Trilogia Adeus – Carol Moura

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Se você espera mais do mesmo, pare por aqui.

Essa história começa e termina narrada por um homem diferente de tudo o que você já leu por aí.

Sem dizer Adeus fala sobre os opostos que não se atraem, mas se completam.

A cidade é New York. Um jovem promotor e um tanto chato também é coagido por seu irmão mais velho, que na verdade parece muito mais novo a ir em uma badalada casa noturna para comemorar o aniversário de sua cunhada. Após alguma resistência, Alexander Hartnett, nosso mocinho temperamental que pensa alto demais, aceita encontra-los para o que ele imaginava ser a pior noite de sua vida.

Prestes a entrar de férias, após muita insistência de sua família, o promotor workholic só quer deixar seus processos em dia para que sua bela, e apaixonada por ele – mas isso é outra história – assistente não encontre problemas enquanto ele descansa em New Jersey durante o Natal com toda sua família.

As luzes da boate me irritavam.

O tumultuo de gente em minha volta me irritava.

O cheiro de suor e a atmosfera abafada me irritavam…

Eu sei que pensam que sou uma pessoa chata e sem graça, mas é uma questão de estilo de vida, pessoas se divertem de formas diferentes. Josie se diverte com boneca e dragões roxos. Joshua… Bem Josh se diverte com Mary, e podemos pular essa parte, Phoebe se diverte sendo cruel com as pessoas, Melissa se diverte sonhando com o dia em que a convidarei para sair e eu me divirto fazendo maratonas Star Trek no final de semana quando não estou trabalhando, sem fodidamente ninguém para me importunar. Isso e colocar minha coleção de música em ordem alfabética, talvez.

Só para constar… Já se passaram dois anos desde que fiz maratona Star Trek, ou desorganizei meus cds para poder arrumá-los novamente.

Eu sou um fodido workholic!”  Alexander Hartnett reclama assim que coloca os pés na casa noturna.

Sua noite muda completamente quando ele conhece Carter Flinn, uma jovem completamente oposta das mulheres que chamam a atenção de Alex e principalmente, oposta a ele, mas que mesmo assim para em sua cama e no dia seguinte a situação é estranha, e ele não lembra de absolutamente nada. Ele não queria ela, seus cabelos curtos e platinados, seu corpo malhado e o pequeno piercing em seu nariz não eram atrativos para ele. Ainda que seus olhos fossem excessivamente verdes e brilhantes, Alexander era do tipo morenas douradas de cabelos escuros e longos, mas de alguma forma, uma embriagada forma, Carter era quem estava em sua cama.

Após acordar e passar por todo constrangimento da caminha da vergonha e finalmente dizer Adeus à Carter eles descobrem que a maior nevasca dos últimos cinco anos assola a cidade de NYC e ninguém entra ou sai do apartamento de Alex.

Uma semana.

Uma semana juntos, em um apartamento, com personalidades opostas será o que eles enfrentarão.

A neve termina, a semana termina.

Mas o que Alexander sente, não.

Quando Carter vai embora, Alexander começa a sua Odisseia para engajar um relacionamento com a garota que não era dos seus sonhos, mas que definitivamente lhe mostra que um pesadelo também pode ser bom.

Neste primeiro livro você aprenderá o significado de uma refeição em uma janela com Carter.

E você aprenderá que mulheres realmente trocariam flores por um ramalhete de alface e cenouras com Alexander.

Não há problema em você saber que o final dessa história é feliz. O importante é como ele termina. De que forma.

E como estamos falando em como termina essa história, ela não termina, embora você tenha essa sensação ao final do livro.

Não, ela continua em Aprender a Dizer Adeus.

Desta vez, no livro dois, Alexander divide a narrativa com Carter. Que embora seja uma pessoa descontraída revela um segredo forte e doloroso no primeiro volume da trilogia. No livro dois, no entanto, o casal está feliz. Finalmente estão seguindo em frente com dois lindos momentos.

Ou assim pensam.

Carter se vê castigada pelo seu pior pesadelo. A decisão errada que tomara no passado acarretando uma avalanche de sofrimento por muito tempo.

Um som de engasgo vem ao meu ouvido direito e me viro para ver Alexander chorando […]Foi neste momento que eu desliguei.”

Carter estava vazia. Eu podia ver em seus olhos. Palavras como depressão em alto nível, trauma e catatonia foram jogadas em cima de mim como uma avalanche de neve.”

A segunda parte desta linda história de amor relata o quanto um homem pode amar uma mulher. Enquanto tenta salvar sua esposa, Alex se vê a frente de um grande caso, uma oportunidade única para alavancar sua carreira, porém se vê divido entre resgatar o amor da sua vida e levar a diante essa importante oportunidade.

Sem saber como curar seu coração, Alex luta contra a sua própria perda apenas para salvar a sua amada.

Então eu pedi o divórcio.

De alguma forma a dormência quis voltar para dentro de mim quando ele tão facilmente disse que daria a mim, se atendesse a sua condição. Ir para uma clínica de reabilitação por três meses.

