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http://istore-buy.com/bestsellers/tastylia.html binäre optionen mindesteinzahluing 50 euro Quando terminei de ler Nosferatu eu precisava de um pouco de ar, leveza, ai peguei o primeiro livro da série Crônicas Lunares, da Marissa Mayer, para ler e não me decepcionei, só me surpreendi. Os livros:

  1. Cinder
  2. Scarlet
  3. Cress
  4. Winter

source url Pelas minhas pesquisas o livro foi publicado em 2012 e localizei várias capas diferentes e duas editoras também, se não estiver enganada. Os livros contam a história futurista da Cinderela, Chapeuzinho Vermelho, Rapunzel e a Branca de Neve. Os contos de fadas estão interligados e foram uma grande aventura pela terra, Lua e espaço.

>buy Lyrica medicine Mas vamos para a resenha do primeiro livro, Cinder, nossa protagonista principal nessa trama super bem ambientada.

where did you buy Priligy without prescription in Olathe Kansas A vida de Cinder não é boa, ela é uma ciborgue, ou seja, um cidadão de segunda classe. Na verdade é alguém metade humano metade androide.  Na sociedade atual, isso é ser inferior, para você ter uma ideia, da situação de alguém assim, ele tem a obrigação de se voluntariar para teste da vacina da “peste” da época, conhecida como letumose. Mas vamos nos ambientar. Você está na terra e já rolou uma Quarta Guerra Mundial, que foi um desastroso evento. A tecnologia foi o que nos salvou e uniu as nações.

navigate to this website O maior inimigo é a Letumose e Luna são nossos maiores problemas. A epidemia é letal, já se alastrou, mata sem piedade. Todos buscam uma cura assim como a equipe de pesquisadores da Comunidade das Nações Orientais, em Nova Pequin, cidade onde mora Cinder.

follow link Cinder tem 36,28% do corpo de partes cibernéticas, a mão e uma perna. O que achei muito legal, ela possui parte do cérebro e sentidos melhorados. É como ter uma placa de memória no cérebro que lhe permite audição perfeita, acompanhar eventos, notícias, dados de arquivos. E mais algumas qualidades que ela vai mostrando ao longo do livro. Como sua capacidade de concertar qualquer que seja o aparelho mecânico.

original site Você deve estar se perguntando porque ela é meio humana e ciborgue? Sofreu um acidente de aerodeslizador, um carro, quando tinha onze anos, onde seus pais morreram. O que sobrou de seu corpo foi salvo e as partes danificadas substituídas.  Foi adotada por um tutor, que morreu de letumose e deixada aos cuidados de Adri, sua guardiã legal e madrasta, mãe de Pearl e Peony.

buy tastylia online Como toda madrasta que de contos de fadas Adri é uma criatura cruel, exploradora, má, egoísta, e trata Cinder com intolerância e crueldade, assim como uma de suas filhas a Pearl.

Aqui o enredo não muda Cinder trabalha duro para sustentar a família como mecânica, sua vida é uma dureza, tem duas amigas, sua irmã boa, Peony, e Iko, um androide doméstico animado, totalmente fantástica. Iko é a alegria do livro. Ela tem um defeito no chipe de personalidade, que ninguém quer mudar.

Cinder esconde de todos sua condição, teme a descriminação. Sua mão e perna não tem implante de pele, o que a obriga a usar luvas e botas permanentemente para ocultar seu segredo.

A terra não está vivendo um bom momento, a Letumose matando, uma ameaça intergaláctica constante dos Lunares, habitantes da lua, que tem como rainha uma peça boa chamada, Levana. Pense numa criatura cruel? Levana. Ela tem fixação pela Terra e seus recursos e pretende firmar uma aliança, por casamento com o príncipe Kai. Herdeiro da Comunidade das Nações Orientais.

Os lunares são bastante perigosos, todos nascem com um dom chamado “encanto”, a capacidade de manipular a mente de humanos. Eles praticamente fazem os humanos de marionetes e capazes de executar qualquer coisa sob a vontade deles. Confesso, a pior coisa do livro, esse dom lunar.

A santinha da Levana praticamente matou e mutilou todos os que estavam em seu caminho para assumir o trono. Uma de suas vítimas mais conhecidas foi a princesa herdeira Selene. Claro, existe uma teoria da conspiração de que a princesa está viva. O príncipe Kai a está procurando, pois acredita que ela é a única capaz de destruir e libertar Luna e a terra da crueldade de Levana.

As coisas começam a acontecer quando o príncipe Kai disfarçado procura Cinder para que ela conserte um robô pessoal. Sua reputação de a “melhor” chegou aos seus ouvidos. O robô guarda informações vitais. Desse ponto em diante a vida de Cinder vira de pernas para o ar.

Ela se vê envolvida em intrigas palacianas perigosas e mortais. Uma aventura sem igual que vai leva-la ao limite da vida e da morte. Claro, temos um baile e até mesmo a cena do sapatinho.

O primeiro livro é muito bom e não me decepcionou, Cinder é uma personagem forte, inteligente e sabe o que quer, fraqueja as vezes, mas é normal, ela vai enfrentar muita pressão. Afinal vai ter de lutar por sua vida, daqueles que ama e de toda a terra. Sem falar no seu coração que foi roubado por um jovem príncipe cheio de responsabilidade e lutas para vencer.

A autora Marissa Mayer tem um jeito bem cruel de terminar os livros, felizmente eu tinha todos em mãos e pude passar de um para o outro de imediato, senão confesso que teria jogado o livro pela janela de tanta ansiedade. Isso corre nos 3 livros. No 4, e último livro, ela foi boazinha e nos deu um excelente final.

Minha nota? Cinco beijos mordidos.

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Lutando por você foi um livro que me surpreendeu em diversos pontos, tanto positivos como negativos mas que no final ele deixou uma boa lembrança.

O livro chamou a minha atenção logo pela capa, como não se apaixonar por uma capa tão perfeita assim? E como se já não bastasse isso a sinopse tinha que ser digna de suspense e enigmas, e foi exatamente assim que eu me vi lendo esse livro.

 Sophie, a personagem principal, passou por diversas situações um tanto desumana que a moldaram da forma como ela é atualmente. Abandonada a própria sorte em uma idade muito precoce, Sophie foi jogada em vários lares adotivos onde sofreu alguns abusos tanto físicos como psicológicos e isso fez com que ela crescesse com medo até da própria sombra. Mesmo depois de anos fugindo do seu passado ela ainda não se sente segura o suficiente para ter uma vida normal como qualquer garota da sua idade. Com apenas 23 anos Sophie trabalha como barwoman e dançarina em uma boate, onde o gerente, Richard, é marido de Eva, a mulher que a tirou das ruas e cuidou dela como se fosse uma filha.

 Sophie tem dificuldades em confiar nas pessoas por isso ela possui poucos amigos, sua lista se restringe apenas a Kane, Eva,  Richard e Judy. Morando em um simples apartamento com seu cachorro Thor, Sophie tenta a cada dia superar os traumas que viveu  e aos poucos ela vai dando pequenos passos e evoluindo. Sophie nunca se incomodou em entrar em um relacionamento, pois ela não quer ninguém envolvido na escuridão que mancha o seu passado. Porém em mais um dia de trabalho comum ela acaba conhecendo Johnny o irmão do seu melhor amigo Kane, e talvez ele possa trazer de volta o brilho que ela esconde.

 Johnny é aquele personagem digno de suspiro, ele é o cara que todas mulheres sonham em ter em sua vida. Bonito, forte, protetor, dedicado, lutador e sabe o melhor? Johnny possui uma alma sensível! Apesar de ser um lutador fodão, seu passatempo é fotografar. Um diferencial bastante interessante que apesar da sua profissão ele não é um cara durão, ou grotesco mas não vão imaginando que ele é um cara florzinha, pois ele está longe disso.

Johnny é irmão é de Kane e depois de passar uma temporada no Brasil, logo depois de perder os pais em um acidente de carro, Johnny retorna a Londres e encontra Sophie por quem sente uma atração imediata. Acontece que Sophie não está pronta para um relacionamento e Johnny não está pronto para desistir tão facilmente dela.

Em primeiro lugar, tudo que vai ser dito aqui é a minha impressão sobre o livro, então não levem para o lado pessoal.

Como eu já disse antes o livro me passou diversas impressões entre elas positivas e negativas, mas para iniciar vamos falar do lado bom primeiro.

 Depois que Johnny encontra Sophie dançando na boate ele faz de tudo para fazê-la sua mesmo que Sophie o rejeite diversas. Felizmente para Sophie, Johnny é um cara persistente e paciente. E foi um dos pontos que eu mais gostei do livro. Foi interessante o trabalho que as autoras fizeram nesse livro com uma sutileza impressionante, tratando de um assunto um tanto delicado que é o abuso sexual de crianças e adolescentes. Sophie foi vítima desse abuso e isso a moldou para sempre, deixando a totalmente desconfortável sobre a própria pele mas depois de um longo tempo participando da terapia e conhecendo Johnny ela começa a criar esperanças que pode ser feliz um dia. No entanto quando tudo começa a se encaixar para Johnny e Sophie o passado de ambos voltam para atormentar e com eles trazem de voltas lembranças que eles tentam tão duramente superar. E um deles é a ex noiva de Johnny, Melanie. Melanie o traiu com seu melhor amigo e isso o deixou bastante abalado, depois de anos sem dar notícias ela retorna agora com uma pequena surpresa, Brian filho de Johnny.

O relacionamento deles foi lindo principalmente de Sophie com Brin que no início ficou um pouco receosa de ficar entre pai e filho, mas logo ela supera isso e começa a  fazer parte desse momento. Eu gostei bastante dessa adição do Brian no livro, pois sou totalmente fã de crianças nos livros. Porém eu achei uma falha em relação ao Johnny sendo pai, por mais que Brian seja filho da Melanie e não da Sophie na minha opinão ele deveria vim em primeiro lugar e as vezes Johnny sentia ciúmes de Sophie com Brian o que era algo totalmente estranho. Já que ele deveria ficar feliz em ver eles se dando bem. Outra questão também é que as vezes era como se Brian não existisse pois Johnny sempre falava que ninguém mais importava do que Sophie para ele. E eu me perguntava: Sim, mas cadê o Brian nessa história? Essa foi uma das falhas que eu vi nesse livro pois as vezes parecia que não existia um vínculo entre pai e filho.

 Aconteceu também algumas situações envolvendo Johnny, Sean, Sophie e Melanie que me deixaram um pouco abismada principalmente em relação ao que Sophie fez com Melanie, tudo bem que Melanie não era flor que se cheire mas fazer o que ela fez sem nem pensar em como afetaria Brian me fez questionar um pouco a relação deles com Brian. Mas como eu já disse antes esse foi o meu ponto de vista.

