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Literatura nacional

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Corrupção. Fraude. Roubo. Desvios de dinheiro. Compra de votos. Favores. Obras inacabadas. Funcionários fantasmas. Nepotismo. Estas e outras expressões fazem parte do dia-a-dia das diversas mídias que trazem notícias do campo político. Estamos acostumados a vivenciar e/ou ouvir sobre estes desmandos que por vezes ficamos anestesiados e nos comportamos como se nada pudesse ser feito.

A arte imita a vida.

Recebi o livro read this article Entre Quatro Poderes e fiquei curioso em saber de que forma o lado sujo, imundo e cafajeste da política era abordado pelos seus autores. Muito do que li não me era estranho, não me era novo. Contudo alguns elementos acrescentados me causaram agradável surpresa, pois ainda que não sejam inéditos, não recebem o mesmo teor de divulgação e por isso não chega ao conhecimento público com intensidade.

A obra tem muito bom acabamento gráfico. Possui 247 páginas e foi publicado no ano de 2014 pela Editora Novo Século. É de autoria do Grupo (Sic). Escreve-se assim mesmo. O grupo é composto pelos(as) jornalistas Anderson Fagundes, Débora Kaoru, Khadidja Campos  e Rodrigo Dias.

A história se passa na fictícia cidade de Suares, localizada no interior do Estado de São Paulo. O primeiro capítulo nos apresenta de cara o desfecho da trama: o jovem prefeito da cidade, Alberto Barão, mais conhecido como Churrasco, toma conhecimento que a Polícia Federal está na região, e que ele será preso, pois existem contundentes provas de seu envolvimento em inúmeras ações de corrupção.

“Mais uma vez, as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e novamente se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam, e não me dão o direito de defesa…”

Sem saber direito que providência tomar, Churrasco dirige-se à sede da prefeitura logo cedo naquele 1° de março. Entra no seu gabinete, senta e faz uma espécie de retrospectiva dos fatos que o conduziram àquela situação. Abre uma das gavetas onde se encontram a Bíblia que o seu pai lhe dera, e um revólver. Coloca ambos em cima da mesa. Minutos depois escuta batidas na porta, e como ele não responde, é aberta à força. O prefeito está com a arma apontada para sua própria cabeça.

O trecho acima destacado é uma parte da carta testamento do ex-presidente Getúlio Vargas, que ele deixou antes de cometer suicídio. Alberto Barão sabia decorado e foram suas últimas palavras pronunciadas antes de tirar o revolver da cabeça e colocar na boca.  Pessoas ali presentes gritaram para ele não fazer aquilo, mas o prefeito estava decidido a apertar o gatilho…

Os capítulos seguintes vão nos mostrar como tudo começou. É-nos apresentada infância e a adolescência do Alberto, sua convivência com a família. O garoto sempre foi inteligente, comunicativo, diferente de seu irmão mais velho, Cláudio. A desenvoltura do garoto causava ciúmes e inveja no primogênito de Seu Antônio, pai dos meninos.

Cláudio encontrou a oportunidade de aprontar para o irmão e ficar na vantagem. Havia uma garota chamada Estela, por quem Alberto nutria sentimentos. Sabendo disso, o mais velho disse que iria chamar a garota para sair. O outro não acreditou e Cláudio propôs um trato: se conseguisse sair com ela, Alberto daria a vaca que ganhou numa aposta para o irmão, que faria um churrasco para a turma que andava com eles. Os outros garotos estavam no momento e sem opção, Alberto topou. Cláudio conseguiu sair com Estela e a gozação depois foi geral. Daí que surgiu o apelido Churrasco.

Os anos passaram. Cláudio casou com Estela. A moça, futuramente, desempenhará um papel importante que atingirá a vida dos dois irmãos. Cláudio também terá uma atuação de destaque, pois em determinado momento se tornará o braço direito de seu irmão caçula.

Alberto continuou se destacando e seu potencial chamou a atenção de Zé Ribeiro, vereador da cidade. Os dois possuíam planos para o futuro de Suares e nas eleições seguintes Ribeiro sairia candidato a prefeito e convenceu a Churrasco a candidatar-se para o cargo de vereador.

Perto das eleições a vitória de Zé Ribeiro era dada como certa. Um dia antes do pleito, contudo aconteceu, uma terrível tragédia: o candidato foi assassinado. Seu oponente ficou com o caminho aberto para vencer.

Alberto, agora vereador, tornou-se o principal opositor do prefeito eleito, Armando Pimenta. Lutou com todas as forças para denunciar os desmandos do chefe do executivo. O rapaz também era um idealista e entendia que precisava trabalhar para proporcionar o bem-estar de seus eleitores e da população de um modo geral.

Mas quem tem dinheiro, tem o poder. E Alberto se verá de mãos atadas diante da força econômica e política de Pimenta. Além disso, o vereador passará por uma situação difícil, que colocará à prova a sua disposição em trabalhar pelo povo de sua cidade.

A história irá se desenvolver de forma bem dinâmica, recheada de surpresas, mistérios, tensões e expectativas. A vida de Churrasco ganhará uma dimensão não imaginada.

