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Renato Neres

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A garota Júlia estava apenas com três anos de idade quando sua mãe Clara sofreu um grave acidente de carro, vindo à óbito. No plano espiritual a jovem mãe não consegue encontrar paz e sossego, pois não imagina como será a vida de sua pequena sem a presença materna.  Então, por causa de merecimentos, obtém permissão para acompanhar o desenvolvimento da filha como também poder escrever para ela.

“Senti então como se mãos amigas passassem sobre minha cabeça, veio um sono poderoso e a ele me rendi. Mas, Júlia, como nunca os meus pensamentos se voltaram para ti”.

 “ Tadalafil Oral Strips Spain Mensagens para Júlia” é um livro psicografado pela Mônica Aguieiras Cortat através do espírito Clara. Tem 236 páginas e foi publicado pela Editora Petit no ano de 2016. São 25 capítulos, onde encontramos relatos, conselhos e mensagens de uma mãe extremamente dedicada e preocupada, para que sua filha trilhe pelos melhores caminhos enquanto por aqui estiver. Além disso, Clara conta a narrativa de seu próprio passado e de suas experiências no plano onde agora habita.

“Porém, como é mais fácil culpar o “destino” do que assumir os próprios erros, muitas vezes nos vemos sem assumir nenhuma responsabilidade pelos nossos atos.”

Nas mensagens vamos observando como a garota Júlia vai crescendo e se desenvolvendo. Ela conta com a presença de seu pai, seus avós e também de uma pessoa especial, a Nana. Filha de escravos, Nana ajudou na criação da Clara, e agora repete seu papel de segunda mãe para a menina órfã. Ela é muito simples e de muito sabedoria. Transmite lições práticas de verdadeiros valores morais.

Alguns fatos da vida da Clara chamam atenção. Destaco um deles. Seu casamento possuía problemas. Carlos, o marido e pai da Júlia, tinha certos comportamentos que comprometiam a boa convivência familiar, além de possuir um gênio difícil. Mostrava-se ausente em casa, seus negócios não iam bem devido a alguns mal sucedidos acordos.

A capa do livro é bonita, e bem de acordo com o seu conteúdo. Tem um detalhe nas capas da Petit (as que eu já vi) que me despertou para um fato. Vou observar outras, contudo, para não emitir uma ideia equivocada.

Dizer que esse ou aquele tipo de livro é direcionado a um público específico significa limitar o alcance que a obra pode ter. Mas “ corso online opzioni binarie Mensagens para Júlia” tende a ser apreciado mais pela comunidade espírita e por quem se identifica com esse molde de literatura.

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Já falei em outras resenhas que literatura com teor espírita ou até mesmo outro segmento religioso não é lá do meu agrado. Mas ainda assim permito-me ocasionalmente experimentar alguma leitura, principalmente se for por recomendação ou indicação.

binäre optionen strategie Quando é Inverno em Nosso Coração” é uma publicação da Editora Petit, escrito pelo Américo Simões, através do Espírito Clara.  São 351 páginas, divididas em 37 capítulos. A capa do livro é muito, muito bonita. Num primeiro olhar, imaginamos que se trata de uma história entre as muitas contadas na literatura, bem água com açúcar, bem romântico.

O enredo é ambientado no de 1880, na época do outono europeu. A história se passa em um local que, pela narrativa, nos parece muito agradável: Recanto dos Pássaros. Lá vivem o senhor Ernest Bellmonte, suas duas filhas e as demais pessoas que trabalham naquele lugar. Ernest crescera ali, e não tinha a intenção de sair por nada. O Recanto dos Pássaros era prazeroso demais para ser abandonado.

Suas duas filhas chamam-se Clara e Amanda. As garotas desde cedo foram criadas e educadas pelo pai, que contou com a colaboração de algumas das empregas. A mãe das meninas morrera jovem, vítima de complicação durante o parto daquele que seria o terceiro herdeiro da família Bellmonte. O senhor Ernest mesmo ainda jovem não se interessou em casar novamente.

Entre as pessoas que trabalham no Recanto, está o jovem Raymond Trust. Chamado carinhosamente de Ray, chegou ao local quando tinha 12 anos junto com sua tia, então responsável por ele. Certa noite, a mulher simplesmente fugiu deixando o rapaz. Bellmonte não desejava mantê-lo, mas um das criadas que apegara-se ao jovem assumiu a responsabilidade, dizendo inclusive que ele poderia trabalhar lá. Assim, Raymond permaneceu.

Por serem da mesma faixa de idade, as filhas do senhor Bellmonte e o garoto recém-chegado cresceram juntos. E essa aproximação fez com que uma das meninas, a Clara se apaixonasse por ele. Uma paixão correspondida, perigosa e proibida. A garota no fundo sabia que seu pai não permitiria a relação com um empregado, ainda assim tinha certa esperança…

O destino da Clara, contudo, já havia sido traçado pelo seu pai. Como acontecia com muitas famílias ricas (e é possível que em alguns lugares ainda aconteça) os casamentos eram arranjados, sem essa de “amor romântico”. Quando completou 18 anos, a moça foi apresentada à Raphael, o rapaz a quem ela estava prometida. O casamento iria ocorrer logo em breve. O jovem ficou encantado pela sua futura esposa.

Acontece que será a irmã mais nova a encantar-se pelo Raphael. Ela apaixona-se pelo rapaz. Ao mesmo tempo, Amanda fica aborrecida, pois tem consciência que seu amor não é possível. E ela sabe que Clara gosta de outro. É injusto. Então, ela deseja que algo aconteça, para que a situação mude.