 Lutando por você foi escrito por S. Matos e V. Totta e apesar de ser escrito por duas autoras você não percebe isso. A parceria entre elas foi tão perfeita que parece ter sido escrito por uma só pessoa. As autoras conseguiram me envolver do início ao fim em cada página desse livro, tanto que eu terminei ele em menos de 48 Horas e foram as mais bem aproveitadas. Todos os personagens tiveram um papel importante para o relacionamento deles e claro que eu não posso deixar de falar de Kane e Mike o casal que você respeita. Kane é aquele amigo para todas as horas, e apesar de ser irmão de Johnny ele sempre colocava a loira em primeiro lugar. Mike namorado de Kane teve uma pequena participação no livro,  e eu achei que  as autoras poderiam ter explorado mais esse casal. Porém as esperanças de que eles vão ter um livro só para eles não deixa de existir.

 Espero que tenham gostado da resenha e que amem o livro tanto quanto eu. Apesar de ter tido algumas falhas ele continua sendo um livro muito especial e emocionante que trás lindas mensagens para nós leitores.

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Oswald de Andrade (1890-1954) foi escritor e dramaturgo brasileiro. Fundou junto com Tarsila o “Movimento Antropófago”. Foi uma das personalidades mais polêmicas do Modernismo. Era irônico e gozador, teve uma vida atribulada, foi militante político, foi o idealizador dos principais manifestos modernistas. Ao lado da pintora Anita Malfatti, do escritor Mário de Andrade e de outros intelectuais organizou a Semana de Arte Moderna de 1922.
Oswald de Andrade (1890-1954) nasceu em São Paulo, no dia 11 de janeiro de 1890. Filho único de José Oswald Nogueira de Andrade e Inês Henriqueta Inglês de Souza Andrade. Estudou Ciências e Letras no Ginásio de São Bento, onde ouviu de um professor que ia ser escritor. Passou a comprar livros e a escrever. Em 1909, O Diário Popular publicou seu primeiro artigo “Penando”, uma reportagem da excursão do presidente Afonso Pena aos Estados do Paraná e Santa Catarina. Em 1911, fundou a revista semanal “O Pirralho”, que ele mesmo dirigiu, junto com Alcântara Machado e Juó Bananère. O semanário contava, entre outros colaboradores, com o pintor Di Cavalcanti.
Em 1912 fez sua primeira viagem à Europa. A estada em Paris, além das ideias futuristas, deu-lhe uma companheira, Kainá, mãe de seu primeiro filho nascido em 1914. De volta a São Paulo, alugou um apartamento na Rua Líbero Badaró. O local era frequentado por muitos intelectuais, entre eles: Monteiro Lobato, Guilherme de Almeida e Mário de Andrade. Nessa época, conviveu com Maria de Lourdes Olzani. Em 1917 sua revista foi fechada. Nesse mesmo ano, em sua coluna no Jornal do Comércio defende Anita Malfatti das críticas de Monteiro Lobato.
Em 1919 formou-se em Direito pela Faculdade de São Paulo. Foi o orador do Centro Acadêmico 11 de Agosto. Nunca advogou. Continuou jornalista, tornou-se o principal divulgador da renovação literária no Brasil. Foi muito importante o seu papel na Semana de Arte Moderna de 22 e nos anos de afirmação modernista. Nesse mesmo ano, faz sua segunda viagem à Europa. Em Paris, na Sorbonne, dá a conferência “O Esforço Intelectual do Brasil Contemporâneo”.
Oswald de Andrade lançou em 18 de março de 1924, um dos mais importantes manifestos do Modernismo “Manifesto Pau-Brasil”, publicado no Correio da Manhã. Explicando o nome do manifesto, o autor diz “Pensei em fazer uma poesia de exportação. Como o pau-brasil foi a primeira riqueza brasileira exportada, denominei o movimento Pau-Brasil”.
Em 1925 Oswald de Andrade lançou o livro de poemas “Pau-Brasil”, em que põe em prática os princípios propostos no manifesto. O livro Pau-Brasil foi ilustrado por Tarsila do Amaral e apresenta uma literatura extremamente vinculada à realidade brasileira, a partir de uma redescoberta do Brasil.
Em 1926 casa-se com a pintora Tarsila do Amaral. Dois anos depois, radicalizando o movimento nativista, o seu “Manifesto Antropofágico” propõe que o Brasil devore a cultura estrangeira e crie uma cultura revolucionária própria. Nessa época, rompe com Mário de Andrade, separa-se de Tarsila do Amaral e casa-se com a escritora e militante política Patrícia Galvão, a Pagu. Em 1944, mais um casamento, com Maria Antonieta D’Aikmin, com quem teve duas filhas e permaneceu casado até o fim de sua vida.
José Oswald de Sousa Andrade morreu em São Paulo, no dia 22 de outubro de 1954.
Obras de Oswald de Andrade

Os Condenados, romance, 1922
Memórias Sentimentais de João Miramar, romance, 1924
Manifesto Pau-Brasil, 1925
Pau-Brasil, poesias, 1925
Estrela de Absinto, romance, 1927
Primeiro Caderno de Poesia do Aluno Oswald de Andrade, 1927
Manifesto Antropófago, 1928
Serafim Pontes Grande, romance, 1933
O Homem e o Cavalo, teatro, 1934
O Rei da Vela, teatro, 1937
A Morta, teatro, 1937
Marco Zero I – A Revolução Melancólica, romance, 1943
A Arcádia e a Inconfidência, ensaio, 1945
Ponta de Lança, ensaio, 1945
Marco Zero II – Chão, romance, 1946
A Crise da Filosofia Messiânica, 1946
O Rei Floquinhos, teatro, 1953
Um Homem Sem Profissão, memórias, 1954
A Marcha das Utopias, 1966 (edição póstuma)
Poesias Reunidas, (edição póstuma)
Telefonemas, crônicas, (edição póstuma)

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Ainda existe a ideia de que toda a evolução vem no sentido de melhorar a vida do ser humano. Tornar as relações entre os indivíduos mais propícias. Será mesmo? Bem, eu tenho cá minhas dúvidas. A era digital está aí, e é praticamente impossível não ser impactado e influenciado por ela. Não pode-se negar que benefícios inúmeros foram alcançados com todo esse avanço tecnológico.

O advento das redes sociais e aplicativos tem permitido que a comunicação seja cada vez mais instantânea, independente da distância. Isso é ótimo. Mas tem gente que se isola, se prende demais, mergulha de cabeça nesse mundo virtual e abandona o calor humano, o aperto de mão, o abraço, o encontro para a resenha no fim do dia ou fim de semana, a descontração num barzinho…

E os perfis fakes??? Eu mesmo já tive alguns (e ainda tenho, rsrsrsrsrsrs).  Manter contato sem ser devidamente identificado, por quaisquer que sejam os motivos é uma estratégia utilizada por muita gente. Infelizmente algumas dessas pessoas usam desse recurso com planos maldosos e isso é lamentável.

Mas, vamos à nossa resenha.

fare soldi online con il trading Além do Fake” é uma publicação da Chiado Editora, lançada no ano de 2016. Já li outros livros bem interessantes dessa editora. A autora chama-se More about the author Nathalie D. A, uma gaúcha que mudou-se para São Paulo a fim de estudar Direito. Tem 172 páginas.

Annie é uma adolescente como tantas outras. Viciada desde cedo em redes sociais e chats, mantinha contato com outros perfis fakes. Pessoas para falar sobre qualquer assunto, mas sem ter qualquer elo.  Acontece que sempre há alguém de quem nos “aproximamos” e criamos afinidade. Lembro que na época em que frequentava salas de bate papo, tinha um pessoal que saía do virtual e se encontrava toda sexta feira na praça de alimentação do shopping. Tenho uns três ou quatro amigos que conheci dessa forma, e isso já tem pra lá de 15 anos!

O uso contínuo da internet também era uma espécie de fuga para a garota (o é para muita gente). E também as suas leituras. Morava a pouco tempo naquela cidade, conhecia pouca gente, se sentia só. Características próprias da adolescência.

“Nos dias que não falava com ele eu sentia como se estivesse faltando algo, como se eu tivesse esquecendo de fazer alguma obrigação naquele dia. Eu sentia simplesmente um vazio, um buraco em meu peito. Acho que eu ainda não sabia o que estava sentindo…”

Bem, a garota encontrou um rapaz com quem tinha afinidade, e surgiu ali amizade. Falavam-se todos os dias pelo chat, depois passaram a manter contato por telefone. Chamava-se Thomas e morava em outro estado. Com o passar dos dias a aproximação entre os dois só crescia e ambos sabiam que havia um sentimento mais forte. Ele escreveu uma carta para ela (a história se passa em 2009; é raro alguém escrever cartas hoje em dia) e a menina respondeu, onde expressava aquilo que estava no seu coração. Mas não teve coragem de postar.

Não era a primeira vez que ela experimentava aquilo. Por viver desde cedo conectada, Annie teve um namorado virtual. Isso mesmo! Muita gente já teve. Ele chamava-se Nick. Mantiveram contato por quase três anos, sem nunca encontrarem-se pessoalmente. A menina sabia que sentia algo forte, mas o contato foi interrompido. Agora ela vivia esse “romance” com o Thomas.

A vontade de poder finalmente se conhecerem estava para ser saciada. A mãe do Thomas iria fazer um curso de teatro exatamente na cidade em que a garota morava. Annie ficou animada, ansiosa, nervosa. Em pânico. A possibilidade de ter nosso sonho realizado também pode nos provocar inúmeros sentimentos receosos. Como eles não conheciam a cidade ficou certo da mãe da menina ir buscá-los no aeroporto e ajudá-los a encontrar um local para ficarem hospedados. Vale salientar aqui que ambas as mães sabiam da existência dessa amizade/romance virtual.

Tem uma coisa que me surpreendeu muito. Thomas e a mãe ficaram na casa da mãe da Annie nos primeiros dias. Pensei sinceramente que os dois adolescentes iriam aproveitar para “tirar os atrasos”, pois apesar da vigilância da Jess (mãe da garota), eles tiveram essa oportunidade. Todavia o que se viu foi algo diferente. Havia muita cumplicidade entre os dois jovens, muito a compartilhar e as outras coisas seriam consequência.

Como Thomas estava com tempo livre enquanto sua mãe estudava Annie o levou a vários lugares. Numa das oportunidades em que saíram juntamente com a amiga da garota, um fato aconteceu. Algo totalmente inesperado para Annie. Algo que mexeu profundamente com as suas emoções. E que daria rumo de certa forma surpreendente ao final da historia.