O livro é prazeroso de se ler. A leitura flui fácil. Recomendado para quem gosta de uma boa história. A ficção se aproxima muito da realidade.

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Dezoito anos depois, a história continua…

http://winevault.ca/?perex=connessione-con-iq-option-non-funziona Eternamente “Eu” – A Morte era Só o Começo é a segunda parte da duologia iniciada com http://www.patspalatepleasers.com/?dgefri=how-to-do-trading Eternamente “Eu”, publicação da autora Elisete Duarte. Lançada em 2016 de maneira também independente, possui mais páginas que o anterior (473).

No primeiro livro, Lucy e Chris, depois de firmarem a relação, são surpreendidos com dois fatos: a gravidez da garota e logo em seguida o seu grave problema cardíaco. Tendo de escolher entre interromper a gravidez para poupar sua vida, e ter a criança mesmo correndo o risco de seu coração não suportar, a jovem decide seguir a gestação. Nasce um belo garoto, Eric, mas os problemas de saúde da nova mamãe se agravam, e ela vai a óbito, para o desespero e tristeza de todos.

“A morte não é o fim. Nunca será. É o começo de uma nova existência”.

Na resenha anterior eu falei que não gostei de uma coisa sem mencioná-la pois seria spoiler.  Nos seus momentos finais Lucy vê uma luz e algumas pessoas chegando para buscá-la, e ela insiste em não ir, seu filho é muito pequeno e precisa dela. Isso revela o tom de mediunidade (sutil, mas perceptível), que aparece na história, e bem explorado nesse segundo volume.

Susie fará 18 anos. Mora em Nova York. Os preparativos para a festa estão praticamente prontos. Ela irá reunir seus amigos e pessoas próximas para celebrar, ainda que não esteja animada. Seus pais, proprietários, de uma rede de restaurantes especializados em comida brasileira viajaram a negócios e não estarão presentes, mas isso não é problema. Quando chega a noite, um tanto ansiosa ela prepara-se para dormir, porém tem a sensação de que não está só. Minutos depois ela ouve passos e gritos de socorro.

Sem muitas opções e bastante temerosa, ela liga para Molly, sua grande amiga, para chamar a polícia. A garota aparece com um grupo de policiais que entram na casa e revistam por completo todos os cômodos e não encontram indícios de arrombamento ou presença de estranhos. Um dos homens é Flávio, pai da Molly. Brasileiro, mudou-se para NY com a família há dezoito anos. Ele é o chefe do grupamento acionado. Sem entender exatamente o porquê, se sente atraído pela amiga da filha.

Chris ainda sente a falta de sua amada, muito tempo depois de sua morte. Em alguns momentos, ele parece ouvir sua voz, chamando-o. Atualmente é casado com Kate, mas definitivamente não é feliz. Os negócios estão indo cada vez melhor. Seu pai e seu ex-sogro firmaram sociedade. Seu filho Eric é um belo rapaz, inteligente. Está participando de um intercâmbio nos Estados Unidos e Chris não vê a hora de matar a saudades de seu garoto. Mas sua esposa não o completa, a ponto de ele ter um caso extraconjugal.

Susie nos dias seguintes continua a ouvir o pedido de socorro. Além disso, ela sente uma força estranha puxando-a, o que lhe causa mal estar a ponto de até desmaiar. Liga para os pais que, desesperados, logo voltam. Ao chegarem, levam-na a um psiquiatra. O médico não constata nada de anormal e receita alguns calmantes. Quando a moça está perto de deixar o consultório, volta a sentir novamente o puxão e cai. O psiquiatra olha para ela de forma estranha, mas nada diz.

Dias depois, Susie recebe o convite para ir conhecer a avô da Molly, mãe do Flávio. Ela desde cedo tem algumas visões em relação ao futuro. A garota vai acompanhada de seu namorado Johnny. Ela tem dúvidas de seus sentimentos em relação ao rapaz. No momento em que a jovem e a senhora estão próximas, a amiga da Molly começa a sentir o puxão nas costas e quando se recupera, a mãe do Flávio está desmaiada.

O policial decide levar a mãe de volta ao Brasil. Molly também viajará, e termina por convidar sua amiga, que meio relutante aceita. Na verdade quem faz a sugestão é seu pai, pois vê uma oportunidade de aproximar-se mais dela. Susie enxerga na viagem uma forma de respirar outros ares e afastar-se do Johnny.

Em terras brasileiras, a família do Chris recebe convite para aniversário da filha de um dos seus amigos. Kate está muita animada, Eric empolgado, e essa empolgação contagia seu pai. Durante o evento Chris viverá uma emoção que irá mudar de sua vida: será onde ele verá pela primeira vez a Susie e a partir daí ficará encantado pela moça. Na mesma festa estão presentes Molly, seu pai e sua amiga, que terá uma crise e despertará a atenção de todos os presentes.

No dia seguinte, Chris e Susie se encontrarão por acaso. Ela igualmente será tomada por um fascínio inexplicável por aquele homem. Mas ele tem idade de ser seu pai…

Daí para frente, muitas coisas acontecerão envolvendo esses dois personagens.