Bem próximo ao casamento, a noiva adoece. E com o passar dos dias o seu estado piora cada vez mais. A garota está à beira da morte. Como a união tratava-se principalmente de negócios, o senhor Ernest oferece a filha mais nova para que o acordo não seja desfeito. Como não tem opção, Raphael aceita casar-se com Amanda. Sente-se extremamente infeliz pois ama Clara.

Passado um tempo após o casamento, a filha mais velha dos Bellmonte está recuperada. Surge uma ideia fixa na cabeça do Raphael: a doença nada mais foi que uma armação das irmãs. Sentindo-se traído, ele arquiteta uma terrível vingança contra Clara. E essa vingança atingirá a todos que vivem no Recanto dos Pássaros. O lugar não será mais o mesmo.

Como quase todas as histórias espíritas romanceadas, “ handelen met binaire opties Quando é Inverno em nosso Coração”, expõe questões que estão muito próximas ao cotidiano de seus leitores. Fatos que ocorreram ou podem lembrar histórias que conhecemos ou até mesmo vivenciamos.

Como lição prática, pois eu acredito que a leitura de entretenimento quase sempre deixa um aprendizado, posso dizer que dentro de cada um de nós habita uma diversidade de sentimentos. Por vezes, sentimentos contraditórios se manifestam quase que automaticamente à cerca de alguém ou de algo. Cabe a nós sabermos escolher qual destes sentimentos deve prevalecer. Certos de que colheremos, de alguma forma, o resultado dessa escolha.

Algo na estrutura gráfica do livro me incomodou. As letras são pequenas e o espaçamento entre as linhas e os parágrafos também. Sobre papel branco, prejudica de certa forma a leitura.  Causa certo contraste com o acabamento da capa, que já mencionei anteriormente.

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Você acredita na existência de seres de outros planetas? E que eles podem em algum momento fazer uma visita à Terra? Você já assistiu e se emocionou com o filme ET, o Extraterrestre? Gosta de seriados tipo Arquivo X? Independente de ter respondido sim a algumas ou a todas as perguntas anteriores, certamente irá gostar deste livro.

http://www.accomacinn.com/?falos=hedging-strategien-bin%C3%A4re-optionen hedging strategien binäre optionen “O Amigo de Praga” publicado pela Editora Quatro Cantos e muito bem escrito pelo Francisco Cabral é uma história cativante. O conhecimento do tema pelo autor foi fator importante para o bom desenvolvimento do enredo. Sua linguagem tem o público juvenil como alvo, mas alcança a todas as faixas etárias. São 223 páginas de muita aventura.

O adolescente Dennis é o personagem central da trama. Esperto, inteligente, boa lábia. Uma de suas grandes diversões é viajar durante as férias. Teve a oportunidade de conhecer lugares fora do Brasil, porém o que ele mais sente satisfação é passar os dias na fazenda de seu avô em Alto Paraíso, na Chapada dos Veadeiros. O local inclusive já serviu de ambiente para outros enredos, exatamente por toda onda exotérica que permeia o lugar, atraindo turistas. Lá ele pode ter contato direto com a natureza, tomar banho de rio, e cavalgar pela imensa redondeza.

”Diz a verdade, Conrado: ele é humano? Bem, ele é… denso, sabe? Tem uma pele resistente… É humano? Crânio saliente, imenso… É humano? O que implica um cérebro maior que o nosso.  Mas é humano? Ele…”

Nestas férias, algo diferente e inusitado acontecerá a Dennis. Em um dos seus passeios pela propriedade, ele presencia a queda de um objeto, que não é nada parecido com os meios de transporte aéreo que conhecemos. O garoto convence ao avô que eles devem ir procurar esse objeto antes de ser localizado por outras pessoas. Eles partem em direção ao local da queda, e ao encontrarem nave, verificaram que o condutor, estava morto. Mas existe espaço para dois ocupantes e não há sinal do corpo do outro. Ele pode estar por aí…

Dennis pede aos trabalhadores da fazenda que o avise, caso vejam alguma coisa diferente ou alguém estranho andando pela região. Passam-se vários dias sem qualquer novidade, até que passeando pela margem do rio, o garoto visualiza alguém se banhando. Alguém diferente!!!. Imediatamente ele se aproxima, e sem saber que será entendido, comunica-se com aquela criatura. Mais gesticulando que propriamente falando, solicita que o estranho não saia do local, pois ele irá procurar ajuda.

O menino vai até a casa, verifica se realmente não há ninguém ali e encontra um local para esconder o visitante a princípio. Sabendo que não será possível mantê-lo oculto por muito tempo, cria uma identidade e dessa forma poderá apresenta-lo ao avô e aos trabalhadores: o nome daquele ser alto, louro, meio esquisito é Ernst, jogador de basquete, que o garoto conheceu quando esteve em Praga com seus pais. O viajante conviverá muitos dias na companhia da família de Dennis, que além de amigo é também o seu protetor.

A partir desse momento Dennis e Ernst terão uma intensa convivência. Os laços entre os dois se estreitarão e algumas coisas serão reveladas. O extraterrestre perdeu a memória. Não sabe quem é, não sabe de onde veio nem o que lhe aconteceu para que ele fosse parar naquela situação. Preocupa-se com que lhe podem trazer tais descobertas.

Ernst também não consegue compreender por que precisa ficar escondido. Pergunta-se o porquê do seu aspecto causar estranheza a ponto de quererem fazer experimentos com ele.

A história é do início ao fim bem dinâmica. Há algumas ilustrações presentes, bem singelas, porém significativas, que ajudam aos leitores na viagem dentro da narrativa.