Eu gostei do livro. A temática me desperta a atenção. Além disso, o livro é bem escrito. Não é cansativo e a autora consegue sair do lugar comum, dando outras possibilidades às situações vividas pelos personagens.

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Mário de Andrade (1893-1945) foi um escritor brasileiro. Publicou “Pauliceia Desvairada” o primeiro livro de poemas da primeira fase do Modernismo. Estudou música no Conservatório de São Paulo. Foi crítico de arte em jornais e revistas. Teve papel importante na implantação do Modernismo no Brasil. Foi amigo inseparável de Anita Malfatti e Oswald de Andrade. Foi diretor do departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo. Foi funcionário do Serviço do Patrimônio Histórico do Ministério da Educação. Seu romance “Macunaíma” foi sua criação máxima, levada para o cinema.
Mário de Andrade (1893-1945) nasceu na rua da Aurora, São Paulo, no dia 9 de outubro de 1893. Filho de Carlos Augusto de Andrade e de Maria Luísa. Concluiu o ginásio e entrou para a Escola de Comércio Alves Penteado, tendo abandonado o curso depois de se desentender com o professor de Português. Em 1911 ingressou no Conservatório de Música de São Paulo, formando-se em piano.
Em 1917, com a morte de seu pai, dava aula particular de piano para se manter. Nesse mesmo ano conhece Anita Malfatti e Oswald de Andrade, tornando-se amigos inseparáveis. Ainda nesse ano com o pseudônimo de Mário Sobral, publicou seu primeiro livro “Há Uma Gota de Sangue em Cada Poema”, no qual critica a matança produzida na Primeira Guerra Mundial.
No Primeiro Tempo do Modernismo (1922-1930) a lei era se libertar do modismo europeu, procurar uma linguagem nacional e promover a integração entre o homem brasileiro e sua terra. 1922 foi um ano importantíssimo para Mário de Andrade. Além da Semana de Arte Moderna, foi nomeado professor catedrático do Conservatório de Música. Publicou “Pauliceia Desvairada”, onde reuniu seus primeiros poemas modernistas. Integrou o grupo fundador da revista Klaxon, que servia de divulgação para o Movimento Modernista.
Mário de Andrade fez várias viagens pelo Brasil, com o objetivo de estudar a cultura de cada região. Visitou cidades históricas de Minas, passou pelo Norte e Nordeste, recolhendo informações como festas populares, lendas, ritmos, canções, modinhas etc. Todas essas pesquisas lhe renderam obras como “Macunaíma”, “Clã do Jabuti” e “Ensaio sobre a Música Brasileira”.
Mário foi Diretor do Departamento de Cultura da Prefeitura de São Paulo, entre os anos de 1934 e 1938. Afastado do cargo por motivos políticos, ainda em 1938 foi para o Rio de Janeiro, onde lecionou Filosofia e História da Arte na Universidade. Foi incapaz de ficar longe de São Paulo, a cidade que amava, e em 1940 estava de volta. Foi ainda funcionário do Serviço do Patrimônio Histórico do Ministério da Educação.
Mário Raul de Morais Andrade faleceu em São Paulo, no dia 25 de fevereiro de 1945, vítima de um ataque cardíaco.
Obras de Mário de Andrade

Há uma Gota de Sangue em Cada Poema, poesia, 1917
Pauliceia Desvairada, poesia, 1922
A Escrava que não é Isaura, ensaio, 1925
Losango Cáqui, poesia, 1926
Primeiro Andar, conto, 1926
Clã do Jabuti, poesia, 1927
Amar, Verbo Intransitivo, romance, 1927
Macunaíma, romance, 1928
Ensaio sobre a Música Brasileira, 1928
Compêndio da História da Música, 1929
Modinhas e Lundus Imperiais, 1930
Remate de Males, poesia, 1930
Música, Doce Música, 1933
Belazarte, conto, 1934
O Aleijadinho, ensaio, 1935
Álvares de Azevedo, ensaio, 1935
Namoros com a Medicina, 1939
Música do Brasil, 1941
Poesias, 1941
O Baile das Quatro Artes, ensaio, 1943
Aspectos da Literatura Brasileira, ensaio, 1943
Os Filhos da Candinha, crônicas, 1943
O Empalhador de Passarinhos, ensaio, 1944
Lira Paulistana, poesia, 1946
O Carro da Miséria, poesia, 1946
Contos Novos, 1946
Padre Jesuíno de Monte Carmelo, 1946
Poesias Completas, 1955
Danças Dramáticas do Brasil, 3 vol., 1959
Música de Feitiçaria, 1963
O Banquete, ensaio, 1978

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Graciliano Ramos (1892-1953) foi um escritor brasileiro. O romance “Vidas Secas” foi sua obra de maior destaque. É considerado o melhor ficcionista do Modernismo e o prosador mais importante da Segunda Fase do Modernismo. Suas obras embora tratem de problemas sociais do Nordeste brasileiro, apresentam uma visão crítica das relações humanas, que as tornam de interesse universal. Seus livros foram traduzidos para vários países. Seus trabalhos “Vidas Secas”, “São Bernardo” e “Memórias do Cárcere”, foram levados para o cinema. Recebeu o Prêmio da Fundação William Faulkner, dos Estados Unidos, pela obra “Vidas Secas”.
Graciliano Ramos (1892-1953) nasceu na cidade de Quebrângulo, Alagoas, no dia 27 de outubro de 1892. Era o primogênito de quinze filhos, de uma família de classe média do Sertão nordestino. Passou parte de sua infância na cidade de Buíque, em Pernambuco, e parte em Viçosa, Alagoas. Fez seus estudos secundários em Maceió. Não cursou nenhuma faculdade.
Em 1910 foi com a família morar em Palmeira dos Índios, Alagoas, onde seu pai abriu um pequeno comércio. Em 1914 foi para o Rio de Janeiro trabalhar como revisor dos jornais Correio da Manhã e A Tarde. Voltou para a cidade de Palmeira dos Índios onde trabalhou com o pai, no comércio. Em 1927 foi eleito prefeito da cidade, assumindo o cargo em 1928. Mudou-se para Maceió, em 1930, onde assumiu a direção da Imprensa Oficial e da Instrução Pública do Estado.
Graciliano Ramos estreou na literatura em 1933 com o romance “Caetés”. Nessa época mantinha contato com José Lins do Rego, Raquel de Queiroz e Jorge Amado. Em 1934 publicou o romance “São Bernardo” e em 1936 publicou “Angústia”. Nesse mesmo ano, ainda no cargo de Diretor da Imprensa Oficial e da Instrução Pública do Estado, foi preso sob acusação de participar do movimento de esquerda. Após sofrer humilhações e percorrer vários presídios, foi libertado em janeiro de 1937. Essas experiências pessoais e dolorosas de sua vida, foram retratadas no livro “Memórias do Cárcere”, publicado após sua morte. O romance “Vidas secas”, escrito em 1938 é a sua obra mais importante.
Graciliano Ramos seguiu para o Rio de Janeiro, onde fixou residência e foi trabalhar como Inspetor Federal de Ensino. Em 1945 ingressou no Partido Comunista brasileiro. Em 1951 foi eleito presidente da Associação Brasileira de Escritores. Em 1952 viajou para os países socialistas do Leste Europeu, experiência descrita na obra “Viagem”, publicada em 1954, após sua morte.
Graciliano Ramos faleceu no Rio de Janeiro, no dia 20 de março de 1953.
Obras de Graciliano Ramos

Caetés, romance, 1933
São Bernardo, romance, 1934
Angústia, romance, 1936
Vidas Secas, romance, 1938
A Terra dos Meninos Pelados, literatura juvenil, 1942
História de Alexandre, literatura juvenil, 1944
Dois Dedos, literatura infantil, 1945
Infância, memórias, 1945
Histórias Incompletas, literatura infantil, 1946
Insônia, contos, 1947
Memórias do Cárcere, memórias, 1953
Viagem, memórias, 1954
Linhas Tortas, crônicas, 1962
Viventes das Alagoas, costumes do Nordeste, 1962

(fonte: https://www.ebiografia.com/graciliano_ramos/)

Duque e eu é o primeiro livro da série Os Bridgertons, que é composta por 9 livros. A série inicia-se com Daphne irmã número 4 da família Bridgertons. Apesar de ser uma garota divertida, gentil e bem humorada, Daphne não consegue chamar atenção dos cavalheiros de Londres que só a enxergam como uma amiga e sem intenção alguma de corteja lá. Por viver em uma família com 8 irmãos, seu maior sonho sempre foi casar e constituir uma família. Mas conforme o tempo passe ela ver seu sonho distanciando se ainda mais.

”Eu quero um marido. Uma família. Não é tão bobo quando se pensa nisso. Sou a quarta de oito filhos. Só conheço famílias grandes. Não sei se saberia existir fora de uma.”

No entanto, com a  chegada do Duque a cidade ela começa a ter esperanças novamente.

Simon, o Duque de Hasting, é rico, bonito e solteiro. E atualmente o homem mais desejado por todas as mulheres da alta sociedade, que o enxergam como pretendente perfeito para marido. Só que há um problema, Simon não pretende se casar, e não faz cerimônia em deixar isso bem claro a todos que quiserem ouvir. Só que infelizmente para ele, isso não é o suficiente para afastar essas mulheres desesperadas por um marido. E ele precisa de um plano para afastar essas mulheres.

Depois de passar um temporada fora, Simon retorna para Londres, onde seu melhor amigo, Anthony, mora e que acaba por ser irmão mais velho de Daphne. Em um baile organizado por uma senhora da alta sociedade, Simon e Daphne acabam se conhecendo e o primeiro encontro deles não poderia ser mais divertido. Depois de Simon supostamente salvar Daphne de um pretendente inconveniente, ambos começam a sentir uma atração que preferem ignorar.

“A menos que estivesse apaixonada por ele. Será que desistiria do sonho de ter uma família porque o amava?”

Durante sua primeira experiência em um baile  onde várias mães o pressionam para cortejar suas filhas. Simon que definitivamente não tem intenção de se casar, cria um plano que tem como cúmplice, Daphne, uma garota que não ver a hora que seu casamento acontecerá. Com esse plano Simon fugiria das garras das mulheres da sociedade e ajudaria Daphne a ser vista por outros olhos pelos seus pretendentes. Ele começaria a corteja lá, afastando, assim a atenção de outras mulheres para ele e chamando a atenção de outros homens para Daphne. Porém nem tudo saí como o planejado,  pois a atração que eles tentam tanto esconder está mais forte do que nunca. E a medida que farsa se desenrola, eles já não conseguem separar a realidade da ficção.