Flávio e Chris terão os seus momentos de atrito, pois o presente apresenta-se como uma repetição do passado.

Como o primeiro volume, esse segundo é bem escrito, é uma boa leitura. Mas também repete a mesma falha: alguns momentos são demasiadamente longos, o que causa a sensação de marasmo, quebra o ritmo. Algumas partes poderiam ser suprimidas, sem o risco prejudicar a compreensão. Tornaria a história bem mais agradável.

No geral, é um enredo que merece ser degustado.

Confiram!!!

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Pessoas!!!

Vamos falar hoje de mais uma história de amor. Algumas delas possuem elementos semelhantes à outras histórias (e neste livro não foi diferente) mas a experiência particular de cada individuo é que torna cada romance único, sem igual.

http://irinakirilenko.com/?deribaska=binaere-optionen-sicher-handeln&b96=ca binaere optionen sicher handeln Eternamente “Eu” é a primeira parte de uma duologia escrita pela paulista imp source Elisete Duarte e publicada por ela mesma. Possui 331 páginas e saiu em formato impresso em 2016. A capa tem verde muito bonito.

Lucy é uma jovem estudante do ensino médio moradora da cidade de São Paulo. Bonita e inteligente, está perto dos 18 anos e é o orgulho de seus pais. Graças ao patrão de seu pai, Sr. Pablo, ela conseguiu bolsa para estudar em uma das melhores escolas da capital paulista. Sua família não é rica e não teria condições de bancar uma educação de alto nível para ela.

Por ser bolsista, a garota precisa esforçar-se bastante para tirar boas notas e não fazer recuperação, pois dessa forma mesmo se fosse aprovada perderia direito a gratuidade. Ela está com algumas dificuldades em Matemática, e precisa da nota máxima para ser aprovada, o que não acontece. Fica muita receosa com a reação de seus pais, mas eles entenderam a dificuldade da filha. Só que agora terá que ir estudar numa escola pública.

A relação entre o pai de Lucy e o chefe, contudo não é um mar de rosas. Além disso, Sr. Pablo tem um filho que apronta muito, e estuda na mesma escola que a garota. Chama-se Chris Caster. Não poucas vezes deu conselho para que ela ficasse longe dele. Mas as coisas não são tão simples….

No dia em que faria a tal prova de Matemática, Lucy saiu de casa atrasada. Acelerando para poder entrar na sala a tempo, pois pelas regras da escola nenhum aluno poderia entrar depois do professor, termina por esbarrar em Chris, derrubando todo seu material. Rola uma troca de olhares, enquanto ele procura ajuda-la. E a partir desse momento a proximidade entre os dois será cada dia maior.

O garoto é muito popular na escola, e também é muito arrogante. O grupo que anda com ele segue a mesma característica. Lucy sabe disso tudo e tenta manter distância, mas Chris revela-se outra pessoa, gentil, educado, e tudo isso acaba causando uma tremenda confusão na cabeça dela, que não sabe o que fazer.

O sentimento cada vez mais forte unirá os dois jovens, mas eles precisarão enfrentar muitos obstáculos na tentativa de ficarem juntos. O maior deles será o pai do rapaz, que ao descobrir do envolvimento causa o maior escândalo, acusando inclusive Lucy e seu pai de tentarem dar o “golpe do baú”.

Dois fatos não esperados irão atingir em cheio a todos. E a partir deles, a vida dos dois jovens ganharão outra dinâmica. A história não tem um ponto final, pois como já disse no início é uma trama em dois volumes.

Além de Lucy, Chris e suas famílias, alguns outros personagens se destacam, inclusive no segundo livro também. Clarinha, melhor amiga da Lucy, sua confidente. Kate, que faz parte do grupinho de Chris e que se comporta como se fosse namorada dele. Flávio, um cara que gosta muito da Lucy e não vê com bons olhos sua aproximação dela e o rapaz.

Logo no início fiquei com muita raiva dos dois: dele, pelo comportamento arrogante e também por pensar que iria aprontar com a Lucy, e dela por se deixar levar pela lábia do cara enquanto o outro rapaz, cheio de boas intenções, era ignorado.

Eu gostei dessa primeira parte, mas tenho três ressalvas. Uma  não vou citar porque seria spoiler, e não farei isso com vocês. A outra: tem alguns momentos que me soaram como prolixos, deixando a narrativa demasiadamente lenta. E por fim existem alguns erros gramaticais; é possível que seja problema gráfico.

Vamos ver o que o segundo e último volume irá trazer e como essa história irá terminar.

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Rodrigo de Oliveira é nome do autor de “Os Filhos da Tempestade” que é um livro de Ficção/Terror.

A história é contada em terceira pessoa mostrando no seu inicio o século seguinte ao julgamento das bruxas de Salem onde Carol é uma descendente preste a ser julgada, mas para evitar um novo alvoroço o juiz prefere por exilá-la, mandando-a para um navio cargueiro que a levará para outro país. Nessa viajem ela se rebela como bruxa evocando um feitiço o qual sua alma é vendida para o demônio causando uma tragédia a quem está na embarcação e a ela própria.

