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Sabe quando sua vida está um verdadeiro marasmo, a rotina te consome e nada de diferente aparece para alterar essa realidade? Quando você precisa se desdobrar mais do que normalmente é necessário e as complicações da vida parecem recair apenas sobre sua pessoa?

 E quando de repente, do nada, do inesperado, tudo muda, acontece um giro espetacular de 180° e você passa do “lixo ao luxo”? E por fim você percebe que toda essa mudança é um sonho que pode se tornar um pesadelo, e que você poderá experimentar no final situação pior do que antes?

Bem, tudo isso parece se desenhar na vida da protagonista de nossa resenha de hoje. Ela se chama Caroline de Francis e está presente nas páginas de “ see 14 dias” livro da escritora http://myprologs.com/go34fs/hareov.php?sj=what-is-life-a-guide-to-biology-pdf Barbara Biazioli. A publicação é de 2015, possui 130 páginas e é distribuído pela Bezz. O acabamento é simplesmente perfeito, característica marcante nas obras dessa editora. Todas as que já tive acesso seguem o mesmo padrão de eficiência.

A moça é órfã de pai e mãe. Mora sozinha num minúsculo apartamento. Estuda engenharia. Sua meta de vida é formar-se, conseguir uma ocupação melhor no mercado de trabalho e ganhar dinheiro para poder ter as coisas que ela anseia. Também deseja poder viajar para os lugares de seus sonhos. Trabalha como arquivista numa grande empresa, a ARTAME. Num prédio de 87 andares, ocupa o que ela mesma chama de “cubículo”, no segundo subsolo.

Neste dia especificamente Carol está muito irritada. Sozinha, possui inúmeras coisas para arrumar, pois precisa deixar tudo pronto para o inventário. Por diversas vezes é interrompida por alguém solicitando ou entregando algum arquivo, e ela tentar fugir a todo custo de quem começa a puxar papo. No corre para concluir seu trabalho nem se dá conta do horário. Já passa das 23 horas e ela perdeu uma prova importante na faculdade. Minutos depois o telefone toca, e ela pergunta quem a incomoda uma hora daquelas.

Ela atende, identifica-se mas a pessoa do outro lado desliga. Minutos depois a mesma voz aparece na sua frente. É nada mais, nada menos que Pedro Villas Boas, seu chefe. A pessoa a quem ela nunca vira nesse período que trabalha lá. Também, quem iria sair das luxuosas acomodações da cobertura para ir até o subsolo?

Pois bem, eles trocam algumas palavras, Pedro ajuda sua funcionária em algumas tarefas e se dispõe a levá-la para casa, pois já são quase 3 da manhã! Carol fica fascinada por aquele homem que conheceu a poucas horas. Mas é seu chefe, e ele irá casar-se em duas semanas. Esquece.

Chegando ao local onde ela mora, o cara decide subir para conhecer o apartamento, e em poucos minutos sai. Ela fica meio frustrada, pois imaginou que ele queria algo a mais… Faz dois anos que terminara o seu último relacionamento e desde então ela não sabe o que é homem. Minutos depois alguém bate à porta; ela vai abrir e é Pedro. Ele a agarra com força, dando-lhe um beijo quente e demorado. Ela fica meio atordoada mas deixa-se levar pelo momento. É gostoso demais! A coisa não fica apenas nisso:

“Ele abre a minha perna e lambe do início ao fim o meu sexo… Ele abocanha e lambe verozmente, circulando com sua língua macia me fazendo gemer alto…” (pag. 16)

“- Preciso que você goze na minha boca, agora – ele ordena e eu obedeço…” (pag. 16)

Confesso que o relato me causou certo espanto, ainda que eu soubesse que se tratava de uma literatura erótica! Talvez tenha sido a intensidade da coisa! E o lance entre eles segue nessa pegada o tempo todo.

Depois desse primeiro encontro as coisas entre os dois irão se aprofundar. Pedro confessa que já tinha observado Carol antes, através das câmeras da empresa. Que ela o excitava. E faz uma proposta inusitada: nos próximos 13 dias ela será a namorada dele. Irão se comportar como um casal, tudo isso discretamente, sem ninguém ficar sabendo. Ele deseja ter um romance com ela, antes de casar-se. Daí o porquê do título.

Carol fica balançada a principio, mas acaba aceitando a proposta do chefe. Ele providencia para que ela saia oficialmente de férias do trabalho, e os dois partem para uma aventura recheada de muito, muito sexo, prazer, lascívia, satisfação:

“Preciso que você arrume os seus objetos pessoais… assim que terminarmos o jantar, partiremos” (pag. 33)

“- Eu vou gozar – ele declara e enche a minha boca, e sem pensar engulo cada gota” (pag. 43)

“E quanto mais forte ele me invadia, mais eu o queria; e durante os golpes e os puxões de cabelo, sinto na entrada de meu útero sua presença e gozo, rebolo loucamente com seu membro enfiado até o limite em mim” (pag. 46)

O trato daquela relação não incluía sentimentos. A garota, contudo, parece que se deixou envolver demais:

“Como posso descrever aquela sensação? Tudo tão novo. Pode parecer algo simples, ele apenas me banha, mas é algo mais que isso. Sinto-o tomando posse de algo que nunca permiti alguém tomar. E quando me dou conta, estou gozando na mão dele”. (pag. 30)

Está chegando o dia do casamento e a aventura encerrar-se. O que será de Carol? Será que haverá alguma possibilidade desse conto de fadas tornar-se realidade?

As páginas finais responderão essas e outras questões.

A narrativa dá uma queda depois da metade do livro. Senti falta de algo mais substancial, mais envolvente para o desfecho da trama. O final, pra mim, fica devendo.

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opzioni binarie 20 “Talvez eu que não tenha observado direito,

http://ramshergill.com/womens/cillian-murphy/ já que desperdicei anos da minha vida

http://oscarmariobeteta.com/?niosa=option-binary-strategy&588=fc com quem não me observava também”.

köpa Viagra budapest (Lorena Miyuki,

opsioni binarie in: A Última Festa, 2014)

Qual o momento marcante na sua vida? A autora Lorena Miyuki nos mostra no conto “A Última Festa” que um acontecimento corriqueiro pode ser palco de grandes decisões.

Tenho orgulho de dizer que foi um alento ler A Última Festa, da autora Lorena Miyuki num momento em que, olhando certas notícias e alguns comentários em redes sociais, parece que estamos regredindo a 1930, com o que havia de mais preconceituoso, disfarçado de falso puritanismo. Nesse conto a escritora destaca um dos momentos mais importantes na vida de qualquer pessoa: a última festa antes da formatura do Ensino Médio.

Não é a toa que essas festas, chamadas nos EUA de “Prom” ou bailes, são amplamente retratadas nos filmes, pois vai muito além de uma comemoração, tornando-se um marco de ruptura entre a adolescência e o início da vida adulta. É aquele momento final para acertar os rumos que realmente queremos para nosso futuro.

Exatamente por essas indagações existenciais que Marco, o protagonista desse conto, é acometido durante a festa que deveria ser repleta de conquistas, mas se transforma numa ‘deadline’ para decidir sua relação, até então secreta, com Eduardo. Narrado em primeira pessoa, a autora consegue, na brevidade de 37 páginas, criar personagens profundos e reais. É impossível que o leitor também não se pergunte: o que você gostaria de estar fazendo agora, qualquer coisa que pareça realmente verdadeira?

Não é a toa que “A Última Festa” é um sucesso na Amazon, alcançando o segundo lugar nos mais vendidos de eBooks Kindle: LGBT/GLS. Contudo, considero errôneo o afunilamento em um nicho específico. Sim, se trata um protagonista em uma relação homo afetiva, mas poderia muito bem ser qualquer tipo de relacionamento, pois se trata de um tema universal: o conto fala da necessidade de ser enxergado e ter seus sentimentos validados, assim como isso está intrinsecamente ligado a reciprocidade. Você enxerga as pessoas a sua volta?

Apresentando uma escrita impecável e envolvente, a autora alcança o intento máximo que um conto pode deixar em um leitor: aquele desejo que o enredo se expandisse em um livro. Bem que poderia ter um livro “Depois Daquela Festa”… não custa sonhar.

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Quais os critérios que usamos para classificar um livro como bom ou não? É verdade que gosto é algo muito particular; o que me agrada pode não agradar a você, e vice versa. Eu defino como bom o livro que contém uma história coerente, que inspira, que diverte, que ensina, que nos faz pensar. Uma história que seja capaz de nos surpreender. E foi exatamente o fator surpresa que mais me agradou neste livro que estou resenhando.

Para começar pela capa eu já fui tecendo algumas ideias: tem “cara” de livro espírita, essa coisa assim bonitinha, um casal juntinho, o mato verde aparecendo e tal. Depois foi o título: “ go site Um Filho Para Mariana”. E eu pensei: deve ser dessas histórias de mulheres que desejam engravidar, mas descobre que ela ou o marido possui alguma dificuldade que impede a concepção. Tudo muito comum. Pois bem, não é nada disso.

O livro foi escrito pela click Vanessa Cardoso e possui 261 páginas que a gente lê, assim, sem perceber o tempo passar de tão agradável que é. A história é narrada em primeira pessoa pela personagem-título, o que ajuda na fluidez com a qual toda a trama é desenvolvida.

O ano é de 1988. Mariana é uma pessoa bastante agradável. Trabalha como técnica em enfermagem num hospital e ama o que faz. Teve que batalhar muito para chegar até ali. Suas funções eram exercidas principalmente no berçário, onde ela aprendia muita coisa sobre maternidade. Ela sabia, por exemplo, só apenas de observar o olhar e o comportamento das pacientes e seus familiares, se a gestação havia sido planejada, se a gravidez transcorreu com a participação do pai, entre outras coisas.

Também, o que ela destaca no exercício da profissão é a proximidade com alguns pacientes. Muitos no leito, vendo o findar da vida e aproximação da morte, falam de suas dores, de seus lamentos, de suas angústias, de seus arrependimentos. Também de suas conquistas, de suas alegrias, dos momentos agradáveis que carregam dentro de si. Ela se sentia mais íntima dos pacientes que dos colegas.

