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http://gayfootclub.com/?kontyry=online-dating-about-me-template&ed1=ec Ainda existe a ideia de que toda a evolução vem no sentido de melhorar a vida do ser humano. Tornar as relações entre os indivíduos mais propícias. Será mesmo? Bem, eu tenho cá minhas dúvidas. A era digital está aí, e é praticamente impossível não ser impactado e influenciado por ela. Não pode-se negar que benefícios inúmeros foram alcançados com todo esse avanço tecnológico.

informazioni su opzioni binarie O advento das redes sociais e aplicativos tem permitido que a comunicação seja cada vez mais instantânea, independente da distância. Isso é ótimo. Mas tem gente que se isola, se prende demais, mergulha de cabeça nesse mundo virtual e abandona o calor humano, o aperto de mão, o abraço, o encontro para a resenha no fim do dia ou fim de semana, a descontração num barzinho…

http://creatingsparks.com.gridhosted.co.uk/?290=5c E os perfis fakes??? Eu mesmo já tive alguns (e ainda tenho, rsrsrsrsrsrs).  Manter contato sem ser devidamente identificado, por quaisquer que sejam os motivos é uma estratégia utilizada por muita gente. Infelizmente algumas dessas pessoas usam desse recurso com planos maldosos e isso é lamentável.

conto demo trading binario Mas, vamos à nossa resenha.

http://boersenalltag.de/blog/blog-from/2010-10-01/ go to link Além do Fake” é uma publicação da Chiado Editora, lançada no ano de 2016. Já li outros livros bem interessantes dessa editora. A autora chama-se more info here Nathalie D. A, uma gaúcha que mudou-se para São Paulo a fim de estudar Direito. Tem 172 páginas.

http://braerestaurant.com/?dutuna=%D8%B1%D8%A8%D8%AD-%D8%A7%D9%84%D9%85%D8%A7%D9%84-%D9%85%D9%86-%D8%A7%D9%84%D8%A3%D9%84%D8%B9%D8%A7%D8%A8&602=74 Annie é uma adolescente como tantas outras. Viciada desde cedo em redes sociais e chats, mantinha contato com outros perfis fakes. Pessoas para falar sobre qualquer assunto, mas sem ter qualquer elo.  Acontece que sempre há alguém de quem nos “aproximamos” e criamos afinidade. Lembro que na época em que frequentava salas de bate papo, tinha um pessoal que saía do virtual e se encontrava toda sexta feira na praça de alimentação do shopping. Tenho uns três ou quatro amigos que conheci dessa forma, e isso já tem pra lá de 15 anos!

my site O uso contínuo da internet também era uma espécie de fuga para a garota (o é para muita gente). E também as suas leituras. Morava a pouco tempo naquela cidade, conhecia pouca gente, se sentia só. Características próprias da adolescência.

go here “Nos dias que não falava com ele eu sentia como se estivesse faltando algo, como se eu tivesse esquecendo de fazer alguma obrigação naquele dia. Eu sentia simplesmente um vazio, um buraco em meu peito. Acho que eu ainda não sabia o que estava sentindo…”

autopzionibinarie conto demo Bem, a garota encontrou um rapaz com quem tinha afinidade, e surgiu ali amizade. Falavam-se todos os dias pelo chat, depois passaram a manter contato por telefone. Chamava-se Thomas e morava em outro estado. Com o passar dos dias a aproximação entre os dois só crescia e ambos sabiam que havia um sentimento mais forte. Ele escreveu uma carta para ela (a história se passa em 2009; é raro alguém escrever cartas hoje em dia) e a menina respondeu, onde expressava aquilo que estava no seu coração. Mas não teve coragem de postar.

my site Não era a primeira vez que ela experimentava aquilo. Por viver desde cedo conectada, Annie teve um namorado virtual. Isso mesmo! Muita gente já teve. Ele chamava-se Nick. Mantiveram contato por quase três anos, sem nunca encontrarem-se pessoalmente. A menina sabia que sentia algo forte, mas o contato foi interrompido. Agora ela vivia esse “romance” com o Thomas.

buy Pregabalin cheap A vontade de poder finalmente se conhecerem estava para ser saciada. A mãe do Thomas iria fazer um curso de teatro exatamente na cidade em que a garota morava. Annie ficou animada, ansiosa, nervosa. Em pânico. A possibilidade de ter nosso sonho realizado também pode nos provocar inúmeros sentimentos receosos. Como eles não conheciam a cidade ficou certo da mãe da menina ir buscá-los no aeroporto e ajudá-los a encontrar um local para ficarem hospedados. Vale salientar aqui que ambas as mães sabiam da existência dessa amizade/romance virtual.

http://tukani.cz/?pimono=kevin-opciones-binarias&8b1=f8 kevin opciones binarias Tem uma coisa que me surpreendeu muito. Thomas e a mãe ficaram na casa da mãe da Annie nos primeiros dias. Pensei sinceramente que os dois adolescentes iriam aproveitar para “tirar os atrasos”, pois apesar da vigilância da Jess (mãe da garota), eles tiveram essa oportunidade. Todavia o que se viu foi algo diferente. Havia muita cumplicidade entre os dois jovens, muito a compartilhar e as outras coisas seriam consequência.

http://tenletter.co.uk/tag/am-sniper/ Como Thomas estava com tempo livre enquanto sua mãe estudava Annie o levou a vários lugares. Numa das oportunidades em que saíram juntamente com a amiga da garota, um fato aconteceu. Algo totalmente inesperado para Annie. Algo que mexeu profundamente com as suas emoções. E que daria rumo de certa forma surpreendente ao final da historia.

