Tay Duque

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Olá, meu nome é Tay Duque, e sou escritora há mais ou menos oitos anos. Sou muito ligada nesse mundo das artes. Sou cinéfila e meu gosto pela música chega a ser demais. Me divirto mais com essas coisas do que uma noite inteira em uma festa. Nada contra quem gosta, mas definitivamente não é para mim. Coisas simples me agrada e coisas mais simples ainda me deixa completamente irritada. Prefiro frio do que calor, ficar em casa do que sair.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Eu não tenho uma profissão ainda. Estou estudando letras para me aprimorar na escrita, provavelmente serei professora de inglês no final da faculdade. Mas sinto que encontrei a minha carreira. Escrever é tudo que eu realmente gosto de fazer, é algo da alma, uma imensa terapia. Desde de criança eu tenho fantasias. Sabe aquelas crianças que falam e interagem com seus brinquedos? Eu fazia isso, mas de uma forma bem ampla. Eu realmente criava um mundo só meu e dava vida a ele. Aos doze anos eu até escrevi alguma coisa brevemente, mas eu achei muita loucura colocar no papel o que havia na minha cabeça. Já pensou se alguém lesse?  Foi quando comecei a entrar no mundo das fanfics que comecei a ter gosto pela escrita. Sou fã do Michael Jackson, e foi por meio do universo dele, e toda o modo que ele dizia como a dança e a música o fazia se sentir que comecei a acreditar que eu também poderia ser capaz de fazer isso. Eu não tinha nenhuma noção do mundo literário nas redes sociais, então meio que eu estava delicada de tudo isso. Realmente foi por causa do Michael que vi que eu tinha gosto pela coisa.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

    Poder criar personalidades diferentes. Criar um mundo novo com pessoas pensantes e inteiras. Colocar para fora tudo que está dentro de mim. A escrita nos possibilita ser quem quisermos ser, então os meus personagens, algumas vezes, têm um pouco de mim, ou são quem eu gostaria de ser. Às vezes não têm nada a ver comigo, o que é genial, porque aí, eu posso aprender com eles, porque sei que outra pessoa irá se identificar. Ou também, pode me ensinar a nunca ser como ele. É um ensinamento. Fico ansiosa para saber como ele irá reagir a determinados acontecimentos e torço muito para se livrarem de seus tormentos. Mas o que me deixa mais encantada é que os personagens agem por conta própria, eu estou escrevendo, mas eles sempre encontram um caminho certo que devem seguir. Eu só obedeço e torço para que tudo dê certo.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? cantinho do pc

Eu tenho um lugar reservado para a minha escrita, mas também depende do meu estado de espírito. Às vezes eu me dou melhor, escrevendo na minha cama, ou no sofá, ou na sala.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Romance e drama. Eu queria muito tentar suspense, mas nunca dá certo. Acho incrível quem consegue.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Para escrever os meus livros eu tento buscar algo diferente. Eu até posso querer falar do assunto do momento, mas sempre tento fugir do clichê. Meus livros sempre veem com algum ensinamento. Eu tento encontrar algo de útil e transformá-lo em lições. O livro que estou escrevendo agora, com uma amiga, se chama Orgulho e Ambição. É uma trama entre dois amigos que têm a infelicidade de serem movidos pelo próprio ponto fraco. O orgulho e a ambição são seus pontos fortes, mas também suas maiores fraquezas. Escrevê-los tem sido um grande desafio, porque cresci como pessoa e como escritora também. Tem muitas coisas nesse livro que eu nunca imaginei ser capaz de dizer. É como eu disse na pergunta de cima, que nossos personagens têm vida própria e seguem o rumo que querem seguir. Isso acontece muito com os 15 personagens de Orgulho e Ambição, e me sinto honrada de poder escrevê-lo.

Normalmente, os nomes dos meus personagens eu busco respeitar a combinação de personalidades. Mas em Orgulho e Ambição, especialmente, encontramos na internet, tanto nome como sobrenome. Algumas nacionalidades que quando batemos o olho, achamos perfeito para cada um. Então surgiram, Luthessa Mazza (Tess), Gregory Mazza e Stephen Crow.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Primeiro faço aquela famosa pergunta: Quem são os meus personagens? Onde eles moram? Onde trabalham? Então começo a pesquisar sobre isso, a fundo. Quando determino uma cidade, procuro a saber tudo sobre a cidade; bairros, ruas, avenidas. Qual lugar que eles gostam de frequentar? Bar, cinema, restaurantes?  Coloco tudo real, com o que existe. Quando vou falar do seu trabalho, vou pesquisar sobre aquela profissão e vou a fundo, porque vou querer escrever tudo, detalhadamente o que eles fazem. Não gosto de passar por cima nessas coisas, gosto de criar um ambiente realista e que convence o leitor.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Eu gosto muito de ler e minha escrita vai de acordo com o que estou lendo no momento. Não sei, acho que absorvo tudo que leio e acabo seguindo a mesma linha – tecnicamente falando. Eu vejo o que o autor detalhou e já falo: “opa, é importante ressaltar um assunto dessa forma. Sim, é preciso falar sobre o cheiro, sobre cores, sobre como eles estão reagindo.” Então é isso que faço. Eu gosto muito da técnica da Sylvia Day e me inspiro demais em Crossfire.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Publicar livro é sempre uma dificuldade, mas eu não tive tanta dificuldade em publicar o meu primeiro. Apesar de ter levado para 5 editoras diferentes, acabou que deu certo na última tentativa. Hoje em dia tem editoras pra caramba, e elas publicam de várias formas. O que mais acho difícil é vendê-los, dar de cara com leitores que realmente abraçam o que você escreveu. O reconhecimento às vezes é que acho mais dificultoso.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Acho uma batalha de egos. Cada um querendo ser melhor do que o outro quando na verdade são só cópias e recortes de livros que você pensa que foram feitos pela mesma pessoa. É impossível fugir do clichê, não existe histórias sendo contada pela primeira vez na história, mas o que diferencia é a forma com que cada um escreve. Porém pelo que vejo, muita gente não está preocupado com isso não. Levanta-se muito a bandeira branca de apoio à literatura nacional, mas é muita pouca gente  realmente faz isso prontamente. Acho que a bandeirinha branca é apenas para defender o seu e não um pensamento geral.

