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Renato Neres

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O que você faria se conseguisse acertar os números da mega sena, sozinho? Ou até mesmo dividir a bolada com mais um ou dois outros acertadores? E mais: o que faria se tivesse em suas mãos a fórmula que te possibilitasse acertar os números dos diversos tipos de jogos semelhantes, não só aqui no Brasil mas também em outros lugares espalhados por todo o planeta? Tentador, né?

O livro que iremos apresentar nessa resenha nos mostra essa possiblidade. Trata-se de click A Fórmula do Sorteio, história escrita pelo autor purchase metformin pay pal without rx Gil Vasconcelos e que foi publicada no ano de 2016 pela http://www.lahdentaiteilijaseura.fi/?siftifkar=bin%C3%A4ra-optioner-trading&b15=12 Editora Autografia. Possui 172 páginas. Pela dinâmica em que se desenvolve dá pra ler em um ou dois dias, tranquilamente.

O jovem Diego é muito crânio na matemática. Concursado, trabalha na Caixa Econômica Federal.  Sua facilidade em lidar com números é explicada. Ele é portador de Sinestesia Numérica. Sinestesia é um distúrbio neurológico que faz com que o estímulo de um sentido cause reações noutro, criando uma mistura sensorial entre os órgãos. No caso do personagem citado, ele possui uma percepção hiper aguçada para números e fórmulas que o ajudam a raciocinar muito rapidamente a cerca de muitas coisas. Na maioria de suas falas, ele termina a frase dizendo 123.

O sonho do Diego é receber a Medalha Fields, uma espécie de Prêmio Nobel da Matemática. Para alcançar tal feito, o rapaz tenta a todo custo concluir a fórmula que desvenda os segredos dos números sorteados na mega sena e também em outros jogos. E depois disso apresentá-la num evento onde a tal medalha poderá lhe ser conferida.

Só que algo acontece e os planos do jovem podem não ter o final almejado…

Em uma visita ao psicólogo que o acompanha desde a adolescência, Diego expôs para ele a tal fórmula, e escreve num papel a sequência das três próximas combinações que serão sorteadas. Esse papel acaba parando nas mãos de Chico Treva, um bandido muito esperto e também muito perigoso. Ele anda sempre acompanhado de Pablo, uma espécie de guarda costas particular e comparsa.

No decorrer da história iremos descobrir que as ligações entre Diego e Chico são muito fortes, e remonta aos antepassados do garoto.

Depois que o bandido tem acesso aos números, as coisas ficam muito difíceis para o jovem Diego e sua vida passará por uma turbulência enorme. Ele passa a ser procurado pela Polícia Federal, pelo Governo, e também por grupos internacionais. Acusado de estelionato, fraude, e formação de quadrilha, ele precisa esconder-se para não ser preso, e ao mesmo tempo provar a todo custo sua inocência.

O livro apresenta outros personagens que possuem importância na vida do rapaz: Jota, seu amigo e colega de trabalho; D. Lourdes, sua mãe; sua avó, carinhosamente chamada de Vovó Mami, e Ceiça, namorada do Diego.

No que diz respeito ao conteúdo, é uma boa história. Tem sequência lógica. Não é cansativa. Possui momentos de ação, tensão e mistério. Por se tratar de uma temática diferente, a sinopse desperta curiosidade e o livro não decepciona. O final me causou surpresa; era algo que sinceramente eu não contava.

Tenho uma observação. Existe algumas falhas no tocante a qualidade gráfica. Notei algumas palavras escritas erradas e alguns termos sem concordância verbal. Também há alguns erros de pontuação que podem prejudicar a compreensão do texto. Acredito que o autor e a editora já possuem ciência do fato e certamente numa nova edição esses pequenos erros serão corrigidos.

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“Escrever poemas é um paradoxo…liberta e machuca, fronteiras indisponíveis”

http://wallakra.com/?santavswediya=k%C3%B6p-Cialis-p%C3%A5-n%C3%A4tet-Karlstad&f51=6c Ode ao Amor” é mais quem um livro de poemas. Suas 96 páginas retratam com beleza e ternura a intensidade de um amor que se mostra maior que a própria vida. É a declaração pura e singela, e ao mesmo tempo estratosférica, do sentimento de uma mulher para o seu amado, aquele com o qual ela experimentou quem sabe a mais profunda das sensações: amar e ser amada.

Cada um dos poemas que navigate to this website Candy Saad transportou de sua alma para as páginas deste livro revela um pouco da relação agradável que ambos possuíam.

Aqueça-me com seus braços / abraça-me forte…

“Conhecer-te”, “Abraços” e “Carícia” estão entre os poemas que realçam a importância e a satisfação dos corpos estarem juntos, unidos como um só. São os momentos em que cada uma das partes pode desfrutar do melhor que o outro pode oferecer e sentir a completude.

“O vento chega / balançando as folhas / anunciando o entardecer…”

Aqueles momentos de tranquilidade, de paz, em que muitas palavras não necessitam aparecer, pois o simples fato de estar de juntos, de mãos dadas ou abraçados, contemplando a natureza, o pôr-do-sol ou o vai e vem das águas já diz o bastante. São situações descritas em textos como “À Tarde”, “Caminhar com Você”, “Cheiro de Terra Molhada”.

É possível descrever o amor? Alguns dizem que não há palavras suficientes que consigam defini-lo. Arlindo Cruz canta que “se perguntar o que é o amor, pra mim, não sei responder, não sei explicar…”. Candy Saad tenta dizer o que é esse sentimento que envolve ela e seu amado em poemas tais como “Amor Verdadeiro”, “Almas Amantes”.

Não sabemos o porquê de certas coisas acontecerem conosco. A pessoa que serviu de inspiração para a produção deste livro infelizmente não teve a oportunidade de vê-lo em vida. Uma fatalidade. Mas o verdadeiro amor é eterno. Nada, nem mesmo a morte, pode nos afastar de quem amamos. “Acalanto”, “Antes Que” e “Quando Penso em Você” são alguns dos textos em que autora fala da falta que ele faz, das muitas saudades. E das lembranças memoráveis que ela carregará para sempre consigo.

Uma boa dica para os amantes da poesia

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Histórias policiais estão entre os meus estilos preferidos de leitura. E quando uma boa história cai em minhas mãos, não levo muito tempo para concluí-la. Foi o que aconteceu recentemente quando tive a oportunidade de ler mais uma boa trama da literatura brasileira.

Baseado em fatos reais, trading opzioni binarie testimonianze “Atrás do Crime” é um livro que trilha caminhos não desconhecidos do público, pois sempre estamos ouvindo falar: mergulha no mundo do narcotráfico no Brasil e todo o esquema que envolve traficantes, altos figurões da sociedade, lavagem de dinheiro, e envolvimento de quem é responsável em combater esse tipo de crime: a própria policia.

O livro é do ano de 2016 e foi lançado pela http://www.ivst-vz.de/?debin=bin%C3%A4re-optionen-handeln Editora Giostri. A autora chama-se الخيارات الثنائية رديت التداول Cristiane Krumenauer. Ela possui outros, e sinceramente fiquei curioso em conhecê-los, pois além de curtir bastante a história, gostei muito da forma como a Cristiane conduz todo o enredo, com uma linguagem simples e objetiva, e recheada de todos os ingredientes que uma boa história policial deve possuir.

De um lado temos Alberto, um cara muito, muitíssimo inteligente. Ele é conhecido como o “Mestre da Logística das Drogas”.  Teve uma infância muito pobre, passou por muitas dificuldades. Ele e seu irmão Alexandre foram criados praticamente sem pai. Mas sempre teve em mente que sua situação não ficaria assim. Desde cedo era muito observador, e essa sua característica aliada à sua inteligência foram fatores determinantes para que, ao ingressar no mundo das drogas, fosse galgando postos e aos 18 anos já possuísse local de destaque na organização.

Ele era o responsável por todo o trâmite logístico e o braço direito de um dos maiores mafiosos do país. Numa ação policial bem sucedida esse homem foi preso, e a liderança da organização passou para as mãos da Giuliana Saletti, mulher muito bonita. O comando deste grupo fica situado na cidade de São Paulo.

Na outra ponta dessa guerra temos o não menos inteligente e habilidoso policial federal Giorgio. Ele é casado e tem um enteado, fruto da relação de sua esposa com o primeiro marido. O policial é conhecido nacionalmente pela eficácia de seu trabalho no combate às drogas, principalmente depois de ser o responsável por uma das maiores apreensões do produto já realizada no país. Ele e sua família moram em Porto Alegre.

Certo dia Giorgio chega em casa, e precisa passar uma informação para seus familiares. Ele fica sem saber como fazê-lo, mas no dia seguinte aproveita determinado momento e dá a notícia: ele fora transferido para a capital paulista, para ajudar na investigação sobre um grupo que comando a distribuição de drogas naquela cidade. Esposa e principalmente o enteado não recebem com bons olhos essa informação de mudança para outra cidade, coisa que não irá acontecer, pois, pensando na segurança deles, Giorgio acaba viajando sozinho.

O grupo de Alberto toma conhecimento da chegada de um novo policial, e toma “providências” para que ele se sinta intimidado. Sequestra a esposa dele, ainda em Porto Alegre, e já em São Paulo, arromba o apartamento onde Giorgio está instalado. O policial fica intrigado e logo chega à conclusão obvia: existe um informante na delegacia, chefiada pelo João Carlos.

Esse informante tem atrapalhado as investigações. E Giorgio decidi que todas as informações que ele colher ficará apenas com ele, e com Benjamin, policial que já havia trabalhado com ele anteriormente e de sua confiança. Seu colega, contudo tem algumas atitudes suspeitas.

Além dos protagonistas citados, outros personagens merecem ser destacados pela importância que possuem na história: a esposa do delegado João Carlos; a esposa do Benjamin; Marcelo, um adolescente crânio em informática. Alexandre, que já mencionei anteriormente, é um problema para Alberto. O irmão mais novo do Mestre da Logística é rebelde, tem algum envolvimento com o crime, e a todo custo tenta descobrir o que o irmão mais velho realmente faz da vida para dar todo aquele luxo para ele e sua mãe.

