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Literatura nacional

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opzioni binarie che accettano paypal O gênero terror não é lá a minha praia. Seja na literatura ou no cinema é preciso que a obra tenha boas recomendações para que eu me anime em ler ou assistir. Vampiros, zumbis e outros seres similares não me despertam interesse.

sildenafil billigast E foi por recomendação que chegou às minhas mãos “Elevador 16”, do escritor Rodrigo Oliveira. Compõe a série “As Crônicas dos Mortos” da qual faz parte cinco outros livros, mas este é uma história à parte. É do ano de 2014 e publicado pela Faro Editorial. É bem curtinho, tem apenas 60 páginas. Dá pra ler em duas ou três horas ou até menos, principalmente porque a história é bem interessante.

opcje binarne exbino Quando eu peguei o livro, fiquei com a sensação de já tê-lo visto, e isso se confirmou quando olhei a contra capa e vi os outros livros da série. Quando eu trabalhava na livraria ele passou pelas minhas mãos diversas vezes nas arrumações diárias, e eu não imaginava seu bom conteúdo.

köp Viagra online sverige Importante destacar que temos escritoras e escritores nacionais que produzem conteúdo de grande qualidade. Ainda há gente que tem visão equivocada sobre literatura nacional, tem repulsa, quando não fica devendo nada à literatura de outros países.

iq option binary option broker Voltando ao livro… No ano de 2017 (lembrando que foi escrito em 2014) um grupo de cientistas descobre que a Terra está passando grande perigo. Outro planeta (Absinto, chamado de Planta Vermelho) está em rota de colisão e pode acontecer grande destruição. Em todos os lugares ocorre pânico, mas logo é revelado que o planeta passaria a uma distância suficiente para não acontecer o choque.

dr. pott binäre optionen Todavia, algo acontece…

köpa Viagra mot faktura Sábado, 14 de julho de 2018. Neste dia pessoas em todo mundo se preparam para acompanhar a passagem do Planeta Vermelho, pois nesta data é possível vê-lo com mais nitidez. Para outro grupo, no entanto, é dia de trabalho. Eles estão num prédio localizado na zona sul da cidade de São Paulo. Normalmente é dia de folga, mas a empresa precisa finalizar uma tarefa com urgência, e houve convocação para atividade extra.

Buy cheap Tastylia online without a prescription Entre as convocadas está Mariana. Ela não está tendo um bom dia. Sente-se cansada, com mal estar, por causa dos frequentes enjoos que vem sentindo.  Sua menstruação está atrasada já alguns dias. Dirige-se ao banheiro, onde passa cerca de trinta minutos. Lá, ela confirma o que tem suspeitado. Com o teste de gravidez na mão, leva alguns momentos para encarar o resultado: positivo. O que fazer agora?

sistema de comercio y desarrollo economico Ela retorna para suas atividades, na esperança de manter-se calma, até que Raul aparece. O rapaz, que também trabalha no mesma empresa, é seu namorado. Mariana tenta evitar contato naquele momento, mas é impossível. Os dois se dirigem a uma sala reserva onde a garota conta da gravidez. Raul questiona várias vezes se ela tem certeza e eles discutem sério.

online broker vergleich binäre optionen Alguns minutos depois, chega a hora do almoço. O elevador chega, e 16 pessoas, incluindo Mariana e Raul entram. Segundos depois ele para, inesperadamente. As pessoas se assustam. Pensam que ocorreu algum problema e que logo a manutenção resolverá. O tempo passa. Nervosismo, impaciência, pavor tomam conta do ambiente. Inicia-se uma discussão quando 10 das 16 pessoas desmaiam.