Algumas pessoas querendo receber livros de graça para pode divulgar o seu trabalho. Não digo sobre blogs sérios que vão lá e realmente fazem o trabalho perfeito, até porque se não fosse assim eu seria a primeira a não disponibilizar os meus, mas também tem muita gente folgada que querem tirar vantagens. Então é difícil esse meio. A batalha de autores com autores é bem árdua e bem cansativa. Eu mesma já desisti (risos)

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

A pergunta já fala sobre o que eu penso (risos) Há bons e ruins, outros que chegam a ser de arrepiar. Mas há gosto para tudo, então não dá pra julgar. Como eu disse, não é difícil publicar livros ultimamente, tanto é que surgem livros e livros. Assim como não é difícil abrir editoras.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Acho que os preços são justos. Eles obedecem a quantidade de páginas o material e tudo mais. O problema é o que o autor ganha.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Harry Potter. Nossa!! Eu queria muito criar um mundo daquele, com coisas que jamais existiram ou vão existir. Tudo que for escrito com a mesma pegada será só cópia e é triste. Sem contar que não faço ideia como escrever fantasia, não tenho criatividade para tanto.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Eu sempre escrevo ouvindo músicas, é essencial. Mas para criar a trilha do meu livro, me preocupo muito se a letra realmente fala aquilo que eles estão passando. Tudo tem um proposito e é assim que deve ser. A melodia também influência muito. Orgulho e Ambição tem uma trilha que combina com cada um deles.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Claro. Os livros que me tocam, aqueles que me fazem refletir e aqueles que me inspiram em querer ser melhor como escritora. É injusto escolher somente um, então estou respondendo assim (risos).

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Por enquanto quero me dedicar totalmente em Orgulho e Ambição. Será uma série de quatro livros e tem que ser bem desenvolvido, porque tem muita coisa a ser contada e novas para surgir. Esse livro nos consome demais, é muito trabalho e quase não nos sobra tempo. E realmente estamos dando nossas vidas por ele. Mas tenho rascunhado algo novo. “Na mira”, promete ter muitos mistérios e ação.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Na verdade, é difícil acompanhar algum blog, eu geralmente só leio quando resenham o meu livro ou quando estou interessada por algum outro  livro que eu não conheço. Então quero muito saber sobre suas opiniões. Em um modo geral, não.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Uau! Pergunta difícil! Acho que a Sylvia Day, porque eu aprendi muito com a escrita dela. Acho que foi a partir daí que eu coloquei os pés no chão e aprendi que escrever não é apenas colocar o traseiro na cadeira e digitar palavras. Escrever é pesquisa, dedicação e revisão.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

A resposta dos leitores. O carinho, as mensagens, tudo. Por isso que é de suma importância um feedback. Se você é um leitor e gosta do trabalho de alguém, participe, interaja. Porque com certeza será isso que vai motivá-lo a continuar escrever. Vocês são fundamentais e nós precisamos muito de vocês.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Queria agradecer do fundo do meu coração o apoio a dedicação e as horas que gastam lendo os capítulos enormes de Orgulho e Ambição ( risos). O dinheiro que vocês gastam comprando Sedução e me marcando em cada publicação. Suas resenhas lindas que faltam me fazer chorar.  É aí que sabemos que nosso trabalho está sendo valorizado. Vocês são demais, e os amo muito por tudo que representa, de verdade.

Para quem está iniciando nesse meio, tudo que tenho para dizer é: tenha dedicação. Seu comprometimento é fundamente para colocar em folha branca o que você quer escrever,  com excelência. Leia muitos livros, porque sem leitura não existe escrita, é impossível até. Se errar uma vez, continua tentando e nunca desista. No começo é duro, pesado, mas um dia tudo melhora, tudo se ajeita. Seja corajoso e nunca desanime. Saiba lidar com a crítica sem desistir, enfrente a situação e melhore. Saiba ouvir o que estão te dizendo e transforma isso em aprendizado. Eu nunca soube lidar com críticas até o momento que coloquei a mão na consciência e percebi que eu não posso sempre estar certa. Dói sim, mas você nunca vai enxergar o defeito se seus olhos estiverem voltados apenas para o que te interessa.

Boa sorte para todos e muito obrigada.

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