Os caminhos de Alberto e Giorgio irão se cruzar. E o que resultará disso? Um interessantíssimo duelo entre essas duas mentes geniais, e um final simplesmente surpresa. Eu pensei que as coisas iriam para um determinado lado, que a meu ver já era bom. Todavia uma última dose de ação dará outro rumo.

A história é contada em terceira pessoa. São 186 páginas que você termina assim, sem perceber, devido à dinâmica da narrativa dos fatos. Pode colocar na sua lista de futuras leituras, tenho certeza de que não irá arrepender-se.

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Ainda existe a ideia de que toda a evolução vem no sentido de melhorar a vida do ser humano. Tornar as relações entre os indivíduos mais propícias. Será mesmo? Bem, eu tenho cá minhas dúvidas. A era digital está aí, e é praticamente impossível não ser impactado e influenciado por ela. Não pode-se negar que benefícios inúmeros foram alcançados com todo esse avanço tecnológico.

O advento das redes sociais e aplicativos tem permitido que a comunicação seja cada vez mais instantânea, independente da distância. Isso é ótimo. Mas tem gente que se isola, se prende demais, mergulha de cabeça nesse mundo virtual e abandona o calor humano, o aperto de mão, o abraço, o encontro para a resenha no fim do dia ou fim de semana, a descontração num barzinho…

E os perfis fakes??? Eu mesmo já tive alguns (e ainda tenho, rsrsrsrsrsrs).  Manter contato sem ser devidamente identificado, por quaisquer que sejam os motivos é uma estratégia utilizada por muita gente. Infelizmente algumas dessas pessoas usam desse recurso com planos maldosos e isso é lamentável.

Mas, vamos à nossa resenha.

Tastylia Oral Strip without prescription Além do Fake” é uma publicação da Chiado Editora, lançada no ano de 2016. Já li outros livros bem interessantes dessa editora. A autora chama-se http://www.nursesnow.com.au/?sikvel=order-management-system-trading-comparison&6c5=6d Nathalie D. A, uma gaúcha que mudou-se para São Paulo a fim de estudar Direito. Tem 172 páginas.

Annie é uma adolescente como tantas outras. Viciada desde cedo em redes sociais e chats, mantinha contato com outros perfis fakes. Pessoas para falar sobre qualquer assunto, mas sem ter qualquer elo.  Acontece que sempre há alguém de quem nos “aproximamos” e criamos afinidade. Lembro que na época em que frequentava salas de bate papo, tinha um pessoal que saía do virtual e se encontrava toda sexta feira na praça de alimentação do shopping. Tenho uns três ou quatro amigos que conheci dessa forma, e isso já tem pra lá de 15 anos!

O uso contínuo da internet também era uma espécie de fuga para a garota (o é para muita gente). E também as suas leituras. Morava a pouco tempo naquela cidade, conhecia pouca gente, se sentia só. Características próprias da adolescência.

“Nos dias que não falava com ele eu sentia como se estivesse faltando algo, como se eu tivesse esquecendo de fazer alguma obrigação naquele dia. Eu sentia simplesmente um vazio, um buraco em meu peito. Acho que eu ainda não sabia o que estava sentindo…”

Bem, a garota encontrou um rapaz com quem tinha afinidade, e surgiu ali amizade. Falavam-se todos os dias pelo chat, depois passaram a manter contato por telefone. Chamava-se Thomas e morava em outro estado. Com o passar dos dias a aproximação entre os dois só crescia e ambos sabiam que havia um sentimento mais forte. Ele escreveu uma carta para ela (a história se passa em 2009; é raro alguém escrever cartas hoje em dia) e a menina respondeu, onde expressava aquilo que estava no seu coração. Mas não teve coragem de postar.

Não era a primeira vez que ela experimentava aquilo. Por viver desde cedo conectada, Annie teve um namorado virtual. Isso mesmo! Muita gente já teve. Ele chamava-se Nick. Mantiveram contato por quase três anos, sem nunca encontrarem-se pessoalmente. A menina sabia que sentia algo forte, mas o contato foi interrompido. Agora ela vivia esse “romance” com o Thomas.

A vontade de poder finalmente se conhecerem estava para ser saciada. A mãe do Thomas iria fazer um curso de teatro exatamente na cidade em que a garota morava. Annie ficou animada, ansiosa, nervosa. Em pânico. A possibilidade de ter nosso sonho realizado também pode nos provocar inúmeros sentimentos receosos. Como eles não conheciam a cidade ficou certo da mãe da menina ir buscá-los no aeroporto e ajudá-los a encontrar um local para ficarem hospedados. Vale salientar aqui que ambas as mães sabiam da existência dessa amizade/romance virtual.

Tem uma coisa que me surpreendeu muito. Thomas e a mãe ficaram na casa da mãe da Annie nos primeiros dias. Pensei sinceramente que os dois adolescentes iriam aproveitar para “tirar os atrasos”, pois apesar da vigilância da Jess (mãe da garota), eles tiveram essa oportunidade. Todavia o que se viu foi algo diferente. Havia muita cumplicidade entre os dois jovens, muito a compartilhar e as outras coisas seriam consequência.

Como Thomas estava com tempo livre enquanto sua mãe estudava Annie o levou a vários lugares. Numa das oportunidades em que saíram juntamente com a amiga da garota, um fato aconteceu. Algo totalmente inesperado para Annie. Algo que mexeu profundamente com as suas emoções. E que daria rumo de certa forma surpreendente ao final da historia.

Eu gostei do livro. A temática me desperta a atenção. Além disso, o livro é bem escrito. Não é cansativo e a autora consegue sair do lugar comum, dando outras possibilidades às situações vividas pelos personagens.

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A resenha de hoje é sobre uma história que se passa nos anos de 1930. Trama policial que envolve um elemento inusitado: cartas de tarô. Outros elementos vão compor o enredo da trama: um roubo bem sucedido, um assassinato sem explicações, um determinado grupo que exerce influência sobre o povo e alguém que anseia fazer a sua própria justiça.

http://brittnet.se/?signatyra=bin%C3%A4ra-optioner-hur-g%C3%B6r-man&89f=41 Crimes do Tarô é uma obra publicada no ano de 2014 pela Premius Editora. São 333 páginas distribuídas nos 86 capítulos que compõem o livro. Escrito por http://nlst-usa.com/?trere=quali-sono-le-migliore-societÃÂÂ� -di-opzioni-binarie Leonardo Nóbrega.

Primeiro, o assalto ao banco. A loira assaltante consegue fugir levando uma boa quantidade de grana. Conseguir deixar um guarda totalmente sem ação e provoca a morte de uma pessoa. Como possível pista, deixa duas cartas de tarô nas gavetas onde o segredo do cofre ficava guardado. O inspetor Tomás, responsável pelo caso indaga: de quem foi a ideia inteligente de deixar guardado o segredo do cofre exatamente próximo de onde ele fica?

Sem qualquer tipo de pista concreta e quase nenhuma informação prática que pudesse dar um norte para a solução do caso e localização da infratora, o inspetor apela para o único objeto que parece ser o caminho a seguir: as cartas. Dirige-se ao acampamento cigano, localizado na outra parte da cidade. Lá ele aprenderá que cada carta tem determinado significado, e é preciso saber interpretar. Tomás se vê num jogo complexo, pois outros crimes acontecem por toda a cidade, e novas cartas são deixadas nos locais, indicando que a autoria dos delitos é responsabilidade da mesma pessoa.

A loira misteriosa parece ter um padrão. Tomás chega a essa conclusão, que o induzirá a encontrar certas respostas: O que os crimes possuem em comum? Por que exatamente estas pessoas foram as vítimas? O que exatamente a ladra consegue ao praticar tais crimes?

A partir daí outras descobertas são sendo feitas. O que leva ao inspetor chegar a outra conclusão: nem tudo é o que parece e ninguém, absolutamente ninguém pode ser tomado como inocente.

O inspetor passará a contar com ajuda importante de mais duas pessoas: Carlos, outro inspetor que será incorporado na investigação após um misterioso incêndio, e Edith, funcionária do banco. Ela tem conhecimento de determinadas falcatruas que envolvem o seu chefe e pessoas poderosas da cidade.

É possível que o leitor ou leitora acostumado(a) com detetives estilo Sherlock Holmes e Hercule Poirot consiga decifrar a xarada antes de ser revelado o seu final. Basta prestar atenção minuciosa em que cada detalhe que aparece ao decorrer de toda a trama.

Como toda boa história policial deve ser, essa é envolvente, nos causa expectativa em saber do desenrolar dos fatos e do desfecho final. A leitura transcorre fluidamente. Não falta claro, um pouco de complexidade, elemento comum nesse tipo de gênero. Mas não deixa o(a) leitor(a) com parafusos a menos, na tentativa de compreender o que está se passando.

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Será que existe algum segredo de como se viver? Eu penso que todos nós, de uma ou outra forma sabemos quais os caminhos que devemos seguir para que nossa existência seja algo válido, seja algo que nos orgulhemos. Acontece que apesar de sabermos, agimos muitas vezes de maneira equivocada. Complicamos tudo. O segredo talvez esteja em pôr em prático aquilo que já se sabe.

  “Você não vai receber outra vida como esta. Você nunca mais vivenciará o mundo exatamente desta maneira, com esses pais, filhos, familiares e amigos. Nem experimentará a terra com todas as suas maravilhas novamente neste período da História. Não espere o momento em que desejará dar uma última olhada no oceano, no céu, nas estrelas ou nas pessoas queridas. Vá olhar agora.”

trading online top options Elizabeth Kubler-Ross, renomada psiquiatra nascida na Suíça, conhecida pelos seus trabalhos sobre questões concernentes à morte e o escritor norte-americano http://docimages.fi/?dereter=gute-broker-f%C3%BCr-bin%C3%A4re-optionen&c80=be David Kessler que também trabalha com assuntos referentes ao fim da vida aparecem juntos no livro “Os Segredos da Vida”, lançado em 2000 e publicado em português pela Editora Sextante no de 2004.