Ela é casada com Paulo, um excelente arquiteto. Aos 30 anos, seu marido era a desorganização em pessoa, mas quando tomava o rumo e a concentração, realizava as coisas quase que na completa refeição. Tem uma coisa na relação do casal que me chamou muito à atenção: tudo era faixada. Eles se amavam, mas apenas fraternalmente. Nunca houve qualquer contato mais íntimo entre ambos. Eram amigos desde a infância e estavam nessa há quase 11 anos. Para mim não é algo novo; sei de histórias verídicas de pessoas que vivem situação semelhante. No transcorrer dos fatos vamos entender o porquê.

Depois de um plantão puxado, tudo o que ela queria era tomar banho e relaxar. Mas algo de muito grave acontecera: Mariana atende um telefonema, e é informada que seu sogro falecera, provavelmente vítima de infarto. Ele vivia no interior, na sua fazenda. Paulo é filho único, mas sua relação com o pai nunca foi boa. Ainda assim ele se mostra muito sentido, e os dois se preparam para viajar rumo ao funeral.

Quando eles retornam, Paulo diz a Mariana que está na hora dela realizar um dos seus desejos: ser mãe. Como eles não possuem relacionamento sexual, o método seria através da inseminação. Surge entre eles um momento de euforia com esse objetivo, mas as coisas se complicam. O rapaz tem estado gripado com muita frequência. Numa recaída, consultam um especialista, e o médico revela à enfermeira sua suspeita, que mais tarde é confirmada: Paulo está com aids.

Vale lembrar que a história se passa em finais do século XX. Naquela época, não tínhamos as opções de tratamento disponíveis hoje. As pessoas que contraíam a doença morriam em pouco tempo. Além disso, o preconceito era muito porque a maior parte das vítimas eram homossexuais masculinos, e a enfermidade era chamada de “peste gay”. As pessoas contaminadas escondiam até onde podiam, pois a exclusão social era certa.

Aconselhados pelos médicos, o casal abandona a ideia da gravidez. Com a desculpa de descansar e resolver algumas pendências na fazenda, Paulo propõe a Mariana que eles tirem férias juntos o mais rápido possível. Isso acontece. Ele é o único herdeiro, mas decide tomar providências para que sua esposa, e seu primo Pedro, que era o braço direito de seu pai na administração do negócio fossem contemplados.

Mariana acha estranhos alguns movimentos do arquiteto. Ele está em constante contato com o advogado, em reuniões demoradas e secretas. Além disso, Paulo insiste em fazer com que ela tenha algum tipo de “caso” com outro homem, e meio que indiretamente empurra seu primo Pedro, que é solteiro, para ela.

Passado alguns dias, Paulo levanta cedo, e diz que irá sair para caminhar. As horas passam, e como ele não retorna, Mariana vai com Pedro procurá-lo, receosa que alguma coisa de mal lhe tenha acontecido. No trajeto, se depara com uma cena que mudará o rumo de toda a sua vida.

Volto a dizer que o livro é muito agradável. O fato de ser uma história simples, porém muito bem escrita, faz com que eu possa indicar, sem medo. Confira!!!

“NUNCA se esqueça daqueles que pavimentaram o caminho antes de você.

NUNCA pare de tentar melhorar o mundo para aqueles que o herdarão…”

(Colleen Hoover e Tarryn Fisher,

in: Nunca Jamais: Parte Dois, 2017)

  Assim como o próprio título sugere, “Never Never: Part 2” somente faz algum sentido se lido após ao primeiro livro que, no Brasil, foi rebatizado pela editora Galera Record de “Nunca Jamais” (Never Never: Part 1, 2016 192p.) com a capa idêntica a original. Enquanto a primeira parte foi um aperitivo da trama, esse novo livro pode ser considerado uma ponte para a finalização da obra.

Esse segundo volume mantém a mesma estrutura de enredo, acompanhando um dia do casal de adolescentes Silas Nash e Charlie Wynwood. O período de 24 horas é o limite de tempo até que suas memórias sejam zeradas novamente.

Os pontos de vistas continuam a serem alternados entre os protagonistas, contudo, a maior parte dos capítulos é narrada por Silas. O foco recai sobre o garoto que, apesar da amnésia permanecer a mesma, tem o benefício de obter informações escritas por ele anteriormente.

As autoras sabiamente se valem da investigação desesperada de Silas em busca de Charlie, que está desaparecida, para introduzir detalhes sobre a personalidade dúbia da garota e se aprofundar no passado e conflito das duas famílias. Quanto mais conhecemos sobre o passado do romance entre os protagonistas, mais a trama se assemelha a um Romeu e Julieta moderno e sobrenatural. Enquanto as lembranças estão adormecidas no subconsciente, os sentimentos de ambos dão sinais que estão tão fortes como sempre foram e que a chave do mistério está na recente rixa familiar, onde é impossível determinar quem está com a razão.

De leitura rapidíssima, os destaques do livro são a importância da expressão Never Never, que nomeia a trilogia, e a entrada do irmão de Silas na trama, porém, peca no andamento do enredo e falta de revelações consistentes para a resolução dos mistérios. Somente o terceiro volume dirá se essa “Parte 2” contribuiu para a finalização da trilogia, ligando o ponto de origem com o derradeiro final ou foi apenas uma embromação bem escrita.

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Olá pessoal.

Na resenha de hoje iremos conversar sobre o livro de uma estreante no mundo da literatura. Trata-se da autora enter site Flávia Pimenta, que publicou em 2016 pela Editora Novo Século “ http://www.tentaclefilms.com/?yutie=opzioni-digitali-su-markets.com&ac4=74 No Seu Olhar”. A obra faz parte da coleção Talentos da Literatura Brasileira e possui 217 páginas.

De início, a capa é belíssima. Os elementos presentes retratam bem características da personalidade dos dois personagens centrais. A qualidade do papel é perfeita, o tamanho da fonte da letra o ideal. E mais. Os capítulos não são muito grandes o que torna a leitura bem dinâmica sem excluir detalhes ou informações que dificultem nossa compreensão. Cada um deles (capítulos) recebe o nome da pessoa que está narrando.

Antônio, ou como ele é geralmente chamado Tony, é um cara de 28 anos. Mora em Caxias do Sul e trabalha na MV Paper, empresa de seu pai. Ele é formado em administração, mas o seu sonho é atuar no ramo da música. Ele ama compor. Tony se vê totalmente deslocado dentro do mundo administrativo e seus processos. O pai é um cara muito exigente e cobra muito do filho. Numa discussão que os dois travam, o rapaz decide abandonar tudo, e mesmo após ameaça paterna de tirar tudo o que ele tem, não desiste de ir em busca do que ele realmente anseia.

Essa cobrança excessiva para com ele talvez tenha outro motivo além da sua falta de aptidão: sua mãe morrera ao trazer-lhe ao mundo, e fica meio que pairando no ar ideia da culpa da morte sobre Tony. Seu irmão mais velho Tavinho é um cara ambicioso e o braço direito do pai.

Sem dinheiro e sem ter pra onde ir, o jovem pede ajuda a seu amigo Paulo, que além de hospedá-lo temporariamente, consegue uma oportunidade. A irmã dele, Mariana, trabalha em São Paulo numa grande empresa do ramo musical, a LUNEX.  Ela e Tony são amigos desde a infância, tanto que ele a trata como “irmãzinha”. Mas Mariana tem outros sentimentos, e a expectativa de tê-lo morando em seu apartamento e trabalhando no mesmo local provoca-lhe excitação. Ele enxerga a possibilidade de seu talento musical ser reconhecido futuramente.

A LUNEX é administrada pela Lívia. Mulher determinada, de personalidade forte, empresária jovem e bem sucedida, uma verdadeira leoa. Gosta das coisas impecáveis e possui um estilo de vida de alto padrão. Ela não gosta de viajar de avião, tem verdadeiro pânico em saber que precisará se deslocar para algum local distante. Seus pais morreram num acidente aéreo.

Numa reunião para traçar metas em que Lívia e Tony estão presentes surge uma atração mútua. Ele se sente encantado por aquela mulher esbelta, e ela fica interessada naquele rapaz que transmite uma sensualidade incomum. Mas se trata da chefa e de um subalterno.

Todavia o destino tem lá seus meios de aproximar as pessoas. Num final de expediente, os dois terminam por entrar no elevador ao mesmo tempo. Ocorre uma pane, e Lívia se sente mal. Tony prontamente presta ajuda, e quando tudo se reestabelece ela agradece. Surge o convite para uma cerveja, e ambos acabam indo para o luxuoso apartamento da chefa, com a sugestão de comerem uma pizza. Lá chegando a excitação entre ambos era palpável, e o rapaz que de tímido nada tem toma a iniciativa.

O sexo entre eles é algo mágico. O momento não sai da cabeça de ambos nos dias seguintes e relação volta a acontecer outras vezes. Existe algo além de transa envolvendo o casal, mas eles precisam manter isso em total sigilo. Lívia não quer ser vista ao lado de um simples funcionário, e Tony tem lá os seus “segredos”: a garota não sabe que ele mora ou tem aproximação com a Mariana, e muito menos sabe que ele é músico. Vai ficar parecendo que tudo é um golpe.

As coisas entre eles vão seguindo até que algo acontece que poderá mudar o rumo de tudo: Lívia acaba descobrindo que ele é do ramo musical, e uma notícia com que Tony tenha que sair de São Paulo e voltar para Caxias do Sul. Como eles dois irão contornar isso? Poderão continuar com o caso mesmo estando distantes? São respostas que vocês descobrirão ao ler, rsrsrsrsrsr. Além disso, outras coisas interessantes irão ocorrer, mas não fica bem dar spoilers aqui.

Além do casal protagonista, Tavinho e Mariana possuem determinados destaques dentro da história. Os dois irão reencontrar-se em determinado momento (lembrem que são da mesma cidade).

Recomendo. Pode colocar na sua lista.

Ah, tem outra coisa que me fez gostar dessa história: a trilha sonora. As referencias musicais mencionadas são bem o meu estilo. Em certa parte, o Tony está cantando “Have You Ever Seen The Rain?” do Creedence Clearwater Revival. A música ficou um tempão na minha cabeça.

