Val Totta

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Bom, eu sou a Val Totta, tenho 35 anos, mãe de 3 filhos, bookaholic, e escritora em tempo integral. Leio desde os 12 anos, não consigo me imaginar um dia sem ler nada. É simplesmente mágico. Eu não conseguia encontrar uma profissão, algo que eu amasse fazer, e depois dos filhos a vida profissional ficou em segundo plano, até eu descobrir a escrita. Isso mudou minha vida em muitos sentidos. Fazer o que se ama, ter apoio de quem te ama… não tem preço.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Eu não fazia nada. Era apenas mãe e esposa. A inspiração estava sempre ali. Sempre gostei de criar ideias na minha cabeça até que um dia resolvi colocar uma delas no papel e com isso surgiu meu primeiro livro.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Eu posso citar muitas coisas. Como planejar toda uma história, dar vida aos personagens, d
eixando cada um com a sua característica. Deixar a trama envolvente e surpreendente. Mas a melhor parte mesmo é o retorno e o carinho de cada leitor, cada blogueiro, cada amigo.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? 

Tenho, sim. Minha estante de livros e mesa de computador.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Meu gênero é romance! Não importa o tipo: hot, sobrenatural, água com açúcar. Não sou do tipo que se coloca em uma linha e fica presa naquela. Não gosto do termo “isso você não pode”. Eu posso, posso arriscar, posso me aventurar na escrita. E se der certo, que mal tem? Gosto de desafios.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Meu primeiro livro foi o A cor da sua Alma. Escrevi ele depois de ler 50 tons de Cinza e, apesar de estar bastante influenciada pelo gênero, decidi que queria um extra na história o que me fez colocar um tema um tanto quanto polêmico na história que é a diferença social e racial dos personagens. Como a alma não tem cor, daí o nome, afinal na parte que importa somos todos iguais. Me pediram tanto que eu fiz o mesmo livro, mas na visão do mocinho e assim nasceu o Do fundo da Alma.  Depois resolvi arriscar no gênero sobrenatural e então surgiu Tentação. Como a história se trata de um triângulo, onde a mocinha convive com o noivo e o amigo dele no mesmo apartamento, daí o nome. E como eu amo livros policiais, porque não escrever um? Escrevi Desejo de Justiça, mas o que era pra ser um, virou três, e surgiu então a série Goulart, que fica completa com Desejo de Vingança e Desejo de Punição. E ainda nessa brincadeira de desafios, porque não escrever um livro engraçado? Então com esse intuito surgiu Real Life, que conta a história de uma menina cheia de personalidade que fica dividida entre um amor real e um virtual.  Mais detalhes sobre meus livros podem ser encontrados no meu site ou na minha fanpage.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Depende do livro. A série policial, principalmente, precisei de muita pesquisa. Pedi ajuda a muitas pessoas em vários aspectos da história. Fora isso eu fico entre a linha da ficção e da realidade. Eu acredito que, apesar da história precisar ter algum embasamento, não precisa seguir a risca a vida real, afinal é ficção.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Não exatamente. Claro que tudo vira inspiração e eu tenho meus ídolos, mas acredito que com o tempo, com a experiência da escrita, afinal tenho sete livros publicados e seis contos, eu acabei adquirindo minha própria característica.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Exceto pela série Goulart, e o Real Life que foram publicados pela SPZ Editora, meus primeiros livros foram publicados de forma independente. Dificuldade há e muita, mas eu amo escrever, mesmo que a SPZ não tivesse me dado oportunidade, eu continuaria escrevendo e publicando de forma independente.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Por um lado fico feliz de estar crescendo. Cada dia que passa vemos mais autores sendo reconhecidos, tendo seus livros publicados por grandes editoras e alguns até virando filme. Por outro lado, acho que essa onda de publicar livros de YouTubers é um “tiro no pé” da literatura.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Acho que depois de 50 tons muita gente tentou se arriscar na escrita. Eu fui uma delas. Mas acho que isso, sobre ser bom ou não vai do gosto de cada um. Isso é muito pessoal. Acredito que tenha espaço pra todos. Um bom leitor, lê muitos livros durante um mês, as vezes mais de um ao mesmo tempo. Ele quem vai escolher que tipo de livro ler. EU como leitora sou chata. Já li livro que estava bombando e eu achei um saco, cansativo, repetitivo e o livro é queridinho entre  a maioria dos leitores. Como eu disse, vai do gosto de cada um.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Acho que isso sim é uma das coisas que atrapalha a literatura nacional. Enquanto um livro de um autor estrangeiro, renomado, custa X o valor do nacional, daquele autor que a maioria sequer nunca ouviu falar, custa quase o dobro. Infelizmente isso acaba afastando os leitores.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Harry Potter. É uma história tão fantastica que não tem como não amar. Quando crescer quero ser igual a tia JK.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Rock, independente da música ou banda/cantor. Eu escrevo ouvindo rock, quando menciono alguma música no livro, 90% é rock.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Não, “o livro da minha vida” mas quando eu li Dias Perfeitos, fiquei em êxtase. Virei a madrugada lendo porque o livro é simplesmente fo… ótimo.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Além de estar lançando o último livro da Série Goulart, agora na Bienal de São Paulo, no fim do ano devo lançar o primeiro livro de uma trilogia sobrenatural que é um pouco diferente das que tem por aí. Só digo uma coisa: Será uma nova maneira de enxergar anjos e demônios  (risos).

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Acompanho alguns. Acho que crítica construtiva, é bem vinda. Quando eu fecho parceria com um blogueiro, não fico perguntando quando vai sair a resenha, não peço pra ler antes. Quero a opinião sincera dele, principalmente porque isso vai me ajudar a crescer, a melhorar. Já mudei um trecho de um livro por causa de uma resenha. Fui lá e agradeci a blogueira, disse que graças a ela, pude deixar o livro melhor. Faz parte. Eu costumo dizer que um livro nunca vai agradar todo mundo. Isso é impossível (voltamos à história do gosto pessoal de cada um). Mas uma coisa é a pessoa fazer sua critica, expor seus pontos, outra é esculachar o trabalho do autor. Ainda assim, se isso acontecesse comigo, eu provavelmente faria um desabafo no Facebook, e depois ignoraria. O que não me acrescenta eu apenas descarto.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Nossa, não sei. Nunca parei pra pensar nisso, mas acho que eu escolheria alguém que escrevesse o mesmo gênero que eu. Nada como alguém experiente para apontar onde a gente está pecando e ajudar a melhorar.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

O retorno dos leitores. Cada resenha, cada leitor que chama no inbox pra elogiar o livro, dizer que amou, que virou a noite lendo. Isso não tem preço.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Agradeço a vocês que dedicaram alguns minutos do seu tempo para ler minha entrevista e convido a conhecer meu site, onde vocês encontram informações sobre meus livros, redes sociais para me seguir… vocês sabem. www.vtotta.com.br  E para quem está começando, faça, não desista, mas foque em fazer porque você ama, porque se sente feliz escrevendo. A literatura no Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer. Só aqueles que fizerem por amor, vão chegar até o final.

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