Thulio Phelipe

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Tenho 27 anos, nascimento em Recife / Pernambuco, mas moro na Paraíba desde 2007. Amo o nordeste e a cultura nordestina e brasileira. Gosto de escrever, mas confesso que leio menos do que gostaria. Fico entediado com facilidade, por muitas vezes, mas isto se contrapõe a minha intensidade na leitura quando gosto de algum livro ou assunto específico. Publiquei meu primeiro livro em 2013 pelo clube de autores, e, sempre que pode, economizo dinheiro para bancar as autopublicações futuras. Divulgo meus textos por meio do Instagram e Facebook (pessoal).

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Trabalho como técnico bancário e escrevo desde 2004. Começou por conta de minha timidez, assim como muitos que escrevem no período da adolescência, foi evoluindo e hoje é um grande hobby que tenho.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

A eternização dos momentos e histórias em papel é a melhor coisa a escrever. É uma forma de deixar sua marca no mundo, como você o lê, como as pessoas veria o mundo (criado ou real) com os seus olhos.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever?

Logo ao escrever, eu levava papéis no bolso e guardava-os em uma caixa, isto perdurou até começar a passar os poemas a limpo. Hoje em dia, com o celular, escrevo em qualquer hora e lugar, bastando, para isto, o celular estar carregado. Mas vou enviar a foto de um local onde escreve alguns poemas em Outubro do ano passado para o livro Três Luas (fica na cidade de Inajá no sertão de Pernambuco).

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Escrevo poema e contos, basicamente. Quanto aos poemas, muito do que escrevo tem relação a vivência (alguns podem ter algum tipo de pesquisa, mas a base, geralmente, é de experiências vividas desde 2004). Atualmente estou escrevendo uma história de suspense / terror no Wattpad, além de terminar algumas histórias que tenho não finalizadas no gênero suspense e romance.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

No momento tenho cinto livros autopublicados: A tortura, Palavras ao vento, A maldição das palavras, Três luas e, por último, O cálice profanado. O titulo dos livros de poemas (Palavras ao vento, A maldição das palavras e Três luas), vem em decorrência dos poemas que os nomeiam que passam idéias basilares dos livros.  Já o A tortura e O cálice profanado, tem uma natureza mais sombria, digamos. Os personagens foram criados por meio de pesquisa sobre dois assuntos (Magia do Caos, no caso do A tortura e Cabala, no caso de O cálice profanado).

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Sempre pesquiso em sites sobre assuntos que não tenha conhecimento tão aprofundado, a lista é inúmera, de sites de noticias, livros sobre o assunto, revistas eletrônicas, vídeos no YouTube, tudo depende de onde a informação está e o modo de como quero passar ao leitor.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Muito do que escrevo são de experiências (no caso dos poemas), mas admiro vários autores, tais como: Pablo Neruda, Gervasio Fiorante, Gregório de Matos e Carlos Drummond de Andrade. Quanto as histórias e contos, quando surge a idéia, busco mais pela pesquisa no assunto do que basear-me em autores, mas admiro os autores: Jeff Lindsay e Dan Brown.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Faço publicações de forma independente (por meio do clube de autores), não acredito haver tanta abertura para os autores nesta mesma situação para editoras, muitas cobram bastante para publicação de livros. Por conta disto, neste ano, fiz o cadastro para ser editor e poder solicitar, por conta própria, o ISBN, além de pesquisar sobre diagramação e correções. Como faço autopublicações não tenho dificuldades para publicar, mas sofro para divulgar e ter retorno das leituras.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Verifico, por meio de grupos que participo, o amor dos novos autores pelos seus escritos. Acredito que com maior apoio, seja das editoras por meio de facilitadores para publicar, seja por meio do governo com projetos de incentivo a publicação e leitura, o cenário pode ser promissor. Vejo, porém, com preocupação o excesso de “internacionalização” das temáticas dos livros nacionais, compramos muitos formatos “rotulados” ou “parametrizados” de Best Sellers, isto trás como conseqüência uma provável pobreza na produção, favorecendo o cenário atual.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Para uma cultura de pouca leitura, é importante que a produção seja incentivada. Muitas vezes, o mercado absorve mais pelo apelo do marketing ou por um modelo engessado, do que pela qualidade em si. Mas acredito que ao entrar no mundo da leitura, o leitor fará esta análise critica mais a frente do que é importante e do que não é.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Pela sensibilidade do público brasileiro ao preço, além do histórico de baixa quantidade de livros lidos, é um fator que apenas fortalece este cenário.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Dan Brown: Anjos e Demônios. É incrível ler o livro e depois pesquisar local por local e ver tudo tão bem descrito. Além do mais, este clima de conspiração sempre mexe com a cabeça das pessoas e este é um trunfo do autor.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Sou muito fluido em relação a música, casa momento inclui uma música específica. Mas para cada livro a lista seria:

A tortura: Behemoth – Ceremony of Shiva / Rammstein – Mein Teil

Palavras ao vento: Los Hermanos – O vento

A maldição das palavras: Legião Urbana – Livro dos dias

Três Luas: Cássia Eller – Luz dos olhos / Cordel do Fogo Encantado – Antes do mouros

O cálice profanado: Transmissor – Janela / Iron Maiden – Sanctuary

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Made in Japan – Akio Morita e a Sony. Apesar de não tão conhecido, é um ótimo livro.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Estou em busca de ampliar meu modelo de escrita, buscando assim, escrever histórias mais complexas, saindo dos poemas. A poesia sofre, muitas vezes, pelo excesso de personalização do autor, o que, muitas vezes, diminui a sua liberdade criativa. Mas como todo início é complicado mudar o modo de escrita e entregar algo que leve ao público o interesse necessário a leitura.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Apesar de acompanhar pouco, acho importante o trabalho. Penso que quanto mais pessoas inseridas no ambiente da leitura, melhores materiais sairão deste. Ultimamente enviei alguns originais para esta finalidade. Uma ótima de amantes da leitura é sempre de grande ajuda para quem produz obras forma independente.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Dos já falecidos, escolheria Neruda (para ler o Palavras ao vento, A maldição das palavras e o Três luas) e o Gregório de Matos (para ler o A tortura e O cálice). Dos vivos gostaria que o Till Lindermann  – vocalista do Rammstein (para o A tortura e O cálice) e Leandro Karnal (para o para ler o Palavras ao vento, A maldição das palavras e o Três luas).

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

O escritor ama a paixão pela leitura, ver seu livro com um amante da leitura, que vai ler com amor, vai dar suas opiniões, vai “comer” o livro, para mim, esta é a maior alegria do leitor.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Peço que continuem insistindo na escrita, e, também, não tenham medo de experimentar novos autores. Quem escreve pela paixão da escrita como um fim por si só, este é o verdadeiro escritor.

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