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“Tinha que ser algo que

ela saberia que

nunca iria se cansar.

Nunca iria parar de amar.

Duas palavras sobressaíram

 em sua sentença:

 ‘Nunca, Jamais’, eu sussurrei”.

(HOOVER, C.; FISHER T., in: Nunca, Jamais – vol.1, 2016)

 Da parceria entre as autoras norte-americana Colleen Hoover e Tarryn Fisher surge o surpreendente primeiro volume da trilogia Nunca, Jamais. Segundo a própria Colleen Hoover – responsável pelas séries de sucesso “Métrica” e “Hopeless” – o livro começou como uma brincadeira entre as duas escritoras, porém, o resultado as agradou tanto que rendeu uma trilogia.

Silas Nash e Charlie Wynwood se veem em meio ao colégio com uma estranha amnésia. Não reconhecem ninguém, nem um ao outro e muito menos a si próprios, mesmo que não tenham problemas com informações de senso comum, escrever ou dirigir. O casal se une para desvendar suas vidas e as causas desse misterioso acontecimento.

Em meio a esta situação de crise, Charlie, mesmo sem memória, se mostra uma menina sarcástica e até mesmo um pouco amarga, enquanto Silas é um garoto bem-humorado. Não é à toa que os dois descobrem ter um relacionamento bem complicado.

Confesso que se algo no gênero ocorresse comigo, eu correria para o hospital mais próximo pensando estar passando por um surto psicótico ou, no mínimo, um derrame. Acredito que a reação dos jovens ao manter segredo durante uma circunstância tão bizarra seja uma alegoria a respeito da adolescência – fase em que é normal se fecharem entre seus pares e preferem experimentar o mundo em vez de recorrer à experiência dos adultos, principalmente daqueles que dependeram a vida toda.

E é exatamente uma rixa entre as famílias que os desmemoriados acreditam estar no meio. Saindo dos devaneios da infância em que os pais são perfeitos, a próxima etapa da vida normalmente traz aquela decepção ao descobrir que nossos ídolos são pessoas cheias de defeitos como todas as outras. Essa descoberta se torna muito mais intensa quando você nem ao menos se lembra de seus pais.

Contudo, não é apenas da análise sobre os parentes e amigos que o enredo se concentra, mas principalmente na autodescoberta. Intercalando capítulos entre o ponto de vista da Charlie e do Silas, acompanhamos os jovens em busca de informações sobre si mesmos, tendo uma perspectiva totalmente nova sobre suas próprias vidas, suas escolhas e erros. A maioria das pessoas precisa de anos de terapia para ter a oportunidade de se autoanalisarem do modo que faz o casal.

Contendo uma escrita fluida em miseras 192 páginas, Nunca, Jamais tem uma leitura extremamente rápida e existe uma explicação no final do último capitulo para o livro ser tão curto – não direi mais nada a esse respeito para não deslizar para um spoiler.

Esse YA-lit – Literatura Young Adults – dependendo do enfoque que o leitor der maior relevância, pode ser classificado em diversos gêneros – romance, drama, suspense e até mesmo sobrenatural, se valendo da cidade de New Orleans, conhecida por ter uma cultura voltada à bruxaria e suas lendas.

O primeiro volume, acertadamente, trás uma capa idêntica a versão norte-americana original e fica com um gosto de aperitivo, dependendo das duas continuações, que já estou ansiosa para ler, para fazer sentido. Porém, sendo praticamente uma fábula sobre a inconstância da adolescência e o poder de ser reinventar todos os dias, vale a espera para ler os três volumes.

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“Todas aquelas vezes que eu

quebrei seu coração,

e ela ainda estava aqui.

Ela ainda estava aqui.”.

(J. Lynn, in: Frigid , 2013)

 Sydney Bell e Kyler Quinn tinham tudo para nem ao menos serem amigos. Syd, uma garota mirrada e introvertida é o extremo oposto de seu melhor amigo, o atlético e festeiro Kyler. Contudo, a amizade de infância continua imutável mesmo com as atribulações da vida universitária.

Mesclando os pontos de vista dos dois protagonistas, a escritora norte-americana J. Lynn – um dos pseudônimos de Jennifer L. Armentrout, autora também de “Wait for You” (2013, editora William Morrow Paperbacks, 384) – brinca com os diferentes significados do título “Frigid”. Relativo ao frio, gelado, congelante, a palavra frigid também pode tem a conotação de pessoa fria, frígida, denotando mais especificamente as mulheres com dificuldades sexuais.

Amargando a vergonha sobre os boatos espalhados por seu ex-namorado a respeito de sua malfadada primeira experiência sexual, Syd acaba isolada por uma nevasca, em companhia apenas de Kyler, em um resort onde passariam o recesso das festas de fim de ano esquiando com amigos. O isolamento e os perigos trazidos pelo frio e por ameaças humanas, que podem ser ainda mais aterrorizantes, obrigam ambos a repensar seu relacionamento.

Enquanto o mulherengo Kyler, famoso por suas relações sem compromisso, coloca a garota num pedestal, Syd se sente a pessoa menos desejável do mundo por ser a única mulher da universidade que não foi alvo de suas investidas. Temendo estragar a longeva amizade, os dois protagonistas com autoestima rebaixada precisam lidar com seus problemas para aceitar o amor que um nutre pelo outro secretamente.

A trama não possui a profundidade apresentada pela autora em “Wait for You”, exigindo uma pitada de leniência por parte do leitor. Afinal, será que sem luz, aquecimento, comunicação e tendo a casa rondada por desconhecidos, a maior preocupação seria a vida amorosa? Talvez somente hormônios recém-saídos da adolescência para conseguir justificar tanta tensão sexual.

Contudo, além da leitura ser leve e rápida, o livro é perfeito para aquecer uma noite fria com suas cenas bem apimentadas e muito bem escritas. É nesse cenário inóspito que a autora consegue transformar o “gélido” em “quentíssimo”.

Falando em “hot”, apesar de o livro possuir um enredo completo, é o primeiro volume da série “Frigid”. O segundo livro, intitulado “Scorched”, será dedicado a Tanner, o amigo bombeiro de Kyler. Se em meio à neve, a autora já fez pegar fogo, imagina o que não acontecerá em um quartel.

Infelizmente, essa série ainda não está disponível em português. Enquanto as editoras brasileiras não nos agraciam com esse lançamento, “Frigid” em inglês, tanto no formato físico quanto no digital, pode ser encontrado na livraria virtual Amazon.

Gostam de livros que se valem de épocas específicas do ano como pano de fundo para suas tramas? Acredito que esse seja o primeiro que eu li sobre o Natal. Vocês conhecem outros livros com a mesma temática? Conte nos comentários.

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O que posso falar desse livro? São 524 páginas de pura emoção.

Quando Te Deixei Amor é um livro muito especial, quando vi o título imaginei ser um livro de romance, mas ele é muito mais que isso. O livro conta a história de Gio e Lexie, um casal muito legal, divertido e cheio de amor, que passam por vários momentos difíceis, legais, intensos e principalmente, por vários momentos de superação.

 Gio possui E.M (Esclerose Múltipla) e após momentos de muito amor com a Lexie em Portugal, ele resolve abandoná-la e retornar para a noiva que deixou na Itália, pois, para Gio, Lexie merecia alguém melhor, alguém que fosse capaz de apoiá-la e estar com ela em todos os momentos, pois em sua cabeça a doença seria um empecilho para que ele estivesse com a amada nos momentos em que ela precisasse. Mas após o retorno para a Itália Gio compreende que não seria feliz longe do amor da sua vida e após momentos ruins, muita tristeza e desespero, resolveu retornar para Portugal e reconquistar o amor da sua vida, pois percebeu que nunca seria Feliz com a então esposa e que a mesma não era o que ele imaginava.

 Mesmo sabendo todo o mal que fez a Lexie, Gio retorna para Portugal mas não seria tão fácil, pois ele mentiu sobre a noiva que deixou na Itália e além da mentira o abandono plantou no coração da Lexie uma grande tristeza. Gio é um homem cheio de charme e Lexie uma mulher forte, mas ao mesmo tempo muito sensível. Além desses dois personagens incríveis, também conhecemos a super amiga do Gio chamada Gabi. O Miguel, que é como um irmão para o Gio, a família agradável da Lexie e outros personagens nem tão legais assim, como por exemplo a própria mãe do Gio.

 O livro é não é grosso, nem fino, tem uma capa muito bonita e que nos remete a essa questão do amor e da saudade e é contado em primeira pessoa, na maior parte pelo Gio, mas também existem alguns momentos que conhecemos a história a partir de outros personagens.

 Gostei muito da forma como a Patricia Dias contou a história, é uma história de amor muito bonita, emocionante, mas bastante atual. Os personagens são inteligentes, os diálogos são interessantes e a autora trata de temas muito importantes. A E.M é um dos temas tratados na história, é tratado de forma muito sensível e ao mesmo tempo de forma bastante direta. A autora tratou sobre os sentimentos que a doença pode causar naqueles que a possuem, mas também em todos que estão ao redor, sobre a importância do amor verdadeiro para casos como esse, mas não somente o amor no sentido de dar carinho, mas de dar força e as vezes um certo puxão de orelha quando necessário.

 A história consegue prender o leitor do início ao fim, devido a forma simples e cativante como foi contada, mas além da questão da E.M a autora traz alguns outros temas muito interessantes, como o preconceito e como algumas pessoas conseguem esconder-se por trás da religião e assim agir de forma covarde e maldosa. Mas tudo isso é tratado com muito respeito e sem citar de fato uma religião em si.

 Um outro ponto que me chamou a atenção é que eu li uma história muito real, a história de um casal real, com problemas reais, que passaram por momentos extremamente tristes, mas que ao final conseguiram superar dentro do possível. Também gostei muito do fato da história não exaltar a questão dos corpos e do sexo como temos visto bastante ultimamente. Existem sim momentos de paixão, cenas de sexo, afinal é uma história que gira em torno de um casal apaixonado, mas é tudo muito equilibrado, muito verdadeiro, sem exageros.