Algo que é importante destacar é que nas entrelinhas da narrativa vamos encontrar críticas e reflexões. Num texto com objetivo de divertir, entreter, podemos observar comportamentos que não estão longe de nós, do nosso cotidiano, da nossa vivência. Preconceito, discriminação, xenofobia, posição social e outros marcadores se fazem presentes.

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Os opostos realmente se atraem?

Há quem defenda que seja uma das mais absolutas verdades. Eu tenho cá minhas dúvidas. Acho que, ainda que diferentes, as pessoas possuem algum ponto em que convergem.

binäre option cortal consors A Missão Agora é Amar” é de autoria da http://www.swazilandforum.com/?n=nozioni-base-gratis-per-opzioni-binarie nozioni base gratis per opzioni binarie Cristina Melo. Publicado pela Editora Bezz, tem 574 páginas. É o primeiro volume da série “ siti per opzioni binarie A Missão”, mas pelo que percebi as histórias são independentes. O segundo volume se chama “ broker forex yang memberikan modal gratis 2017 Amor Súbito”.

Vamos conhecer Lívia e Gustavo.

“Ela vem andando devagar, com ar de deboche, até que encosta na lateral do carro e fica na minha frente. Olho para ela, e caralho! A mulher, o que tinha de abusada, tinha de linda, ela era perfeita.”

Ela é uma mulher muito bonita. Independente, personalidade forte. Estudante e professora de Educação Física, projeta um futuro promissor para si. Tem em Bia sua melhor amiga, uma garota que diz tudo na lata. Depois de uma decepção com seu noivo, acredita que sua vida seguirá o curso normal das coisas após o rompimento. Não contava, contudo, que após uma batida policial, um olhar fosse atravessar a sua alma e aquilo que tinha como certeza passasse a ser o seu calcanhar de Aquiles.

 “Você é muito abusado! Queria ver se não estivesse usando essa farda aí e sem todas essas armas ao seu redor, se faria a mesma coisa.”

Ele é Capitão do Bope. Sim, lembrei-me do Capitão Nascimento, personagem do Wagner Moura no filme Tropa de Elite. Ele é um homem que nada teme, nem ninguém. Responsável no cumprimento do seu dever, extremamente focado, é conhecido também por ser alguém que costuma ter o controle das situações. Sente-se, porém solitário, sua vida amorosa é um desastre. Um anjo, todavia, aparece no seu caminho e a sua experiência sentimental irá sofrer impacto significativo.

A atração entre ambos é instantânea. Pelas suas características, tanto Lívia quanto Gustavo ficam cautelosos e põem o “pé no freio”. Não conseguem compreender direito essa emoção que toma conta de ambos ao lembrarem dos poucos momentos que mantiveram contato durante a ação policial. Eu acredito que pessoas possam sim terem interesse físico por outras num simples olhar ou troca da palavras. Mas sem essa de “amor à primeira vista”. Isso não existe, gente. Não se ama a quem não se conhece. Simples!!!!

Para ela, é uma situação traumática. E quebra de uma promessa. O seu pai era policial. E foi covardemente assassinado na porta de casa, numa tentativa de assalto. Lívia estava na sua adolescência na época. Sua mãe sofrera muito com a morte do marido. Por isso decidiu nunca envolver-se com um homem que usasse farda militar.

Quando começamos a história, criamos a ideia de que o ex noivo da garota, que se chama Otávio, é um cara gente boa. Eu até torci até certo ponto para que eles reatassem. Mas no transcorrer da narrativa vamos descobrir que o sujeito tem outro lado.

Além dos fatos que envolvem os protagonistas, o livro também retrata algumas ações do Gustavo durante o exercício de sua profissão. Quem vive fora do Rio de Janeiro tem conhecimento dos diversos conflitos que acontecem em determinadas áreas da Cidade Maravilhosa, e autora traz um pouco disso. Vejo também como uma forma de mostrar toda a tensão que recai sobre o Capitão e os temores da Lívia.

Apesar do número grande de páginas, a historia não é cansativa, nem repetitiva. Cristina Melo soube conduzir bem toda a narrativa, com boa linguagem, que torna agradável a leitura.

Confiram!!!

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O gênero terror não é lá a minha praia. Seja na literatura ou no cinema é preciso que a obra tenha boas recomendações para que eu me anime em ler ou assistir. Vampiros, zumbis e outros seres similares não me despertam interesse.

E foi por recomendação que chegou às minhas mãos “Elevador 16”, do escritor Rodrigo Oliveira. Compõe a série “As Crônicas dos Mortos” da qual faz parte cinco outros livros, mas este é uma história à parte. É do ano de 2014 e publicado pela Faro Editorial. É bem curtinho, tem apenas 60 páginas. Dá pra ler em duas ou três horas ou até menos, principalmente porque a história é bem interessante.

Quando eu peguei o livro, fiquei com a sensação de já tê-lo visto, e isso se confirmou quando olhei a contra capa e vi os outros livros da série. Quando eu trabalhava na livraria ele passou pelas minhas mãos diversas vezes nas arrumações diárias, e eu não imaginava seu bom conteúdo.

Importante destacar que temos escritoras e escritores nacionais que produzem conteúdo de grande qualidade. Ainda há gente que tem visão equivocada sobre literatura nacional, tem repulsa, quando não fica devendo nada à literatura de outros países.

Voltando ao livro… No ano de 2017 (lembrando que foi escrito em 2014) um grupo de cientistas descobre que a Terra está passando grande perigo. Outro planeta (Absinto, chamado de Planta Vermelho) está em rota de colisão e pode acontecer grande destruição. Em todos os lugares ocorre pânico, mas logo é revelado que o planeta passaria a uma distância suficiente para não acontecer o choque.