A História pula alguns séculos. Agora mostrando um grupo de jovens que vão para Los Angeles para participar de um concerto. E o foco do narrador agora é na vida de Tiago e seus amigos.

Durante o voo, o avião cai numa ilha repleta de mistérios, onde há um vivente que após se adequar ao grupo de jovens que sobreviveram à tragédia, começa a relatar sobre os incidentes que ocorreram anos antes, mostrando o horror que seus amigos passaram até sobrar somente ele para contar a história.

A trama transcorre com as pessoas começando a fazer panelinhas, uma abordagem sociológica dentro do contexto, pois é o que acontece num convívio em comunidade, sempre haverá um lado A e um lado B – embates. .

Rodrigo soube tratar de algo intangível num cenário real, gerando uma sensação de veracidade em algumas partes da trama, e eu gostei disso. Ele soube como fazer seus personagens serem empáticos, conseguindo deixar o drama da obra bem atrativo. Além disso, também soube como manusear o suspense em torno da Ilha. Alguns ressaltam que lembra a série Lost, para mim só lembrou por causa da questão do avião-que-caiu-numa-Ilha, no entanto, todo o resto não pode ser comparado.

O final deixa uma âncora para um segundo volume.

Outro aspecto que gostei foi que, embora no enredo contenha personagens jovens, os diálogos em momento algum são infantis a ponto de serem cansativos ou sem nexo, sempre variando entre assuntos abordados nesse período da vida – juventude – e conceitos de seriedade.

A leitura foi feita do livro físico. A diagramação está em perfeito estado. A fonte é boa de se ler, junto ao espaçamento entre linhas que gera conforto na vista, além de as folhas serem amarelas.

A capa condiz com o conteúdo da obra, estampando o navio que é citado na obra.

Rodrigo de Oliveira também é autor de “ opcje binarne hedging O vale dos Mortos” e “ my review here Elevador 16”.

Fernando Mello é resenhista e colunista do Arca Literária. Autor das obras “ enter Sob o domínio do silêncio”, “ http://coconutcharcoalindonesia.com/?decerko=in-bin%C3%A4re-optionen-investieren&f0c=49 A garota por quem me apaixonei” e “ have a peek at these guys Uma nova chance”.

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A melhor sensação na vida de um leitor é quando você embarca em uma nova aventura literária, sem nenhuma expectativa e essa, acaba por se torna uma das melhores leituras do ano. Um amor de mentira , foi escrito pela talentosa Rubanne Damas. Me surpreendeu do início ao fim. O que a princípio parecia somente mas uma história de sessão da tarde, tornou-se  surpreendente.

Nesse livro somos apresentados a Alice e Jordan, duas pessoas que possuem personalidades e planos de vida diferentes, mas que se completam, um pertence ao outro.

Ao contrário de muitos livros, um amor de mentira é o tipo de livro, que faz nos apaixonarmos por todos os personagens (inclusive pelos secundários) pelo qual eu espero ansiosa para que tenha um livro da Morgana. Continuando….então, Alice apesar de passar por situações inimagináveis ela continua sendo uma garota forte e guerreira. Depois de perder o pai em um acidente de carro, e ter que enfrentar sozinha a luta da sua mãe contra o câncer. Alice também descobre que seu namorado de longa data está traindo ela com sua amiga. Decidida a não se abalar por isso Alice muda de cidade e de emprego. Onde conhece o senhor ogro/mal humorado Jordan. Jordan é o produtor da empresa, onde Alice trabalha e pelo qual ela sente uma raiva secreta por ele. Secreta até que por um acaso ou força do destino Alice e Jordan se encontram em um bar e tudo aquilo que ela supôs sobre ele se mostra ser verdade (hahahaha).

 E a partir dessa noite desastrosa Alice faz de tudo para se manter longe dele,mas o destino decide se intrometer mais uma vez. Pois uma viagem para o exterior está marcada e como brinde, Jordan é jogado em seu colo. E de uma forma inusitada Jordan e Alice entram em um relacionamento de mentira deixando várias pessoas incomodadas com isso.

E o que era pra ser somente um amor de mentira se torna algo muito maior do que eles imaginavam.

Embarque nessa lida confusão de amor, e se surpreenda e apaixonasse por essa turma digna de um Oscar.

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É com muita satisfação que inicio essa resenha, O Que Me Disseram As Flores foi um dos livros mais emocionantes que já li. Trata-se de uma história de época, que é algo que eu simplesmente amo e conta a história de Ângela e William, dois jovens que foram prometidos em casamento antes mesmo de nascerem. Santiago e Afonso, pais dos jovens, eram grandes amigos e para selar tal amizade, resolveram prometer seus filhos em casamento.