 Indico esse livro para todos os públicos, para todos que gostam de ler uma bela história de amor e se encantar com personagens que não são perfeitos, mas que justamente por isso são encantadores, por serem extremamente humanos não somente pelas coisas boas, mas também pelas suas incertezas, medos, erros e acertos.

Acredito que a autora quis passar uma mensagem de força e mostrar que nem tudo na vida e principalmente em um relacionamento é perfeito, mas que quando existe amor, união, e coragem tudo pode dar certo. Que o respeito, o carinho e a paciência são essenciais em qualquer relacionamento, independente de uma das partes terem ou não uma saúde mais delicada.

 Mas para mim, a mensagem principal foi de que a força e a determinação devem estar antes de tudo dentro de nós mesmos, que ser feliz depende de cada um de nós, que sempre teremos motivos para ficarmos tristes, mas sempre existirão muito mais motivos para sermos felizes e para não desistirmos, basta não deixarmos a dor e as dificuldades nos vencerem, acreditando sempre que desistir nunca será uma opção, pois cada dia vivido é uma vitória que conquistamos.

  Até breve…

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Vingança. Sem dúvidas um dos mais vis dos sentimentos, um desejo muito longe de ser nobre. Quem nunca arquitetou um plano vingativo, por mais “inocente” que este pudesse aparentar? Ninguém escapa. E se na vida real estivermos isentos de nutrir tal vontade, muito possivelmente nos tornamos aliados de personagens da ficção que carregam na alma a total necessidade de vingar-se de quem, um dia, lhe fez sofrer.

watch “Terra sem Lei” do escritor Luís Boto é uma história que possui o enredo que possivelmente os amantes da leitura já conhecem ou pelo menos ouviram falar. Ainda assim, a trama nos surpreende pela forma dinâmica de como ela se desenvolve. A narrativa, feita em terceira pessoa é repleta de detalhes, drama, ação, suspense, emoção. As 477 páginas nos proporcionam um entretenimento muito agradável.

“Como uma cidadezinha do interior no início do século XX, Ibipiranga deveria ser um lugar extremamente pacato”.

A história se passa na região do sertão da região Nordeste, exatamente no interior do Ceará, na cidade de Ibipiranga. Como muitos lugares assim, a cidade possui um “manda chuva”, alguém que tem muito dinheiro, anda rodeado de capangas e que dita as ordens. Que controla a administração pública e as autoridades policiais locais. Aqui, essa pessoa chama pelo nome de Carlos Lucena.

Utilizando-se de todo seu poder e influência, Lucena tenta a todo custo comprar as terras do humilde José da Silva. Motivo: na localidade existe uma jazida de granito, fato desconhecido pelo proprietário. Depois de muitas tentativas sem sucesso, Carlos parte para uma ação extrema: ordena que um grupo de seus capangas, liderado pelo temido Zé Caolho, execute toda a família Silva.

Surpreendidos, um a um vão sendo exterminados. O último deles, que tentou se esconder, foi localizado pelo Jeremias, um dos atiradores. João Filho, de apenas 10 anos, ao se deparar com o seu executor, acaba sendo poupado, recebendo ordens de sair correndo pela mata e nunca mais aparecer pela cidade.

Dezoito anos se passaram. Os negócios de Lucena estão cada vez mais prósperos. Sua influência na cidade é ainda maior devido à exploração do granito. Ele e sua esposa estão na expectativa grande, pois seus filhos estão para retornar à Ibipiranga. Foram mandados ainda pequenos à São Paulo para lá estudarem. Orlando se formou em medicina e Vivian em Direito. A moça chega primeiro, e é recebida com muita festa.

Logo depois, um jovem chega à cidade. Na hospedagem procura informações sobre uma determinada senhora chamada Bernadete. Yara, a proprietária da pousada fica receosa, mas depois de ter a palavra do recém-chegado de que nada aconteceria à mulher, diz onde encontrá-la. Dia seguinte ele vai e ao vê-la, revela sua identidade: ele é João Filho, o caçula do finado João Silva. Bernadete é tia rapaz. Sem acreditar que o sobrinho ainda vive, ela ouve dele toda a história do massacre e seu objetivo ao retornar: vingança contra os assassinos de sua família. Bernadete pede para o jovem ter cuidado, pois ela sabe da maldade de Lucena. Após herdar as terras da família Silva, ela foi obrigada a vendê-las para Carlos. O homem poderoso da cidade mandou executar o marido dela e ameaçou fazer o mesmo com a filha da viúva.

Antes de ir à casa da tia, João demonstrou toda sua habilidade ao enfrentar e derrotar sozinho alguns homens dos “Caninos”, um dos grupos de cangaceiros da região. Por coincidência este mesmo grupo armou uma emboscada para Lucena, que voltava da cidade com sua família. João salvou a vida do homem que mandou matar seus parentes, e cai nas graças dele. Ao ser convidado para trabalhar na fazenda de Carlos, viu a grande oportunidade de executar sua vingança.

Quando a filha do fazendeiro rico e o novo empregado são apresentados, surge uma atração mútua. Poderá essa aproximação facilitar os planos de João? Ou terá efeito contrário?

 Reviravoltas, revelações, e muitos tiros irão compor o desenrolar da história.

Fiquei ansioso para ver o desfecho da trama. Não me decepcionei.

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Guimarães Rosa (1908-1967) foi escritor brasileiro. O romance “Grandes Sertões: Veredas” é sua obra prima. Fez parte do 3º Tempo do Modernismo, caracterizado pelo rompimento com as técnicas tradicionais do romance.
Guimarães Rosa (1908-1967) nasceu em Cordisburgo, pequena cidade do interior de Minas Gerais. Filho de comerciante da região, aí fez seus estudos primários, seguindo em 1918, para Belo Horizonte, para casa de seus avós, onde estudou no Colégio Arnaldo. Cursou Medicina na Universidade de Minas Gerais, formando-se em 1930. Datam dessa fase seus primeiros contos, publicados na revista O Cruzeiro.
Depois de formado foi exercer a profissão em Itaguara, município de Itaúna, onde permaneceu por dois anos. Culto, sabia falar mais de nove idiomas. Em 1932, durante a Revolução Constitucionalista, voltou para Belo Horizonte para servir como médico voluntário da Força Pública. Posteriormente atuou como oficial médico no 9º Batalhão de Infantaria em Barbacena.
Em 1934, Guimarães Rosa vai para o Rio de janeiro e presta concurso para o Itamarati. Obtém o segundo lugar. Em 1936, participou de um concurso ao Prêmio de Poesia da Academia Brasileira de Letras, com uma coletânea de contos chamada “Magma”, conquistando o primeiro lugar, mas não publicou a obra. Em 1937, começou a escrever “Sagarana”, volume de contos que retrata a paisagem mineira, a vida das fazendas, dos vaqueiros e criadores de gado. Com a obra participa de um concurso, mas não é classificado.
Entre os anos de 1938 e 1944, foi nomeado cônsul-adjunto na cidade de Hamburgo, Alemanha. Quando o Brasil rompeu a aliança com a Alemanha, durante a Segunda Guerra, Guimarães Rosa foi preso, em 1942 e no ano seguinte foi para Bogotá, como Secretário da Embaixada Brasileira. Em 1945, vai rever os lugares onde passou a infância. Em 1946, depois de refazer a obra, publica “Sagarana”. O estilo era absolutamente novo, a paisagem mineira ressurgia viva e colorida. Sucesso de crítica e público. Seu livro de contos recebe o Prêmio da Sociedade Felipe d’Oliveira, esgotando-se, no mesmo ano as duas edições.
De 1946 a 1951, Guimarães Rosa reside em Paris. Em 1952, em excursão ao Estado de Mato Grosso, conviveu com os vaqueiros do oeste do Brasil, e escreve uma reportagem poética, “Com o Vaqueiro Mariano”, publicada no Correio da Manhã. Passados dez anos de sua estreia, Guimarães publica, em 1956, “Corpo de Baile” e “Grandes Sertões: Veredas”.
Na novela “Corpo de Baile” obra em dois volumes, com 822 páginas, publicada em janeiro de 1956, Guimarães continua a mesma apresentação focada em “Sagarana”, mas agora com arrojadas experiências linguísticas. Em maio do mesmo ano, publica “Grandes Sertões: Veredas”, narrativa épica, em seiscentas páginas, onde apresenta o mundo dos jagunços e dos coronéis. A obra causa impacto, pela temática e pela linguagem caboclo-sertaneja.
Guimarães Rosa é promovido a embaixador, em 1958, mas prefere não sair do Brasil, permanece no Rio de janeiro. Em 1963, é eleito para a Academia Brasileira de Letras, somente tomou posse em 1967. Três dias depois de tomar posse, tem um infarto.
João Guimarães Rosa morreu no Rio de Janeiro, no dia 19 de novembro de 1967.
Obras de Guimarães Rosa

Sagarana, contos, 1946
Corpo de Baile, novela, 1956
Grandes Sertões: Veredas, romance, 1956
Primeiras Estórias, contos, 1962
Tataméia, contos, 1967
Estas Estórias, contos, 1969 (Obra póstuma)
Ave, Palavra, 1970 (Obra póstuma)
Magma, contos, 1997 (Obra póstuma)

(fonte: https://www.ebiografia.com/guimaraes_rosa/)