Eu já tinha ouvido falar sobre o trabalho da Elizabeth Kubler-Ross. Despertou-me o interesse depois que uma cliente conversou comigo na livraria onde eu trabalhei sobre outro livro dela, chamado A Roda da Vida, que é uma autobiografia onde a médica relata todo o seu drama diante da possibilidade de morrer, após ser vítima de um derrame.

Os Segredos da Vida é o resultado de algumas entrevistas que os autores realizaram com pacientes em estado terminal, como também de suas experiências extraídas de aulas, seminários, palestras, debates ao longo de suas carreiras.

O propósito do livro é mostrar que a morte é nada mais uma das etapas da nossa existência, que todos estão destinados à ela, que não se pode fugir e nem ficar preocupado, a ponto de esquecer do essencial: viver o hoje e o agora, e ir em busca dos sonhos e objetivos. Também convida a uma reflexão sobre a forma como tratamos as pessoas ao nosso redor.

Cada capítulo é uma lição. A seguir algumas mencionadas no livro:

 O amor, que achamos difícil de descrever por vezes, é a única experiência verdadeira e duradoura da vida. Queremos que nossos relacionamentos sejam perfeitos, mas todos possuem suas falhas e isso precisa ser compreendido. Somos autênticos? O que nos faz bem é parte da nossa conduta ou do nosso modo de vida? Sabemos falar e lidar com as nossas perdas de forma madura?

Podemos encontrar paz quando nos entregamos, mas muitos têm receio de fazê-lo por medo. A vida é governada pelo tempo; atribuímos a ele o seu valor e em alguns momentos um valor equivocado. O medo pode ser útil, pode nos alertar, mas não pode nos paralisar. A raiva é uma emoção natural que poderia ser exteriorizada rapidamente, todavia alguns guardam isso no peito. E adoecem.

Pode parecer no início que estamos lendo mais um daqueles livros de autoajuda chatos, que terminam a nos levar ao lugar comum. Não. É uma leitura de conteúdo simples, sem termos complexos que dificultem a compreensão. Contudo não é um livro para se ler rápido. O ideal é que seja apreciado de forma pausada, tranquila. Algumas histórias são dolorosas e é possível que em algum momento o(a) leitor se encontre.

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Alguns escritores e algumas escritoras, pela imensa capacidade de “dar vida” às palavras e alcançar os(as) leitores(as) de forma mais intensa, de forma mais apaixonante, conquistam públicos de todas as gerações, em diferentes lugares, de diferentes classes, de todos os gêneros.

Um dos grandes expoentes da nossa literatura é Rubem Alves.  É notória a sua contribuição para nossa cultura, nas diversas áreas em que ele atuou durante toda a sua vida.  Muitos dos seus escritos e ensinamentos estão proliferados nos quatro cantos do país.

Dentre as suas habilidades, a arte de escrever crônicas é a que eu mais admiro. Já me debrucei com textos belíssimos, histórias cativantes, que alimentaram a minha alma e serviram de inspiração para diversos momentos na minha trajetória de vida.

Desta vez fui alcançado com os textos presentes no livro “Na Morada das Palavras”, obra publicada no ano de 2003 pela Editora Papirus. É composto por 23 crônicas, distribuídas em suas 139 páginas. Cada uma delas uma verdadeira preciosidade, onde sabedoria e bom humor estão presentes.

Logo no sumário, foi atraído pela forma como os títulos foram disponibilizados. Estão divididos em cinco blocos, e cada bloco recebe o nome de um cômodo da casa. Eles também se encontram num desenho em formato de uma planta de uma moradia, o que nos remete automaticamente para o título. No transcorrer da leitura, identifica-se que cada bloco traz um tipo diferente de texto. Na “biblioteca”, por exemplo, leremos crônicas que possuem teor mais reflexivo. E por aí vai.

Temas como o valor e a importância da justiça, a observação das coisas mínimas quando queremos desvendar segredos e uma metáfora para falar sobre os saberes individuais quando ele diz “ave que sabe voar, raposa não consegue pegar” compõem a sessão do “Porão”.

E as metáforas passeiam de forma constante em todo o livro. É uma maneira bastante prática quando se quer ensinar algo. Era desta forma que Jesus ministrava aos seus discípulos.

Para terminar, quero destacar um dos trechos que muito me atraiu. Está na crônica “A beleza dos pássaros em voo”, onde o escritor, que completara na época 70 anos, fala da brevidade da vida e da importância de se dizer as coisas:

“Toda alma é uma música que se toca. Quis muito ser pianista. Fracassei. Não tinha talento. Mas descobri que posso fazer música com palavras. Assim, toco a minha música… Outras pessoas, ouvindo a minha música, podem sentir sua carne reverberando como um instrumento musical. Quando isso acontece, sei que não estou só. Se alguém, lendo o que escrevo, sente um movimento na alma, é porque somos iguais. A poesia revela a comunhão.”

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Certa feita, uma vizinha estava comentando que ela estava com um livro de 200 páginas há quase dois meses e não havia terminado. Falei que tinha terminado um de 408 páginas em dois dias. Ela simplesmente me perguntou se eu “não tinha nada pra fazer da vida”. Eu simplesmente ri.

Encarar livros grandes nunca foi problema para mim, e acredito que também não o seja para verdadeiros leitores. Veio-me, desta vez o desafio de ler um com 832 páginas!  Desafio aceito, meta cumprida! E ele é apenas o livro um…

estrategias opciones binarias 2014 “Cisne”, da escritora Eleonor Hertzog, é o primeiro volume da série “Uma Geração. Todas as Decisões”.  A edição de 2014 saiu pela Editora Mundo Uno, mas o exemplar que tenho em mãos foi publicado um tempo antes e saiu pela Editora Dracena. A história gira em torno da família Melbourne, que vive no barco Cisne, e onde também realizam suas pesquisas.

Doris Melbourne e Henry Melbourne são cientistas muito famosos. Biólogos Marinhos. Ambos estudaram e se formaram na escola de Champ-Bleux. Os critérios para o ingresso de alunos são um tanto desconhecidos. Os exames são rígidos e candidatos dos mais variados locais do planeta se inscrevem semestralmente, na esperança de conseguirem uma das duzentos e cinquenta vagas que são disponibilizadas. A disputa é acirrada porque Champ-Bleux é a melhor instituição formadora da área científica.

O casal possui sete filhos: os gêmeos Ted e Teo, de 16 anos; os também gêmeos Tom e Tim, de 15 anos; Pam, que tem 14; Lis possui 13 o caçula Bobby que possui 8 anos. Além deles há também a Peggy, uma garota que foi adotada e tem 14 anos. Os pupilos da família Melbourne, exceto o caçula, foram inscritos para a seleção da escola, e sabendo da dificuldade e da alta concorrência, ficam na expectativa de que ao menos um deles seja aprovado desta vez.

Aqui surge o primeiro mistério. A família recebe sete envelopes, cada qual com o nome de um dos sete filhos, contendo o resultado da seleção. Um clima de excitação e ansiedade toma conta dos jovens. Quando o último envelope é aberto, a algazarra é geral: todos, surpreendentemente foram aprovados, coisa nunca antes registrada. Enquanto os irmãos comemoram, os pais se entreolharam, e compreendem o que de fato aconteceu.

Apesar de toda fama, os Melbourne são pessoas simples. Eles estão para desembarcar em uma cidade que costumam visitar. Um bom número de pessoas se desloca até ao local da chegada para receber os ilustres.  Os filhos dos cientistas fazem uma apresentação teatral para saudar os moradores, que ficam surpresos com a iniciativa.

No tempo em que se passa a história, os habitantes da Terra têm conhecimento da existência de um planeta, que também é habitado. Chama-se Tarilian. O relacionamento entre seus moradores é amistoso. Existem alguns contratempos, mas dá pra conviver. Ao menos por enquanto. Dois estudantes oriundos do outro planeta vêm para fazer uma espécie de intercambio, exatamente no navio.

Durante o período em que permanecerão no Cisne algumas situações não previstas ocorrerão e uma séria questão diplomática envolverá os dois planetas, e o futuro de ambos poderá ser decidido exatamente no e com os moradores do Cisne.

 “Cisne” é um livro gostoso de ler. Sua grossura pode assustar num primeiro momento, mas desde o início o(a) leitor(a) se sentirá muito à vontade. As traquinagens dos irmãos proporcionam momentos muito engraçados. Os garotos, e as garotas também são muito agradáveis. Além disso, as aventuras que se desenvolverão ao longo de todo enredo dará um ritmo que não nos deixa enfadado.

Confesso que a história me surpreendeu. Imaginava algo totalmente diferente do que li. As boas leituras podemos encontrar em lugares (livros) que por vezes não imaginamos.

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Corrupção. Fraude. Roubo. Desvios de dinheiro. Compra de votos. Favores. Obras inacabadas. Funcionários fantasmas. Nepotismo. Estas e outras expressões fazem parte do dia-a-dia das diversas mídias que trazem notícias do campo político. Estamos acostumados a vivenciar e/ou ouvir sobre estes desmandos que por vezes ficamos anestesiados e nos comportamos como se nada pudesse ser feito.

A arte imita a vida.

Recebi o livro this website Entre Quatro Poderes e fiquei curioso em saber de que forma o lado sujo, imundo e cafajeste da política era abordado pelos seus autores. Muito do que li não me era estranho, não me era novo. Contudo alguns elementos acrescentados me causaram agradável surpresa, pois ainda que não sejam inéditos, não recebem o mesmo teor de divulgação e por isso não chega ao conhecimento público com intensidade.

A obra tem muito bom acabamento gráfico. Possui 247 páginas e foi publicado no ano de 2014 pela Editora Novo Século. É de autoria do Grupo (Sic). Escreve-se assim mesmo. O grupo é composto pelos(as) jornalistas Anderson Fagundes, Débora Kaoru, Khadidja Campos  e Rodrigo Dias.