Os jovens concordavam com tal promessa, porém, conforme Ângela foi crescendo, a mesma deixou de concordar com esse futuro ao lado de um rapaz que ela conhecia apenas através de cartas. Em uma dessas cartas ela resolve pôr fim ao compromisso, mas sabendo do desejo da filha, Santiago passa a interceptar as cartas que a mesma enviava ao noivo, bem como as que William enviava para ela e dessa forma, manteve a promessa viva, mesmo sabendo do desejo de Ângela em romper o noivado, acreditando que ao conhecer o gentil e determinado William a filha passaria a amá-lo e esqueceria a vontade de cancelar o compromisso, pois tanto ele como Elisa, mãe da moça, faziam muito gosto nessa relação. Mas não foi isso que aconteceu.

Ao chegar na fazenda de Santiago e Elisa, William ficou encantado com a beleza da noiva, e apesar de já tê-la visto em fotografias enviadas pelo futuro sogro, concluiu que a moça era ainda mais bela. Mas Ângela não deu trégua, tratou de contar ao noivo do seu desejo de romper com a promessa e como o mesmo não desistiu do noivado, a moça decidiu que faria o impossível, mas se livraria desse futuro angustiante, daria um jeito de William desistir desse noivado e não seria jamais uma boa companhia para o noivo. William era obstinado e amava a noiva mesmo antes de conhece-la, mantinha um amor verdadeiro, além da certeza de querer cumprir com a promessa feita pelo falecido pai. A partir da chegada de William na fazenda a história se desenrola entre ele tentando conquistar a amada e Ângela fazendo o possível para afastá-lo, alegando sentir ódio do noivo.

 O que me disseram as flores é uma história singular, a autora consegue nos mostrar os detalhes da história de forma, simples e apesar de descrições rápidas, consegue ser detalhista. A história inicia nos tempos atuais e começamos a conhecer os personagens através de um diário encontrado por uma parenta da Ângela, a partir daí somos apresentados a Santiago e Afonso e aos motivos que os levaram a selar a promessa de casar os filhos. Depois de conhecermos um pouco os pais dos noivos é que a história principal começa a se desenrolar e de uma forma simples, Alane Brito desenvolve uma história envolvente e muito gostosa de ler.

 Essa é uma daquelas histórias cheia de personagens encantadores, Santiago e Elisa são um casal apaixonado, pais amorosos, pessoas gentis e corretas. Conhecemos também os amigos de Ângela, os irmãos Lílian e Felipe, jovens educados, amigos de verdade e com atitudes e diálogos cativantes. Dona Vera é a governanta da casa, que sempre tem uma palavra sensata e um ombro amigo, mas também conhecemos Leonardo um personagem que de início mostra-se um gentil cavalheiro, mas que no decorrer da história demonstra que não é tão equilibrado quanto parece.

 Ângela é a típica moça encantadora, sedutora, bonita, porém, com um temperamento forte, orgulhosa e que não suporta ser contrariada, enquanto William é o cavalheiro dos sonhos, bonito, educado e respeitador. Esse foi um dos livros mais cativantes que já li, emocionante, simplesmente transformador. Confesso que ao final da leitura precisei de um momento para me recompor e mais um momento para fazer a resenha, tamanha emoção que senti ao final da leitura.

 Esse livro traz uma história intensa, contada em terceira pessoa, mas que traz em alguns momentos frases retiradas do diário da Ângela. Possui uma capa muito bonita, mas com um tom de melancolia, o que não diminui em nada a sua beleza. William é um rapaz encantador, impossível de não amar, enquanto Ângela as vezes me fez sentir um pouco de raiva, devido a sua acidez e temperamento difícil, entretanto, a sua força é inquestionável e não podemos dizer que ela não tinha motivos para estar irritada, afinal, estava sendo obrigada a se casar.

A história Possui um final muito diferente do que eu imaginava e acredito que a intensão da autora era passar um recado aos leitores, uma mensagem sobre a importância de mantermos o coração aberto e sabermos aproveitar o hoje. A importância de aproveitarmos as pessoas e encarar as situações que a vida nos apresenta de coração aberto e mesmo quando algo não acontece da forma como desejamos é importante experimentarmos antes de dizer que não gosta, pois muitas vezes acabamos perdendo oportunidades ímpares por não se permitir experimentar antes de dizer não.

 Outra mensagem passada é sobre o respeito aos sentimentos das outras pessoas, sobre o perigo de usar o outro em prol dos nosso desejos, sem ao menos medir as consequências. Outra mensagem um pouco menos explícita no início e meio do livro, mas que foi mais exposta ao final é sobre o amor que os pais depositam em seus filhos e sobre como os seus conselhos são valiosos, apesar de nem sempre acertarem as intensões são sempre as melhores.

 Indico esse livro para todos que não temem se emocionar, derramar lágrimas, como eu derramei ao final da leitura, pois sim, faz tempo que não choro lendo um livro, mas foi impossível segurar as lágrimas com esse. Indico para todos gostam de romances, de mocinhas fortes e difíceis e de cavalheiros dispostos a conquista-las.