För Viagra 25 mg master Os demais ficam preocupados e tentam socorrer os colegas. Mariana vai até Raul, que também desfaleceu. Ela chama-o diversas vezes até que ele reage. Mas Raul está estranho. Seus olhos estão brancos e o som que sai dos seus lábios é incompreensível. Mariana se assusta, e precisa se afastar, pois o seu namorado parece querer machucá-la…

O que se sucede é de tirar o fôlego de quem está lendo. Momentos de tensão, de apreensão, de medo tomarão conta dos seis. E a situação se agrava quando um deles consegue sair do elevador, e ao tentar buscar ajuda descobre que outras pessoas no prédio estão iguais aos outros colegas no elevador, e há muito sangue. Mariana e seus colegas passarão por dificuldades e decisões nada fáceis precisarão ser tomadas em determinados momentos.

É um livro gostoso de ler. A narrativa flui com facilidade. O texto é muito bem escrito e agrada.

Ótima oportunidade para um bom entretimento. Super indicado para os fãs de The Walking Dead.

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Tem horas que a gente precisa de uma leitura leve. Divertida. Que não seja necessário pensar muito. Algo que realmente entretenha e ajude a aliviar as tensões do dia-a-dia. Foi algo assim que encontrei essa semana quando precisava relaxar.

topoption Inversos é o segundo livro da série option trading iq Clichê, da escritora säkert köp av Viagra Carol Dias. Foi publicado pela binary option robot stockpair Ler Editorial este ano. Apesar de pertencer a uma série, pode ser lido independente do primeiro, pois as histórias não são continuação.

Com 213 páginas, esta obra se encaixa perfeitamente no perfil de romances chamados de “chic lits”, onde as protagonistas são mulheres modernas, cultas, independentes. Algumas pessoas defendem que este tipo de leitura é destinado diretamente ao público feminino. Eu acredito que a literatura não possui essa coisa de “livro para mulher” e “livro para homem”. Sim, podem existir temas que interessem mais a um gênero que a outro, contudo nada é fixo.

Os protagonistas da história são binäre optionen one touch Bruna Campello e http://melroth.com/?komp=autopzionibinarie-e&275=19 autopzionibinarie e Carter Manning. Duas pessoas totalmente diferentes, mas que se toleram por causa do trabalho.

Ela é uma brasileira que foi morar nos Estados Unidos, exatamente em Santa Bárbara. Seus pais mudaram-se para a América do Norte quando ela tinha 12 anos; hoje encontra-se com 26. Pouco tempo depois, seu pai foi embora deixando a responsabilidade de criação dela e de seus irmãos, os gêmeos Dani e Tomás a cargo da mãe. Quando atingiu a maior idade, foi tentar a vida em Los Angeles. Bruna é uma excelente profissional, extremamente competente no que faz.  Ela é assistente do Carter.

O rapaz é um grande astro pop. Começou na música como administrador da M Music, gravadora que pertence ao grupo de empresas de sua família. Largou a parte burocrática para atuar nos palcos e obteve sucesso.  Pelo talento, chega a ser comparado ao Justin Timberlake. Carter tem um gênio forte. E mulherengo ao extremo. Sua fama e sua beleza fazem com que muitas mulheres queiram se aproximar dele. E evidentemente, ele tira muito proveito disso.

Bruna é responsável pela agenda de shows, pelos compromissos do Carter em emissoras de televisão, pelas entrevistas. Ela cuida do figurino dele, e dos quatro rapazes que formam a banda que o acompanha. Ela providencia hospedagem em hotéis, carros para a condução até os locais dos shows. Cuida de todo cenário. E também resolve as burradas e criancices de seu querido chefe.

Por causa de suas habilidades, Carter chama Bruna algumas vezes de Olívia Pope, personagem da atriz Kerry Washington na série Scandal.

A vida do Carter seguia nessa vibe até que certo dia algo fora dos planos aconteceu. Duas garotas de três anos foram deixadas na porta de sua casa, acompanhadas de um bilhete. Nele, a mãe das meninas dizia que eram suas filhas, frutos de uma noite de sexo sem proteção. Isso ocorreu quando ele ainda estava no início da carreira, não era famoso. Deixo-as lá por não ter mais condições de cria-las.