A história se passa na fictícia cidade de Suares, localizada no interior do Estado de São Paulo. O primeiro capítulo nos apresenta de cara o desfecho da trama: o jovem prefeito da cidade, Alberto Barão, mais conhecido como Churrasco, toma conhecimento que a Polícia Federal está na região, e que ele será preso, pois existem contundentes provas de seu envolvimento em inúmeras ações de corrupção.

“Mais uma vez, as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e novamente se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam, e não me dão o direito de defesa…”

Sem saber direito que providência tomar, Churrasco dirige-se à sede da prefeitura logo cedo naquele 1° de março. Entra no seu gabinete, senta e faz uma espécie de retrospectiva dos fatos que o conduziram àquela situação. Abre uma das gavetas onde se encontram a Bíblia que o seu pai lhe dera, e um revólver. Coloca ambos em cima da mesa. Minutos depois escuta batidas na porta, e como ele não responde, é aberta à força. O prefeito está com a arma apontada para sua própria cabeça.

O trecho acima destacado é uma parte da carta testamento do ex-presidente Getúlio Vargas, que ele deixou antes de cometer suicídio. Alberto Barão sabia decorado e foram suas últimas palavras pronunciadas antes de tirar o revolver da cabeça e colocar na boca.  Pessoas ali presentes gritaram para ele não fazer aquilo, mas o prefeito estava decidido a apertar o gatilho…

Os capítulos seguintes vão nos mostrar como tudo começou. É-nos apresentada infância e a adolescência do Alberto, sua convivência com a família. O garoto sempre foi inteligente, comunicativo, diferente de seu irmão mais velho, Cláudio. A desenvoltura do garoto causava ciúmes e inveja no primogênito de Seu Antônio, pai dos meninos.

Cláudio encontrou a oportunidade de aprontar para o irmão e ficar na vantagem. Havia uma garota chamada Estela, por quem Alberto nutria sentimentos. Sabendo disso, o mais velho disse que iria chamar a garota para sair. O outro não acreditou e Cláudio propôs um trato: se conseguisse sair com ela, Alberto daria a vaca que ganhou numa aposta para o irmão, que faria um churrasco para a turma que andava com eles. Os outros garotos estavam no momento e sem opção, Alberto topou. Cláudio conseguiu sair com Estela e a gozação depois foi geral. Daí que surgiu o apelido Churrasco.

Os anos passaram. Cláudio casou com Estela. A moça, futuramente, desempenhará um papel importante que atingirá a vida dos dois irmãos. Cláudio também terá uma atuação de destaque, pois em determinado momento se tornará o braço direito de seu irmão caçula.

Alberto continuou se destacando e seu potencial chamou a atenção de Zé Ribeiro, vereador da cidade. Os dois possuíam planos para o futuro de Suares e nas eleições seguintes Ribeiro sairia candidato a prefeito e convenceu a Churrasco a candidatar-se para o cargo de vereador.

Perto das eleições a vitória de Zé Ribeiro era dada como certa. Um dia antes do pleito, contudo aconteceu, uma terrível tragédia: o candidato foi assassinado. Seu oponente ficou com o caminho aberto para vencer.

Alberto, agora vereador, tornou-se o principal opositor do prefeito eleito, Armando Pimenta. Lutou com todas as forças para denunciar os desmandos do chefe do executivo. O rapaz também era um idealista e entendia que precisava trabalhar para proporcionar o bem-estar de seus eleitores e da população de um modo geral.

Mas quem tem dinheiro, tem o poder. E Alberto se verá de mãos atadas diante da força econômica e política de Pimenta. Além disso, o vereador passará por uma situação difícil, que colocará à prova a sua disposição em trabalhar pelo povo de sua cidade.

A história irá se desenvolver de forma bem dinâmica, recheada de surpresas, mistérios, tensões e expectativas. A vida de Churrasco ganhará uma dimensão não imaginada.

O livro é prazeroso de se ler. A leitura flui fácil. Recomendado para quem gosta de uma boa história. A ficção se aproxima muito da realidade.

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Dezoito anos depois, a história continua…

click site Eternamente “Eu” – A Morte era Só o Começo é a segunda parte da duologia iniciada com Eternamente “Eu”, publicação da autora Elisete Duarte. Lançada em 2016 de maneira também independente, possui mais páginas que o anterior (473).

No primeiro livro, Lucy e Chris, depois de firmarem a relação, são surpreendidos com dois fatos: a gravidez da garota e logo em seguida o seu grave problema cardíaco. Tendo de escolher entre interromper a gravidez para poupar sua vida, e ter a criança mesmo correndo o risco de seu coração não suportar, a jovem decide seguir a gestação. Nasce um belo garoto, Eric, mas os problemas de saúde da nova mamãe se agravam, e ela vai a óbito, para o desespero e tristeza de todos.

“A morte não é o fim. Nunca será. É o começo de uma nova existência”.

Na resenha anterior eu falei que não gostei de uma coisa sem mencioná-la pois seria spoiler.  Nos seus momentos finais Lucy vê uma luz e algumas pessoas chegando para buscá-la, e ela insiste em não ir, seu filho é muito pequeno e precisa dela. Isso revela o tom de mediunidade (sutil, mas perceptível), que aparece na história, e bem explorado nesse segundo volume.

Susie fará 18 anos. Mora em Nova York. Os preparativos para a festa estão praticamente prontos. Ela irá reunir seus amigos e pessoas próximas para celebrar, ainda que não esteja animada. Seus pais, proprietários, de uma rede de restaurantes especializados em comida brasileira viajaram a negócios e não estarão presentes, mas isso não é problema. Quando chega a noite, um tanto ansiosa ela prepara-se para dormir, porém tem a sensação de que não está só. Minutos depois ela ouve passos e gritos de socorro.

Sem muitas opções e bastante temerosa, ela liga para Molly, sua grande amiga, para chamar a polícia. A garota aparece com um grupo de policiais que entram na casa e revistam por completo todos os cômodos e não encontram indícios de arrombamento ou presença de estranhos. Um dos homens é Flávio, pai da Molly. Brasileiro, mudou-se para NY com a família há dezoito anos. Ele é o chefe do grupamento acionado. Sem entender exatamente o porquê, se sente atraído pela amiga da filha.

Chris ainda sente a falta de sua amada, muito tempo depois de sua morte. Em alguns momentos, ele parece ouvir sua voz, chamando-o. Atualmente é casado com Kate, mas definitivamente não é feliz. Os negócios estão indo cada vez melhor. Seu pai e seu ex-sogro firmaram sociedade. Seu filho Eric é um belo rapaz, inteligente. Está participando de um intercâmbio nos Estados Unidos e Chris não vê a hora de matar a saudades de seu garoto. Mas sua esposa não o completa, a ponto de ele ter um caso extraconjugal.

Susie nos dias seguintes continua a ouvir o pedido de socorro. Além disso, ela sente uma força estranha puxando-a, o que lhe causa mal estar a ponto de até desmaiar. Liga para os pais que, desesperados, logo voltam. Ao chegarem, levam-na a um psiquiatra. O médico não constata nada de anormal e receita alguns calmantes. Quando a moça está perto de deixar o consultório, volta a sentir novamente o puxão e cai. O psiquiatra olha para ela de forma estranha, mas nada diz.

Dias depois, Susie recebe o convite para ir conhecer a avô da Molly, mãe do Flávio. Ela desde cedo tem algumas visões em relação ao futuro. A garota vai acompanhada de seu namorado Johnny. Ela tem dúvidas de seus sentimentos em relação ao rapaz. No momento em que a jovem e a senhora estão próximas, a amiga da Molly começa a sentir o puxão nas costas e quando se recupera, a mãe do Flávio está desmaiada.

O policial decide levar a mãe de volta ao Brasil. Molly também viajará, e termina por convidar sua amiga, que meio relutante aceita. Na verdade quem faz a sugestão é seu pai, pois vê uma oportunidade de aproximar-se mais dela. Susie enxerga na viagem uma forma de respirar outros ares e afastar-se do Johnny.

Em terras brasileiras, a família do Chris recebe convite para aniversário da filha de um dos seus amigos. Kate está muita animada, Eric empolgado, e essa empolgação contagia seu pai. Durante o evento Chris viverá uma emoção que irá mudar de sua vida: será onde ele verá pela primeira vez a Susie e a partir daí ficará encantado pela moça. Na mesma festa estão presentes Molly, seu pai e sua amiga, que terá uma crise e despertará a atenção de todos os presentes.

No dia seguinte, Chris e Susie se encontrarão por acaso. Ela igualmente será tomada por um fascínio inexplicável por aquele homem. Mas ele tem idade de ser seu pai…

Daí para frente, muitas coisas acontecerão envolvendo esses dois personagens.

Flávio e Chris terão os seus momentos de atrito, pois o presente apresenta-se como uma repetição do passado.

Como o primeiro volume, esse segundo é bem escrito, é uma boa leitura. Mas também repete a mesma falha: alguns momentos são demasiadamente longos, o que causa a sensação de marasmo, quebra o ritmo. Algumas partes poderiam ser suprimidas, sem o risco prejudicar a compreensão. Tornaria a história bem mais agradável.

No geral, é um enredo que merece ser degustado.

Confiram!!!

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Pessoas!!!

Vamos falar hoje de mais uma história de amor. Algumas delas possuem elementos semelhantes à outras histórias (e neste livro não foi diferente) mas a experiência particular de cada individuo é que torna cada romance único, sem igual.

Eternamente “Eu” é a primeira parte de uma duologia escrita pela paulista Elisete Duarte e publicada por ela mesma. Possui 331 páginas e saiu em formato impresso em 2016. A capa tem verde muito bonito.

Lucy é uma jovem estudante do ensino médio moradora da cidade de São Paulo. Bonita e inteligente, está perto dos 18 anos e é o orgulho de seus pais. Graças ao patrão de seu pai, Sr. Pablo, ela conseguiu bolsa para estudar em uma das melhores escolas da capital paulista. Sua família não é rica e não teria condições de bancar uma educação de alto nível para ela.

