Trono de vidro – Sarah J. Maas

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Comecei este livro com a expectativa alta, não apenas por causa das recomendações que recebi sobre esta saga, mas também por gostar da autora. Sarah J. Maas não me decepcionou com Trono de Vidro, apesar de eu ter gostado mais do primeiro volume de sua outra série: Corte de Espinhos e Rosas. Enquanto nesta temos um mundo dominado pelos poderosos Féericos, em Trono de Vidro são os humanos que dominam, mais especificadamente o temido e inescrupuloso rei de Adarlan.

 Conheça Celaena Sardothien – esses nomes de fantasia são maravilhosamente difíceis de pronunciar – uma jovem que fora condenada a servir como escrava nas minhas de sal de Endovier. Após um ano de escravidão, a garota parecia uma sombra do que era, mas seu espírito não fora quebrado. Embaixo da aparência delicada de pele e ossos, existia não apenas uma assassina, mas A Assassina de Adarlan.

 Quando criança, após ter sua família assassinada durante as conquistas do rei, ela foi treinada pelo melhor mestre assassino que existia no país. A morte tirou sua família, a morte tornou-se sua profissão e seria a promessa de mais mortes que traria a liberdade que lhe foi roubada.

 O príncipe herdeiro oferece uma proposta que ela não pode recusar: representa-lo em uma competição contra os mais letais e habilidosos lutadores do reino. O prêmio é algo tão terrível para Celeana quanto continuar como escrava em Endovier, ser a Campeã do rei, a Assassina pessoal da Vossa Majestade.

 Para esconder sua identidade, Celeane se passa por Lady Lilian, uma ladra de joias. Enquanto treina e se envolve nas tramas da corte, a Assassina vai descobrir que não é apenas a liberdade e a vida que estão em jogo, mas também sua alma e seu coração.

 É fascinante como Celeane consegue ser uma mulher forte e frágil ao mesmo tempo. E isso, em nenhum momento, diminui o seu apelo ou sua letalidade. Ela tem seus traumas de infância, tem as cicatrizes de chicote e os demônios que a assombram. A magia, apesar de banida, não está extinta. Existe uma força dentro da Assassina – que estou louca para que desperte nos outros livros da série – que a mantém firme independente dos horrores que já presenciou e praticou.

 E é isto que fascina não só a mim, como leitora, mas também ao Príncipe herdeiro, Dorian e ao seu melhor amigo, o Capitão da Guarda Real, Chaol Westfall. Ambos a temem, sabem que ela é ardilosa e poderia mata-los, se baixassem sua guarda. Esse trio tem uma relação de amizade, respeito, temor e poder que instiga o leitor a ler cada vez mais. E, com toda sinceridade do mundo, eu gostaria que poligamia fosse possível em Adarlan. O príncipe herdeiro, no entanto, não deve se envolver com uma assassina condenada. O mesmo pode ser dito para o capitão da Guarda. Dever e Poder são coisas bem diferentes…

 Celaena não é a única personagem feminina forte, temos a princesa Nehemia está no castelo para espionar o rei inimigo, temos também Lady Kaltain – a obrigatória lady que deseja fazer de tudo para conquistar a coroa – e Elena, uma rainha féerica morta há mil anos.

 Quando os campeões começam a morrer de forma brutal e a magia não parece tão extinta assim, nenhum corredor é seguro e todos são suspeitos. A Assassina precisará de todo seu treinamento e dos seus novos aliados para vencer, a derrota não é uma opção. Ação, mistério, romance e drama, tudo na medida certa. Eu já comecei o volume dois e você?

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