Todavia, algo acontece…

Sábado, 14 de julho de 2018. Neste dia pessoas em todo mundo se preparam para acompanhar a passagem do Planeta Vermelho, pois nesta data é possível vê-lo com mais nitidez. Para outro grupo, no entanto, é dia de trabalho. Eles estão num prédio localizado na zona sul da cidade de São Paulo. Normalmente é dia de folga, mas a empresa precisa finalizar uma tarefa com urgência, e houve convocação para atividade extra.

Entre as convocadas está Mariana. Ela não está tendo um bom dia. Sente-se cansada, com mal estar, por causa dos frequentes enjoos que vem sentindo.  Sua menstruação está atrasada já alguns dias. Dirige-se ao banheiro, onde passa cerca de trinta minutos. Lá, ela confirma o que tem suspeitado. Com o teste de gravidez na mão, leva alguns momentos para encarar o resultado: positivo. O que fazer agora?

Ela retorna para suas atividades, na esperança de manter-se calma, até que Raul aparece. O rapaz, que também trabalha no mesma empresa, é seu namorado. Mariana tenta evitar contato naquele momento, mas é impossível. Os dois se dirigem a uma sala reserva onde a garota conta da gravidez. Raul questiona várias vezes se ela tem certeza e eles discutem sério.

Alguns minutos depois, chega a hora do almoço. O elevador chega, e 16 pessoas, incluindo Mariana e Raul entram. Segundos depois ele para, inesperadamente. As pessoas se assustam. Pensam que ocorreu algum problema e que logo a manutenção resolverá. O tempo passa. Nervosismo, impaciência, pavor tomam conta do ambiente. Inicia-se uma discussão quando 10 das 16 pessoas desmaiam.

Os demais ficam preocupados e tentam socorrer os colegas. Mariana vai até Raul, que também desfaleceu. Ela chama-o diversas vezes até que ele reage. Mas Raul está estranho. Seus olhos estão brancos e o som que sai dos seus lábios é incompreensível. Mariana se assusta, e precisa se afastar, pois o seu namorado parece querer machucá-la…

O que se sucede é de tirar o fôlego de quem está lendo. Momentos de tensão, de apreensão, de medo tomarão conta dos seis. E a situação se agrava quando um deles consegue sair do elevador, e ao tentar buscar ajuda descobre que outras pessoas no prédio estão iguais aos outros colegas no elevador, e há muito sangue. Mariana e seus colegas passarão por dificuldades e decisões nada fáceis precisarão ser tomadas em determinados momentos.

É um livro gostoso de ler. A narrativa flui com facilidade. O texto é muito bem escrito e agrada.

Ótima oportunidade para um bom entretimento. Super indicado para os fãs de The Walking Dead.

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Ela o ama. E ele… bom, ele ama a maconha.

A frase acima, que aparece na capa do livro, foi a primeira coisa que me chamou atenção e despertou-me o interesse em ler. No transcorrer da leitura, pude perceber que é a melhor descrição que define essa história. Trata-se de binäre optionen beste strategie Meu Vício, livro publicado pela Editora Bezz em 2016. É de autoria da mineira Kell Teixeira e é a primeira parte de uma duologia. O segundo volume se chama “Meu Vício – Depois do Amor” com previsão de lançamento ainda esse semestre. São 387 páginas.

Vamos primeiramente conhecer esse distinto casal.

“Era uma vez uma garota que acreditou na luz do amor. Agora, ela não sabe o que fazer, pois está sempre no escuro… O amor é o sentimento mais forte que te une a alguém. Suas correntes invisíveis que penetram a alma, mas arrancam o coração.” 

Elena Tyner é uma promissora aluna do curso de Psicologia. Estudiosa, dedicada, bem comportada, muito estimada pelos professores e tida como “exemplo” pelos colegas. Tem 19 anos e veio do interior estudar. Seus pais são policiais e desde cedo ensinaram a garota os caminhos que ela deveria seguir para ser honrada, honesta e os tipos de coisas que deveria evitar. Tem duas irmãs mais novas, e vive no alojamento da faculdade, que divide com o seu melhor amigo e confidente, Keven.

“Ele é popular, lindo, corpo bonito, um tanto atraente e um verdadeiro perigo. Todos sabem que ele é viciado, e ele mesmo parece não querer esconder de ninguém.”

Maycon Sebastian é bonito, rico e sem qualquer responsabilidade. Extremamente popular entre os alunos do campus. Tem 20 anos, filho único, estudante de Medicina. E viciado em maconha. Teve sérios problemas na adolescência quando seus pais se separaram e a partir daí mergulhou no vício. Fora internado algumas vezes, mas nunca levou a sério o tratamento. Mora numa casa luxuosa protegida por seguranças com sua “amiga” Jayde que também puxa erva. Seu pai banca tudo pois disponibiliza para o rapaz uma quantia diária de apenas três mil reais.

Como duas pessoas de vida, rol de amizade e interesse totalmente diferentes se aproximarão?

Um dos professores de Elena designa para a turma um trabalho sobre dependência química. Além do processo de pesquisa cada estudante terá que fazer entrevista com uma pessoa viciada. O grupo combina de ir em uma instituição mas Elena passa mal no dia. O tempo está se esgotando e ela precisa concluir a tarefa. Toda sem jeito vai num bar, onde Maycon se encontra. O cara se aproxima dela, e após alguma conversa e a forma toda sem graça que a garota fica, o rapaz responde às perguntas.