Por ser bolsista, a garota precisa esforçar-se bastante para tirar boas notas e não fazer recuperação, pois dessa forma mesmo se fosse aprovada perderia direito a gratuidade. Ela está com algumas dificuldades em Matemática, e precisa da nota máxima para ser aprovada, o que não acontece. Fica muita receosa com a reação de seus pais, mas eles entenderam a dificuldade da filha. Só que agora terá que ir estudar numa escola pública.

A relação entre o pai de Lucy e o chefe, contudo não é um mar de rosas. Além disso, Sr. Pablo tem um filho que apronta muito, e estuda na mesma escola que a garota. Chama-se Chris Caster. Não poucas vezes deu conselho para que ela ficasse longe dele. Mas as coisas não são tão simples….

No dia em que faria a tal prova de Matemática, Lucy saiu de casa atrasada. Acelerando para poder entrar na sala a tempo, pois pelas regras da escola nenhum aluno poderia entrar depois do professor, termina por esbarrar em Chris, derrubando todo seu material. Rola uma troca de olhares, enquanto ele procura ajuda-la. E a partir desse momento a proximidade entre os dois será cada dia maior.

O garoto é muito popular na escola, e também é muito arrogante. O grupo que anda com ele segue a mesma característica. Lucy sabe disso tudo e tenta manter distância, mas Chris revela-se outra pessoa, gentil, educado, e tudo isso acaba causando uma tremenda confusão na cabeça dela, que não sabe o que fazer.

O sentimento cada vez mais forte unirá os dois jovens, mas eles precisarão enfrentar muitos obstáculos na tentativa de ficarem juntos. O maior deles será o pai do rapaz, que ao descobrir do envolvimento causa o maior escândalo, acusando inclusive Lucy e seu pai de tentarem dar o “golpe do baú”.

Dois fatos não esperados irão atingir em cheio a todos. E a partir deles, a vida dos dois jovens ganharão outra dinâmica. A história não tem um ponto final, pois como já disse no início é uma trama em dois volumes.

Além de Lucy, Chris e suas famílias, alguns outros personagens se destacam, inclusive no segundo livro também. Clarinha, melhor amiga da Lucy, sua confidente. Kate, que faz parte do grupinho de Chris e que se comporta como se fosse namorada dele. Flávio, um cara que gosta muito da Lucy e não vê com bons olhos sua aproximação dela e o rapaz.

Logo no início fiquei com muita raiva dos dois: dele, pelo comportamento arrogante e também por pensar que iria aprontar com a Lucy, e dela por se deixar levar pela lábia do cara enquanto o outro rapaz, cheio de boas intenções, era ignorado.

Eu gostei dessa primeira parte, mas tenho três ressalvas. Uma  não vou citar porque seria spoiler, e não farei isso com vocês. A outra: tem alguns momentos que me soaram como prolixos, deixando a narrativa demasiadamente lenta. E por fim existem alguns erros gramaticais; é possível que seja problema gráfico.

Vamos ver o que o segundo e último volume irá trazer e como essa história irá terminar.

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A garota Júlia estava apenas com três anos de idade quando sua mãe Clara sofreu um grave acidente de carro, vindo à óbito. No plano espiritual a jovem mãe não consegue encontrar paz e sossego, pois não imagina como será a vida de sua pequena sem a presença materna.  Então, por causa de merecimentos, obtém permissão para acompanhar o desenvolvimento da filha como também poder escrever para ela.

“Senti então como se mãos amigas passassem sobre minha cabeça, veio um sono poderoso e a ele me rendi. Mas, Júlia, como nunca os meus pensamentos se voltaram para ti”.

 “Mensagens para Júlia” é um livro psicografado pela Mônica Aguieiras Cortat através do espírito Clara. Tem 236 páginas e foi publicado pela Editora Petit no ano de 2016. São 25 capítulos, onde encontramos relatos, conselhos e mensagens de uma mãe extremamente dedicada e preocupada, para que sua filha trilhe pelos melhores caminhos enquanto por aqui estiver. Além disso, Clara conta a narrativa de seu próprio passado e de suas experiências no plano onde agora habita.

“Porém, como é mais fácil culpar o “destino” do que assumir os próprios erros, muitas vezes nos vemos sem assumir nenhuma responsabilidade pelos nossos atos.”

Nas mensagens vamos observando como a garota Júlia vai crescendo e se desenvolvendo. Ela conta com a presença de seu pai, seus avós e também de uma pessoa especial, a Nana. Filha de escravos, Nana ajudou na criação da Clara, e agora repete seu papel de segunda mãe para a menina órfã. Ela é muito simples e de muito sabedoria. Transmite lições práticas de verdadeiros valores morais.

Alguns fatos da vida da Clara chamam atenção. Destaco um deles. Seu casamento possuía problemas. Carlos, o marido e pai da Júlia, tinha certos comportamentos que comprometiam a boa convivência familiar, além de possuir um gênio difícil. Mostrava-se ausente em casa, seus negócios não iam bem devido a alguns mal sucedidos acordos.

A capa do livro é bonita, e bem de acordo com o seu conteúdo. Tem um detalhe nas capas da Petit (as que eu já vi) que me despertou para um fato. Vou observar outras, contudo, para não emitir uma ideia equivocada.

Dizer que esse ou aquele tipo de livro é direcionado a um público específico significa limitar o alcance que a obra pode ter. Mas “Mensagens para Júlia” tende a ser apreciado mais pela comunidade espírita e por quem se identifica com esse molde de literatura.

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Já falei em outras resenhas que literatura com teor espírita ou até mesmo outro segmento religioso não é lá do meu agrado. Mas ainda assim permito-me ocasionalmente experimentar alguma leitura, principalmente se for por recomendação ou indicação.

Quando é Inverno em Nosso Coração” é uma publicação da Editora Petit, escrito pelo Américo Simões, através do Espírito Clara.  São 351 páginas, divididas em 37 capítulos. A capa do livro é muito, muito bonita. Num primeiro olhar, imaginamos que se trata de uma história entre as muitas contadas na literatura, bem água com açúcar, bem romântico.

O enredo é ambientado no de 1880, na época do outono europeu. A história se passa em um local que, pela narrativa, nos parece muito agradável: Recanto dos Pássaros. Lá vivem o senhor Ernest Bellmonte, suas duas filhas e as demais pessoas que trabalham naquele lugar. Ernest crescera ali, e não tinha a intenção de sair por nada. O Recanto dos Pássaros era prazeroso demais para ser abandonado.

Suas duas filhas chamam-se Clara e Amanda. As garotas desde cedo foram criadas e educadas pelo pai, que contou com a colaboração de algumas das empregas. A mãe das meninas morrera jovem, vítima de complicação durante o parto daquele que seria o terceiro herdeiro da família Bellmonte. O senhor Ernest mesmo ainda jovem não se interessou em casar novamente.

Entre as pessoas que trabalham no Recanto, está o jovem Raymond Trust. Chamado carinhosamente de Ray, chegou ao local quando tinha 12 anos junto com sua tia, então responsável por ele. Certa noite, a mulher simplesmente fugiu deixando o rapaz. Bellmonte não desejava mantê-lo, mas um das criadas que apegara-se ao jovem assumiu a responsabilidade, dizendo inclusive que ele poderia trabalhar lá. Assim, Raymond permaneceu.

Por serem da mesma faixa de idade, as filhas do senhor Bellmonte e o garoto recém-chegado cresceram juntos. E essa aproximação fez com que uma das meninas, a Clara se apaixonasse por ele. Uma paixão correspondida, perigosa e proibida. A garota no fundo sabia que seu pai não permitiria a relação com um empregado, ainda assim tinha certa esperança…

O destino da Clara, contudo, já havia sido traçado pelo seu pai. Como acontecia com muitas famílias ricas (e é possível que em alguns lugares ainda aconteça) os casamentos eram arranjados, sem essa de “amor romântico”. Quando completou 18 anos, a moça foi apresentada à Raphael, o rapaz a quem ela estava prometida. O casamento iria ocorrer logo em breve. O jovem ficou encantado pela sua futura esposa.

Acontece que será a irmã mais nova a encantar-se pelo Raphael. Ela apaixona-se pelo rapaz. Ao mesmo tempo, Amanda fica aborrecida, pois tem consciência que seu amor não é possível. E ela sabe que Clara gosta de outro. É injusto. Então, ela deseja que algo aconteça, para que a situação mude.

Bem próximo ao casamento, a noiva adoece. E com o passar dos dias o seu estado piora cada vez mais. A garota está à beira da morte. Como a união tratava-se principalmente de negócios, o senhor Ernest oferece a filha mais nova para que o acordo não seja desfeito. Como não tem opção, Raphael aceita casar-se com Amanda. Sente-se extremamente infeliz pois ama Clara.

Passado um tempo após o casamento, a filha mais velha dos Bellmonte está recuperada. Surge uma ideia fixa na cabeça do Raphael: a doença nada mais foi que uma armação das irmãs. Sentindo-se traído, ele arquiteta uma terrível vingança contra Clara. E essa vingança atingirá a todos que vivem no Recanto dos Pássaros. O lugar não será mais o mesmo.

Como quase todas as histórias espíritas romanceadas, “Quando é Inverno em nosso Coração”, expõe questões que estão muito próximas ao cotidiano de seus leitores. Fatos que ocorreram ou podem lembrar histórias que conhecemos ou até mesmo vivenciamos.

Como lição prática, pois eu acredito que a leitura de entretenimento quase sempre deixa um aprendizado, posso dizer que dentro de cada um de nós habita uma diversidade de sentimentos. Por vezes, sentimentos contraditórios se manifestam quase que automaticamente à cerca de alguém ou de algo. Cabe a nós sabermos escolher qual destes sentimentos deve prevalecer. Certos de que colheremos, de alguma forma, o resultado dessa escolha.

Algo na estrutura gráfica do livro me incomodou. As letras são pequenas e o espaçamento entre as linhas e os parágrafos também. Sobre papel branco, prejudica de certa forma a leitura.  Causa certo contraste com o acabamento da capa, que já mencionei anteriormente.