Carter entra em desespero. Não sabe o que fazer. Ele não tem qualquer estrutura emocional e nem responsabilidade para ser pai. Daí ele resolve chamar uma pessoa para cuidar da situação. Sim. Ela mesma. Bruna.

A assistente agora além de suas mil e tarefas precisa cuidar das garotas. Chamam-se Samantha e Sophie. De cara ela se encanta pelas filhas do chefe, e as meninas igualmente por ela. Bruna tenta a todo custo chamar Carter para sua responsabilidade com elas, o que é uma tarefa difícil e que irá influenciar diretamente na relação já conflituosa com seu chefe.

O livro é narrado em primeira pessoa. 90% pela Bruna.

A história é agradável. Tem algumas pitadas de humor.

O interesse da Bruna pelo Carter fica claro, pela forma como ela se refere a ele, principalmente quando descreve as características físicas do rapaz. Em determinados momentos quando estão bem próximos ele tenta beijá-la, e apesar do desejo falar mais alto, ele sempre se afasta pois não quer ser mais uma na cama do chefe.

Algumas situações a meu ver não tiveram o desfecho ideal. Uma delas é sobre o pai da Bruna, que irá reaparecer em certo momento.

Pelo interesse que desperta, dá para ler em até um dia.

Divirtam-se.

Resenha de Renato Neres

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Samanta e Marcelo são o casal perfeito, enquanto Flávia e Renan vivem um casamento de fachada. Quando os quatro se tornam vizinhos em um condomínio de alto padrão, algo não muito convencional passa a acontecer por lá. A Casa da Frente é um romance leve e direto, capaz de surpreender os leitores à medida que a relação tórrida envolvendo os dois casais vai se desenrolando. Você conseguiria emprestar seu lindo maridinho para a vizinha gostosa?

Mais informações de como adquirir este livro nos links: Site Pessoal, Mercado Livre,  Facebook

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Hoje quero falar sobre um livro que chegou às minhas mãos na semana passada. Para começar, o título e o acabamento me chamaram atenção. Não é nada de extraordinário; a simplicidade também é capaz de ter destaque. E para completar, encontrei um vídeo falando sobre ele que aumentou o meu desejo de ler.

Trata-se de “O Terraço e a Caverna”, escrito pelo carioca Maurício Limeira.  O livro foi um dos contemplados pelo Programa SEIVA, que através da Fundação Cultural do Pará, publicou em 2016 cerca de doze obras, escolhidas entre as muitas que se escreveram para participar do processo de seleção. Possui 270 páginas.

Bem, nossos protagonistas são dois adolescentes, um garoto e uma garota, que tenho certeza irão cativar e emocionar o público leitor. Ela se chama Raquel, que é carinhosamente chamada de Quinha, apelido dado pelo seu irmão caçula. O garoto se chama Paco. Todos os outros membros de sua família possuem seus nomes iniciados pela letra A; ele é o privilegiado por fugir à essa regra. Ambos estão na faixa dos doze anos.

As histórias de cada um se desenvolvem em ambientes diferentes, mas os jovens possuem características que se assemelham. São histórias que emocionam.

Na vida de Quinha não havia mais gente. E ela não sentia falta”.

Ela mora com seus pais, seu irmão, seu avô. Todos a amam muito, mas para Quinha isso não fazia diferença, pois a menina não os via. Fora diagnosticada com uma doença rara, Síndrome das Pessoas Inexistentes. Não consegue ver, ouvir, sentir ninguém ao seu redor. O único ser com o qual ela interage é um gato chamado Moises. E por vezes essa conversa pode ser muito perigosa para a garota pois o felino tem um lado perverso. E apenas ela consegue vê-lo.

A menina passa a maior parte do tempo no terraço do apartamento onde mora. Seu contato com o mundo é através de redes sociais. Ela adora ler as coisas que as pessoas postam sobre suas vidas, mas nunca comenta nada. Para Quinha são apenas personagens. Seus pais usam perfis fakes para manter contato com a filha na esperança de que em algum momento ela possa reconhecê-los. Mas a menina não responde a ninguém.