A partir daí os encontros entre Elena e Maycon tornam-se mais frequentes. A garota sente-se cada vez mais atraída pelo rapaz, mas ele é totalmente diferente do tipo de homem que ela desejava para si. Seus pais teriam imenso desgosto em saber pois lhe ensinaram que o mundo das drogas é um mundo sem volta e que ela precisava ficar longe. O estudante de medicina mostra-se cada vez mais envolvente e suas investidas estão cada vez mais fortes. Ela não sabe até que ponto irá resistir. Seu corpo e seus sentimentos o deseja.

Elena passará por maus bocados nessa relação e em diversos momentos vai se questionar se realmente vale a pena. Ela o ama, e os sentimentos dele parecem ser sinceros. Ela se sente bem ao lado. Mas o cara não abre mão da maconha. Além disso, tem comportamentos infantis e é possessivo

Tive raiva da Elena em alguns momentos. Como uma garota tão inteligente, com imenso potencial deixou-se envolver por um sujeito como Maycon Sebastian? Um cara que aos poucos tem destruído a sua vida, os seus sonhos, tem feito com que ela coloque de lado as suas convicções e entre em atrito com as pessoas que ela mais ama?

Quando ficamos conhecendo mais sobre a história dele, todo o processo de separação dos pais até entendemos o porquê dele ser assim. Mas sinceramente os comportamentos irresponsáveis não são justificados e no meu caso criei antipatia por ele.

Jayde e Keven, além de serem os melhores amigos de Maycon e de Elena, respectivamente, moram com eles. E ambos possuem sentimentos que vão além da amizade. Jayde curte garotas, mas já teve um lance com o garoto rico e vê na chegada de Elena o perigo dele se afastar. Keven tem namorada, mas nutre a esperança de que um dia a amiga possa enxerga-lo com outros olhos. A presença cada vez mais constante de Maycon na vida dela torna praticamente impossível o seu desejo. Inclusive os pais da garota o considera o par ideal para a filha.

A história é agradável, mas não chega a ser espetacular, aquela coisa maravilhosa. Algumas situações que envolvem o casal principal poderiam ser suprimidas pois ficou parecendo algo repetitivo. Daria uma dinâmica melhor no transcorrer da história. Os personagens Jayde e Keven são interessantíssimos e mereciam um pouco mais de espaço dentro da trama, sem risco de fugir do foco.

A maior parte dos capítulos são narrados pela Elena. Três ou quatro são pelo Maycon e os amigos da dupla cada qual conta um capítulo.

Será que o amor da Elena será forte o suficiente para vencer essa forte batalha contra o vício que domina completamente o seu amado?

Vá conferir!!!!

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Tem horas que a gente precisa de uma leitura leve. Divertida. Que não seja necessário pensar muito. Algo que realmente entretenha e ajude a aliviar as tensões do dia-a-dia. Foi algo assim que encontrei essa semana quando precisava relaxar.

http://dijitalkss.com/insanlik-ve-kss-icin-yeni-bir-olanak-crowdsourcing-2/?p„1¤7/a indicatori opzioni binarie infalibili a href= demo trading online Inversos é o segundo livro da série trading su opzioni binarie con broker binari autorizzati Clichê, da escritora beställa viagra nätet utan recept Carol Dias. Foi publicado pela segreti su trade binario Ler Editorial este ano. Apesar de pertencer a uma série, pode ser lido independente do primeiro, pois as histórias não são continuação.

Com 213 páginas, esta obra se encaixa perfeitamente no perfil de romances chamados de “chic lits”, onde as protagonistas são mulheres modernas, cultas, independentes. Algumas pessoas defendem que este tipo de leitura é destinado diretamente ao público feminino. Eu acredito que a literatura não possui essa coisa de “livro para mulher” e “livro para homem”. Sim, podem existir temas que interessem mais a um gênero que a outro, contudo nada é fixo.

Os protagonistas da história são opzioni binarie demo android Bruna Campello e trader für binäre optionen Carter Manning. Duas pessoas totalmente diferentes, mas que se toleram por causa do trabalho.

Ela é uma brasileira que foi morar nos Estados Unidos, exatamente em Santa Bárbara. Seus pais mudaram-se para a América do Norte quando ela tinha 12 anos; hoje encontra-se com 26. Pouco tempo depois, seu pai foi embora deixando a responsabilidade de criação dela e de seus irmãos, os gêmeos Dani e Tomás a cargo da mãe. Quando atingiu a maior idade, foi tentar a vida em Los Angeles. Bruna é uma excelente profissional, extremamente competente no que faz.  Ela é assistente do Carter.

O rapaz é um grande astro pop. Começou na música como administrador da M Music, gravadora que pertence ao grupo de empresas de sua família. Largou a parte burocrática para atuar nos palcos e obteve sucesso.  Pelo talento, chega a ser comparado ao Justin Timberlake. Carter tem um gênio forte. E mulherengo ao extremo. Sua fama e sua beleza fazem com que muitas mulheres queiram se aproximar dele. E evidentemente, ele tira muito proveito disso.

Bruna é responsável pela agenda de shows, pelos compromissos do Carter em emissoras de televisão, pelas entrevistas. Ela cuida do figurino dele, e dos quatro rapazes que formam a banda que o acompanha. Ela providencia hospedagem em hotéis, carros para a condução até os locais dos shows. Cuida de todo cenário. E também resolve as burradas e criancices de seu querido chefe.

Por causa de suas habilidades, Carter chama Bruna algumas vezes de Olívia Pope, personagem da atriz Kerry Washington na série Scandal.

A vida do Carter seguia nessa vibe até que certo dia algo fora dos planos aconteceu. Duas garotas de três anos foram deixadas na porta de sua casa, acompanhadas de um bilhete. Nele, a mãe das meninas dizia que eram suas filhas, frutos de uma noite de sexo sem proteção. Isso ocorreu quando ele ainda estava no início da carreira, não era famoso. Deixo-as lá por não ter mais condições de cria-las.

