Tatiana Amaral

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Sou uma pessoa simples, que gosta de coisas comuns. Sou tímida, e por isso no primeiro contato eu costumo ficar calada, só observando. Sou um pouco reservada, gosto de ter amigos, mas não de conversar por telefone ou WhatsApp . Curto muito meus momentos em família, mas adoro largar tudo por um bom livro. Quando estou escrevendo esqueço do mundo e me tranco em minha mente.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Eu sou formada em Administração com habilitação em marketing. Trabalhei sempre na área. Antes de me descobrir como escritora eu administrava uma empresa que tinha com o meu marido. Hoje me dedico apenas aos livros e a minha carreira como escritora.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Eu acho que é poder viver várias vidas. Poder ser pessoas diferentes, experimentar emoções diferentes. Quando eu escrevo, vivo os personagens de uma forma muito intensa.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? 

Não tenho. Normalmente escrevo em casa, mas não existe um lugar específico. Meu computador amanhece sempre no último lugar que fiquei durante a noite, pois ele está sempre aberto e aguardando por mim. Penso em criar um cantinho só meu, onde eu possa me trancar e só pensar nos livros, mas com filhos pequenos é um pouco complicado.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Eu escrevo romances. As pessoas me conhecem por escrever romances eróticos, mas eu tenho oito livros, e destes apenas quatro são eróticos, e isso porque escrevi uma trilogia. Não gosto muito de ser classificada como escritora de livros hots ou eróticos, até porque, quando comparada a outras escritoras do gênero, o meu é sempre o mais “leve” em se tratando de sexo. E escrevo o amor e o amor inclui sexo, não gosto de desvincular um do outro, então eu digo que escrevo romances sensuais.

  1. Fale-nos um pouco sobre os livros da série “Função CEO”. Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

O título, assim como toda a história, surgiu do nada em minha cabeça. Normalmente é assim que acontece, uma história que começa do nada em minha mente e quando começo a escrever já sei tudo sobre ela. Com Função CEO não foi diferente, eu só não sabia que seria uma trilogia. Quando comecei a escrever eu tinha em mente que seria algo mais profundo, com cenas de sexo não insinuadas e sim descritas, no entanto tive medo de publicar. Eu não sabia ao certo como seria recebida, não só pelos leitores, mas pelos amigos e família, mas acabou dando tudo certo.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Costumo pesquisar os lugares, a cultura, tipos de comidas e bebidas. Quando preciso descrever algum crime ou doença também busco as informações necessárias. Utilizo muito a internet, mas também incomodo amigos e procuro profissionais das áreas para que possa deixar tudo um pouco mais real.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Como eu disse, todas as minhas histórias aparecem em minha mente, mas comecei escrevendo fanfics, então devo dar os créditos a Saga Crepúsculo.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Sempre no início é muito difícil. Recebi diversos “não”, propostas absurdas, fui ignorada por muitas editoras. Nunca desisti, apesar de ter desanimado algumas vezes. O que fiz foi trabalhar o melhor possível nos livros e quando aconteceu foi da melhor maneira possível. No momento todos os meus livros possuem contrato.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

É complicado opinar sem ser mal interpretada. Eu acho que a internet expandiu os horizontes, abriu possibilidades, mas como tudo nesta vida, existe um lado ruim que é bem ruim mesmo. Hoje qualquer pessoa pode escrever um livro e publicar, sem que exista um filtro, ou uma busca pela qualidade. As plataformas de auto publicação revelam autores incríveis, mas permitem que livros horríveis cheguem ao mercado, e o que acontece a desvalorização da literatura nacional.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Mais ou menos como eu disse antes. Existe uma facilidade imensa em publicar, pessoas interessadas em publicar por demanda, editoras que não se importam em colocar um livro sem revisão, sem um preparo, no mercado. Tem muita gente tirando proveito desse boom, e muitos escritores despreparados. Todos os dias novos escritores me procuram para saber como fazer, u para perguntar sobre alguma proposta que receberam e o que eu percebo é que ninguém está preparando estes escritores. Quando eu recebi os primeiros “não” procurei um curso, aprendi as técnicas e estou o tempo todo me aprimorando. Claro que quebrei a cara, publiquei o primeiro livro por demanda e foi uma decepção, por isso eu sempre aconselho a aguardar por uma proposta melhor.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Eu acho um absurdo termos livros tão caros, mas o que percebo é que os preços estão caindo. Vejo muitos nacionais nas livrarias com preços ótimos e as promoções dos sites ajudam bastante.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Eu acho que todos os da Carina Rissi. Na minha opinião ela é a melhor escritora que temos.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria?

São muitas músicas, mas a maioria é do Michael Buble.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Muitos. Sempre tenho algum que demora um tempo no topo da minha lista. Amei “A culpa é das estrelas”, “Com eu era antes de você”, “No mundo da Luna”, dentre outros. Eu lembro que ando li “Na margem do rio Pietra eu sentei e chorei” do Paulo Coelho, fiquei tão impactada que demorei dias sem conseguir ler mas nada. A saga Crepúsculo também está na minha lista em um lugar muito especial.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Estou me dedicando aos livros da série “O Professor”, mas tenho muitos outros só aguardando chegar o momento certo para escrever.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Não consigo acompanhar tudo o que sai, mas tento. Normalmente os blogueiros me avisam sobre as resenhas. Existe muita gente séria, decidida a escrever uma crítica real, e não apenas por amizade, mas também tem muita gente que quer apenas mostrar que faz diferente e acaba fazendo besteira, né? No geral tento aprender com as críticas negativas, e separar as que são reais e as que são apenas por perseguição. Posso dizer que 98% de tudo o que leio é bom, mas não tenho como agradar a todos.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Eu tenho duas pessoas que fazem isso e eu adoro. Nunca deixo de mandar meus livros para elas. A Mariza Miranda, que faz a minha revisão ortográfica e me incentiva muito, e a Janaina Rico, que faz a minha revisão crítica. Também costumo mandar tudo o que escrevo para a Carina Rissi, porque gosto de saber o que ela achou.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

O retorno dos leitores. Amo receber todas as mensagens de carinho que recebo. É como uma injeção de ânimo.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Eu sempre quero agradecer aos leitores, a todo o carinho. Amo poder ter uma linha direta com eles. Para quem está iniciando, o que posso dizer é que não desanime. Escrever é uma necessidade da alma, então desistir nunca será uma solução. Acreditem e permaneçam firmes.

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