Quando as pessoas olham para você, é quando dói mais”.

Paco carrega na alma muita dor. O destino para ele parece ter sido cruel. É órfão de mãe. Sua genitora teve complicações no parto e não chegou a conhecê-lo. Aos três anos, por um breve descuido de seu pai sofreu terrível queda, que além de danificar seus joelhos o deixou paraplégico. Deixou a escola por causa do frequente bullying. Não recebe o afeto necessário do pai, que vive envolvido em bebidas e dívidas. Mora com tios, primos, avó, além do pai numa ”caverna”.

A família pagava aluguel. Por causa dos constantes atrasos foram ameaçados. Sem opções abandonaram o imóvel e passaram a viver na rua. Até que o tio do garoto encontrou uma construção abandonada e levou todos para viver no local. Por seu cadeirante, Paco dificilmente saía do local, que ele mesmo apelidou de caverna. Sua única diversão era um velho computador doado pela antiga professora. O pai e o tio fizeram diversos “gatos” e o menino tinha acesso à internet.  Despejava todas as suas angústias nas redes sociais, e a cada comentário que não gostava, respondia de forma estúpida.

Os dois jovens vivem presos em seus mundos particulares. A vida lá fora, para eles, não possui qualquer atrativo. Os motivos são até diferentes, mas o sentido da reclusão pode ser o mesmo. A única interação de ambos é a convivência na rede social.

E é através da rede social que Quinha e Paco irão se encontrar. O que acontecerá a partir desse encontro, você só saberá quando estiver degustando o livro.

Foi uma leitura gratificante. Gostosa. Em certos momentos eu fui tomado pela emoção. Um deles, e talvez o mais forte, se dá quando Paco está com o pai no réveillon. É uma narrativa belíssima.

Outra coisa que me chamou atenção foi em relação aos avós. O avô da Quinha por passar mais tempo em casa com ela puxa conversa, dá carinho na esperança de alguma reação, que não ocorre. Já Paco, que fica bastante tempo só na companha da avó, até tenta fazer com que ela converse, mas suas respostas, quando acontece, são apenas monossílabas.

Há alguns poemas que aparecem na maior parte no final de cada capítulo. Muitos deles são da autoria da Quinha. Esses poemas dão um tom especial pois expressam o sentimento, o momento dos personagens ou ilustram determinadas situações.

A única coisa que não me agradou no livro foi o epílogo. Achei-o desnecessário nos moldes em que foi desenvolvido.

Há diversas coisas que podem ser tomadas como lição prática; cada leitor(a) terá a sua.

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Tenho aprendido a não abandonar leituras quando, no começo, se mostram chatas, cansativas, entediantes. Não é um exercício fácil, confesso, mas tem me trazido bons resultados. Tem histórias que demoram a pegar ritmo, porém durante o desenrolar torna-se agradável. Aconteceu com este livro que terminei recentemente. Trata-se de “Dois Mundos”, o primeiro volume da série Tesouros da Tribo de Dana, escrito pela paulista Simone O. Marques. A capa tem um acabamento muito bonito.  Foi publicado no ano de 2016 pela Editora Butterfly. Tem 253 páginas.

Considero o gênero distopia um dos mais difíceis de serem trabalhados. O autor ou a autora precisa ter muita inspiração e imaginação para conseguir produzir algo do tipo com qualidade. Alguns(umas) infelizmente terminam por se perder totalmente fazendo “viagens” muito loucas e constroem enredos que ficam sem qualquer significado ao final. Não é o caso, contudo, desta obra.

A narrativa se desenrola no ano de 2021. Uma catástrofe causada pela terceira onda deixou o planeta devastado. Os seus poucos moradores restantes labutam para manter sua sobrevivência. Há escassez tremenda. No Brasil há grupos que habitam em vilas, próximas de onde existe água potável. Parte dos personagens da saga vive na Chapada dos Veadeiros, na Fazenda Tribo de Dana situada no estado de Goiás.