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Joaquim Manuel de Macedo (1820-1882) foi escritor brasileiro. “A Moreninha” é o primeiro romance considerado verdadeiramente representativo da literatura brasileira. Foi professor de História do Brasil no Colégio Pedro II, e preceptor dos netos do Imperador Pedro II. É Patrono da cadeira nº 20 da Academia Brasileira de Letras.
Joaquim Manuel de Macedo (1820-1882) nasceu em Itaboraí, Rio de Janeiro, no dia 24 de junho de 1820. Formou-se em Medicina, pela Faculdade do Rio de Janeiro, mas nunca exerceu a profissão, seduzido pela carreira literária e pelo magistério. Foi professor de História no Colégio Pedro II, e preceptor dos netos do Imperador Pedro II.
A obra de Macedo representa todo o esquema e desenvolvimento dos romances iniciais, com linguagem simples, tramas fáceis, descrição de costumes da sociedade carioca, suas festas e tradições, pequenas intrigas de amor e mistério, um final feliz com a vitória do amor. Com o romantismo, nasce a prosa de ficção brasileira. “A Moreninha”, foi seu primeiro romance, que teve grande aceitação. Joaquim de Macedo foi o autor mais lido na sua época.
Poeta e teatrólogo de grandes recursos, Macedo produziu inúmeros trabalhos literários, nesses dois gêneros, além de uma vasta coleção de romances que o colocaram entre os melhores e mais fecundos prosadores brasileiros.
Noutros gêneros, escreveu: Lições de História do Brasil (didático) (1861), Noções de Corografia do Brasil (didático) (1873), Ano Biográfico Brasileiro (1876), Efemérides Históricas do Brasil e Mulheres Célebres (1878). Depois da sua morte, ainda foi publicado o romance Amores de um Médico. Joaquim Manuel de Macedo é o patrono da Cadeira nº 20 da Academia Brasileira de Letras.
Joaquim Manuel de Macedo morreu no Rio de Janeiro, no dia 11 de abril de 1882.
Obras de Joaquim Manuel de Macedo

A Moreninha, romance, 1844
O Moço Loiro, romance, 1845
Os Dois Amores, romance, 1848
Rosa, romance, 1849
O Cego, teatro, 1849
Cobé, teatro, 1852
Vicentina, romance, 1853
O Forasteiro, romance, 1855
A Carteira de meu Tio, 1855
O Fantasma Branco, teatro, 1856
A Nebulosa, poesia, 1857
O Sacrifício de Isaac, teatro, 1858
O Primo da Califórnia, 1858
Amor à Pátria, teatro, 1859
Luxo e Vaidade, teatro, 1860
O Novo Otelo, teatro, 1860
Os Romances da Semana, 1861
A Torre em Concurso, teatro, 1861
Lusbela, teatro, 1862
Um Passeio Pela Cidade do Rio de Janeiro, 1862-1863
O Culto de Dever, romance, 1865
Memórias do Sobrinho do meu Tio, 1868
O Rio do Quarto, romance, 1869
As Vítimas-Algozes, romance, 1869
A Luneta Mágica, romance, 1869
A Namoradeira, 1870
As Mulheres de Mantilha, romance, 1870
Romance de Uma Velha, teatro, 1870
Remissão de Pecados, teatro, 1870
Cincinato Quebra-Louças, teatro, 1871
Um Noivo e Duas Noivas, 1871
Ano Biográfico Brasileiro, 1876
Vingança por Vingança, 1877
Memórias da Rua do Ouvidor, 1878
Antonica da Silva, teatro, 1880

(fonte: https://www.ebiografia.com/joaquim_manuel_de_macedo/)

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Bernardo Guimarães (1825-1884) foi um romancista e poeta brasileiro. “A Escrava Isaura” foi o seu romance mais popular. Estudou Direito em São Paulo. Foi juiz municipal na cidade de Catalão em Goiás. Foi jornalista, professor de latim, francês, retórica e poética. Estreou como poeta com “Cantos da Solidão”, mas foi como romancista que seu nome ganhou destaque. Foi considerado o criador do romance sertanejo e regional, ambientado em Minas Gerais e Goiás. De todos os seus romances “O Seminarista” é considerado sua melhor obra. É patrono da cadeira nº 5 da Academia Brasileira de Letras.

Bernardo Guimarães (1825-1884) nasceu no dia 15 de agosto, na cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais. Filho de João Joaquim da Silva Guimarães e Constança Beatriz de Oliveira Guimarães. Estudou no seminário e aos 22 anos ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo. Foi amigo de Álvares de Azevedo e de Aureliano Lessa. Formou-se em 1852.

Seu primeiro livro publicado foi “Cantos da Solidão”, obra poética identificada com sua fama de boêmio e satírico, ainda na faculdade. Logo depois de formado foi para Catalão, em Goiás, onde exerceu o cargo de juiz municipal e lá permaneceu de 1832 até 1854.

Bernardo Guimarães foi morar no Rio de Janeiro em 1858, onde trabalhou como jornalista e crítico literário, no Jornal Atualidades. Em 1861 volta para Catalão, onde reassume o cargo de juiz municipal. Em 1866 é nomeado professor de retórica e poética no Liceu Mineiro de Ouro Preto.

Bernardo Guimarães publica em 1872, seu romance “O Seminarista”, onde expõe sua crítica ao celibato religioso. É considerada sua melhor obra. Em 1873 leciona latim e francês na cidade de Queluz em Minas Gerais. É Patrono da cadeira nº5 da Academia Brasileira de Letras e Patrono da cadeira nº15 da Academia Mineira de Letras.

Seu romance mais popular foi “A Escrava Isaura”, publicado em 1875, foi reproduzido para a televisão, com grande sucesso e levado para mais de 150 países. O romance conta o amor de Isaura, uma escrava branca, e Álvaro um jovem abolicionista e republicano.

Bernardo Joaquim da Silva Guimarães faleceu no dia 10 de março de 1884, em Ouro Preto, Minas gerais.

Obras de Bernardo Guimarães

Cantos da Solidão, poesia, 1852
Inspirações da Tarde, poema, 1858
O Ermitão do Muquém, romance, 1858
A Voz do Pajé, drama, 1860
Evocação, poesia, 1865
Poesias Diversas, 1865
A Bais de Botafogo, poesia, 1865
Lendas e Romances, contos, 1871
A Dança dos Ossos, conto, 1871
O Garimpeiro, romance, 1872
O Seminarista, romance, 1872
O Índio Afonso, romance, 1872
A Escrava Isaura, romance, 1875
Novas Poesias, 1876
A Ilha Maldita, romance, 1879
O Pão de Ouro, conto, 1879
Folhas de Outono, poesias, 1883
Rosaura, a Enjeitada, romance, 1883
O Bandido do Rio das Mortes, romance,1905

(fonte: https://www.ebiografia.com/bernardo_guimaraes/)

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A autora Aline Bassoli, em seu livro de estreia “As Estações de nosso Amor” nos traz o romance entre Nanda, estudante de intercâmbio e Josh, astro hollywoodiano. Unidos pelo acaso em Paris, o relacionamento floresce não no ritmo cronológico das estações do ano, mas no compasso do coração do casal.

“Nem todas as pessoas são seguras e decididas

(…) “as vezes é muito complicado assumir

 uma coisa para si mesmo,

que  dirá para outra pessoa”.

(Aline Bassoli,

in: As Estações do Nosso Amor, 2016)

“As Estações de nosso Amor” (2016 / 386 páginas) é narrado predominantemente por Nanda Gouveia, provavelmente a única protagonista do gênero romance erótico que não me enervou durante a leitura.  Isso se deve a personalidade da jovem mulher: independente, vai atrás do que quer, sem depender de um homem para nortear suas escolhas. Tem uma vida completa por si só, com planos traçados e disponível a conhecer lugares e pessoas. É essa maneira livre e leve de levar a vida, sem tornar as pequenas coisas em um grande drama, que também faz Nanda estar aberta a entregar verdadeiramente seu coração.

Quem está disposto a conquistas o amor da brasileira, sem nem ao menos ter consciência disso, é o ator britânico Joshua Black. Lutando para encontrar o ponto de equilíbrio entre a exposição trazida pela fama, consequência do sucesso do trabalho que ama, e sua vida particular, o ator, após um incidente em Paris – para não dizer “acidente” – decide acompanhar Nanda no mochilão que a garota fazia sozinha pela Europa antes de voltar para o Brasil.

O tour Europeu dos protagonistas me deu uma vontade enorme de usar o livro como meu próximo guia turístico e conhecer todas as paisagens, jardins, monumentos e pousadas que a autora lindamente descreve para narrar a amizade dos personagens se transformar em um tórrido romance. “Caliente” é a única palavra possível para descrever cada reencontro do casal nesses diversos cenários – nunca mais verei meus singelos feriados em Ubatuba de mesmo modo… uauuu…

Ao final de cada uma das quatro estações – Verão, Outono, Inverno, Primavera – narradas por Nanda, um capítulo é dedicado à perspectiva de Josh sobre os acontecimentos, para benefício daqueles que, como eu, amam pontos de vista alternativos. Nesse momento o leitor já está tão apaixonado pelo ator britânico quanto Nanda. Acreditem meninas, esqueçam Cristian Grey! Certamente vocês trocaram suas fantasias pelo encantador, romântico, atencioso e sexy Joshua Black.

Contudo, a distância física imposta pela separação geográfica cobra seu preço. Será que o casal superará esse obstáculo, somando a dificuldade em lidar com estilos tão diferentes de vida e a interferência da mídia e fãs ensandecidos?  São essas respostas que a autora Aline Bassoli responde ao criar esse Notting Hill (Um Lugar Chamado Notting Hill, 1990, com Julia Roberts e Hugh Grant) às avessas, com enredo verossímil, personagens bem construídos, escrita gostosa e envolvente.

Vale ressaltar que os personagens secundários como os amigos e familiares também são muito bem desenvolvidos pela escritora, afinal o resto do mundo não desaparece quando nos apaixonamos. Admito que fiquei curiosa em saber mais sobre James, o irmão interessantíssimo de Josh. Será que um dia teremos um spin-off com ele? Fica a súplica para a autora aqui.

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Resenha do livro As Estações do Nosso Amor (2016) , Aline Bassoli, Clube de Autores, 386 p. Originalmente publicado no blog Gatita & Cia.

O grupo cresceu, agora ao lado de Cinder e o capitão Thorne, eles têm como parceiros Lobo e Scarlet, depois dos eventos em Paris eles sabem que Levana tem um exército de criaturas modificadas geneticamente, bestas, e vai continuar atacando a terra sem piedade. Kai faz o que pode, mas a terra não está pronta para enfrentar os Lunares. Ele e a terra precisam de uma trégua.

Hora de conhecermos a Rapunzel, Cress, uma Cascuda, um Lunar sem o dom do “encanto”, eles  são caçados e mortos, mas graças a sua prodigiosa inteligência com computadores. Ela foi poupada e mantida viva e isolada em um satélite próximo a terra. Sozinha Cress nunca pode cortar os cabelos e eles são muito longos e loiros.  Durante sete anos ela tem vigiado Kai, os líderes mundiais e qualquer um que represente perigo aos planos da rainha.

