Ticiele Camargo

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  1. Fale-nos um pouco de você.
    Sou Ticiele de Camargo, nasci em Porto Feliz – SP mas sou radicada em Londres há quase 10 anos. Sou estudante de Inglês e Literatura na Universidade de Goldsmiths, London.
  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?
    Comecei a compor minhas obras aos 11 anos de idade. A inspiração veio basicamente de um pouco de tudo, mas o mais forte foi o contato com a Literatura de Cordel que me engajou mesmo na escrita.
  1. Qual a melhor coisa em escrever?
    É se expressar até mesmo nas entrelinhas.
  1. Você tem um cantinho especial para escrever? 
    Eu praticamente escrevo em qualquer lugar. Uso muito meu celular para escrever no trem, e em casa na minha escrivaninha também.
  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?
    Gosto de escrever para crianças e trazer à memória delas a realidade desse mundo e passar através dessa minha escrita, somente coisas boas, ensinamentos. Como comecei a compor minhas obras quando pequena, porém fui amadurecendo também a minha forma de escrita. Escrevo para crianças e para adultos.
  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?
    O ‘Vontade de Escrever’ brotou numa mesa que ficava na copa da casa que morava em Porto Feliz. Lembro que ali sentava de tarde e ficava horas escrevendo meus primeiros cordéis e poesias. Lembro que no início, quando vi que estava me saindo bem naquele fluir de idéias e palavras rimadas, cheguei até deixar de lado as atividades de brincar na rua com os vizinhos. Mas logo depois já consegui me concentrar em ambos, normalmente. E acho que daí que vem o ‘Vontade de Escrever’, da grande paixão e descoberta pela escrita que tanto me fascinava. O poema ‘vontade de escrever’ foi um dos meus primeiros! E até hoje me lembro em ter pensado ‘se um dia eu for escritora, quero que seja esse o título!’. Minha mãe me influenciou e apoiou muito essa minha jornada de escritora aprendiz e empolgada, rsrsrs. Ela ficava muito contente em me ver tão dedicada naquilo, e foi daí que me prometeu que quando eu fosse um pouco maior, iríamos publicar o meu livro. Guardei isso no meu coração e graças a Deus esse ano vivi esse sonho! Os personagens vieram conforme eu ia escrevendo, e é o que me acontece até hoje quando começo a escrever, as palavras e idéias começam a vir e eu tenho que correr escrever!
  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?
    Eu leio um pouco de tudo e procuro aprender com todos. Aprecio grandemente os escritores clássicos e alguns ainda em vida. Nessas minhas leituras procuro filtrar muita coisa e assim aprender.
  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?
    Não necessariamente. Acredito que muitos autores já se identificam com o seu tipo de escrita e também já saibam os seus propósitos antes de iniciar suas obras, eu sou umas dessas.
  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado? Não.
  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?
    Acho muito bom embora seja necessário ter uma boa filtrada no que se aparece. E aconselho os leitores serem cautelosos em suas escolhas, a lerem coisas boas que venham mudar algo em nós pra melhor e não para pior.
  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?
    Veja só, somos um povo muito criativo, damos jeito pra tudo! mas acredito que quando se trata de Literatura, escrita e colocar um Livro no mercado há a necessidade também de ser filtrado. Existem livros que foram lançados recentemente na Bienal do Livro no Rio, que não adicionam nada na vida dos seus leitores e mesmo assim existem muitos que compram. Eu não sou a única que acho triste ver essa iniciativa dos leitores nacionais ter se propagado de uma forma tão desesperadora, rápida e até mesmo ‘eufórica’. Precisamos de qualidade e não quantidade.
  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?
    Todos sabemos que é muito difícil sobreviver no Brasil como um Escritor. Por isso eu entendo o lado de todos.
  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

          Até agora não me deparei com esse tipo de pensamento! Quem sabe um dia!

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria?
    Nunca pensei nisso antes! Mas por ser um livro infanto-juvenil, com certeza algo muito leve e alegre.
  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?
    Não ainda!
  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?
    Traduzir o ‘Vontade de Escrever’ para outras línguas, como Inglês e Espanhol.
  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso? Acompanho e acho importante para um Escritor estar em contato com as críticas, sejam elas construtivas ou não. Não podemos esperar que todos venham apreciar os nossos trabalhos. Assim como uns não gostam de comer maça, por exemplo, outros gostam.
  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?
    Ana Maria Machado e Ruth Rocha, nacionais. Internacionais, preciso organizar uma lista, rs.
  1. Qual a maior alegria para um escritor?
    A alegria do leitor.
  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.
    Leiam e escrevam bastante! Estudem muito! Acreditem e nunca deixem de sonhar. Tudo é possível, basta crer.

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