Eu gostei do livro. A temática me desperta a atenção. Além disso, o livro é bem escrito. Não é cansativo e a autora consegue sair do lugar comum, dando outras possibilidades às situações vividas pelos personagens.

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Hoje quero falar sobre um livro que chegou às minhas mãos na semana passada. Para começar, o título e o acabamento me chamaram atenção. Não é nada de extraordinário; a simplicidade também é capaz de ter destaque. E para completar, encontrei um vídeo falando sobre ele que aumentou o meu desejo de ler.

Trata-se de “O Terraço e a Caverna”, escrito pelo carioca Maurício Limeira.  O livro foi um dos contemplados pelo Programa SEIVA, que através da Fundação Cultural do Pará, publicou em 2016 cerca de doze obras, escolhidas entre as muitas que se escreveram para participar do processo de seleção. Possui 270 páginas.

Bem, nossos protagonistas são dois adolescentes, um garoto e uma garota, que tenho certeza irão cativar e emocionar o público leitor. Ela se chama Raquel, que é carinhosamente chamada de Quinha, apelido dado pelo seu irmão caçula. O garoto se chama Paco. Todos os outros membros de sua família possuem seus nomes iniciados pela letra A; ele é o privilegiado por fugir à essa regra. Ambos estão na faixa dos doze anos.

As histórias de cada um se desenvolvem em ambientes diferentes, mas os jovens possuem características que se assemelham. São histórias que emocionam.

Na vida de Quinha não havia mais gente. E ela não sentia falta”.

Ela mora com seus pais, seu irmão, seu avô. Todos a amam muito, mas para Quinha isso não fazia diferença, pois a menina não os via. Fora diagnosticada com uma doença rara, Síndrome das Pessoas Inexistentes. Não consegue ver, ouvir, sentir ninguém ao seu redor. O único ser com o qual ela interage é um gato chamado Moises. E por vezes essa conversa pode ser muito perigosa para a garota pois o felino tem um lado perverso. E apenas ela consegue vê-lo.

A menina passa a maior parte do tempo no terraço do apartamento onde mora. Seu contato com o mundo é através de redes sociais. Ela adora ler as coisas que as pessoas postam sobre suas vidas, mas nunca comenta nada. Para Quinha são apenas personagens. Seus pais usam perfis fakes para manter contato com a filha na esperança de que em algum momento ela possa reconhecê-los. Mas a menina não responde a ninguém.

Quando as pessoas olham para você, é quando dói mais”.

Paco carrega na alma muita dor. O destino para ele parece ter sido cruel. É órfão de mãe. Sua genitora teve complicações no parto e não chegou a conhecê-lo. Aos três anos, por um breve descuido de seu pai sofreu terrível queda, que além de danificar seus joelhos o deixou paraplégico. Deixou a escola por causa do frequente bullying. Não recebe o afeto necessário do pai, que vive envolvido em bebidas e dívidas. Mora com tios, primos, avó, além do pai numa ”caverna”.

A família pagava aluguel. Por causa dos constantes atrasos foram ameaçados. Sem opções abandonaram o imóvel e passaram a viver na rua. Até que o tio do garoto encontrou uma construção abandonada e levou todos para viver no local. Por seu cadeirante, Paco dificilmente saía do local, que ele mesmo apelidou de caverna. Sua única diversão era um velho computador doado pela antiga professora. O pai e o tio fizeram diversos “gatos” e o menino tinha acesso à internet.  Despejava todas as suas angústias nas redes sociais, e a cada comentário que não gostava, respondia de forma estúpida.

Os dois jovens vivem presos em seus mundos particulares. A vida lá fora, para eles, não possui qualquer atrativo. Os motivos são até diferentes, mas o sentido da reclusão pode ser o mesmo. A única interação de ambos é a convivência na rede social.

E é através da rede social que Quinha e Paco irão se encontrar. O que acontecerá a partir desse encontro, você só saberá quando estiver degustando o livro.

Foi uma leitura gratificante. Gostosa. Em certos momentos eu fui tomado pela emoção. Um deles, e talvez o mais forte, se dá quando Paco está com o pai no réveillon. É uma narrativa belíssima.

Outra coisa que me chamou atenção foi em relação aos avós. O avô da Quinha por passar mais tempo em casa com ela puxa conversa, dá carinho na esperança de alguma reação, que não ocorre. Já Paco, que fica bastante tempo só na companha da avó, até tenta fazer com que ela converse, mas suas respostas, quando acontece, são apenas monossílabas.

Há alguns poemas que aparecem na maior parte no final de cada capítulo. Muitos deles são da autoria da Quinha. Esses poemas dão um tom especial pois expressam o sentimento, o momento dos personagens ou ilustram determinadas situações.

A única coisa que não me agradou no livro foi o epílogo. Achei-o desnecessário nos moldes em que foi desenvolvido.

Há diversas coisas que podem ser tomadas como lição prática; cada leitor(a) terá a sua.

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