Carter entra em desespero. Não sabe o que fazer. Ele não tem qualquer estrutura emocional e nem responsabilidade para ser pai. Daí ele resolve chamar uma pessoa para cuidar da situação. Sim. Ela mesma. Bruna.

A assistente agora além de suas mil e tarefas precisa cuidar das garotas. Chamam-se Samantha e Sophie. De cara ela se encanta pelas filhas do chefe, e as meninas igualmente por ela. Bruna tenta a todo custo chamar Carter para sua responsabilidade com elas, o que é uma tarefa difícil e que irá influenciar diretamente na relação já conflituosa com seu chefe.

O livro é narrado em primeira pessoa. 90% pela Bruna.

A história é agradável. Tem algumas pitadas de humor.

O interesse da Bruna pelo Carter fica claro, pela forma como ela se refere a ele, principalmente quando descreve as características físicas do rapaz. Em determinados momentos quando estão bem próximos ele tenta beijá-la, e apesar do desejo falar mais alto, ele sempre se afasta pois não quer ser mais uma na cama do chefe.

Algumas situações a meu ver não tiveram o desfecho ideal. Uma delas é sobre o pai da Bruna, que irá reaparecer em certo momento.

Pelo interesse que desperta, dá para ler em até um dia.

Divirtam-se.

Resenha de Renato Neres

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Hoje quero falar sobre um livro que chegou às minhas mãos na semana passada. Para começar, o título e o acabamento me chamaram atenção. Não é nada de extraordinário; a simplicidade também é capaz de ter destaque. E para completar, encontrei um vídeo falando sobre ele que aumentou o meu desejo de ler.

Trata-se de “O Terraço e a Caverna”, escrito pelo carioca Maurício Limeira.  O livro foi um dos contemplados pelo Programa SEIVA, que através da Fundação Cultural do Pará, publicou em 2016 cerca de doze obras, escolhidas entre as muitas que se escreveram para participar do processo de seleção. Possui 270 páginas.

Bem, nossos protagonistas são dois adolescentes, um garoto e uma garota, que tenho certeza irão cativar e emocionar o público leitor. Ela se chama Raquel, que é carinhosamente chamada de Quinha, apelido dado pelo seu irmão caçula. O garoto se chama Paco. Todos os outros membros de sua família possuem seus nomes iniciados pela letra A; ele é o privilegiado por fugir à essa regra. Ambos estão na faixa dos doze anos.

As histórias de cada um se desenvolvem em ambientes diferentes, mas os jovens possuem características que se assemelham. São histórias que emocionam.

Na vida de Quinha não havia mais gente. E ela não sentia falta”.

Ela mora com seus pais, seu irmão, seu avô. Todos a amam muito, mas para Quinha isso não fazia diferença, pois a menina não os via. Fora diagnosticada com uma doença rara, Síndrome das Pessoas Inexistentes. Não consegue ver, ouvir, sentir ninguém ao seu redor. O único ser com o qual ela interage é um gato chamado Moises. E por vezes essa conversa pode ser muito perigosa para a garota pois o felino tem um lado perverso. E apenas ela consegue vê-lo.

A menina passa a maior parte do tempo no terraço do apartamento onde mora. Seu contato com o mundo é através de redes sociais. Ela adora ler as coisas que as pessoas postam sobre suas vidas, mas nunca comenta nada. Para Quinha são apenas personagens. Seus pais usam perfis fakes para manter contato com a filha na esperança de que em algum momento ela possa reconhecê-los. Mas a menina não responde a ninguém.

Quando as pessoas olham para você, é quando dói mais”.

Paco carrega na alma muita dor. O destino para ele parece ter sido cruel. É órfão de mãe. Sua genitora teve complicações no parto e não chegou a conhecê-lo. Aos três anos, por um breve descuido de seu pai sofreu terrível queda, que além de danificar seus joelhos o deixou paraplégico. Deixou a escola por causa do frequente bullying. Não recebe o afeto necessário do pai, que vive envolvido em bebidas e dívidas. Mora com tios, primos, avó, além do pai numa ”caverna”.

A família pagava aluguel. Por causa dos constantes atrasos foram ameaçados. Sem opções abandonaram o imóvel e passaram a viver na rua. Até que o tio do garoto encontrou uma construção abandonada e levou todos para viver no local. Por seu cadeirante, Paco dificilmente saía do local, que ele mesmo apelidou de caverna. Sua única diversão era um velho computador doado pela antiga professora. O pai e o tio fizeram diversos “gatos” e o menino tinha acesso à internet.  Despejava todas as suas angústias nas redes sociais, e a cada comentário que não gostava, respondia de forma estúpida.

Os dois jovens vivem presos em seus mundos particulares. A vida lá fora, para eles, não possui qualquer atrativo. Os motivos são até diferentes, mas o sentido da reclusão pode ser o mesmo. A única interação de ambos é a convivência na rede social.

E é através da rede social que Quinha e Paco irão se encontrar. O que acontecerá a partir desse encontro, você só saberá quando estiver degustando o livro.

Foi uma leitura gratificante. Gostosa. Em certos momentos eu fui tomado pela emoção. Um deles, e talvez o mais forte, se dá quando Paco está com o pai no réveillon. É uma narrativa belíssima.

Outra coisa que me chamou atenção foi em relação aos avós. O avô da Quinha por passar mais tempo em casa com ela puxa conversa, dá carinho na esperança de alguma reação, que não ocorre. Já Paco, que fica bastante tempo só na companha da avó, até tenta fazer com que ela converse, mas suas respostas, quando acontece, são apenas monossílabas.