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Você acredita na existência de seres de outros planetas? E que eles podem em algum momento fazer uma visita à Terra? Você já assistiu e se emocionou com o filme ET, o Extraterrestre? Gosta de seriados tipo Arquivo X? Independente de ter respondido sim a algumas ou a todas as perguntas anteriores, certamente irá gostar deste livro.

“O Amigo de Praga” publicado pela Editora Quatro Cantos e muito bem escrito pelo Francisco Cabral é uma história cativante. O conhecimento do tema pelo autor foi fator importante para o bom desenvolvimento do enredo. Sua linguagem tem o público juvenil como alvo, mas alcança a todas as faixas etárias. São 223 páginas de muita aventura.

O adolescente Dennis é o personagem central da trama. Esperto, inteligente, boa lábia. Uma de suas grandes diversões é viajar durante as férias. Teve a oportunidade de conhecer lugares fora do Brasil, porém o que ele mais sente satisfação é passar os dias na fazenda de seu avô em Alto Paraíso, na Chapada dos Veadeiros. O local inclusive já serviu de ambiente para outros enredos, exatamente por toda onda exotérica que permeia o lugar, atraindo turistas. Lá ele pode ter contato direto com a natureza, tomar banho de rio, e cavalgar pela imensa redondeza.

”Diz a verdade, Conrado: ele é humano? Bem, ele é… denso, sabe? Tem uma pele resistente… É humano? Crânio saliente, imenso… É humano? O que implica um cérebro maior que o nosso.  Mas é humano? Ele…”

Nestas férias, algo diferente e inusitado acontecerá a Dennis. Em um dos seus passeios pela propriedade, ele presencia a queda de um objeto, que não é nada parecido com os meios de transporte aéreo que conhecemos. O garoto convence ao avô que eles devem ir procurar esse objeto antes de ser localizado por outras pessoas. Eles partem em direção ao local da queda, e ao encontrarem nave, verificaram que o condutor, estava morto. Mas existe espaço para dois ocupantes e não há sinal do corpo do outro. Ele pode estar por aí…

Dennis pede aos trabalhadores da fazenda que o avise, caso vejam alguma coisa diferente ou alguém estranho andando pela região. Passam-se vários dias sem qualquer novidade, até que passeando pela margem do rio, o garoto visualiza alguém se banhando. Alguém diferente!!!. Imediatamente ele se aproxima, e sem saber que será entendido, comunica-se com aquela criatura. Mais gesticulando que propriamente falando, solicita que o estranho não saia do local, pois ele irá procurar ajuda.

O menino vai até a casa, verifica se realmente não há ninguém ali e encontra um local para esconder o visitante a princípio. Sabendo que não será possível mantê-lo oculto por muito tempo, cria uma identidade e dessa forma poderá apresenta-lo ao avô e aos trabalhadores: o nome daquele ser alto, louro, meio esquisito é Ernst, jogador de basquete, que o garoto conheceu quando esteve em Praga com seus pais. O viajante conviverá muitos dias na companhia da família de Dennis, que além de amigo é também o seu protetor.

A partir desse momento Dennis e Ernst terão uma intensa convivência. Os laços entre os dois se estreitarão e algumas coisas serão reveladas. O extraterrestre perdeu a memória. Não sabe quem é, não sabe de onde veio nem o que lhe aconteceu para que ele fosse parar naquela situação. Preocupa-se com que lhe podem trazer tais descobertas.

Ernst também não consegue compreender por que precisa ficar escondido. Pergunta-se o porquê do seu aspecto causar estranheza a ponto de quererem fazer experimentos com ele.

A história é do início ao fim bem dinâmica. Há algumas ilustrações presentes, bem singelas, porém significativas, que ajudam aos leitores na viagem dentro da narrativa.

Algo que é importante destacar é que nas entrelinhas da narrativa vamos encontrar críticas e reflexões. Num texto com objetivo de divertir, entreter, podemos observar comportamentos que não estão longe de nós, do nosso cotidiano, da nossa vivência. Preconceito, discriminação, xenofobia, posição social e outros marcadores se fazem presentes.

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Os opostos realmente se atraem?

Há quem defenda que seja uma das mais absolutas verdades. Eu tenho cá minhas dúvidas. Acho que, ainda que diferentes, as pessoas possuem algum ponto em que convergem.

A Missão Agora é Amar” é de autoria da Cristina Melo. Publicado pela Editora Bezz, tem 574 páginas. É o primeiro volume da série “A Missão”, mas pelo que percebi as histórias são independentes. O segundo volume se chama “Amor Súbito”.

Vamos conhecer Lívia e Gustavo.

“Ela vem andando devagar, com ar de deboche, até que encosta na lateral do carro e fica na minha frente. Olho para ela, e caralho! A mulher, o que tinha de abusada, tinha de linda, ela era perfeita.”

Ela é uma mulher muito bonita. Independente, personalidade forte. Estudante e professora de Educação Física, projeta um futuro promissor para si. Tem em Bia sua melhor amiga, uma garota que diz tudo na lata. Depois de uma decepção com seu noivo, acredita que sua vida seguirá o curso normal das coisas após o rompimento. Não contava, contudo, que após uma batida policial, um olhar fosse atravessar a sua alma e aquilo que tinha como certeza passasse a ser o seu calcanhar de Aquiles.

 “Você é muito abusado! Queria ver se não estivesse usando essa farda aí e sem todas essas armas ao seu redor, se faria a mesma coisa.”

Ele é Capitão do Bope. Sim, lembrei-me do Capitão Nascimento, personagem do Wagner Moura no filme Tropa de Elite. Ele é um homem que nada teme, nem ninguém. Responsável no cumprimento do seu dever, extremamente focado, é conhecido também por ser alguém que costuma ter o controle das situações. Sente-se, porém solitário, sua vida amorosa é um desastre. Um anjo, todavia, aparece no seu caminho e a sua experiência sentimental irá sofrer impacto significativo.

A atração entre ambos é instantânea. Pelas suas características, tanto Lívia quanto Gustavo ficam cautelosos e põem o “pé no freio”. Não conseguem compreender direito essa emoção que toma conta de ambos ao lembrarem dos poucos momentos que mantiveram contato durante a ação policial. Eu acredito que pessoas possam sim terem interesse físico por outras num simples olhar ou troca da palavras. Mas sem essa de “amor à primeira vista”. Isso não existe, gente. Não se ama a quem não se conhece. Simples!!!!

Para ela, é uma situação traumática. E quebra de uma promessa. O seu pai era policial. E foi covardemente assassinado na porta de casa, numa tentativa de assalto. Lívia estava na sua adolescência na época. Sua mãe sofrera muito com a morte do marido. Por isso decidiu nunca envolver-se com um homem que usasse farda militar.

Quando começamos a história, criamos a ideia de que o ex noivo da garota, que se chama Otávio, é um cara gente boa. Eu até torci até certo ponto para que eles reatassem. Mas no transcorrer da narrativa vamos descobrir que o sujeito tem outro lado.

Além dos fatos que envolvem os protagonistas, o livro também retrata algumas ações do Gustavo durante o exercício de sua profissão. Quem vive fora do Rio de Janeiro tem conhecimento dos diversos conflitos que acontecem em determinadas áreas da Cidade Maravilhosa, e autora traz um pouco disso. Vejo também como uma forma de mostrar toda a tensão que recai sobre o Capitão e os temores da Lívia.

Apesar do número grande de páginas, a historia não é cansativa, nem repetitiva. Cristina Melo soube conduzir bem toda a narrativa, com boa linguagem, que torna agradável a leitura.

Confiram!!!

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O gênero terror não é lá a minha praia. Seja na literatura ou no cinema é preciso que a obra tenha boas recomendações para que eu me anime em ler ou assistir. Vampiros, zumbis e outros seres similares não me despertam interesse.

E foi por recomendação que chegou às minhas mãos “Elevador 16”, do escritor Rodrigo Oliveira. Compõe a série “As Crônicas dos Mortos” da qual faz parte cinco outros livros, mas este é uma história à parte. É do ano de 2014 e publicado pela Faro Editorial. É bem curtinho, tem apenas 60 páginas. Dá pra ler em duas ou três horas ou até menos, principalmente porque a história é bem interessante.

Quando eu peguei o livro, fiquei com a sensação de já tê-lo visto, e isso se confirmou quando olhei a contra capa e vi os outros livros da série. Quando eu trabalhava na livraria ele passou pelas minhas mãos diversas vezes nas arrumações diárias, e eu não imaginava seu bom conteúdo.

Importante destacar que temos escritoras e escritores nacionais que produzem conteúdo de grande qualidade. Ainda há gente que tem visão equivocada sobre literatura nacional, tem repulsa, quando não fica devendo nada à literatura de outros países.

Voltando ao livro… No ano de 2017 (lembrando que foi escrito em 2014) um grupo de cientistas descobre que a Terra está passando grande perigo. Outro planeta (Absinto, chamado de Planta Vermelho) está em rota de colisão e pode acontecer grande destruição. Em todos os lugares ocorre pânico, mas logo é revelado que o planeta passaria a uma distância suficiente para não acontecer o choque.

Todavia, algo acontece…

Sábado, 14 de julho de 2018. Neste dia pessoas em todo mundo se preparam para acompanhar a passagem do Planeta Vermelho, pois nesta data é possível vê-lo com mais nitidez. Para outro grupo, no entanto, é dia de trabalho. Eles estão num prédio localizado na zona sul da cidade de São Paulo. Normalmente é dia de folga, mas a empresa precisa finalizar uma tarefa com urgência, e houve convocação para atividade extra.

Entre as convocadas está Mariana. Ela não está tendo um bom dia. Sente-se cansada, com mal estar, por causa dos frequentes enjoos que vem sentindo.  Sua menstruação está atrasada já alguns dias. Dirige-se ao banheiro, onde passa cerca de trinta minutos. Lá, ela confirma o que tem suspeitado. Com o teste de gravidez na mão, leva alguns momentos para encarar o resultado: positivo. O que fazer agora?