No entanto Cress está pronta para fugir e seguir Cinder em sua cruzada. O primeiro passo é impedir o casamento entre Levana e Kai. Infelizmente o resgate de Cress dá errado e o grupo se separa. Thorne e Cress ficam presos no satélite caindo em direção a terra, no deserto. Atração dela pelo capitão é imediata. A aventura do casal só começou e terá um desfecho surpreendente.

Com Cinder as coisas estão dando bem ruins, Scarlet foi capturada, Lobo ficou sem controle e ela terá de usar toda sua determinação para sobreviver e manter o grupo unido mesmo à distância. Ela vai atacar Levana e destruir seu casamento/Aliança com Kai. O maior problema de Cinder ao meu ver, é o medo de usar seus poderes e parecer com sua pior inimiga. Isso me chateou um pouco.

A aventura não para e logo temos uma visão da próxima personagem a Winter, ou Branca de Neve. Teremos algumas revelações e sustos e dores, acreditem-me houve momentos que fiquei chateada com o desenrolar dos fatos e torci pelo melhor. Contos de fadas nada! Aventura do começo ao fim.

Minha nota? Cinco beijos mordidos!

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A resenha vai conter alguns spoilers de Cinder, leia por sua conta e risco!

Depois de pirar no final do volume I das Crônicas Lunares – Cinder, peguei o volume II, Scarlet, ou seja Chapeuzinho Vermelho. Somos apresentados a uma nova personagem e ficamos sem saber o que vai acontecer agora que Cinder sabe que é a princesa Selene.

Depois a reviravolta do livro um Cinder tem de fugir das mãos da Levana e sozinha. Se já leu o livro um, você sabe que nossa heroína não fica sentada esperando pelo príncipe. Kai está enrolado até o pescoço com as normas e leis, que o prendem ao trono. Antes de pensar em si mesmo, ele pensa no mundo todo. Cinder vai ser rebocada para Luna e lá a sentença é a morte. Felizmente ela teve ajuda e conseguiu fugir e junto com um ex-militar, rebelde e prisioneiro com um senso de ridículo e humor assustador, foge da prisão. Agora Cinder é uma foragida procura, sua identidade, os acontecimentos do baile, tudo é transmitido nas TVs do mundo todo.

Levana responsabiliza Kai pela fuga de Cinder e exige que ele a capture e a entregue em suas mãos ou haverá consequência. Olha eu mandei Levana se ferrar muitas vezes nesses 4 livros. Que criatura odiosa!

Agora vamos falar de Scarlet, a jovem de casaco vermelho.  Ela tem um pequeno restaurante e uma fazendo que ela e a avó cuidam. Mas as coisas não vão bem há algumas semanas sua avó desapareceu sem deixar rastros ou um bilhete. Scarlet quer encontrá-la a qualquer preço e vai contar com a ajuda de um misterioso lutador chamado Lobo. Forte, alto, badboy total, Lobo é sua melhor opção.  Ele é um personagem com dores interiores, dramas pessoais, mas tipo gelado, forte, protetor. E Scarlet vai se tornar sua pior maldição. Ruiva e brava ela é quem vai mandar nessa relação e Lobo vai apenas sorrir e abanar a cauda, por assim dizer, e isso é muito sexy e fofo.

Scarlet é uma personagem forte, teimosa, determinada. Dona de bar ela não tem medo de enfrentar o perigo e vai embarcar numa aventura pela floresta com Lobo, e por aí as semelhanças com o conto de fadas param. Sua avó foi ex-militar e guardava muitos segredos e foi essa a sua ruina.

As duas histórias vão se interligar e tudo vai fazer o maior sentido do mundo minha gente.

Cinder está sob grande pressão e consegue se sair bem, mas notei a autora segurando a personagem diversas vezes. Talvez porque ela quiser mostrar um crescimento gradativo, mas isso me fez pensar.

O prisioneiro sem noção que fugiu com ela se chama Capitão Thorne, é uma peça boa fugitivo da República da América, desertor, preso em Nova Pequin, dono de uma nave das boas. Ele e Cinder vão fazer um acordo que ela vai pagar quando se tornar a rainha de Luna. Ele é do tipo “um por todos e todos por mim”, mas é um cara legal e tem um papel e tanto nessa aventura.

O livro Scarlet nos apresenta algumas respostas de segredos bem guardados e de novas criaturas. E já faz um super gancho para o próximo livro, Cress, onde vamos conhecer a Rapunzel. Lembra, o final dos livros dessa serie são sempre como um empurrão e você diz, acabou??

Um excelente livro e que não perdeu a linha nem o ritmo. Minha nota? Cinco beijos mordidos!

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Quando terminei de ler Nosferatu eu precisava de um pouco de ar, leveza, ai peguei o primeiro livro da série Crônicas Lunares, da Marissa Mayer, para ler e não me decepcionei, só me surpreendi. Os livros:

  1. Cinder
  2. Scarlet
  3. Cress
  4. Winter

Pelas minhas pesquisas o livro foi publicado em 2012 e localizei várias capas diferentes e duas editoras também, se não estiver enganada. Os livros contam a história futurista da Cinderela, Chapeuzinho Vermelho, Rapunzel e a Branca de Neve. Os contos de fadas estão interligados e foram uma grande aventura pela terra, Lua e espaço.

Mas vamos para a resenha do primeiro livro, Cinder, nossa protagonista principal nessa trama super bem ambientada.

A vida de Cinder não é boa, ela é uma ciborgue, ou seja, um cidadão de segunda classe. Na verdade é alguém metade humano metade androide.  Na sociedade atual, isso é ser inferior, para você ter uma ideia, da situação de alguém assim, ele tem a obrigação de se voluntariar para teste da vacina da “peste” da época, conhecida como letumose. Mas vamos nos ambientar. Você está na terra e já rolou uma Quarta Guerra Mundial, que foi um desastroso evento. A tecnologia foi o que nos salvou e uniu as nações.

O maior inimigo é a Letumose e Luna são nossos maiores problemas. A epidemia é letal, já se alastrou, mata sem piedade. Todos buscam uma cura assim como a equipe de pesquisadores da Comunidade das Nações Orientais, em Nova Pequin, cidade onde mora Cinder.

Cinder tem 36,28% do corpo de partes cibernéticas, a mão e uma perna. O que achei muito legal, ela possui parte do cérebro e sentidos melhorados. É como ter uma placa de memória no cérebro que lhe permite audição perfeita, acompanhar eventos, notícias, dados de arquivos. E mais algumas qualidades que ela vai mostrando ao longo do livro. Como sua capacidade de concertar qualquer que seja o aparelho mecânico.

Você deve estar se perguntando porque ela é meio humana e ciborgue? Sofreu um acidente de aerodeslizador, um carro, quando tinha onze anos, onde seus pais morreram. O que sobrou de seu corpo foi salvo e as partes danificadas substituídas.  Foi adotada por um tutor, que morreu de letumose e deixada aos cuidados de Adri, sua guardiã legal e madrasta, mãe de Pearl e Peony.

Como toda madrasta que de contos de fadas Adri é uma criatura cruel, exploradora, má, egoísta, e trata Cinder com intolerância e crueldade, assim como uma de suas filhas a Pearl.

Aqui o enredo não muda Cinder trabalha duro para sustentar a família como mecânica, sua vida é uma dureza, tem duas amigas, sua irmã boa, Peony, e Iko, um androide doméstico animado, totalmente fantástica. Iko é a alegria do livro. Ela tem um defeito no chipe de personalidade, que ninguém quer mudar.

Cinder esconde de todos sua condição, teme a descriminação. Sua mão e perna não tem implante de pele, o que a obriga a usar luvas e botas permanentemente para ocultar seu segredo.

A terra não está vivendo um bom momento, a Letumose matando, uma ameaça intergaláctica constante dos Lunares, habitantes da lua, que tem como rainha uma peça boa chamada, Levana. Pense numa criatura cruel? Levana. Ela tem fixação pela Terra e seus recursos e pretende firmar uma aliança, por casamento com o príncipe Kai. Herdeiro da Comunidade das Nações Orientais.

Os lunares são bastante perigosos, todos nascem com um dom chamado “encanto”, a capacidade de manipular a mente de humanos. Eles praticamente fazem os humanos de marionetes e capazes de executar qualquer coisa sob a vontade deles. Confesso, a pior coisa do livro, esse dom lunar.

A santinha da Levana praticamente matou e mutilou todos os que estavam em seu caminho para assumir o trono. Uma de suas vítimas mais conhecidas foi a princesa herdeira Selene. Claro, existe uma teoria da conspiração de que a princesa está viva. O príncipe Kai a está procurando, pois acredita que ela é a única capaz de destruir e libertar Luna e a terra da crueldade de Levana.

As coisas começam a acontecer quando o príncipe Kai disfarçado procura Cinder para que ela conserte um robô pessoal. Sua reputação de a “melhor” chegou aos seus ouvidos. O robô guarda informações vitais. Desse ponto em diante a vida de Cinder vira de pernas para o ar.

Ela se vê envolvida em intrigas palacianas perigosas e mortais. Uma aventura sem igual que vai leva-la ao limite da vida e da morte. Claro, temos um baile e até mesmo a cena do sapatinho.

O primeiro livro é muito bom e não me decepcionou, Cinder é uma personagem forte, inteligente e sabe o que quer, fraqueja as vezes, mas é normal, ela vai enfrentar muita pressão. Afinal vai ter de lutar por sua vida, daqueles que ama e de toda a terra. Sem falar no seu coração que foi roubado por um jovem príncipe cheio de responsabilidade e lutas para vencer.

A autora Marissa Mayer tem um jeito bem cruel de terminar os livros, felizmente eu tinha todos em mãos e pude passar de um para o outro de imediato, senão confesso que teria jogado o livro pela janela de tanta ansiedade. Isso corre nos 3 livros. No 4, e último livro, ela foi boazinha e nos deu um excelente final.