Marina sentiu um frio percorrer sua espinha, como se um vento gelado tivesse acabado de passar por ela soprando com força. O som aumentou e, antes que conseguisse entender o que havia acontecido, notou que Brian a abraçava com força e a protegia com seu corpo; depois, ouviu o som ensurdecedor de algo despencando.

Marina é uma bela jovem que carrega em si os poderes de três deusas celtas. Desde muito pequena vive cercada de cuidados (chamam-na de pequena deusa) e se sente sem privacidade. É protegida por guerreiros, chamados de Sombras, que a defendem com suas próprias vidas e entre esses valentes, estão os jovens Brian e Artur.

Num dia em que Marina resolveu provar para os rapazes que possuía condições de tomar conta de si, acabam por se meter em confusão e abrem um portal que os leva para outro mundo. A partir desse instante os três irão se deparar em situações de extremo perigo, e em meio a muitas aventuras, vão ter que lutar com estranhas criaturas se quiserem permanecer vivos.

Os dois garotos são muito dedicados à moça. Na posição de protetores eles precisam ter essa postura. Um deles, porém vive um risco. Brian possui sentimentos pela Marina e sabe que isso não tem a menor possibilidade de acontecer. Algumas vezes os seus corpos ficam próximos e o rapaz precisa manter o controle. Brian é o personagem que mais me agradou nesse primeiro livro. Pela sua personalidade. E por… sem spoilers, rsrsrsrsrs.

Paralelo a isso, temos outro personagem importante. Pedro é um cara corajoso, determinado, que sempre foi chamado pelos amigos e pela família de “maluco” porque ele ter visões com certa garota, que somente ele conseguia ver. Sente que não é apenas uma visão e que de alguma forma precisa encontra-la.  Trata-se de Marina.

Em um desses sonhos, Pedro recebe o aviso que ela corre grande perigo. Resolve ir procurá-la. Pede um veículo emprestado ao tio, mas não contava com a “ajuda” extra que receberia. Como ninguém mais pode saber da localização da fazendo, o rapaz precisa despistar as companhias que seguiram viagem com ele. Na viagem terminar por conhecer Liban, uma garota especial.

Senti certa dificuldade no início de mergulhar na história. A narrativa não me despertou interesse; achei muito tudo muito lento, sem ritmo, sem graça. A personagem Marina me pareceu antipática e chata. Com o desenvolvimento, a história foi melhorando, tornou-se mais envolvente. Mas a Marina… continuou chatinha.

A história segue uma sequência lógica. A autora conseguiu conduzir com tranquilidade a narrativa.

Aguardo a continuação para ver o que de interessante e atrativo a Simone O. Marques acrescentará à saga.

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WALLERY GISCAR DESTEN Alves da Costa Raposo, nascido em 73, natural de São Domingos do Azeitão-MA. Formou-se, inicialmente, em Letras/Português, por sonhar um dia ser escritor, e, posteriormente, graduou-se no curso de Bacharel em Direito.

Hoje trabalha como Servidor Público e nas horas vagas dedica-se à leitura e à escrita, suas grandes paixões. O interesse pela literatura se deu, por acaso, depois de um trabalho em sala de aula na área literária. Alguns anos depois, surgiu a curiosidade pelos concursos literários e começou a escrever para participar e ter alguma experiência.

Dessas aventuras alcançou alguns bons resultados, conquistando 3º lugar no concurso de poesia da VII semana de Letras da UESPI – 1998; 2º lugar no concurso de crônica da FUNDAC – 1998; participação na antologia poética “As trinta melhores poesias” do  I Concurso UESPI de literatura – 1999; menção honrosa no gênero romance pela FUNDAC – 2003 e com Ajuste de Contas conseguiu o 1º lugar no concurso “Prêmio O.G. Rego de Carvalho – Categoria Novela – FUNDAC – 2001.