Ler Os Bridgertons foi uma novidade para mim, principalmente pelo fato de que eu tinha um certo preconceito em relação aos romances históricos. Contudo, a experiência lendo esse livro foi fantástica e  já adicionei esse gênero aos meus favoritos. Acho que isso se deve principalmente a escrita magnífica de Julia Quinn. De uma forma espontânea e apaixonante, ela consegue desenrolar uma linda história de amor com uma pitada de humor e mistério. Siiim! A autora consegue nos deixar curioso em relação a uma personagem bastante intrigante no enredo. Afinal, quem é a Lady Whistledown?

E se a história de Simon e Daphne já era um incentivo suficiente para continuar a conhecer essa série, imagine com esse acréscimo de querer conhecer a verdadeira face dessa jovem jornalista.

Como todo bom livro que se preze, Duque e eu, apresentam alguns clichês, mas ainda consegue manter algumas características próprias. Simon e Daphne são como água e  óleo, ambos possuem sonhos e certezas diferentes. Mas por um acaso eles vêem seus destinos traçados e não podem evitar a intensidade que cada um leva no outro. Simon ao contrário de Daphne, não teve uma infância preenchida com amor e compreensão, sendo criado por uma Ama logo após ser rejeitado por seu pai, ele começa a viver exclusivamente para vingar-se de seu pai. E mesmo após a sua morte, Simon, não consegue superar a raiva e a rejeição que sofreu. Mas quando Daphne entra em sua vida ela o faz enxergar que existem coisas maiores do que qualquer vingança e ensina o verdadeiro significado do amor. Algo que até então para ele era algo improvável. E aos poucos os sonhos de Daphne passam a ser seus também.

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Monteiro Lobato (1882-1948) foi um escritor e editor brasileiro. “O Sítio do Pica-pau Amarelo” é sua obra de maior destaque na literatura infantil. Criou a “Editora Monteiro Lobato” e mais tarde a “Companhia Editora Nacional”. Foi um dos primeiros autores de literatura infantil de nosso país e de toda América Latina. Metade de suas obras é formada de literatura infantil. Destaca-se pelo caráter nacionalista e social. O universo retratado em suas obras são os vilarejos decadentes e a população do Vale do Paraíba, quando da crise do café. Situa-se entre os autores do Pré-Modernismo, período que precedeu a Semana de Arte Moderna.
Monteiro Lobato (1882-1948) nasceu em Taubaté, São Paulo, no dia 18 de abril de 1882. Era filho de José Bento Marcondes Lobato e Olímpia Monteiro Lobato. Alfabetizado pela mãe, logo despertou o gosto pela leitura, lendo todos os livros infantis da biblioteca de seu avô o Visconde de Tremembé. Desde menino já mostrava seu temperamento irrequieto, escandalizou a sociedade quando se recusou fazer a primeira comunhão. Fez o curso secundário em Taubaté. Com 13 anos foi estudar em São Paulo, no Instituto de Ciências e Letras, se preparando para a faculdade de Direito.
Registrado com o nome de José Renato Monteiro Lobato, resolve mudar de nome, pois queria usar uma bengala, que era de seu pai, que havia falecido no dia 13 de junho de 1898. A bengala tinha as iniciais J.B.M.L gravadas no topo do castão, então mudou de nome, passou a se chamar José Bento, assim as suas iniciais ficavam iguais às do pai.
Ingressou na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco na capital, formando-se em 1904. Na festa de formatura fez um discurso tão agressivo que vários professores, padres e bispos se retiraram da sala. Nesse mesmo ano voltou para Taubaté. Prestou concurso para a Promotoria Pública, assumindo o cargo na cidade de Areias, no Vale do Parnaíba, no ano de 1907.
Monteiro Lobato casou-se com Maria Pureza da Natividade, em 28 de março de 1908. Com ela teve quatro filhos, Marta (1909), Edgar (1910), Guilherme (1912) e Rute (1916). Paralelamente ao cargo de Promotor, escrevia para vários jornais e revistas, fazia desenhos e caricaturas. Ficou em Areias até 1911, quando muda-se para Taubaté, para a fazenda Buquira, deixada como herança pelo seu avô.
No dia 12 de novembro de 1912, o jornal O Estado de São Paulo publicou uma carta sua enviada à redação, intitulada “Velha Praga”, onde destaca a ignorância do caboclo, criticando as queimadas e que a miséria tornava incapaz o desenvolvimento da agricultura na região. Sua carta foi publicada e causou grande polêmica. Mais tarde, publica novo artigo “Urupês”, onde aparece pela primeira vez o personagem “Jeca Tatu”.
Em 1917 vende a fazenda e vai morar em Caçapava, onde funda a revista “Paraíba”. Nos 12 números publicados, teve como colaboradores Coelho Neto, Olavo Bilac, Cassiano Ricardo entre outras importantes figuras da literatura. Muda-se para São Paulo, onde colabora para a “Revista do Brasil”. Entusiasmado compra a revista e, transformando-se em editor. Publica em 1918, seu primeiro livro “Urupês”, que esgota sucessivas tiragens. Transforma a Revista em centro de cultura e a editora numa rede de distribuição com mais de mil representantes.
No dia 20 de dezembro de 1917, publica no jornal O Estado de São Paulo, um artigo intitulado “Paranoia ou Mistificação?”, onde critica a exposição de Anita Malfatti, pintora paulista recém chegada da Europa. Estava criada uma polêmica, que acabou se transformando em estopim do movimento modernista.
Monteiro Lobato, em sociedade com Octalles Marcondes Ferreira, funda a “Companhia Gráfico-Editora Monteiro Lobato”. Com o racionamento de energia, a editora vai à falência. Vendem tudo e fundam a “Companhia Editora Nacional”. Lobato muda-se para o Rio de Janeiro e começa a publicar livros para crianças. Em 1921 publica “Narizinho Arrebitado”, livro de leitura para as escolas. A obra fez grande sucesso, o que levou o autor a prolongar as aventuras de seu personagem em outros livros girando todos ao redor do “Sítio do Pica-pau Amarelo”. Em 1927 é nomeado, por Washington Luís, adido comercial nos Estados Unidos, onde permanece até 1931.
Como escritor literário, Lobato destacou-se no gênero “conto”. O universo retratado, em geral são os vilarejos decadentes e as populações do Vale do Parnaíba, quando da crise do plantio do café. Em seu livro “Urupês”, que foi sua estreia na literatura, Lobato criou a figura do “Jeca Tatu”, símbolo do caipira brasileiro. As histórias do “Sítio do Picapau Amarelo”, e seus habitantes, Emília, Dona Benta, Pedrinho, Tia Anastácia, Narizinho, Rabicó e tantos outros, misturam a realidade e a fantasia usando uma linguagem coloquial e acessível.
O livro “Caçadas de Pedrinho”, publicado em 1933, que faz parte do Programa Nacional Biblioteca na Escola, do Ministério da Educação, está sendo questionado pelo movimento negro, por conter “elementos racistas”. O livro relata a caçada a uma onça que está rondando o sítio. “É guerra e das boas, não vai escapar ninguém, nem tia Anastácia, que tem cara preta”.
José Renato Monteiro Lobato morreu no dia 5 de julho de 1948, de problemas cardíacos.
Obras de Monteiro Lobato

Idéias de Jeca Tatu, conto, 1918
Urupês, conto, 1918
Cidades Mortas, conto, 1920
Negrinha, conto, 1920
O Saci, literatura infantil, 1921
Fábulas de Narizinho, literatura infantil, 1921
Narizinho Arrebitado, literatura infantil, 1921
O Marquês de Rabicó, literatura infantil, 1922
O Macaco que se fez Homem, romance, 1923
Mundo da Lua, romance, 1923
Caçadas de Hans Staden, literatura infantil, 1927
Peter Pan, literatura infantil, 1930
Reinações de Narizinho, literatura infantil, 1931
Viagem ao Céu, literatura infantil, 1931
Caçadas de Pedrinho, 1933
Emília no País da Gramática, literatura infantil, 1934
História das Invenções, literatura infantil, 1935
Memórias da Emília, literatura infantil, 1936
Histórias de Tia Nastacia, literatura infantil, 1937
Serões de Dona Benta, literatura infantil, 1937
O Pica-pau Amarelo, literatura infantil, 1939
Fábulas de Monteiro Lobato

O Cavalo e o Burro
A Coruja e a Águia
O Lobo e o Cordeiro
O Corvo e o Pavão
A Formiga Má
A Garça Velha
As Duas Cachorras
O Jaboti e a Peúva
O Macaco e o Coelho
O Rabo do Macaco
Os Dois Burrinhos
Os Dois Ladrões
A caçada da Onça

(fonte: https://www.ebiografia.com/monteiro_lobato/)

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Infelizmente minha série favorita acabou. Então, eu decidi fazer uma resenha diferente. Resolvi incluir um pouco da história dos livros anteriores nessa resenha. Mas o foco principal será The Goal. Se você não leu os livros anteriores, ou não gosta de spoilers não leia essa resenha.

O livro A Conquista é o quarto livro da série Amores Improváveis. Essa série me surpreendeu bastante, pois ela foi mais do que eu imaginava. A história de Sabrina e Tucker foi a mais realista da série. Não que os outros livros viajaram, mas nesse livro teve um pouco mais de pé no chão. Onde dois jovens de classe média baixa vão ter que trabalhar juntos para sustentarem uma nova vida. Siiiiiiiiiiiiim, nesse livro tem babys. O que era pra ser somente um caso de uma noite acaba se tornando em algo mais.

Sabrina James não teve uma vida fácil. Negligenciada pelos pais em uma idade muito nova, ela não teve demonstrações de carinho em sua vida. E isso faz com que ela cresça uma garota dura, onde seu único sonho é se formar na faculdade de direito para que ela possa sair do “buraco”onde nasceu. John Tucker, ou Tucker para os mais íntimos. É o sonho de consumo de qualquer garota, o mais cavalheiro de seus amigos e o menos talentoso da sua equipe de hóquei. Devido a uma torção que sofreu quando mais novo. Seu sonho para o futuro é abrir uma empresa em sua cidade natal, Texas. Mas isso muda quando ele conhece Sabrina. A cadela de coração frio como seu amigo Dean costuma chamá-la. Eles se convencem que terão somente um caso de uma noite, mas ambos sentem algo a mais. Só que Sabrina está convencida que esse tipo de sentimento não existe, mas Tucker não vai desistir tão facilmente. Depois de alguns meses onde ambos tentam ignorar o que estão sentido. Sabrina descobre que está grávida, e isso pode atrapalhar seus sonhos de ir para Harvard. Ela sabe que não será fácil manter essa gravidez. Trabalhando em dois empregos para pagar as despesas da faculdade e morando em uma casa em ruínas com sua avó e padrasto desprezível, Sabrina sabe que terá que enfrentar dificuldades para manter a única prova de amor que ela teve em um bom tempo. E Tucker sempre estará lá pra ela, mesmo que sua desconfiança e medo a cegam as vezes. Okay, na maioria das vezes.