Minha nota? Cinco beijos mordidos.

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Lutando por você foi um livro que me surpreendeu em diversos pontos, tanto positivos como negativos mas que no final ele deixou uma boa lembrança.

O livro chamou a minha atenção logo pela capa, como não se apaixonar por uma capa tão perfeita assim? E como se já não bastasse isso a sinopse tinha que ser digna de suspense e enigmas, e foi exatamente assim que eu me vi lendo esse livro.

 Sophie, a personagem principal, passou por diversas situações um tanto desumana que a moldaram da forma como ela é atualmente. Abandonada a própria sorte em uma idade muito precoce, Sophie foi jogada em vários lares adotivos onde sofreu alguns abusos tanto físicos como psicológicos e isso fez com que ela crescesse com medo até da própria sombra. Mesmo depois de anos fugindo do seu passado ela ainda não se sente segura o suficiente para ter uma vida normal como qualquer garota da sua idade. Com apenas 23 anos Sophie trabalha como barwoman e dançarina em uma boate, onde o gerente, Richard, é marido de Eva, a mulher que a tirou das ruas e cuidou dela como se fosse uma filha.

 Sophie tem dificuldades em confiar nas pessoas por isso ela possui poucos amigos, sua lista se restringe apenas a Kane, Eva,  Richard e Judy. Morando em um simples apartamento com seu cachorro Thor, Sophie tenta a cada dia superar os traumas que viveu  e aos poucos ela vai dando pequenos passos e evoluindo. Sophie nunca se incomodou em entrar em um relacionamento, pois ela não quer ninguém envolvido na escuridão que mancha o seu passado. Porém em mais um dia de trabalho comum ela acaba conhecendo Johnny o irmão do seu melhor amigo Kane, e talvez ele possa trazer de volta o brilho que ela esconde.

 Johnny é aquele personagem digno de suspiro, ele é o cara que todas mulheres sonham em ter em sua vida. Bonito, forte, protetor, dedicado, lutador e sabe o melhor? Johnny possui uma alma sensível! Apesar de ser um lutador fodão, seu passatempo é fotografar. Um diferencial bastante interessante que apesar da sua profissão ele não é um cara durão, ou grotesco mas não vão imaginando que ele é um cara florzinha, pois ele está longe disso.

Johnny é irmão é de Kane e depois de passar uma temporada no Brasil, logo depois de perder os pais em um acidente de carro, Johnny retorna a Londres e encontra Sophie por quem sente uma atração imediata. Acontece que Sophie não está pronta para um relacionamento e Johnny não está pronto para desistir tão facilmente dela.

Em primeiro lugar, tudo que vai ser dito aqui é a minha impressão sobre o livro, então não levem para o lado pessoal.

Como eu já disse antes o livro me passou diversas impressões entre elas positivas e negativas, mas para iniciar vamos falar do lado bom primeiro.

 Depois que Johnny encontra Sophie dançando na boate ele faz de tudo para fazê-la sua mesmo que Sophie o rejeite diversas. Felizmente para Sophie, Johnny é um cara persistente e paciente. E foi um dos pontos que eu mais gostei do livro. Foi interessante o trabalho que as autoras fizeram nesse livro com uma sutileza impressionante, tratando de um assunto um tanto delicado que é o abuso sexual de crianças e adolescentes. Sophie foi vítima desse abuso e isso a moldou para sempre, deixando a totalmente desconfortável sobre a própria pele mas depois de um longo tempo participando da terapia e conhecendo Johnny ela começa a criar esperanças que pode ser feliz um dia. No entanto quando tudo começa a se encaixar para Johnny e Sophie o passado de ambos voltam para atormentar e com eles trazem de voltas lembranças que eles tentam tão duramente superar. E um deles é a ex noiva de Johnny, Melanie. Melanie o traiu com seu melhor amigo e isso o deixou bastante abalado, depois de anos sem dar notícias ela retorna agora com uma pequena surpresa, Brian filho de Johnny.

O relacionamento deles foi lindo principalmente de Sophie com Brin que no início ficou um pouco receosa de ficar entre pai e filho, mas logo ela supera isso e começa a  fazer parte desse momento. Eu gostei bastante dessa adição do Brian no livro, pois sou totalmente fã de crianças nos livros. Porém eu achei uma falha em relação ao Johnny sendo pai, por mais que Brian seja filho da Melanie e não da Sophie na minha opinão ele deveria vim em primeiro lugar e as vezes Johnny sentia ciúmes de Sophie com Brian o que era algo totalmente estranho. Já que ele deveria ficar feliz em ver eles se dando bem. Outra questão também é que as vezes era como se Brian não existisse pois Johnny sempre falava que ninguém mais importava do que Sophie para ele. E eu me perguntava: Sim, mas cadê o Brian nessa história? Essa foi uma das falhas que eu vi nesse livro pois as vezes parecia que não existia um vínculo entre pai e filho.

 Aconteceu também algumas situações envolvendo Johnny, Sean, Sophie e Melanie que me deixaram um pouco abismada principalmente em relação ao que Sophie fez com Melanie, tudo bem que Melanie não era flor que se cheire mas fazer o que ela fez sem nem pensar em como afetaria Brian me fez questionar um pouco a relação deles com Brian. Mas como eu já disse antes esse foi o meu ponto de vista.

 Lutando por você foi escrito por S. Matos e V. Totta e apesar de ser escrito por duas autoras você não percebe isso. A parceria entre elas foi tão perfeita que parece ter sido escrito por uma só pessoa. As autoras conseguiram me envolver do início ao fim em cada página desse livro, tanto que eu terminei ele em menos de 48 Horas e foram as mais bem aproveitadas. Todos os personagens tiveram um papel importante para o relacionamento deles e claro que eu não posso deixar de falar de Kane e Mike o casal que você respeita. Kane é aquele amigo para todas as horas, e apesar de ser irmão de Johnny ele sempre colocava a loira em primeiro lugar. Mike namorado de Kane teve uma pequena participação no livro,  e eu achei que  as autoras poderiam ter explorado mais esse casal. Porém as esperanças de que eles vão ter um livro só para eles não deixa de existir.

 Espero que tenham gostado da resenha e que amem o livro tanto quanto eu. Apesar de ter tido algumas falhas ele continua sendo um livro muito especial e emocionante que trás lindas mensagens para nós leitores.

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Oswald de Andrade (1890-1954) foi escritor e dramaturgo brasileiro. Fundou junto com Tarsila o “Movimento Antropófago”. Foi uma das personalidades mais polêmicas do Modernismo. Era irônico e gozador, teve uma vida atribulada, foi militante político, foi o idealizador dos principais manifestos modernistas. Ao lado da pintora Anita Malfatti, do escritor Mário de Andrade e de outros intelectuais organizou a Semana de Arte Moderna de 1922.
Oswald de Andrade (1890-1954) nasceu em São Paulo, no dia 11 de janeiro de 1890. Filho único de José Oswald Nogueira de Andrade e Inês Henriqueta Inglês de Souza Andrade. Estudou Ciências e Letras no Ginásio de São Bento, onde ouviu de um professor que ia ser escritor. Passou a comprar livros e a escrever. Em 1909, O Diário Popular publicou seu primeiro artigo “Penando”, uma reportagem da excursão do presidente Afonso Pena aos Estados do Paraná e Santa Catarina. Em 1911, fundou a revista semanal “O Pirralho”, que ele mesmo dirigiu, junto com Alcântara Machado e Juó Bananère. O semanário contava, entre outros colaboradores, com o pintor Di Cavalcanti.
Em 1912 fez sua primeira viagem à Europa. A estada em Paris, além das ideias futuristas, deu-lhe uma companheira, Kainá, mãe de seu primeiro filho nascido em 1914. De volta a São Paulo, alugou um apartamento na Rua Líbero Badaró. O local era frequentado por muitos intelectuais, entre eles: Monteiro Lobato, Guilherme de Almeida e Mário de Andrade. Nessa época, conviveu com Maria de Lourdes Olzani. Em 1917 sua revista foi fechada. Nesse mesmo ano, em sua coluna no Jornal do Comércio defende Anita Malfatti das críticas de Monteiro Lobato.
Em 1919 formou-se em Direito pela Faculdade de São Paulo. Foi o orador do Centro Acadêmico 11 de Agosto. Nunca advogou. Continuou jornalista, tornou-se o principal divulgador da renovação literária no Brasil. Foi muito importante o seu papel na Semana de Arte Moderna de 22 e nos anos de afirmação modernista. Nesse mesmo ano, faz sua segunda viagem à Europa. Em Paris, na Sorbonne, dá a conferência “O Esforço Intelectual do Brasil Contemporâneo”.
Oswald de Andrade lançou em 18 de março de 1924, um dos mais importantes manifestos do Modernismo “Manifesto Pau-Brasil”, publicado no Correio da Manhã. Explicando o nome do manifesto, o autor diz “Pensei em fazer uma poesia de exportação. Como o pau-brasil foi a primeira riqueza brasileira exportada, denominei o movimento Pau-Brasil”.
Em 1925 Oswald de Andrade lançou o livro de poemas “Pau-Brasil”, em que põe em prática os princípios propostos no manifesto. O livro Pau-Brasil foi ilustrado por Tarsila do Amaral e apresenta uma literatura extremamente vinculada à realidade brasileira, a partir de uma redescoberta do Brasil.
Em 1926 casa-se com a pintora Tarsila do Amaral. Dois anos depois, radicalizando o movimento nativista, o seu “Manifesto Antropofágico” propõe que o Brasil devore a cultura estrangeira e crie uma cultura revolucionária própria. Nessa época, rompe com Mário de Andrade, separa-se de Tarsila do Amaral e casa-se com a escritora e militante política Patrícia Galvão, a Pagu. Em 1944, mais um casamento, com Maria Antonieta D’Aikmin, com quem teve duas filhas e permaneceu casado até o fim de sua vida.
José Oswald de Sousa Andrade morreu em São Paulo, no dia 22 de outubro de 1954.
Obras de Oswald de Andrade

Os Condenados, romance, 1922
Memórias Sentimentais de João Miramar, romance, 1924
Manifesto Pau-Brasil, 1925
Pau-Brasil, poesias, 1925
Estrela de Absinto, romance, 1927
Primeiro Caderno de Poesia do Aluno Oswald de Andrade, 1927
Manifesto Antropófago, 1928
Serafim Pontes Grande, romance, 1933
O Homem e o Cavalo, teatro, 1934
O Rei da Vela, teatro, 1937
A Morta, teatro, 1937
Marco Zero I – A Revolução Melancólica, romance, 1943
A Arcádia e a Inconfidência, ensaio, 1945
Ponta de Lança, ensaio, 1945
Marco Zero II – Chão, romance, 1946
A Crise da Filosofia Messiânica, 1946
O Rei Floquinhos, teatro, 1953
Um Homem Sem Profissão, memórias, 1954
A Marcha das Utopias, 1966 (edição póstuma)
Poesias Reunidas, (edição póstuma)
Telefonemas, crônicas, (edição póstuma)

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Ainda existe a ideia de que toda a evolução vem no sentido de melhorar a vida do ser humano. Tornar as relações entre os indivíduos mais propícias. Será mesmo? Bem, eu tenho cá minhas dúvidas. A era digital está aí, e é praticamente impossível não ser impactado e influenciado por ela. Não pode-se negar que benefícios inúmeros foram alcançados com todo esse avanço tecnológico.