A lição da vez? Dessa vez a lição é que o orgulho é um inimigo frio e calculista, que pode até te ajudar a te levantar nos momentos bons, mas que te abandona nos momentos ruins. Que o hoje é o momento mais importante e por isso deve ser vivido de coração aberto, pois não sabemos se alcançaremos o futuro. Que um coração partido pode corroer todo o corpo e por isso a importância de não ferir propositalmente o coração de alguém. Que a vida é curta, passa muito rápido e por isso devemos aproveitar ao máximo a companhia das pessoas que amamos,

Até breve…

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Hoje trago para vocês mais um livro da Literatura Nacional, você se lembra das séries de distopias “Jogos Vorazes”, “Divergente” ou “Feios”? As autoras de SOMNIIS estão no mesmo nível.

 Sinopse: SOMNIIS acontece em um futuro distante, depois que máquinas inteligentes tentam tomar o poder. Os humanos vencem a guerra contra os robôs, mas o preço é altíssimo, pois há um retrocesso na sociedade, bem como o declínio da população. 

A humanidade agora está confinada em pequenas nações isoladas, e algumas dessas nações adotam um regime totalitário, além de um sistema religioso similar ao da idade média europeia.
É nesse cenário sombrio e repressor que vivem Cassiel e Alexus, dois adolescentes que querem conquistar o direito de sonhar, mas acabam sem querer nem perceber, se envolvendo em uma perigosa intriga política.

 Haverá no futuro uma guerra contra os robôs que se iniciou pela desobediência. (Qual o motivo da desobediência ou quem desobedeceu, só lendo o livro para descobrir rsrs), mas entre mortos e feridos, os humanos venceram. Mas prende atenção, mais de 90% da população foi executada. Porém os governantes por assim dizer, têm tanto medo da “tecnologia artificial” que criaram um regime tão totalitário que gerou o que podemos chamar de retrocesso politico e social. Assim criando essa distopia apresentada no livro.

 Um fato que me chamou a atenção quando li a sinopse, foi esse ar de distopia, confesso que teve um tempo que virou moda as editoras lançarem várias distopias, cheguei em uma fase que li tanta distopia que acabei deixando a temática de lado, mas Somniis me despertou esse interesse e não me arrependo.

O livro nos mostra uma família simples que é composta por: um pai e uma mãe e dois filhos, esses adolescentes se chamam: Alexus e Cassiel. Cassiel consegue sonhar, que para nós hoje nada significa nada, mas no universo criado pelas autoras isso é proibido pela “Fraternitatem”.  Fraternitatem é que controla a população depois que a humanidade foi dividida por conta da guerra.

Por causa de Cassiel, os pais decidem que o melhor para os irmãos será fugirem para tentar viver longe dos olhos da Fraternitatem e assim um ajudar o outro. Mas ao fugir eles embarcam em um QG onde as pessoas são contra o regime estabelecido pela Fraternitatem. A partir daí a historia vai criando vida, nos explicando a cada capítulo um pouco mais sobre a guerra com os robôs, o porquê que não se deve sonhar, além de nos deixar sem fôlego por conta das descobertas reveladas no livro. Que vou confessar, não consegui prever nenhuma.  Vou parar por aqui, até por que o meu intuito é fazer vocês lerem.

As autoras são brasileiras, isso mesmo, o livro foi escrito por duas mulheres, mais um ponto para a nossa literatura, a meu ver elas estão em excelente sintonia, pois em nenhum momento consegui encontrar brecha que revelasse quem escreveu qual parte, ambas as autoras possuem trabalhos separados. Que estou pensando em ler depois deste livro.

O livro é vendido apenas na Amazon, por enquanto, torço já percebe que acabou. Minha nota no Skoob foi de 5/5 estrelas e não sei se isso ajuda, mas o livro será único, então se você tiver a chance leia. Vale muito a pena.

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Mais um livro da Literatura Nacional que tem grande potencial, “Filhos da Tempestade” trouxe algumas das qualidades que me faz lembrar o quanto amo ler. O livro contém: mistério, fantasia e uma boa dose de romance.

 Sinopse: Uma aventura surpreendente, em um dos lugares mais misteriosos da terra. Um grupo de jovens deixa o Rio de Janeiro com destino aos Estados Unidos. O que seria apenas uma viagem de uma

Turma do conservatório de música acaba ganhando os contornos de uma tragédia: ao sobrevoar a misteriosa região do Triângulo das Bermudas, o avião é atingido por uma violenta tempestade e cai no mar. Os sobreviventes agora se veem presos numa ilha deserta, perdendo o contato com o resto do mundo. Nesse lugar paradisíaco, habitado por uma força maligna ancestral e onde se esconde um terrível segredo envolvendo uma jovem bruxa do século XVII, os garotos precisarão lutar pela própria vida, superando grandes desafios e enfrentando seus piores medos. Rodrigo de Oliveira, autor da saga As crônicas dos mortos, traz em Filhos da tempestade uma história repleta de ação, suspense e terror, de conflitos e descobertas, envolvendo um improvável triângulo amoroso que desafia a própria morte.

 Bem-vindo a Ilha do Diabo “um buraco entre o Fim do Mundo e Lugar Nenhum”, essa frase entre parêntese foi retirada do livro e explica poderosamente de uma forma metafórica onde fica essa ilha que assombra os personagens contidos na historia.

