fará todo o trabalho, o autor precisa arregaçar as mangas e ajudar na divulgação, participar (tanto quanto for possível) de feiras e bienais, fazer contatos, talvez contratar assessoria de imprensa (se isso for viável financeiramente) e divulgar, divulgar, divulgar, não tem outra alternativa. É um trabalho árduo, às vezes o autor se sente desestimulado porque não vê o trabalho render frutos, mas se ele acredita na sua obra e tem força de vontade, ele pode conseguir, pois se outros conseguiram, ele também pode, não é só privilégio para alguns. O segredo do sucesso é não desistir e se esforçar muito para que o trabalho possa se tornar conhecido.

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