Ela retorna para suas atividades, na esperança de manter-se calma, até que Raul aparece. O rapaz, que também trabalha no mesma empresa, é seu namorado. Mariana tenta evitar contato naquele momento, mas é impossível. Os dois se dirigem a uma sala reserva onde a garota conta da gravidez. Raul questiona várias vezes se ela tem certeza e eles discutem sério.

Alguns minutos depois, chega a hora do almoço. O elevador chega, e 16 pessoas, incluindo Mariana e Raul entram. Segundos depois ele para, inesperadamente. As pessoas se assustam. Pensam que ocorreu algum problema e que logo a manutenção resolverá. O tempo passa. Nervosismo, impaciência, pavor tomam conta do ambiente. Inicia-se uma discussão quando 10 das 16 pessoas desmaiam.

Os demais ficam preocupados e tentam socorrer os colegas. Mariana vai até Raul, que também desfaleceu. Ela chama-o diversas vezes até que ele reage. Mas Raul está estranho. Seus olhos estão brancos e o som que sai dos seus lábios é incompreensível. Mariana se assusta, e precisa se afastar, pois o seu namorado parece querer machucá-la…

O que se sucede é de tirar o fôlego de quem está lendo. Momentos de tensão, de apreensão, de medo tomarão conta dos seis. E a situação se agrava quando um deles consegue sair do elevador, e ao tentar buscar ajuda descobre que outras pessoas no prédio estão iguais aos outros colegas no elevador, e há muito sangue. Mariana e seus colegas passarão por dificuldades e decisões nada fáceis precisarão ser tomadas em determinados momentos.

É um livro gostoso de ler. A narrativa flui com facilidade. O texto é muito bem escrito e agrada.

Ótima oportunidade para um bom entretimento. Super indicado para os fãs de The Walking Dead.

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Ela o ama. E ele… bom, ele ama a maconha.

A frase acima, que aparece na capa do livro, foi a primeira coisa que me chamou atenção e despertou-me o interesse em ler. No transcorrer da leitura, pude perceber que é a melhor descrição que define essa história. Trata-se de Meu Vício, livro publicado pela Editora Bezz em 2016. É de autoria da mineira Kell Teixeira e é a primeira parte de uma duologia. O segundo volume se chama “Meu Vício – Depois do Amor” com previsão de lançamento ainda esse semestre. São 387 páginas.

Vamos primeiramente conhecer esse distinto casal.

“Era uma vez uma garota que acreditou na luz do amor. Agora, ela não sabe o que fazer, pois está sempre no escuro… O amor é o sentimento mais forte que te une a alguém. Suas correntes invisíveis que penetram a alma, mas arrancam o coração.” 

Elena Tyner é uma promissora aluna do curso de Psicologia. Estudiosa, dedicada, bem comportada, muito estimada pelos professores e tida como “exemplo” pelos colegas. Tem 19 anos e veio do interior estudar. Seus pais são policiais e desde cedo ensinaram a garota os caminhos que ela deveria seguir para ser honrada, honesta e os tipos de coisas que deveria evitar. Tem duas irmãs mais novas, e vive no alojamento da faculdade, que divide com o seu melhor amigo e confidente, Keven.

“Ele é popular, lindo, corpo bonito, um tanto atraente e um verdadeiro perigo. Todos sabem que ele é viciado, e ele mesmo parece não querer esconder de ninguém.”

Maycon Sebastian é bonito, rico e sem qualquer responsabilidade. Extremamente popular entre os alunos do campus. Tem 20 anos, filho único, estudante de Medicina. E viciado em maconha. Teve sérios problemas na adolescência quando seus pais se separaram e a partir daí mergulhou no vício. Fora internado algumas vezes, mas nunca levou a sério o tratamento. Mora numa casa luxuosa protegida por seguranças com sua “amiga” Jayde que também puxa erva. Seu pai banca tudo pois disponibiliza para o rapaz uma quantia diária de apenas três mil reais.

Como duas pessoas de vida, rol de amizade e interesse totalmente diferentes se aproximarão?

Um dos professores de Elena designa para a turma um trabalho sobre dependência química. Além do processo de pesquisa cada estudante terá que fazer entrevista com uma pessoa viciada. O grupo combina de ir em uma instituição mas Elena passa mal no dia. O tempo está se esgotando e ela precisa concluir a tarefa. Toda sem jeito vai num bar, onde Maycon se encontra. O cara se aproxima dela, e após alguma conversa e a forma toda sem graça que a garota fica, o rapaz responde às perguntas.

A partir daí os encontros entre Elena e Maycon tornam-se mais frequentes. A garota sente-se cada vez mais atraída pelo rapaz, mas ele é totalmente diferente do tipo de homem que ela desejava para si. Seus pais teriam imenso desgosto em saber pois lhe ensinaram que o mundo das drogas é um mundo sem volta e que ela precisava ficar longe. O estudante de medicina mostra-se cada vez mais envolvente e suas investidas estão cada vez mais fortes. Ela não sabe até que ponto irá resistir. Seu corpo e seus sentimentos o deseja.

Elena passará por maus bocados nessa relação e em diversos momentos vai se questionar se realmente vale a pena. Ela o ama, e os sentimentos dele parecem ser sinceros. Ela se sente bem ao lado. Mas o cara não abre mão da maconha. Além disso, tem comportamentos infantis e é possessivo

Tive raiva da Elena em alguns momentos. Como uma garota tão inteligente, com imenso potencial deixou-se envolver por um sujeito como Maycon Sebastian? Um cara que aos poucos tem destruído a sua vida, os seus sonhos, tem feito com que ela coloque de lado as suas convicções e entre em atrito com as pessoas que ela mais ama?

Quando ficamos conhecendo mais sobre a história dele, todo o processo de separação dos pais até entendemos o porquê dele ser assim. Mas sinceramente os comportamentos irresponsáveis não são justificados e no meu caso criei antipatia por ele.

Jayde e Keven, além de serem os melhores amigos de Maycon e de Elena, respectivamente, moram com eles. E ambos possuem sentimentos que vão além da amizade. Jayde curte garotas, mas já teve um lance com o garoto rico e vê na chegada de Elena o perigo dele se afastar. Keven tem namorada, mas nutre a esperança de que um dia a amiga possa enxerga-lo com outros olhos. A presença cada vez mais constante de Maycon na vida dela torna praticamente impossível o seu desejo. Inclusive os pais da garota o considera o par ideal para a filha.

A história é agradável, mas não chega a ser espetacular, aquela coisa maravilhosa. Algumas situações que envolvem o casal principal poderiam ser suprimidas pois ficou parecendo algo repetitivo. Daria uma dinâmica melhor no transcorrer da história. Os personagens Jayde e Keven são interessantíssimos e mereciam um pouco mais de espaço dentro da trama, sem risco de fugir do foco.

A maior parte dos capítulos são narrados pela Elena. Três ou quatro são pelo Maycon e os amigos da dupla cada qual conta um capítulo.

Será que o amor da Elena será forte o suficiente para vencer essa forte batalha contra o vício que domina completamente o seu amado?

Vá conferir!!!!

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Tem horas que a gente precisa de uma leitura leve. Divertida. Que não seja necessário pensar muito. Algo que realmente entretenha e ajude a aliviar as tensões do dia-a-dia. Foi algo assim que encontrei essa semana quando precisava relaxar.

Inversos é o segundo livro da série Clichê, da escritora Carol Dias. Foi publicado pela Ler Editorial este ano. Apesar de pertencer a uma série, pode ser lido independente do primeiro, pois as histórias não são continuação.

Com 213 páginas, esta obra se encaixa perfeitamente no perfil de romances chamados de “chic lits”, onde as protagonistas são mulheres modernas, cultas, independentes. Algumas pessoas defendem que este tipo de leitura é destinado diretamente ao público feminino. Eu acredito que a literatura não possui essa coisa de “livro para mulher” e “livro para homem”. Sim, podem existir temas que interessem mais a um gênero que a outro, contudo nada é fixo.

Os protagonistas da história são Bruna Campello e Carter Manning. Duas pessoas totalmente diferentes, mas que se toleram por causa do trabalho.

Ela é uma brasileira que foi morar nos Estados Unidos, exatamente em Santa Bárbara. Seus pais mudaram-se para a América do Norte quando ela tinha 12 anos; hoje encontra-se com 26. Pouco tempo depois, seu pai foi embora deixando a responsabilidade de criação dela e de seus irmãos, os gêmeos Dani e Tomás a cargo da mãe. Quando atingiu a maior idade, foi tentar a vida em Los Angeles. Bruna é uma excelente profissional, extremamente competente no que faz.  Ela é assistente do Carter.

O rapaz é um grande astro pop. Começou na música como administrador da M Music, gravadora que pertence ao grupo de empresas de sua família. Largou a parte burocrática para atuar nos palcos e obteve sucesso.  Pelo talento, chega a ser comparado ao Justin Timberlake. Carter tem um gênio forte. E mulherengo ao extremo. Sua fama e sua beleza fazem com que muitas mulheres queiram se aproximar dele. E evidentemente, ele tira muito proveito disso.

Bruna é responsável pela agenda de shows, pelos compromissos do Carter em emissoras de televisão, pelas entrevistas. Ela cuida do figurino dele, e dos quatro rapazes que formam a banda que o acompanha. Ela providencia hospedagem em hotéis, carros para a condução até os locais dos shows. Cuida de todo cenário. E também resolve as burradas e criancices de seu querido chefe.

Por causa de suas habilidades, Carter chama Bruna algumas vezes de Olívia Pope, personagem da atriz Kerry Washington na série Scandal.

A vida do Carter seguia nessa vibe até que certo dia algo fora dos planos aconteceu. Duas garotas de três anos foram deixadas na porta de sua casa, acompanhadas de um bilhete. Nele, a mãe das meninas dizia que eram suas filhas, frutos de uma noite de sexo sem proteção. Isso ocorreu quando ele ainda estava no início da carreira, não era famoso. Deixo-as lá por não ter mais condições de cria-las.