 Mas primeiro somos apresentados à Carol Smith, uma moça que está sendo julgada por praticar bruxaria, mas por incrível que pareça, o juiz da corte decide no último momento mudar a sentença, mesmo sendo clara, ele acaba mandando a réu para Roma, onde poderão julgar melhor o caso, mas no caminho para lá, algo misterioso acontece e o navio que transportava a prisioneira pode estar prestes a naufragar.

 Depois somos levados até um avião com vários passageiros e no trajeto da viagem, uma tempestade estranha aparece no caminho e assim os sobreviventes são jogados na “Ilha do Diabo” ou como também é conhecido: Triangulo das Bermudas. Nunca li nada do gênero, mas conhece de outros filmes ou artigos, mas o autor usou bem, e ao meu ver, reformulou bem esse conceito. O que mais me deixa intrigado é que a ilha é perfeitamente linda e possui tudo o que você precisa para sobreviver nela, como explicado até por um dos personagens, depois de um tempo até a vontade de ir embora pode passar.

 Vou parar por aqui para não gerar spoiler, mas saiba que ainda tem muita coisa pela frente. O livro é cheio de mistérios e existem separações dentro dos capítulos que tornou a leitura dinâmica e ao mesmo tempo mistérios. Estou fascinado pelo domínio com a escrita que o autor possui, mostra que ele sabe o que estava fazendo e aonde queria chegar.

 Uma única barreira que encontrei no livro foi os palavrões que às vezes são incluídos nos diálogos dos personagens, creio que isso não é tão necessário em um livro. Mas depois deste livro, minha lista de leitura estará com todos os outros livros do autor, uma coisa legal é que até um dos seus títulos é citado neste livro.

 O livro foi lançado este ano pela editora Planeta, contém 336 páginas e a diagramação está perfeita, isso ajuda muito o leitor sabia editoras? Minha nota no Skoob é 4/5 estrelas. Se você encontrar esse livro na livraria e tiver a oportunidade não perca tempo, vale muito a pena e ainda engrandece nossa literatura nacional.

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Hoje trago para vocês mais um livro da Literatura Nacional, estou falando do livro O Senhor das Águias e as Pedras da Perdição, já inicio dizendo que se você gosta da temática do C.S Lewis ou Tolkien, com certeza você vai amar este livro.

 O livro se inicia com dois “prólogos”, onde nos apresenta o universo criado pelo autor, existe nesse mundo uma espécie de deus, nominado como Senhor das Águias, que por se sentir sozinho toma a decisão de criar uma pessoa para conviver ao seu lado, é assim que nasce Cesarem, um mago que um pouco mais pra frente se revela egoísta e muito ganancioso.

 O Senhor das Águias não se sente realizado apenas com a criação do mago e decidi criar outras criaturas, dentre elas: anões, humanos, centauros e etc. É aí que nosso vilão se rebela após a divisão de terras para cada tipo de criatura, Cesarem não aceita tudo isso de bom grato e para tentar acabar com tudo, lança um feitiço que cria cinco pedras que geram dor, tormento, raiva, ódio e tudo aquilo que pode gerar contenta entre os povos.

Isso não agrada o Senhor das Águias que por não tem solução, decidi exilar Cesarem e todos àqueles que seguem o mago. Mas as pedras estão espalhadas pelas terras de Aldiroön. É ai que entra nosso protagonista, Pedro da terra dos humanos, será convocado pelo Senhor das Águias para reunir a sociedade de prata que não deu certo há alguns anos, mas Pedro deve ter algo de diferente por conseguir tal feito.

Com isso Pedro e a sociedade prata saem em busca das pedras da perdição. Vou parar por aqui para não dar spoiler. A historia gira em torno disso, mas ao ler o livro em nenhum momento me pareceu cansativo. A dinâmica do autor durante o livro me prendeu do começo ao fim e o livro é cheio de reviravoltas empolgantes. O mundo criado pelo autor é super rico em detalhes

Um fato importante é que o autor é brasileiro, abrilhantando ainda mais a literatura nacional, o livro é vendido apenas na Amazon, por enquanto, torço para ser publicado no formato físico algum dia, pois quero muito esse livro na minha estante. O livro possui 387 páginas, se você tiver a chance leia.

Até a próxima.

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Você acredita na existência de seres de outros planetas? E que eles podem em algum momento fazer uma visita à Terra? Você já assistiu e se emocionou com o filme ET, o Extraterrestre? Gosta de seriados tipo Arquivo X? Independente de ter respondido sim a algumas ou a todas as perguntas anteriores, certamente irá gostar deste livro.

Finpecia dose prostate “O Amigo de Praga” publicado pela Editora Quatro Cantos e muito bem escrito pelo Francisco Cabral é uma história cativante. O conhecimento do tema pelo autor foi fator importante para o bom desenvolvimento do enredo. Sua linguagem tem o público juvenil como alvo, mas alcança a todas as faixas etárias. São 223 páginas de muita aventura.