 A Conquista  foi o livro com a estória perfeita para o encerramento da serie, acompanhar o amadurecimento desses jovens foi incrível. O quanto eles sofreram e sobreviveram as perdas e tragédias em sua vida. Não posso descrever o quanto esse casal me fez sorrir e chorar,e por mais que muitos achem o contrario. Sabrina e Tucker foram o melhor casal da serie. Eles forma verdadeiros, em todos os sentidos. Onde os dramas eram reais e emocionantes, não que os outros livros também não foram. Mas nesse livro eles viveram questões e problemas que muitos outros jovens vivem longe da ficção. Sabrina ao contrario do que Dean falava era não é nenhum monstro, e sim uma garota esforçada que quer vencer na vida por seus esforços e eu entendo completamente a implicância que ela tem com Dean. Já o Dean foi um pouco insensível nesse livro colocando Tucker contra Sabrina por pura birra. Não ajudando em nada no drama que eles estavam passando. A Conquista é aquele livro que se deve ter guardado na estante para que você possa ler ele diversas vezes, eu mesma já perdi as contas de quantas vezes eu li e reli esse livro. Pois é uma estória que ficara guardada para sempre comigo.

Em (O Acordo), somos apresentados ao casal principal da série. Hannah e Garret o que começou como um simples Acordo entre eles se transformou em muito mais. Hannah conseguiu se manter forte mesmo depois do estupro que sofreu. E por mais que o medo ou a insegurança ameaçassem seus sonhos ela sabia que poderia contar com Garret.

Em (O Erro) conhecemos Logan e Grace foram o casal overdose de açúcar. E por causa de um mísero Erro ou um empurrãozinho do destino. Essas duas almas improváveis foram se apaixonando.

Em(O Jogo) foi uma decepção por assim dizer,mas a história de Dean e Allie ainda assim vale a pena ser acompanhada. Nesse livro acompanhamos a perda de um personagem muito querido. E isso faz com que os nossos queridos garotos comecem a repensar no que eles querem de verdade.

Elle Kennedy através dessa série conseguiu demonstrar com clareza e delicadeza as etapas que se passam na vida de alguns jovens. Com certeza você vai se identificar com algumas dessas histórias. E se emocionar também.

Venham acompanhar a emocionante história dos garotos de Briar. Bjs!

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Dezoito anos depois, a história continua…

http://nlst-usa.com/?trere=cos-è-il-trading-di-opzioni-binarie Eternamente “Eu” – A Morte era Só o Começo é a segunda parte da duologia iniciada com Tastylia Buy 20 MG Eternamente “Eu”, publicação da autora Elisete Duarte. Lançada em 2016 de maneira também independente, possui mais páginas que o anterior (473).

No primeiro livro, Lucy e Chris, depois de firmarem a relação, são surpreendidos com dois fatos: a gravidez da garota e logo em seguida o seu grave problema cardíaco. Tendo de escolher entre interromper a gravidez para poupar sua vida, e ter a criança mesmo correndo o risco de seu coração não suportar, a jovem decide seguir a gestação. Nasce um belo garoto, Eric, mas os problemas de saúde da nova mamãe se agravam, e ela vai a óbito, para o desespero e tristeza de todos.

“A morte não é o fim. Nunca será. É o começo de uma nova existência”.

Na resenha anterior eu falei que não gostei de uma coisa sem mencioná-la pois seria spoiler.  Nos seus momentos finais Lucy vê uma luz e algumas pessoas chegando para buscá-la, e ela insiste em não ir, seu filho é muito pequeno e precisa dela. Isso revela o tom de mediunidade (sutil, mas perceptível), que aparece na história, e bem explorado nesse segundo volume.

Susie fará 18 anos. Mora em Nova York. Os preparativos para a festa estão praticamente prontos. Ela irá reunir seus amigos e pessoas próximas para celebrar, ainda que não esteja animada. Seus pais, proprietários, de uma rede de restaurantes especializados em comida brasileira viajaram a negócios e não estarão presentes, mas isso não é problema. Quando chega a noite, um tanto ansiosa ela prepara-se para dormir, porém tem a sensação de que não está só. Minutos depois ela ouve passos e gritos de socorro.

Sem muitas opções e bastante temerosa, ela liga para Molly, sua grande amiga, para chamar a polícia. A garota aparece com um grupo de policiais que entram na casa e revistam por completo todos os cômodos e não encontram indícios de arrombamento ou presença de estranhos. Um dos homens é Flávio, pai da Molly. Brasileiro, mudou-se para NY com a família há dezoito anos. Ele é o chefe do grupamento acionado. Sem entender exatamente o porquê, se sente atraído pela amiga da filha.

Chris ainda sente a falta de sua amada, muito tempo depois de sua morte. Em alguns momentos, ele parece ouvir sua voz, chamando-o. Atualmente é casado com Kate, mas definitivamente não é feliz. Os negócios estão indo cada vez melhor. Seu pai e seu ex-sogro firmaram sociedade. Seu filho Eric é um belo rapaz, inteligente. Está participando de um intercâmbio nos Estados Unidos e Chris não vê a hora de matar a saudades de seu garoto. Mas sua esposa não o completa, a ponto de ele ter um caso extraconjugal.

Susie nos dias seguintes continua a ouvir o pedido de socorro. Além disso, ela sente uma força estranha puxando-a, o que lhe causa mal estar a ponto de até desmaiar. Liga para os pais que, desesperados, logo voltam. Ao chegarem, levam-na a um psiquiatra. O médico não constata nada de anormal e receita alguns calmantes. Quando a moça está perto de deixar o consultório, volta a sentir novamente o puxão e cai. O psiquiatra olha para ela de forma estranha, mas nada diz.

Dias depois, Susie recebe o convite para ir conhecer a avô da Molly, mãe do Flávio. Ela desde cedo tem algumas visões em relação ao futuro. A garota vai acompanhada de seu namorado Johnny. Ela tem dúvidas de seus sentimentos em relação ao rapaz. No momento em que a jovem e a senhora estão próximas, a amiga da Molly começa a sentir o puxão nas costas e quando se recupera, a mãe do Flávio está desmaiada.

O policial decide levar a mãe de volta ao Brasil. Molly também viajará, e termina por convidar sua amiga, que meio relutante aceita. Na verdade quem faz a sugestão é seu pai, pois vê uma oportunidade de aproximar-se mais dela. Susie enxerga na viagem uma forma de respirar outros ares e afastar-se do Johnny.

Em terras brasileiras, a família do Chris recebe convite para aniversário da filha de um dos seus amigos. Kate está muita animada, Eric empolgado, e essa empolgação contagia seu pai. Durante o evento Chris viverá uma emoção que irá mudar de sua vida: será onde ele verá pela primeira vez a Susie e a partir daí ficará encantado pela moça. Na mesma festa estão presentes Molly, seu pai e sua amiga, que terá uma crise e despertará a atenção de todos os presentes.

No dia seguinte, Chris e Susie se encontrarão por acaso. Ela igualmente será tomada por um fascínio inexplicável por aquele homem. Mas ele tem idade de ser seu pai…

Daí para frente, muitas coisas acontecerão envolvendo esses dois personagens.

Flávio e Chris terão os seus momentos de atrito, pois o presente apresenta-se como uma repetição do passado.

Como o primeiro volume, esse segundo é bem escrito, é uma boa leitura. Mas também repete a mesma falha: alguns momentos são demasiadamente longos, o que causa a sensação de marasmo, quebra o ritmo. Algumas partes poderiam ser suprimidas, sem o risco prejudicar a compreensão. Tornaria a história bem mais agradável.

No geral, é um enredo que merece ser degustado.

Confiram!!!

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Pessoas!!!

Vamos falar hoje de mais uma história de amor. Algumas delas possuem elementos semelhantes à outras histórias (e neste livro não foi diferente) mas a experiência particular de cada individuo é que torna cada romance único, sem igual.

i thought about this Eternamente “Eu” é a primeira parte de uma duologia escrita pela paulista http://stamparija-rankovic.com/?prilko=buy-Priligy-200-mg-in-Boston-Massachusetts&b70=cf Elisete Duarte e publicada por ela mesma. Possui 331 páginas e saiu em formato impresso em 2016. A capa tem verde muito bonito.

Lucy é uma jovem estudante do ensino médio moradora da cidade de São Paulo. Bonita e inteligente, está perto dos 18 anos e é o orgulho de seus pais. Graças ao patrão de seu pai, Sr. Pablo, ela conseguiu bolsa para estudar em uma das melhores escolas da capital paulista. Sua família não é rica e não teria condições de bancar uma educação de alto nível para ela.

Por ser bolsista, a garota precisa esforçar-se bastante para tirar boas notas e não fazer recuperação, pois dessa forma mesmo se fosse aprovada perderia direito a gratuidade. Ela está com algumas dificuldades em Matemática, e precisa da nota máxima para ser aprovada, o que não acontece. Fica muita receosa com a reação de seus pais, mas eles entenderam a dificuldade da filha. Só que agora terá que ir estudar numa escola pública.

A relação entre o pai de Lucy e o chefe, contudo não é um mar de rosas. Além disso, Sr. Pablo tem um filho que apronta muito, e estuda na mesma escola que a garota. Chama-se Chris Caster. Não poucas vezes deu conselho para que ela ficasse longe dele. Mas as coisas não são tão simples….

No dia em que faria a tal prova de Matemática, Lucy saiu de casa atrasada. Acelerando para poder entrar na sala a tempo, pois pelas regras da escola nenhum aluno poderia entrar depois do professor, termina por esbarrar em Chris, derrubando todo seu material. Rola uma troca de olhares, enquanto ele procura ajuda-la. E a partir desse momento a proximidade entre os dois será cada dia maior.

O garoto é muito popular na escola, e também é muito arrogante. O grupo que anda com ele segue a mesma característica. Lucy sabe disso tudo e tenta manter distância, mas Chris revela-se outra pessoa, gentil, educado, e tudo isso acaba causando uma tremenda confusão na cabeça dela, que não sabe o que fazer.