Como paixões literárias cita Machado de Assis, Emily Bronte,  Marguerite Duras e Fitzgerald dentre outros. Gosta de livros de aventura e romances. A grande paixão da infância eram as histórias em quadrinhos  que contribuíram  para o prazer que tem hoje pela leitura. Da nova leva de autores acompanha os autores John Green, David Nicholls e Jojo Moyes.  Atualmente mora em Teresina-PI com a esposa e os dois filhos, escrevendo, estudando os grandes autores e finalizando um romance. A grande empolgação do momento é com o livro Ajuste de Contas a ser publicado pela Editora Giostri que em breve estará nas livrarias em sua versão física.

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Novela policial com uma pitada de romance, livro que conquistou o primeiro lugar no “Prêmio O. G. Rego de Carvalho – Categoria Novela” –FUNDAC-PI em 2001, conta a história de Justino, experiente pistoleiro, contratado para matar um fazendeiro, mas um desejo de vingança do passado, alimentado por um suposto desafeto, o faz desconfiar de que está sendo atraído a uma possível armadilha.

Porém, um segredo escondido vem à tona, causando uma reviravolta na vida de Justino que tem a chance de reencontrar um antigo amor do passado a quem vai tentar reconquistar.

Mas o destino se interpõe entre Justino e o seu grande amor, pois chegou a hora do acerto final, a hora do ajuste de contas…

Uma história que vai prendê-lo do início ao fim, penetrando nos meandros da vida desse personagem tão misterioso e sombrio, o pistoleiro.

Para mais informações sobre o autor e seu livro nos links: Amazon, Facebook e instagram

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“A jovem Alessia” é um romance de época que se passa em um local fictício, em meados do século XVIII, na França.
Alessia, a protagonista, é uma jovem de dezesseis anos que mora com o pai viúvo na vinícola La Vignette. O pai dela, o Conde Duchamp, odeia a filha com todas as forças, fazendo de tudo para que Alessia não tenha acesso à educação e a uma vida social. Alessia acreditava que tal tratamento se devia ao fato de a mãe ter morrido depois de dar à luz a ela, fazendo com que o pai a visse como a responsável pela morte da amada esposa. Contudo, Alessia é amada pelo rei Henri, seu padrinho, e pela princesa Anna, que a considera sua irmã.
Certo dia, Emilie, criada de Alessia, insiste que a jovem precisa sair e comprar tecidos para encomendar vestidos novos, o que sua ama aceita mediante os argumentos de que seus vestidos já estão curtos e ultrapassados. Ao chegarem ao mercado da cidade, a atenção de Alessia é logo captada pela visão de um jovem cavalheiro, o capitão da guarda real e fiel escudeiro do rei, Marcus de Lanpré. Concomitantemente, ele também se atrai pela jovem que nunca havia visto tão bela pelas redondezas e tenta se aproximar dela, mesmo com as advertências do amigo Louis, que lhe diz que ela jamais lhe aceitará a corte, pois se trata de uma nobre e ele, um plebeu. Ao perceber que Marcus se aproxima, Alessia, ingênua, sai correndo, mas pensando no belo rapaz que vira no mercado. Foi amor à primeira vista.

“Ora, a mocinha vira um rapaz atraente e se interessara por ele, e ele obviamente também se interessara por ela, a ponto de ter tentado vir cumprimentá-la. Mas ela era tão inocente, tão bobinha, que em vez de permitir ser galanteada, como o faria a maioria das jovens aristocratas da corte, resolveu sair correndo.”

