Thiago Lucarini

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Sou bastante tímido e observador. Um cara reservado, caseiro, que gosta de animes, livros, seriados e cinema.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? de onde veio a inspiração para a escrita?

Sou nutricionista formado. Minha inspiração é muito ampla, tudo me serve de motivo para escrever, gosto de temas corriqueiros e polêmicos, gosto de trabalhar ambiguidades e extremos. Morte e vida, amor e ódio, bem e mal, feio e belo, santidade e promiscuidade. Isso me fascina.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Dar vazão aos sentimentos e criar mundos inimagináveis e saber que alguém totalmente diferente de você parará sua vida por alguns minutos para ler o que escreveu. Acho isso arrebatador.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever?

Não, escrevo em qualquer lugar. Qualquer lugar mesmo. Tenho muita inspiração dentro de ônibus (risos).

  1. Qual seu gênero literário? já tentou passear em outros gêneros?

Não tenho um gênero próprio, escrevo: suspense, terror, policial, romance, fantasia, erotismo, poesia. Arrisco-me em tudo.

  1. Fale-nos um pouco sobre o livro “Além do Véu da Morte”

Além do Véu da Morte é uma obra de ficção que trás no seu contexto uma reflexão da vida e sobre como nós (humanos) nos comportamos perante grandes tragédias. Tendo apenas dois personagens centrais: Abel e Morte, exploro a visão da morte pela Morte (isso pode soar um tanto confuso), mas o livro tem como pano de fundo catástrofes da humanidade (naturais e humanas). É uma estória de redenção, onde a Morte tentará dar a salvação a um suicida.

  1. Onde encontra inspiração para os nomes dos personagens?

Isso é muito louco (risos) procuro nomes com significados interessantes ou que tenham um apelo sentimental próprio. Os nomes podem vir de pessoas que amo ou que não foram tão legais comigo (risos).

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Busco referências em livros e na internet. Além do Véu da Morte mesmo demandou um pesquisa gigantesca, pois há cerca de 15 tragédias na obra e pesquisar cada uma delas, deu trabalho.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Atualmente estou fascinado pelo George R. R. Martin. Ele me inspira muito, existem outros também como: Rick Riordan, Lya Luft, Christopher Paolini, Clarice Lispector, Anne Rice, J. K. Rowling, Caio Fernando de Abreu, Stephen King, Nora Roberts, Becca Fitzpatrick, Stephenie Meyer.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Quem nunca? O que publico é apenas uma pequena parte. Tenho inúmeros trabalhos guardados.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

A Literatura Brasileira avançou muito nos últimos 5 anos, em pensar que a pouco tempo escritores brasileiros eram uma ninharia. O mercado mudou sim, mas ainda nos esbarramos muito na Literatura Americana, entre outras, o leitor brasileiro é ‘americanizado’ ou ‘inglês’, pois aprendemos que nada do Brasil tem valor social, cultural ou literário, além do que, os livros nacionais são muito mais caros. Visto isso, as pequenas editoras vem trilhando o caminho desconhecido e revelando vários talentos, e a intervenção de mídias como o Wattpad que liga leitor e escritor. Creio que ainda há muito a ser melhorado.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Como disse anteriormente tratasse de mercado única e exclusivamente, talento nem sempre é necessário, merecimento quase nunca existirá, quem paga publica, simples assim, gestão de negócios. Alguns livros são mesmo tristes (inclusive americanos), não há preocupação com revisão e qualidade literária. Todos são escritores hoje em dia. Vi uma entrevista da Lya Luft no Sem Censura da TV Brasil onde ela disse mais ou menos isso: No Brasil há excelentes livros de escritores formidáveis com baixíssimas tiragens e livros não tão bons com tiragens de best-sellers.  Preciso dizer mais alguma coisa?

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

É ridículo, sei que o processo como um todo é caro e tudo mais. Mas as grandes editoras pagam rios de dinheiros nos direitos de obras de fora e não tem coragem de investir o mínimo necessário no autor brasileiro. É uma vergonha os livros brasileiros saírem quase sempre a partir de 40 reais e livros estrangeiros serem vendidos a 19,90, 29,90.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Tantos (risos): Harry Potter, A Hospedeira, A Guerra dos Tronos.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria?

Para Além do Véu da Morte a música tema é: Dare To Belive  da banda Boyce Avenue. Também escuto muito Within Temptation, Epica, Evanesce ao escrever.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Ainda não (risos), mas o livro que mais me marcou até hoje foi O Código da Vinci – Dan Brown por ter sido o primeiro livro que li na vida. Sou um leitor tardio (risos).

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Hoje em dia passei dessa fase louca de querer publicar a todo o momento. Penso seriamente em editar uma antologia de contos próprios, mas sem previsão.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? o que você acha sobre isso?

Acompanho sim. Acho o trabalho dos blogueiros sensacional, toda crítica é válida.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Vamos imaginar um mundo paralelo onde meu livro é o mais novo best-seller da praça. Morreria ao saber que algo meu foi lido pelo George R. R. Martin (risos).

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Ser lido.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Primeiramente obrigado a quem leu essa entrevista. Os livros sempre serão o melhor caminho para os homens, eles têm o dom de nos salvar da ignorância do mundo e de nós mesmos. Para quem está iniciando, cuidado, seja cauteloso, estude, leia, pois o mundo literário não é tão colorido quanto parece, pés no chão é o caminho mais seguro. Deixo a todos uma das minhas frases que mais gosto e que traduz um pouco o sentimento daqueles que amam a escrita ou ler. No mais meu muito obrigado:

“Amo os livros, pois neles encontro amigos eternos, sempre calados, por mais que falem infindáveis palavras.”

 Att;

Thiago Lucarini

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