Carter entra em desespero. Não sabe o que fazer. Ele não tem qualquer estrutura emocional e nem responsabilidade para ser pai. Daí ele resolve chamar uma pessoa para cuidar da situação. Sim. Ela mesma. Bruna.

A assistente agora além de suas mil e tarefas precisa cuidar das garotas. Chamam-se Samantha e Sophie. De cara ela se encanta pelas filhas do chefe, e as meninas igualmente por ela. Bruna tenta a todo custo chamar Carter para sua responsabilidade com elas, o que é uma tarefa difícil e que irá influenciar diretamente na relação já conflituosa com seu chefe.

O livro é narrado em primeira pessoa. 90% pela Bruna.

A história é agradável. Tem algumas pitadas de humor.

O interesse da Bruna pelo Carter fica claro, pela forma como ela se refere a ele, principalmente quando descreve as características físicas do rapaz. Em determinados momentos quando estão bem próximos ele tenta beijá-la, e apesar do desejo falar mais alto, ele sempre se afasta pois não quer ser mais uma na cama do chefe.

Algumas situações a meu ver não tiveram o desfecho ideal. Uma delas é sobre o pai da Bruna, que irá reaparecer em certo momento.

Pelo interesse que desperta, dá para ler em até um dia.

Divirtam-se.

Resenha de Renato Neres

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Hoje quero falar sobre um livro que chegou às minhas mãos na semana passada. Para começar, o título e o acabamento me chamaram atenção. Não é nada de extraordinário; a simplicidade também é capaz de ter destaque. E para completar, encontrei um vídeo falando sobre ele que aumentou o meu desejo de ler.

Trata-se de “O Terraço e a Caverna”, escrito pelo carioca Maurício Limeira.  O livro foi um dos contemplados pelo Programa SEIVA, que através da Fundação Cultural do Pará, publicou em 2016 cerca de doze obras, escolhidas entre as muitas que se escreveram para participar do processo de seleção. Possui 270 páginas.

Bem, nossos protagonistas são dois adolescentes, um garoto e uma garota, que tenho certeza irão cativar e emocionar o público leitor. Ela se chama Raquel, que é carinhosamente chamada de Quinha, apelido dado pelo seu irmão caçula. O garoto se chama Paco. Todos os outros membros de sua família possuem seus nomes iniciados pela letra A; ele é o privilegiado por fugir à essa regra. Ambos estão na faixa dos doze anos.

As histórias de cada um se desenvolvem em ambientes diferentes, mas os jovens possuem características que se assemelham. São histórias que emocionam.

Na vida de Quinha não havia mais gente. E ela não sentia falta”.

Ela mora com seus pais, seu irmão, seu avô. Todos a amam muito, mas para Quinha isso não fazia diferença, pois a menina não os via. Fora diagnosticada com uma doença rara, Síndrome das Pessoas Inexistentes. Não consegue ver, ouvir, sentir ninguém ao seu redor. O único ser com o qual ela interage é um gato chamado Moises. E por vezes essa conversa pode ser muito perigosa para a garota pois o felino tem um lado perverso. E apenas ela consegue vê-lo.

A menina passa a maior parte do tempo no terraço do apartamento onde mora. Seu contato com o mundo é através de redes sociais. Ela adora ler as coisas que as pessoas postam sobre suas vidas, mas nunca comenta nada. Para Quinha são apenas personagens. Seus pais usam perfis fakes para manter contato com a filha na esperança de que em algum momento ela possa reconhecê-los. Mas a menina não responde a ninguém.

Quando as pessoas olham para você, é quando dói mais”.

Paco carrega na alma muita dor. O destino para ele parece ter sido cruel. É órfão de mãe. Sua genitora teve complicações no parto e não chegou a conhecê-lo. Aos três anos, por um breve descuido de seu pai sofreu terrível queda, que além de danificar seus joelhos o deixou paraplégico. Deixou a escola por causa do frequente bullying. Não recebe o afeto necessário do pai, que vive envolvido em bebidas e dívidas. Mora com tios, primos, avó, além do pai numa ”caverna”.

A família pagava aluguel. Por causa dos constantes atrasos foram ameaçados. Sem opções abandonaram o imóvel e passaram a viver na rua. Até que o tio do garoto encontrou uma construção abandonada e levou todos para viver no local. Por seu cadeirante, Paco dificilmente saía do local, que ele mesmo apelidou de caverna. Sua única diversão era um velho computador doado pela antiga professora. O pai e o tio fizeram diversos “gatos” e o menino tinha acesso à internet.  Despejava todas as suas angústias nas redes sociais, e a cada comentário que não gostava, respondia de forma estúpida.

Os dois jovens vivem presos em seus mundos particulares. A vida lá fora, para eles, não possui qualquer atrativo. Os motivos são até diferentes, mas o sentido da reclusão pode ser o mesmo. A única interação de ambos é a convivência na rede social.

E é através da rede social que Quinha e Paco irão se encontrar. O que acontecerá a partir desse encontro, você só saberá quando estiver degustando o livro.

Foi uma leitura gratificante. Gostosa. Em certos momentos eu fui tomado pela emoção. Um deles, e talvez o mais forte, se dá quando Paco está com o pai no réveillon. É uma narrativa belíssima.

Outra coisa que me chamou atenção foi em relação aos avós. O avô da Quinha por passar mais tempo em casa com ela puxa conversa, dá carinho na esperança de alguma reação, que não ocorre. Já Paco, que fica bastante tempo só na companha da avó, até tenta fazer com que ela converse, mas suas respostas, quando acontece, são apenas monossílabas.

Há alguns poemas que aparecem na maior parte no final de cada capítulo. Muitos deles são da autoria da Quinha. Esses poemas dão um tom especial pois expressam o sentimento, o momento dos personagens ou ilustram determinadas situações.

A única coisa que não me agradou no livro foi o epílogo. Achei-o desnecessário nos moldes em que foi desenvolvido.

Há diversas coisas que podem ser tomadas como lição prática; cada leitor(a) terá a sua.

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Tenho aprendido a não abandonar leituras quando, no começo, se mostram chatas, cansativas, entediantes. Não é um exercício fácil, confesso, mas tem me trazido bons resultados. Tem histórias que demoram a pegar ritmo, porém durante o desenrolar torna-se agradável. Aconteceu com este livro que terminei recentemente. Trata-se de “Dois Mundos”, o primeiro volume da série Tesouros da Tribo de Dana, escrito pela paulista Simone O. Marques. A capa tem um acabamento muito bonito.  Foi publicado no ano de 2016 pela Editora Butterfly. Tem 253 páginas.

Considero o gênero distopia um dos mais difíceis de serem trabalhados. O autor ou a autora precisa ter muita inspiração e imaginação para conseguir produzir algo do tipo com qualidade. Alguns(umas) infelizmente terminam por se perder totalmente fazendo “viagens” muito loucas e constroem enredos que ficam sem qualquer significado ao final. Não é o caso, contudo, desta obra.

A narrativa se desenrola no ano de 2021. Uma catástrofe causada pela terceira onda deixou o planeta devastado. Os seus poucos moradores restantes labutam para manter sua sobrevivência. Há escassez tremenda. No Brasil há grupos que habitam em vilas, próximas de onde existe água potável. Parte dos personagens da saga vive na Chapada dos Veadeiros, na Fazenda Tribo de Dana situada no estado de Goiás.

Marina sentiu um frio percorrer sua espinha, como se um vento gelado tivesse acabado de passar por ela soprando com força. O som aumentou e, antes que conseguisse entender o que havia acontecido, notou que Brian a abraçava com força e a protegia com seu corpo; depois, ouviu o som ensurdecedor de algo despencando.

Marina é uma bela jovem que carrega em si os poderes de três deusas celtas. Desde muito pequena vive cercada de cuidados (chamam-na de pequena deusa) e se sente sem privacidade. É protegida por guerreiros, chamados de Sombras, que a defendem com suas próprias vidas e entre esses valentes, estão os jovens Brian e Artur.

Num dia em que Marina resolveu provar para os rapazes que possuía condições de tomar conta de si, acabam por se meter em confusão e abrem um portal que os leva para outro mundo. A partir desse instante os três irão se deparar em situações de extremo perigo, e em meio a muitas aventuras, vão ter que lutar com estranhas criaturas se quiserem permanecer vivos.

Os dois garotos são muito dedicados à moça. Na posição de protetores eles precisam ter essa postura. Um deles, porém vive um risco. Brian possui sentimentos pela Marina e sabe que isso não tem a menor possibilidade de acontecer. Algumas vezes os seus corpos ficam próximos e o rapaz precisa manter o controle. Brian é o personagem que mais me agradou nesse primeiro livro. Pela sua personalidade. E por… sem spoilers, rsrsrsrsrs.

Paralelo a isso, temos outro personagem importante. Pedro é um cara corajoso, determinado, que sempre foi chamado pelos amigos e pela família de “maluco” porque ele ter visões com certa garota, que somente ele conseguia ver. Sente que não é apenas uma visão e que de alguma forma precisa encontra-la.  Trata-se de Marina.

Em um desses sonhos, Pedro recebe o aviso que ela corre grande perigo. Resolve ir procurá-la. Pede um veículo emprestado ao tio, mas não contava com a “ajuda” extra que receberia. Como ninguém mais pode saber da localização da fazendo, o rapaz precisa despistar as companhias que seguiram viagem com ele. Na viagem terminar por conhecer Liban, uma garota especial.

Senti certa dificuldade no início de mergulhar na história. A narrativa não me despertou interesse; achei muito tudo muito lento, sem ritmo, sem graça. A personagem Marina me pareceu antipática e chata. Com o desenvolvimento, a história foi melhorando, tornou-se mais envolvente. Mas a Marina… continuou chatinha.

A história segue uma sequência lógica. A autora conseguiu conduzir com tranquilidade a narrativa.

Aguardo a continuação para ver o que de interessante e atrativo a Simone O. Marques acrescentará à saga.

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