Por ocasião do aniversário da princesa, Alessia é convidada a passar uma temporada na corte, o que seu pai só permite diante da autoridade do rei, assim, a jovem se encaminha para lá. Ao chegar, é recepcionada por ninguém menos que Marcus, que já havia se informado que a moça que tinha visto no mercado era amiga da princesa e afilhada do rei. Logo, ele dá um jeito de se aproximar dela e confessar seu amor, não sem a ajuda de seu amigo Louis.
Os dois, confessos apaixonados, porém, sabem que jamais poderiam casar-se porque o pai de Alessia jamais permitiria que ela se casasse com um plebeu. Sendo assim, o rei Henri, que sempre considerou Marcus como um filho, dá a este o título de Conde de Lanpré, só assim, e mediante muita chantagem, é que o pai de Alessia aceita.
Mas essa foi só a primeira das muitas dificuldades que Marcus e Alessia encontram durante seu caminho; eles precisam lidar com os caprichos da princesa Anna, que esconde um segredo por trás de suas longas caminhadas até a fronteira. Também enfrentam muitos conflitos familiares e a cruel corrida ao trono do rei Henri, que já está velho e vê-se rodeado por um bando de víboras. Além disso, há o surgimento de um misterioso personagem que acabará por definir o destino de Alessia para sempre.

Paixões proibidas, guerra, escândalos e mistérios – muitos mistérios –  compõe esse envolvente e nada meloso romance de Louise Bennet.

Confesso que, no início, achei a narrativa muito semelhante a Jane Austen, porém, este livro tem um diferencial que me fez gostar: ele relata a vida do casal protagonista durante a vida de casados! Coisa que Jane Austen nunca fez e sempre nos deixou com aquele gostinho de quero mais (quem nunca quis saber se Mr. Darcy e Lizzie tiveram filhos etc. ?). Mas não pense que essa vida de casados de Alessia e Marcus foi uma rasgação de seda, não; morando na corte, eles precisam se esquivar dos comentários maldosos, das intrigas e segredos dos nobres.

Os personagens são muito bem construídos, de modo que nos afeiçoamos a alguns e odiamos outros. Posso dizer que Alessia foi uma personagem que eu gostei, apesar de em alguns momentos achar que ela era inocente e perfeita demais, isso dá um tom bucólico a ela que justifica a sua criação isolada do mundo. Apesar disso, ela se mostra sensível às injustiças que a rodeia: se indigna com os luxos da nobreza, as traições que assolam seu padrinho, o rei, e a futilidade das pessoas da corte. Mas a característica da personalidade de Alessia que me fez admirá-la foi sua independência. Algumas vezes, constatou o machismo que a rodeava e, ao invés de ficar parada, tratou de aprender a se defender sozinha; aprendeu esgrima, ajudava o marido em seu ofício e não se reclinava à opinião dos outros, sempre mantendo a educação apesar de suas inclinações políticas serem terminantemente contra as injustiças sociais que via ao seu redor.

A escrita de Louise é de uma estilística impecável, fazendo jus ao gênero, ela emprega formas verbais e palavras rebuscadas, muitas vezes lançando mão de próclises e mesóclises, embora seja perceptível que a narrativa tem um tom moderno, sem deixar a leitura difícil. Em alguns momentos, a narrativa se tornou um pouco parada, e isso me fez arrastar um pouco a leitura, contudo, nos últimos capítulos não conseguia parar de ler diante de tantas revelações e acontecimentos bombásticos.

Indico a leitura desse livro para aqueles que gostam de um bom romance de época, a escrita é rica, mas ao mesmo tempo fluída. O romance aparece em uma dose certa, sem enjoar o leitor (já deu para perceber que não gosto de romances melosos, né) e há aquele toque, ainda que pequeno, de crítica social que tanto admiro nos romances históricos.

PS.: A data oficial de lançamento do livro físico é dia 30/04/2016 e estará sendo vendido no site: www.romance.online.nom.br  ou na Livraria Leitura.

Beijinhos, Hel.
(Helena Machado, dona do blog “Leituras e Gatices”

http://leiturasegatices.blogspot.com.br/2016/02/resenha-jovem-alessia-louise-bennet.html)

BENNET, Louise. A jovem Alessia. 2. ed. São Paulo: Forsaken. 2016. 388 p.

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