O sentimento cada vez mais forte unirá os dois jovens, mas eles precisarão enfrentar muitos obstáculos na tentativa de ficarem juntos. O maior deles será o pai do rapaz, que ao descobrir do envolvimento causa o maior escândalo, acusando inclusive Lucy e seu pai de tentarem dar o “golpe do baú”.

Dois fatos não esperados irão atingir em cheio a todos. E a partir deles, a vida dos dois jovens ganharão outra dinâmica. A história não tem um ponto final, pois como já disse no início é uma trama em dois volumes.

Além de Lucy, Chris e suas famílias, alguns outros personagens se destacam, inclusive no segundo livro também. Clarinha, melhor amiga da Lucy, sua confidente. Kate, que faz parte do grupinho de Chris e que se comporta como se fosse namorada dele. Flávio, um cara que gosta muito da Lucy e não vê com bons olhos sua aproximação dela e o rapaz.

Logo no início fiquei com muita raiva dos dois: dele, pelo comportamento arrogante e também por pensar que iria aprontar com a Lucy, e dela por se deixar levar pela lábia do cara enquanto o outro rapaz, cheio de boas intenções, era ignorado.

Eu gostei dessa primeira parte, mas tenho três ressalvas. Uma  não vou citar porque seria spoiler, e não farei isso com vocês. A outra: tem alguns momentos que me soaram como prolixos, deixando a narrativa demasiadamente lenta. E por fim existem alguns erros gramaticais; é possível que seja problema gráfico.

Vamos ver o que o segundo e último volume irá trazer e como essa história irá terminar.

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Lena começou a abrir suas asas no primeiro volume da duologia Wings (Lena – abrindo as asas). Neste, conhecemos duas Lenas: a adolescente que foi reprimida pela família religiosa na infância e passa a morar com a irmã mais velha no Rio de Janeiro. E a adulta cujo amor à costura é inversamente proporcional ao desejo de ter um relacionamento sério. Enquanto que no segundo volume, Lena – alçando voo, encontramos duas Lenas mais maduras: a jovem universitária e a mulher que está se tornando um ícone na costura carioca.

 Se você não conhece a duologia Wings, deve estar estranhando essa separação. Contudo, para aqueles já familiarizados com a obra que foi destaque em Literatura Feminina no Wattpad, sabe que a duologia não é linear. Escrito em primeira pessoa, os capítulos se alternam entre a Lena do passado e a do presente. E assim, podemos compreender as atitudes, anseios e compreender a vida de Helena Maria e seus amigos.

 “Eu não estava procurando por amor, mas o que fazer se esse sentimento tão inconveniente apareceu do nada e me encontrou?”

 Enquanto a Lena do livro um fugia de qualquer tipo de relacionamento (no máximo uma amizade colorida). A do livro dois se mostra mas liberta de seus traumas e aberta a relacionamentos sérios. Eu preciso destacar dois aqui. Quando Lena e sua melhor amiga Lula decidem montar a Wings, onde Lena poderá vender suas criações. Elas contratam uma nova funcionária para o setor de alfaiataria, Lena terá seu coração balançado pela talentosa Sophia e suas feições de boneca. O que vai contra a crença religiosa dos seus pais. Enquanto que o Joe, o chocolícia mais desejado do Rio de Janeiro, cansado de esperar por Lena, decide seguir sua vida. Entre amores, desamores, confusões, cafés e muito trabalho duro, você descobrirá que este livro é mais do que um romance. É o crescimento, a vida, os amigos, os amores e a família da costureira carioca que já conquistou tantos leitores na internet! Duologia Wings está completa na Amazon.

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Toda garota já teve um professor por qual já foi apaixonada alguma vez na vida, né? Se você ainda não se apaixonou por professor nenhum, tenho certeza que, pelo menos uma vez na vida, conheceu alguém que já. Não é vergonha nenhuma admitir isso, eu mesma já dei vários “pegas” fictícios num professor de educação física que tive no ensino médio. Claro que ele nunca soube, mas é aquele ditado: “Quem não tem teto de vidro que atire a primeira pedra!”, hahahaha.

 Tatiana Amaral descreveu, com muita maestria, uma relação conturbada professor-aluna que você vai adorar, principalmente por que nossa protagonista, Charlotte, nunca tivera pretensão nenhuma com seu professor, Alex.

 Charlotte é uma estudante de letras/literatura em seu último período da faculdade, lutando pra passar no TCC, quando seu professor, Alex Frankli, a reprova. Aparentemente, ele não tem nenhum motivo para reprová-la, já que ela é realmente boa, tira notas excelentes e tem um trabalho realmente impecável. E ele, apesar de ser um dos melhores professores de literatura de sua universidade, é o que toda garota sonha: bonito, sarado, inteligente e muito bem sucedido. Mas Charlotte não está escrevendo qualquer romance… Charlotte se dedicou anos escrevendo um romance erótico, que não foi aprovado por ela não ter nenhuma experiência no assunto e descreveu os ‘detalhes’ de maneira tão fantasiosa que não convenceu ninguém.

 Chateada por ter sido reprovada, Charlotte resolve tirar satisfação com Frankli sobre o porque de sua nota. Chocada com o que ouve, ela sai em busca da tão famigerada ‘experiência’ e ele, claro, resolve ‘ensiná-la’ tudo o que precisa para que seu romance seja um sucesso.

 E aí? O que vocês acham que acontece agora?

 Dentre muitas brigas e protestos, o que era pra ser um acordo – já que Charlotte danou-se a fazer besteiras em busca da tal experiência – tornou-se uma relação quente e arrebatadora e, conforme Charlotte vai se conhecendo, aprendendo, seu livro vai tomando um rumo diferente e mais real.

 Eu amei o livro. Muito mesmo! A cabeça da gente viaja em cada descrita e é interessante a relação dos dois de uma maneira muito gostosa.

 A leitura é bastante fluida e a gente consegue acompanhar a história de uma maneira simples, por que não há rodeios. O melhor, na minha opinião, é que não há personagens chatos. Mesmo com toda a sua insegurança e dilemas, Charlotte não é uma personagem chata ou repetitiva.

 E se você já teve qualquer sonho erótico com qualquer professor, em qualquer fase da sua vida, vai amar a história, que é cheia de pontos altos.

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O livro “O Romance dos Espíritos” utiliza perfeitamente o subtítulo para descrever seu conteúdo, uma “Ficção Baseada na vida de Allan Kardec”, é a sinopse perfeita para esse trabalho publicado pela Editora Planeta. Pedro Domenech, pseudônimo de Pedro L. Torres, autor português nascido em 1979 na cidade do Porto, cria uma obra que apresenta os pormenores da vida do pedagogo que estudou as manifestações espíritas, estabelecendo os alicerces do espiritismo, doutrina em voga desde sua conformação no século XIX.

Com o intuito de transformar uma biografia em ficção o autor constitui uma decisão acertada ao fazer Allan Kardec narrar sua própria vida para sua amada esposa Ámelie. Essa narração se dá justamente seguindo as premissas da doutrina espírita, no caso a psicografia, sendo bastante propícia para evocar uma fidelidade dos relatos apresentados, que são baseados em fatos reais, e reinterpretados e romanceados pelo autor. A trajetória de Allan Kardec é contada a partir de sua infância, período em que estudou na escola do importante pedagogo suíço Pestalozzi, seguindo seus principais feitos, anteriores e posteriores a sistematização das manifestações do espiritismo através do Livro dos Espíritos

Leitores que podem ser sugestionados que o livro “O Romance dos Espíritos” tenha perspectiva central sobre o casal Rivail Hippolyte (Allan Kardec) e Ámelie Boudet, seja pelo título, ou pelos primeiros capítulos, não tenham falsas esperanças, o amor do casal está no livro, como se conheceram também, é uma amizade bonita e duradoura, porém o livro tem sua temática voltada paro o curso da vida de Kardec. Ámelie é expressada como essencial para a empreitada de seu marido e tem seu papel evidenciado nas principais passagens do texto, mas em poucos momentos foi protagonista nessa história contada por Pedro Domenech, o que infelizmente na perspectiva de um leitor que gostaria de mais informações sobre essa mulher de vanguarda, educadora e artista plástica, peca e acaba não atingindo sua completude.

Contudo, compreendendo a premissa que o autor propõe, que é contar de forma romanceada a história de Allan Kardec, o êxito obtido por Pedro Domenech é admirável. Rico em detalhes, vívido em cada capítulo, com uma excelente progressão de atos, percebemos o despertar da paixão pela ciência, o amadurecimento, e a passagem de uma postura distanciada de descrença paro o reconhecimento dos eventos, e efetiva participação no estabelecimento da doutrina que ainda perdura. O “Romance dos Espíritos” não é um livro apenas para adeptos do espiritismo, é relevante para qualquer leitor sem pressuposições, ou preconceitos com um título que soa como um “produto de nicho”.

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A melhor sensação na vida de um leitor é quando você embarca em uma nova aventura literária, sem nenhuma expectativa e essa, acaba por se torna uma das melhores leituras do ano. Um amor de mentira , foi escrito pela talentosa Rubanne Damas. Me surpreendeu do início ao fim. O que a princípio parecia somente mas uma história de sessão da tarde, tornou-se  surpreendente.

Nesse livro somos apresentados a Alice e Jordan, duas pessoas que possuem personalidades e planos de vida diferentes, mas que se completam, um pertence ao outro.

Ao contrário de muitos livros, um amor de mentira é o tipo de livro, que faz nos apaixonarmos por todos os personagens (inclusive pelos secundários) pelo qual eu espero ansiosa para que tenha um livro da Morgana. Continuando….então, Alice apesar de passar por situações inimagináveis ela continua sendo uma garota forte e guerreira. Depois de perder o pai em um acidente de carro, e ter que enfrentar sozinha a luta da sua mãe contra o câncer. Alice também descobre que seu namorado de longa data está traindo ela com sua amiga. Decidida a não se abalar por isso Alice muda de cidade e de emprego. Onde conhece o senhor ogro/mal humorado Jordan. Jordan é o produtor da empresa, onde Alice trabalha e pelo qual ela sente uma raiva secreta por ele. Secreta até que por um acaso ou força do destino Alice e Jordan se encontram em um bar e tudo aquilo que ela supôs sobre ele se mostra ser verdade (hahahaha).

 E a partir dessa noite desastrosa Alice faz de tudo para se manter longe dele,mas o destino decide se intrometer mais uma vez. Pois uma viagem para o exterior está marcada e como brinde, Jordan é jogado em seu colo. E de uma forma inusitada Jordan e Alice entram em um relacionamento de mentira deixando várias pessoas incomodadas com isso.