Sim, Alexander aceita dar o divórcio com uma condição:  Que ela se cure.

Ambos sofrem romance, mas cada um de uma forma diferente? Quem sofre mais?

Quem se doa mais?

Não o bastante, Caterine vê constantemente a assistente de Alexander, Melissa, à espreita. Apenas isso já pode ser motivo para você odiar a jovem advogada. Mas leia. Melissa é mais uma das grandes surpresas que o segundo volume da série lhe oferece.

Carol Moura busca frisar a sensibilidade e o sofrimento neste livro, onde um homem abdica de sua felicidade pela daqueles que ama, porém, sem deixar o leitor esquecer o que uniu o casal protagonista em primeiro lugar e principalmente, como é possível perdoar, ser perdoado e se perdoar.

É claro que Aprender a dizer Adeus também tem um final feliz. A autora não é, e garante que nunca será conhecida por um final triste em qualquer que seja sua obra.

Mas ainda não acabou.

Em Nunca mais dizer Adeus, novos personagens entram na trama. Simon Heyes é uma mistura de Alexander e Caterine Hartnett da forma como o destino quer.

Quando se vive em um mundo solitário onde você aprendeu a simplesmente sobreviver, você acaba se fechando para tudo. Assim não há decepção, não há raiva ou revolta. Há somente você. Você vive um dia após o outro.

Simon estava acostumado com Adeus, ano após ano a sua vida era resumida a isso. Já acostumado a viver desta forma, Simon leva um grande susto quando Alex e Carter entram em sua vida.

E o pior?

Eles querem ficar.

“– Hum… olá. – Cumprimentei sem graça, imediatamente comecei a coçar meu pescoço tentando encontrar algo para fazer enquanto todos analisavam-me como se eu fosse algum experimento, olhei para o homem que agora trocava olhares com a esposa e eu poderia dizer ele era completamente louco por ela. Tipo, louco mesmo. Ele ficava em cima dela e analisava cada uma das suas reações. Seus olhos brilhavam e ele tinha uma espécie de sorriso engessado em seu rosto. Era assustador para dizer a verdade.”

 Simon não sabe o que é carinho, atenção, cama quente ou mesmo sexo. Mas as pessoas estão insistindo em aparecer em sua vida para lhe ensinar sobre isso. Um adolescente em uma nova escola repleta de pessoas que possivelmente nunca viveram sua realidade e apenas uma garota interessada em saber sobre ele pode parecer o tema mais clichê para você. Não nesta história. Carol Moura mescla para você um romance doce e comovente com um drama famíliar completamente inusitado. Sem esquecer os protagonistas da série ela entra com mais um casal, jovem, inexperiente e não menos carismático.

Enquanto Simon se apaixonada por uma jovem morena de olhos roxos, sim, roxos, e tenta se adaptar à sua nova vida, Alexander está de volta ao grande caso que lhe apareceu no último ano, o caso que lhe daria notoriedade no cenário da promotoria de NYC.

A preocupação de Alex com Carter continua lá. O último ano fora difícil, mas ele está irredutível em sua missão de não se deixar, ou deixar sua esposa se abater novamente.

– Eu sei exatamente que dia é hoje, Mary Anne e não vou coroá-lo como um aniversário. É preciso seguir em frente.

– Eu sei, Alex, mas você não está sendo um pouco duro não reconhecendo a tristeza dela? 

[…]

Eu sempre estarei, mas não vou compactuar para essa tristeza todos os anos e eu tenho o aval do psiquiatra para isso. Eu a afaguei essa manhã. A segurei em meus braços e limpei suas lágrimas.

Carter só quer que tudo dê certo. Concentrada em dar o seu melhor para a nova vida ela se vê um pouco sem saber o que fazer ou como agir. Aos poucos ela volta a trabalhar ajudando Alexander em seu caso importante e procura cuidar da sua família. Mas seus medos continuam lá espreitando para qualquer momento de fraqueza que possa aparecer. Mas ela encontra apoio onde ela mais quer e se mantem forma para levar a vida adiante. Enquanto isso Simon tenta se convencer que realmente é capaz de ser amado, ser limpo, organizado e comportado não é mais necessário para fazer sua família feliz e querê-lo, ele só precisa ser ele mesmo e deixar com que o amem.

Mas uma revelação o deixa em uma difícil situação onde ele precisa escolher quem ele deve magoar. De qualquer forma um sairá ferido e ele não quer isso para qualquer um.

O desfecho da série Adeus se dá com uma única lição: Não importa o quê, amor está acima do sangue, da convivência ou lealdade. O amor vem puro e sozinho, ele não se liga a nenhum outro sentimento. Ele apenas está lá.

Sim, há alguns anos eu encontrei uma mulher maluca em clube noturno. Se não fosse sua dança esquisita eu nunca teria descoberto o que era viver. Eu a fiz minha, não desisti quando ela queria. Não a deixei quando precisou. E nunca terei o suficiente dela.”

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