O advento das redes sociais e aplicativos tem permitido que a comunicação seja cada vez mais instantânea, independente da distância. Isso é ótimo. Mas tem gente que se isola, se prende demais, mergulha de cabeça nesse mundo virtual e abandona o calor humano, o aperto de mão, o abraço, o encontro para a resenha no fim do dia ou fim de semana, a descontração num barzinho…

E os perfis fakes??? Eu mesmo já tive alguns (e ainda tenho, rsrsrsrsrsrs).  Manter contato sem ser devidamente identificado, por quaisquer que sejam os motivos é uma estratégia utilizada por muita gente. Infelizmente algumas dessas pessoas usam desse recurso com planos maldosos e isso é lamentável.

Mas, vamos à nossa resenha.

Além do Fake” é uma publicação da Chiado Editora, lançada no ano de 2016. Já li outros livros bem interessantes dessa editora. A autora chama-se Nathalie D. A, uma gaúcha que mudou-se para São Paulo a fim de estudar Direito. Tem 172 páginas.

Annie é uma adolescente como tantas outras. Viciada desde cedo em redes sociais e chats, mantinha contato com outros perfis fakes. Pessoas para falar sobre qualquer assunto, mas sem ter qualquer elo.  Acontece que sempre há alguém de quem nos “aproximamos” e criamos afinidade. Lembro que na época em que frequentava salas de bate papo, tinha um pessoal que saía do virtual e se encontrava toda sexta feira na praça de alimentação do shopping. Tenho uns três ou quatro amigos que conheci dessa forma, e isso já tem pra lá de 15 anos!

O uso contínuo da internet também era uma espécie de fuga para a garota (o é para muita gente). E também as suas leituras. Morava a pouco tempo naquela cidade, conhecia pouca gente, se sentia só. Características próprias da adolescência.

“Nos dias que não falava com ele eu sentia como se estivesse faltando algo, como se eu tivesse esquecendo de fazer alguma obrigação naquele dia. Eu sentia simplesmente um vazio, um buraco em meu peito. Acho que eu ainda não sabia o que estava sentindo…”

Bem, a garota encontrou um rapaz com quem tinha afinidade, e surgiu ali amizade. Falavam-se todos os dias pelo chat, depois passaram a manter contato por telefone. Chamava-se Thomas e morava em outro estado. Com o passar dos dias a aproximação entre os dois só crescia e ambos sabiam que havia um sentimento mais forte. Ele escreveu uma carta para ela (a história se passa em 2009; é raro alguém escrever cartas hoje em dia) e a menina respondeu, onde expressava aquilo que estava no seu coração. Mas não teve coragem de postar.

Não era a primeira vez que ela experimentava aquilo. Por viver desde cedo conectada, Annie teve um namorado virtual. Isso mesmo! Muita gente já teve. Ele chamava-se Nick. Mantiveram contato por quase três anos, sem nunca encontrarem-se pessoalmente. A menina sabia que sentia algo forte, mas o contato foi interrompido. Agora ela vivia esse “romance” com o Thomas.

A vontade de poder finalmente se conhecerem estava para ser saciada. A mãe do Thomas iria fazer um curso de teatro exatamente na cidade em que a garota morava. Annie ficou animada, ansiosa, nervosa. Em pânico. A possibilidade de ter nosso sonho realizado também pode nos provocar inúmeros sentimentos receosos. Como eles não conheciam a cidade ficou certo da mãe da menina ir buscá-los no aeroporto e ajudá-los a encontrar um local para ficarem hospedados. Vale salientar aqui que ambas as mães sabiam da existência dessa amizade/romance virtual.

Tem uma coisa que me surpreendeu muito. Thomas e a mãe ficaram na casa da mãe da Annie nos primeiros dias. Pensei sinceramente que os dois adolescentes iriam aproveitar para “tirar os atrasos”, pois apesar da vigilância da Jess (mãe da garota), eles tiveram essa oportunidade. Todavia o que se viu foi algo diferente. Havia muita cumplicidade entre os dois jovens, muito a compartilhar e as outras coisas seriam consequência.

Como Thomas estava com tempo livre enquanto sua mãe estudava Annie o levou a vários lugares. Numa das oportunidades em que saíram juntamente com a amiga da garota, um fato aconteceu. Algo totalmente inesperado para Annie. Algo que mexeu profundamente com as suas emoções. E que daria rumo de certa forma surpreendente ao final da historia.

Eu gostei do livro. A temática me desperta a atenção. Além disso, o livro é bem escrito. Não é cansativo e a autora consegue sair do lugar comum, dando outras possibilidades às situações vividas pelos personagens.

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Mário de Andrade (1893-1945) foi um escritor brasileiro. Publicou “Pauliceia Desvairada” o primeiro livro de poemas da primeira fase do Modernismo. Estudou música no Conservatório de São Paulo. Foi crítico de arte em jornais e revistas. Teve papel importante na implantação do Modernismo no Brasil. Foi amigo inseparável de Anita Malfatti e Oswald de Andrade. Foi diretor do departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo. Foi funcionário do Serviço do Patrimônio Histórico do Ministério da Educação. Seu romance “Macunaíma” foi sua criação máxima, levada para o cinema.
Mário de Andrade (1893-1945) nasceu na rua da Aurora, São Paulo, no dia 9 de outubro de 1893. Filho de Carlos Augusto de Andrade e de Maria Luísa. Concluiu o ginásio e entrou para a Escola de Comércio Alves Penteado, tendo abandonado o curso depois de se desentender com o professor de Português. Em 1911 ingressou no Conservatório de Música de São Paulo, formando-se em piano.
Em 1917, com a morte de seu pai, dava aula particular de piano para se manter. Nesse mesmo ano conhece Anita Malfatti e Oswald de Andrade, tornando-se amigos inseparáveis. Ainda nesse ano com o pseudônimo de Mário Sobral, publicou seu primeiro livro “Há Uma Gota de Sangue em Cada Poema”, no qual critica a matança produzida na Primeira Guerra Mundial.
No Primeiro Tempo do Modernismo (1922-1930) a lei era se libertar do modismo europeu, procurar uma linguagem nacional e promover a integração entre o homem brasileiro e sua terra. 1922 foi um ano importantíssimo para Mário de Andrade. Além da Semana de Arte Moderna, foi nomeado professor catedrático do Conservatório de Música. Publicou “Pauliceia Desvairada”, onde reuniu seus primeiros poemas modernistas. Integrou o grupo fundador da revista Klaxon, que servia de divulgação para o Movimento Modernista.
Mário de Andrade fez várias viagens pelo Brasil, com o objetivo de estudar a cultura de cada região. Visitou cidades históricas de Minas, passou pelo Norte e Nordeste, recolhendo informações como festas populares, lendas, ritmos, canções, modinhas etc. Todas essas pesquisas lhe renderam obras como “Macunaíma”, “Clã do Jabuti” e “Ensaio sobre a Música Brasileira”.
Mário foi Diretor do Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo, entre os anos de 1934 e 1938. Afastado do cargo por motivos políticos, ainda em 1938 foi para o Rio de Janeiro, onde lecionou Filosofia e História da Arte na Universidade. Foi incapaz de ficar longe de São Paulo, a cidade que amava, e em 1940 estava de volta. Foi ainda funcionário do Serviço do Patrimônio Histórico do Ministério da Educação.
Mário Raul de Morais Andrade faleceu em São Paulo, no dia 25 de fevereiro de 1945, vítima de um ataque cardíaco.
Obras de Mário de Andrade

Há uma Gota de Sangue em Cada Poema, poesia, 1917
Pauliceia Desvairada, poesia, 1922
A Escrava que não é Isaura, ensaio, 1925
Losango Cáqui, poesia, 1926
Primeiro Andar, conto, 1926
Clã do Jabuti, poesia, 1927
Amar, Verbo Intransitivo, romance, 1927
Macunaíma, romance, 1928
Ensaio sobre a Música Brasileira, 1928
Compêndio da História da Música, 1929
Modinhas e Lundus Imperiais, 1930
Remate de Males, poesia, 1930
Música, Doce Música, 1933
Belazarte, conto, 1934
O Aleijadinho, ensaio, 1935
Álvares de Azevedo, ensaio, 1935
Namoros com a Medicina, 1939
Música do Brasil, 1941
Poesias, 1941
O Baile das Quatro Artes, ensaio, 1943
Aspectos da Literatura Brasileira, ensaio, 1943
Os Filhos da Candinha, crônicas, 1943
O Empalhador de Passarinhos, ensaio, 1944
Lira Paulistana, poesia, 1946
O Carro da Miséria, poesia, 1946
Contos Novos, 1946
Padre Jesuíno de Monte Carmelo, 1946
Poesias Completas, 1955
Danças Dramáticas do Brasil, 3 vol., 1959
Música de Feitiçaria, 1963
O Banquete, ensaio, 1978

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