E o que era pra ser somente um amor de mentira se torna algo muito maior do que eles imaginavam.

Embarque nessa lida confusão de amor, e se surpreenda e apaixonasse por essa turma digna de um Oscar.

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É com muita satisfação que inicio essa resenha, O Que Me Disseram As Flores foi um dos livros mais emocionantes que já li. Trata-se de uma história de época, que é algo que eu simplesmente amo e conta a história de Ângela e William, dois jovens que foram prometidos em casamento antes mesmo de nascerem. Santiago e Afonso, pais dos jovens, eram grandes amigos e para selar tal amizade, resolveram prometer seus filhos em casamento.

Os jovens concordavam com tal promessa, porém, conforme Ângela foi crescendo, a mesma deixou de concordar com esse futuro ao lado de um rapaz que ela conhecia apenas através de cartas. Em uma dessas cartas ela resolve pôr fim ao compromisso, mas sabendo do desejo da filha, Santiago passa a interceptar as cartas que a mesma enviava ao noivo, bem como as que William enviava para ela e dessa forma, manteve a promessa viva, mesmo sabendo do desejo de Ângela em romper o noivado, acreditando que ao conhecer o gentil e determinado William a filha passaria a amá-lo e esqueceria a vontade de cancelar o compromisso, pois tanto ele como Elisa, mãe da moça, faziam muito gosto nessa relação. Mas não foi isso que aconteceu.

Ao chegar na fazenda de Santiago e Elisa, William ficou encantado com a beleza da noiva, e apesar de já tê-la visto em fotografias enviadas pelo futuro sogro, concluiu que a moça era ainda mais bela. Mas Ângela não deu trégua, tratou de contar ao noivo do seu desejo de romper com a promessa e como o mesmo não desistiu do noivado, a moça decidiu que faria o impossível, mas se livraria desse futuro angustiante, daria um jeito de William desistir desse noivado e não seria jamais uma boa companhia para o noivo. William era obstinado e amava a noiva mesmo antes de conhece-la, mantinha um amor verdadeiro, além da certeza de querer cumprir com a promessa feita pelo falecido pai. A partir da chegada de William na fazenda a história se desenrola entre ele tentando conquistar a amada e Ângela fazendo o possível para afastá-lo, alegando sentir ódio do noivo.

 O que me disseram as flores é uma história singular, a autora consegue nos mostrar os detalhes da história de forma, simples e apesar de descrições rápidas, consegue ser detalhista. A história inicia nos tempos atuais e começamos a conhecer os personagens através de um diário encontrado por uma parenta da Ângela, a partir daí somos apresentados a Santiago e Afonso e aos motivos que os levaram a selar a promessa de casar os filhos. Depois de conhecermos um pouco os pais dos noivos é que a história principal começa a se desenrolar e de uma forma simples, Alane Brito desenvolve uma história envolvente e muito gostosa de ler.

 Essa é uma daquelas histórias cheia de personagens encantadores, Santiago e Elisa são um casal apaixonado, pais amorosos, pessoas gentis e corretas. Conhecemos também os amigos de Ângela, os irmãos Lílian e Felipe, jovens educados, amigos de verdade e com atitudes e diálogos cativantes. Dona Vera é a governanta da casa, que sempre tem uma palavra sensata e um ombro amigo, mas também conhecemos Leonardo um personagem que de início mostra-se um gentil cavalheiro, mas que no decorrer da história demonstra que não é tão equilibrado quanto parece.

 Ângela é a típica moça encantadora, sedutora, bonita, porém, com um temperamento forte, orgulhosa e que não suporta ser contrariada, enquanto William é o cavalheiro dos sonhos, bonito, educado e respeitador. Esse foi um dos livros mais cativantes que já li, emocionante, simplesmente transformador. Confesso que ao final da leitura precisei de um momento para me recompor e mais um momento para fazer a resenha, tamanha emoção que senti ao final da leitura.

 Esse livro traz uma história intensa, contada em terceira pessoa, mas que traz em alguns momentos frases retiradas do diário da Ângela. Possui uma capa muito bonita, mas com um tom de melancolia, o que não diminui em nada a sua beleza. William é um rapaz encantador, impossível de não amar, enquanto Ângela as vezes me fez sentir um pouco de raiva, devido a sua acidez e temperamento difícil, entretanto, a sua força é inquestionável e não podemos dizer que ela não tinha motivos para estar irritada, afinal, estava sendo obrigada a se casar.

A história Possui um final muito diferente do que eu imaginava e acredito que a intensão da autora era passar um recado aos leitores, uma mensagem sobre a importância de mantermos o coração aberto e sabermos aproveitar o hoje. A importância de aproveitarmos as pessoas e encarar as situações que a vida nos apresenta de coração aberto e mesmo quando algo não acontece da forma como desejamos é importante experimentarmos antes de dizer que não gosta, pois muitas vezes acabamos perdendo oportunidades ímpares por não se permitir experimentar antes de dizer não.

 Outra mensagem passada é sobre o respeito aos sentimentos das outras pessoas, sobre o perigo de usar o outro em prol dos nosso desejos, sem ao menos medir as consequências. Outra mensagem um pouco menos explícita no início e meio do livro, mas que foi mais exposta ao final é sobre o amor que os pais depositam em seus filhos e sobre como os seus conselhos são valiosos, apesar de nem sempre acertarem as intensões são sempre as melhores.

 Indico esse livro para todos que não temem se emocionar, derramar lágrimas, como eu derramei ao final da leitura, pois sim, faz tempo que não choro lendo um livro, mas foi impossível segurar as lágrimas com esse. Indico para todos gostam de romances, de mocinhas fortes e difíceis e de cavalheiros dispostos a conquista-las.

A lição da vez? Dessa vez a lição é que o orgulho é um inimigo frio e calculista, que pode até te ajudar a te levantar nos momentos bons, mas que te abandona nos momentos ruins. Que o hoje é o momento mais importante e por isso deve ser vivido de coração aberto, pois não sabemos se alcançaremos o futuro. Que um coração partido pode corroer todo o corpo e por isso a importância de não ferir propositalmente o coração de alguém. Que a vida é curta, passa muito rápido e por isso devemos aproveitar ao máximo a companhia das pessoas que amamos,

Até breve…

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Este livro é para aqueles que adoram ler um romance sobrenatural. Nele haverá: luta, sexo e muito romance. Esse foi o primeiro livro que li da autora, mas ela possui outros livros publicados. Fato que demostrou para mim, que ela sabe o que está fazendo.

Sinopse: O Reich é um lugar de mistérios. Quem vê de fora, pensa que se trata de mais um clube seleto para ricos no interior do Brasil. Aparências, no entanto, podem enganar. Ele é muito mais do que um clube, é um refúgio para uma perigosa espécie.

Isadora sempre foi uma criança peculiar, não é todo mundo que consegue levantar um carro ou ouvir através da parede. Aos trinta anos, usa suas habilidades especiais para desvendar os mistérios do seu próprio passado, como a lembrança de uma mulher que Isadora acredita ser sua tia. As pistas a levam ao misterioso Reich, onde descobre que a verdade sobre seu passado é crucial para que ela sobreviva ao presente. Seu futuro se torna incerto e Izzy se vê presa em um jogo de mentiras milenares e sedução, onde ninguém é o que parece ser.

Entre no Reich com Isadora e descubra que confiar na pessoa errada pode ser… Mortal.

Isadora tem trinta anos e possui habilidades especiais, uma delas que é mais visível é uma força incomum para uma mulher e até para um ser humano comum. Porém, seu passado é recheado de pontas soltas que nem nossa protagonista sabe responder. Mas ao investigar ela será levada para o Reich, um clube que muitos pensam ser para pessoas ricas e poderosas do município de Santa Catarina.

 Lá Isadora, irá descobrir que um beijo no pescoço e mais do que parece. Com intuito de achar Heinz, um homem que pode saber alguma coisa sobre o seu passado. Mas o que ela não esperava era que Heinz, poderia mudar sua vida por completo assim que se conhecessem.

 A história apresentada pela autora é criativa e dinâmica, sua escrita é rica em detalhes, mas isso não torna o livro cansativo, pelo contrário, quando mais eu lia mais queria entender sobre o que o livro queria nos apresentar. O livro é mais romance do que ação, pela capa achei que seria o contrário, mas quando a ação começa eu só queria mais e mais.

 Ao ler o livro, a impressão que eu tive do começo era que o leitor foi jogado em um bonde andando e muitas vezes eu queria entender o porquê de tudo aquilo, mas não se preocupe, durante a leitura isso é explicado melhor, mas creio que se fosse no início do livro eu não ficaria confuso como fiquei quando comecei a leitura.

 O livro contém cenas de sexo, e por essa eu não esperava (rsrs). Além de possuir alguns palavrões entre as falas dos personagens e pessoalmente eu não gosto muito disso em um livro.  Mas como disse do começo: quem gosta de romance sobrenatural, “Reich” é uma ótima pedida.

 Minha nota no Skoob foi 3/5 estrelas, li o livro no meu kindle, o livro pode ser encontrado na Amazon, a autora é brasileira e torço para que ela continue escrevendo, pois ela tem um excelente potencial.

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Já falei em outras resenhas que literatura com teor espírita ou até mesmo outro segmento religioso não é lá do meu agrado. Mas ainda assim permito-me ocasionalmente experimentar alguma leitura, principalmente se for por recomendação ou indicação.

enter site Quando é Inverno em Nosso Coração” é uma publicação da Editora Petit, escrito pelo Américo Simões, através do Espírito Clara.  São 351 páginas, divididas em 37 capítulos. A capa do livro é muito, muito bonita. Num primeiro olhar, imaginamos que se trata de uma história entre as muitas contadas na literatura, bem água com açúcar, bem romântico.

O enredo é ambientado no de 1880, na época do outono europeu. A história se passa em um local que, pela narrativa, nos parece muito agradável: Recanto dos Pássaros. Lá vivem o senhor Ernest Bellmonte, suas duas filhas e as demais pessoas que trabalham naquele lugar. Ernest crescera ali, e não tinha a intenção de sair por nada. O Recanto dos Pássaros era prazeroso demais para ser abandonado.

Suas duas filhas chamam-se Clara e Amanda. As garotas desde cedo foram criadas e educadas pelo pai, que contou com a colaboração de algumas das empregas. A mãe das meninas morrera jovem, vítima de complicação durante o parto daquele que seria o terceiro herdeiro da família Bellmonte. O senhor Ernest mesmo ainda jovem não se interessou em casar novamente.