Há alguns poemas que aparecem na maior parte no final de cada capítulo. Muitos deles são da autoria da Quinha. Esses poemas dão um tom especial pois expressam o sentimento, o momento dos personagens ou ilustram determinadas situações.

A única coisa que não me agradou no livro foi o epílogo. Achei-o desnecessário nos moldes em que foi desenvolvido.

Há diversas coisas que podem ser tomadas como lição prática; cada leitor(a) terá a sua.

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Tenho aprendido a não abandonar leituras quando, no começo, se mostram chatas, cansativas, entediantes. Não é um exercício fácil, confesso, mas tem me trazido bons resultados. Tem histórias que demoram a pegar ritmo, porém durante o desenrolar torna-se agradável. Aconteceu com este livro que terminei recentemente. Trata-se de “Dois Mundos”, o primeiro volume da série Tesouros da Tribo de Dana, escrito pela paulista Simone O. Marques. A capa tem um acabamento muito bonito.  Foi publicado no ano de 2016 pela Editora Butterfly. Tem 253 páginas.

Considero o gênero distopia um dos mais difíceis de serem trabalhados. O autor ou a autora precisa ter muita inspiração e imaginação para conseguir produzir algo do tipo com qualidade. Alguns(umas) infelizmente terminam por se perder totalmente fazendo “viagens” muito loucas e constroem enredos que ficam sem qualquer significado ao final. Não é o caso, contudo, desta obra.

A narrativa se desenrola no ano de 2021. Uma catástrofe causada pela terceira onda deixou o planeta devastado. Os seus poucos moradores restantes labutam para manter sua sobrevivência. Há escassez tremenda. No Brasil há grupos que habitam em vilas, próximas de onde existe água potável. Parte dos personagens da saga vive na Chapada dos Veadeiros, na Fazenda Tribo de Dana situada no estado de Goiás.

Marina sentiu um frio percorrer sua espinha, como se um vento gelado tivesse acabado de passar por ela soprando com força. O som aumentou e, antes que conseguisse entender o que havia acontecido, notou que Brian a abraçava com força e a protegia com seu corpo; depois, ouviu o som ensurdecedor de algo despencando.

Marina é uma bela jovem que carrega em si os poderes de três deusas celtas. Desde muito pequena vive cercada de cuidados (chamam-na de pequena deusa) e se sente sem privacidade. É protegida por guerreiros, chamados de Sombras, que a defendem com suas próprias vidas e entre esses valentes, estão os jovens Brian e Artur.

Num dia em que Marina resolveu provar para os rapazes que possuía condições de tomar conta de si, acabam por se meter em confusão e abrem um portal que os leva para outro mundo. A partir desse instante os três irão se deparar em situações de extremo perigo, e em meio a muitas aventuras, vão ter que lutar com estranhas criaturas se quiserem permanecer vivos.

Os dois garotos são muito dedicados à moça. Na posição de protetores eles precisam ter essa postura. Um deles, porém vive um risco. Brian possui sentimentos pela Marina e sabe que isso não tem a menor possibilidade de acontecer. Algumas vezes os seus corpos ficam próximos e o rapaz precisa manter o controle. Brian é o personagem que mais me agradou nesse primeiro livro. Pela sua personalidade. E por… sem spoilers, rsrsrsrsrs.

Paralelo a isso, temos outro personagem importante. Pedro é um cara corajoso, determinado, que sempre foi chamado pelos amigos e pela família de “maluco” porque ele ter visões com certa garota, que somente ele conseguia ver. Sente que não é apenas uma visão e que de alguma forma precisa encontra-la.  Trata-se de Marina.

Em um desses sonhos, Pedro recebe o aviso que ela corre grande perigo. Resolve ir procurá-la. Pede um veículo emprestado ao tio, mas não contava com a “ajuda” extra que receberia. Como ninguém mais pode saber da localização da fazendo, o rapaz precisa despistar as companhias que seguiram viagem com ele. Na viagem terminar por conhecer Liban, uma garota especial.

Senti certa dificuldade no início de mergulhar na história. A narrativa não me despertou interesse; achei muito tudo muito lento, sem ritmo, sem graça. A personagem Marina me pareceu antipática e chata. Com o desenvolvimento, a história foi melhorando, tornou-se mais envolvente. Mas a Marina… continuou chatinha.

A história segue uma sequência lógica. A autora conseguiu conduzir com tranquilidade a narrativa.

Aguardo a continuação para ver o que de interessante e atrativo a Simone O. Marques acrescentará à saga.

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Os amantes das ciências humanas, em especial aqueles voltados à área da Filosofia, certamente devem gostar da coleção Filô. São títulos que trazem autores consagrados, apresentando temas de relevância. Uma dessas obras é “O Tempo que Resta – Um comentário à Carta aos Romanos” do italiano Giorgio Agamben. Tem 216 páginas, publicado em 2016 pela Editora Autêntica.

O livro tem como ideia central tratar da questão do tempo, considerando as experiências dos cristãos que viviam em Roma, analisadas a partir da epístola do apóstolo Paulo aos fiéis daquela cidade. O autor fala que a modernidade não teve a capacidade de elaborar uma visão do tempo baseando-se na sua concepção de historia e traz essa experiência cristã para estabelecer uma condição de compreensão ao nível da dimensão histórica do homem.

É dividido em seis capítulos, que Agamben chama cada um deles de “jornada”, e mais o capítulo final, nomeado de “limiar ou tornada”. Os capítulos se desenvolvem a partir de comentários recheados de outras fontes, tais como: textos bíblicos; ideias filosóficas; do direito romano; de obras clássicas literárias e do midrashim, o método judaico de interpretação crítica da Bíblia.