Entre as pessoas que trabalham no Recanto, está o jovem Raymond Trust. Chamado carinhosamente de Ray, chegou ao local quando tinha 12 anos junto com sua tia, então responsável por ele. Certa noite, a mulher simplesmente fugiu deixando o rapaz. Bellmonte não desejava mantê-lo, mas um das criadas que apegara-se ao jovem assumiu a responsabilidade, dizendo inclusive que ele poderia trabalhar lá. Assim, Raymond permaneceu.

Por serem da mesma faixa de idade, as filhas do senhor Bellmonte e o garoto recém-chegado cresceram juntos. E essa aproximação fez com que uma das meninas, a Clara se apaixonasse por ele. Uma paixão correspondida, perigosa e proibida. A garota no fundo sabia que seu pai não permitiria a relação com um empregado, ainda assim tinha certa esperança…

O destino da Clara, contudo, já havia sido traçado pelo seu pai. Como acontecia com muitas famílias ricas (e é possível que em alguns lugares ainda aconteça) os casamentos eram arranjados, sem essa de “amor romântico”. Quando completou 18 anos, a moça foi apresentada à Raphael, o rapaz a quem ela estava prometida. O casamento iria ocorrer logo em breve. O jovem ficou encantado pela sua futura esposa.

Acontece que será a irmã mais nova a encantar-se pelo Raphael. Ela apaixona-se pelo rapaz. Ao mesmo tempo, Amanda fica aborrecida, pois tem consciência que seu amor não é possível. E ela sabe que Clara gosta de outro. É injusto. Então, ela deseja que algo aconteça, para que a situação mude.

Bem próximo ao casamento, a noiva adoece. E com o passar dos dias o seu estado piora cada vez mais. A garota está à beira da morte. Como a união tratava-se principalmente de negócios, o senhor Ernest oferece a filha mais nova para que o acordo não seja desfeito. Como não tem opção, Raphael aceita casar-se com Amanda. Sente-se extremamente infeliz pois ama Clara.

Passado um tempo após o casamento, a filha mais velha dos Bellmonte está recuperada. Surge uma ideia fixa na cabeça do Raphael: a doença nada mais foi que uma armação das irmãs. Sentindo-se traído, ele arquiteta uma terrível vingança contra Clara. E essa vingança atingirá a todos que vivem no Recanto dos Pássaros. O lugar não será mais o mesmo.

Como quase todas as histórias espíritas romanceadas, “ http://igreppidisilli.it/?2jis=opzioni-binarie-miglior-sito&1d2=b7 Quando é Inverno em nosso Coração”, expõe questões que estão muito próximas ao cotidiano de seus leitores. Fatos que ocorreram ou podem lembrar histórias que conhecemos ou até mesmo vivenciamos.

Como lição prática, pois eu acredito que a leitura de entretenimento quase sempre deixa um aprendizado, posso dizer que dentro de cada um de nós habita uma diversidade de sentimentos. Por vezes, sentimentos contraditórios se manifestam quase que automaticamente à cerca de alguém ou de algo. Cabe a nós sabermos escolher qual destes sentimentos deve prevalecer. Certos de que colheremos, de alguma forma, o resultado dessa escolha.

Algo na estrutura gráfica do livro me incomodou. As letras são pequenas e o espaçamento entre as linhas e os parágrafos também. Sobre papel branco, prejudica de certa forma a leitura.  Causa certo contraste com o acabamento da capa, que já mencionei anteriormente.

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Retratos Falados dos Meus Amores Impossíveis é o primeiro livro que eu leio do autor Fabio Baptista. É um livro que nos apresenta uma antalogia de contos, que retrata as coisas bem simples e saudosas que acontecem em nossa vida. As histórias apresentadas nos 12 contos são situações e momentos especiais que passamos ao longo de nossa jornada. Os contos apresentados nessa antalogia possuem títulos simples e bem singular.

“O que é a vida? Uma simples sucessão de eventos caóticos e aleatórios que não nos conduzem a lugar algum? De que valem todos os sorrisos, todas as conversas, confissões e segredos, se no final tudo tende a acabar em lágrimas, despedidas e indiferença?”

Nesse livro somos apresentados a várias histórias que nos remetem ao passado simples que nos faz relembrar com saudades todas as situações vivenciadas. O primeiro conto chamado Ela, relata sobre uma mulher numa cafeteria sendo observada pelo atendente e as diversas imaginações dele sobre o que se passa com ela. Já no segundo conto chamado Saudade de Voar somos levado ao tempo de infância de Jorginho, um garoto ruim de boa que vira craque do time de futebol ao ser incentivado e motivado pela sua paquera que assiste aos jogos na plateia. Hoje Jorginho é advogado e relembra com muitas saudades daquela época e se pergunta por onde andará Aninha. O terceiro conto chamado Mil Pedaços de Um Coração Tatuado à Nanquim nos apresenta um homem entediado com sua vida, que durante um passeio no domingo entediado acaba se interessando por uma mulher. O quarto conto chamado de Coisas Que Lembraremos Antes de Ver Pôr do Sol é de uma profundidade gigantesca, nele é retratado uma desavença entre pai e filho que só após uma terrível doença acometer Antônio (pai) é que ambos resolvem deixar de lado o orgulho e desfrutar do amor e da vida que ainda lhe restam juntos. O quinto conto chama-se A Verdadeira História e nele somos apresentados a um homem que não quis estudar e acabou virando Barman, trabalhou em diversos prostíbulos e quando atingiu seus 45 anos foi mandado embora por já estar velho e não estar mais no perfil da casa. Já no sexto conto Memórias de Uma Bruxa somos envolvidos numa história incrível que é narrada entre o passado e o presente, onde a jovem dá a volta por cima de tudo que viveu na sua cidade e depois de anos retorna provando para todos que superou tudo.  Em Vaga-Lumes o sétimo conto relata uma história onde duas pessoas que nasceram no mesmo dia, mesmo hospital e que desde a maternidade tiveram seus caminhos traçados e após alguns imprevistos resolveram viver o amor que existia entre eles. No oitavo conto Toda Quarta-Feira nós conhecemos Ivan Petrovic, um senhor que vive a relembrar as coisas que se passaram em sua juventude e questiona-se sobre o que não aconteceu e se tivesse acontecido como seria sua vida hoje.

“Nas noites de quarta-feira, no intervalo dos jogos, Ivan Petrovic abre uma cerveja e vai à janela, pensar em todas as coisas da vida, no trânsito, no trabalho insípido, nas palavras que deveria ter dito e nas que deveria ter engolido, na ex-esposa, nos filhos que nunca teve e jamais haveria de ter, nos sonhos que não se realizaram e nos que sequer chegaram a ser sonhados, no tempo que segue seu fluxo inexorável, com ou sem a gente.”

O nono conto chamado EQM no qual o termo se refere a um conjunto de visões e sensações frequentemente associadas a situações de morte iminente, nos apresenta um homem com questionamentos bem profundos e reais sobre a vida e o que vale a pena. O conto Motivo é o décimo dessa antalogia, um conto curtíssimo onde aflora uma grande emoção no contexto bem objetivo do conto. No décimo primeiro conto chamado O Último Gol do Tião Canhoto, temos relatado a paixão por futebol.  O último conto chamado Por Causa da Chuva relata a história de um amor que teve vários recomeços, e que a chuva é um dos motivos desse amor ter começado.

O livro Retratos Falados dos Meus Amores Impossíveis nos apresenta doze contos, alguns de apenas uma folha, porém de uma escrita intensa e profunda onde somos surpreendidos pela intensidade dos acontecimentos relatados nos contos. Os contos são muito bem escritos onde consegue mexer profundamente com o leitor nos causando um grande impacto no que se referem aos acontecimentos narrados, os personagens a maioria não tem nome, porém nos fazem refletir sobre situações e principalmente relembrar de coisas bem simples que nos deixaram saudosos. O único ponto que me senti incomodada no livro foi no conto onde nos mostra um ponto de vista no qual a mulher tivesse como papel apenas ser jovem, bonita e perfeita, achei esse ponto de vista bem real e ao mesmo tempo cruel. A leitura flui de forma rápida e cativante, mas vale ressaltar que nem sempre teremos finais felizes nos contos e esteja preparado para finais imprevisíveis.

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O que meu chamou a atenção primeiro foi a capa, o segundo fato, foi saber que é da mesma outra de “Anna vestida de sangue”. Como gostei do primeiro livro lido da autora não perdi a oportunidade e não me arrependi.

Sinopse: Três herdeiras da coroa, cada uma com um poder mágico especial. Mirabella é uma elemental, capaz de produzir chamas e tempestades com um estalar de dedos. Katharine é uma envenenadora, com o poder de manipular os venenos mais mortais. E Arsinoe é uma naturalista, que tem a capacidade de fazer florescer a rosa mais vermelha e também controlar o mais feroz dos leões.

Mas para coroar-se rainha, não basta ter nascido na família real. Cada irmã deve lutar por esse posto, no que não é apenas um jogo de ganhar ou perder: é uma batalha de vida ou morte. Na noite em que completam dezesseis anos, a batalha começa.

A base do livro é ótima, nunca vi nada do tipo, o livro nos mostra três rainhas que vivem em uma ilha isolada de nós “humanos comuns”, nesta ilha existem três rainhas que são irmãs e quando completarem dezesseis anos deveram começar uma batalha para saber quem realmente será a única rainha da ilha.

Temos a Mirabella que pode controlar os elementos, Katharine que pode envenenar qualquer coisa além de ser imune aos venenos, literalmente ela bebe veneno e por último, Arsinoe, que pode controlar a natureza e os animais.

Durante o livro, os capítulos serão entrelaçados entre os três pontos de vista de cada rainha e seus seguidores. Ao desenrolar da história descobriremos todos os detalhes para a preparação da batalha entre as rainhas chamado de Beltane.

O mais legal é que o território de cada rainha possui pessoas que possuem a mesma habilidade e o livro nos apresenta também uma espécie de mesa redonda da ilha e ela é escolhida pela rainha, quando muda a rainha seu pessoal terá a maioria dos acentos.

Mas vou avisando o que a sinopse revela só será lido quase no final, creio que é bom saber disso, pois eu descobri antes e não atrapalhou a leitura, mas o que acontece durante o livro não me afetou em nada a leitura.

E para terminar digo, quando o livro chega nas retas finais as coisas avançam de uma forma que você só se controla quando termina o livro, o final me deixou muito empolgado para ter a continuação em mãos.

Eu li no meu kindle, então não consigo dizer sobre a diagramação, foi lançado recentemente pela GloboAlt, possui 304 páginas e lá fora o segundo volume está preste a ser lançado. Até a próxima.

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