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Resenha de Renato Neres

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Da série Provocações Filosóficas, “Não Nascemos Prontos” é mais uma obra do professor e filósofo Mario Sérgio Cortella que merece a nossa apreciação. As 134 páginas do livro reúne 31 textos que tem como propósito realmente provocar.  Coisa que o Cortella sabe fazer e bem.

“Gente não nasce pronta, e vai se gastando; gente nasce não pronta, e vai se fazendo”. Esta se encontra entre as frases mais sensacionais que podemos observar.  A cada dia vamos errando e aprendendo, e nesse processo nos moldamos, nos transformamos, nos atualizamos. Temos uma compreensão mais assertiva do porquê de algumas coisas serem, e outras não. Exigimos menos de nós mesmos.

Entre outras provocações, o autor fala sobre a velocidade do surgimento novas tecnologias e de como as coisas se alteram no nosso cotidiano; da nossa incapacidade de parar para pensar; da urgência com que desejamos que tudo aconteça; que não se deve confundir informação com conhecimento; da estranheza com a qual encaramos aquilo que é humano.

Nos fala ainda sobre a responsabilidade de educação dos filhos que muitos pais depositam apenas nas instituições de ensino, esquecendo-se dos seus papeis; a ânsia do acúmulo de riquezas sem saber muitas vezes de como desfrutá-la sabiamente; a compreensão equivocada do que seja estar só; a transformação de alguns valores.

Os livros do Cortella são sempre uma leitura agradável. Vale e muito tirar um tempinho e se debruçar sobre eles.

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Resenha de Renato Neres

A série jobba som valutamäklare The Rocker é composta por nove livros escritos pela autora Terri Anne Browning. A história gira em torno de quatro rapazes (Jesse, Nik, Drake e Shane) que formam a banda Demon’s Wings e a jovem Emmie, que é uma espécie de secretária do grupo. Aqui no Brasil por enquanto só foi lançado o primeiro livro, “Nos Braços do Roqueiro”, publicado pela Editora Bezz em 2016.

Os livros são finos e dá para ler em um dia. O primeiro volume possui 147 páginas e eu devorei em quatro horas. Observei, através de algumas consultas que fiz sobre a autora e os outros livros, que cada um deles trata de uma historia com início e fim. Ainda assim a leitura precisa ser em sequência.

Emmie é uma garota que sofreu muito na infância. Sua mãe era dependente química e por diversas vezes a espancava. Quando isso acontecia a menina saía do trailer minúsculo onde vivia e ia para um outro maior, onde moravam os quatro rapazes, em início de carreira. Eles “adotaram” a guria como irmã caçula e cuidavam dela com todo carinho.

No início da adolescência a mãe veio a falecer por causa de uma overdose, e como não possuía outros parentes, os rapazes passaram a serem os tutores legais dela.

Agora, já adulta, Emmie retribui o que recebeu cuidando dos rapazes. A banda ficou famosa. Ela cuida da agenda de shows, entrevistas. Organiza a bagunça deixada por eles. Trata de mantê-los de eixo.

Só que Emmie nutre um sentimento que vai além do amor fraternal por um deles. Ela tenta esconder isso, pois sabe que é algo improvável de ser correspondido. Só que algo acontece e ela terá que encarar sua paixão pelo roqueiro de frente.

Sinceramente a historia fica devendo. É cheia de lacunas não preenchidas. Tem fatos que você fica perguntando como se desenrolou para chegar àquele final. Não entendi também por que o livro é classificado como erótico; são poucas as partes que trabalham isso.

Fica a expectativa em saber se essas lacunas serão preenchidas nos volumes seguintes. Por serem outras histórias envolvendo os personagens, acho pouco provável.

signatureResenha de Renato Neres

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Sob a coordenação de Rô Mierling, “Segunda Guerra Mundial – Memórias e Fragmentos” é a reunião de contos num livro de 112 páginas publicado pela Editora Illuminare em 2016. Compõe a coleção Antologias Brasileiras.

Eu sou apaixonado por Historia. Pensei inclusive cursar na Universidade. Os relatos de fatos que marcaram a humanidade e que hoje refletem na nossa atualidade sempre me despertaram interesse. Já vi alguns documentários que abordam memórias de sobreviventes de inúmeros conflitos, e não poucas vezes fui tomado pelas emoções.

Os 15 contos que compõem esta obra me fizeram viajar a lugares que nunca estive fisicamente, visualizando situações que na prática nunca experimentei. Ainda que cada autor também não tenha vivenciado isso, acredito que ao escrever, cada um deles também fez essa viagem.

Os contos variam. Cada escritor seguiu uma linha. O leitor certamente se sentirá contemplado pelos diferentes aspectos que as memórias aqui retratadas em forma de ficção abrangem.

Um homem que durante uma soneca volta a vivenciar os horrores do campo de batalha e quando acorda se dá conta que nada acabou; apenas ganhou novas formas.  Um fantasma que se vê no corpo de um garoto judeu. O líder alemão que em seu momento de descanso tem alucinações.

Pessoas que deixaram seus países para fugir das perseguições e conflitos, e que hoje, vivendo em terras brasileiras, relembram de tudo com saudades de suas pátrias. Um médico que trabalhou na resistência quando da ocupação da França pela Alemanha. As memórias de um desertor.

São fatos que marcaram milhões de vidas. Vidas espalhadas pelos quatro cantos do planeta. Vidas que em campo de batalha ou fora dele compõem a barbárie que foi esse conflito.

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Resenha de Renato Neres

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