O adolescente Dennis é o personagem central da trama. Esperto, inteligente, boa lábia. Uma de suas grandes diversões é viajar durante as férias. Teve a oportunidade de conhecer lugares fora do Brasil, porém o que ele mais sente satisfação é passar os dias na fazenda de seu avô em Alto Paraíso, na Chapada dos Veadeiros. O local inclusive já serviu de ambiente para outros enredos, exatamente por toda onda exotérica que permeia o lugar, atraindo turistas. Lá ele pode ter contato direto com a natureza, tomar banho de rio, e cavalgar pela imensa redondeza.

”Diz a verdade, Conrado: ele é humano? Bem, ele é… denso, sabe? Tem uma pele resistente… É humano? Crânio saliente, imenso… É humano? O que implica um cérebro maior que o nosso.  Mas é humano? Ele…”

Nestas férias, algo diferente e inusitado acontecerá a Dennis. Em um dos seus passeios pela propriedade, ele presencia a queda de um objeto, que não é nada parecido com os meios de transporte aéreo que conhecemos. O garoto convence ao avô que eles devem ir procurar esse objeto antes de ser localizado por outras pessoas. Eles partem em direção ao local da queda, e ao encontrarem nave, verificaram que o condutor, estava morto. Mas existe espaço para dois ocupantes e não há sinal do corpo do outro. Ele pode estar por aí…

Dennis pede aos trabalhadores da fazenda que o avise, caso vejam alguma coisa diferente ou alguém estranho andando pela região. Passam-se vários dias sem qualquer novidade, até que passeando pela margem do rio, o garoto visualiza alguém se banhando. Alguém diferente!!!. Imediatamente ele se aproxima, e sem saber que será entendido, comunica-se com aquela criatura. Mais gesticulando que propriamente falando, solicita que o estranho não saia do local, pois ele irá procurar ajuda.

O menino vai até a casa, verifica se realmente não há ninguém ali e encontra um local para esconder o visitante a princípio. Sabendo que não será possível mantê-lo oculto por muito tempo, cria uma identidade e dessa forma poderá apresenta-lo ao avô e aos trabalhadores: o nome daquele ser alto, louro, meio esquisito é Ernst, jogador de basquete, que o garoto conheceu quando esteve em Praga com seus pais. O viajante conviverá muitos dias na companhia da família de Dennis, que além de amigo é também o seu protetor.

A partir desse momento Dennis e Ernst terão uma intensa convivência. Os laços entre os dois se estreitarão e algumas coisas serão reveladas. O extraterrestre perdeu a memória. Não sabe quem é, não sabe de onde veio nem o que lhe aconteceu para que ele fosse parar naquela situação. Preocupa-se com que lhe podem trazer tais descobertas.

Ernst também não consegue compreender por que precisa ficar escondido. Pergunta-se o porquê do seu aspecto causar estranheza a ponto de quererem fazer experimentos com ele.

A história é do início ao fim bem dinâmica. Há algumas ilustrações presentes, bem singelas, porém significativas, que ajudam aos leitores na viagem dentro da narrativa.

Algo que é importante destacar é que nas entrelinhas da narrativa vamos encontrar críticas e reflexões. Num texto com objetivo de divertir, entreter, podemos observar comportamentos que não estão longe de nós, do nosso cotidiano, da nossa vivência. Preconceito, discriminação, xenofobia, posição social e outros marcadores se fazem presentes.

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Os opostos realmente se atraem?

Há quem defenda que seja uma das mais absolutas verdades. Eu tenho cá minhas dúvidas. Acho que, ainda que diferentes, as pessoas possuem algum ponto em que convergem.

Cheap 20 MG Tastylia Tadalafil Oral StripsGet Tastylia (Tadalafil Oral Strips) to buy A Missão Agora é Amar” é de autoria da useful reference Cristina Melo. Publicado pela Editora Bezz, tem 574 páginas. É o primeiro volume da série “ check my blog A Missão”, mas pelo que percebi as histórias são independentes. O segundo volume se chama “ binäre optionen cortal consors Amor Súbito”.

Vamos conhecer Lívia e Gustavo.

“Ela vem andando devagar, com ar de deboche, até que encosta na lateral do carro e fica na minha frente. Olho para ela, e caralho! A mulher, o que tinha de abusada, tinha de linda, ela era perfeita.”

Ela é uma mulher muito bonita. Independente, personalidade forte. Estudante e professora de Educação Física, projeta um futuro promissor para si. Tem em Bia sua melhor amiga, uma garota que diz tudo na lata. Depois de uma decepção com seu noivo, acredita que sua vida seguirá o curso normal das coisas após o rompimento. Não contava, contudo, que após uma batida policial, um olhar fosse atravessar a sua alma e aquilo que tinha como certeza passasse a ser o seu calcanhar de Aquiles.

 “Você é muito abusado! Queria ver se não estivesse usando essa farda aí e sem todas essas armas ao seu redor, se faria a mesma coisa.”

Ele é Capitão do Bope. Sim, lembrei-me do Capitão Nascimento, personagem do Wagner Moura no filme Tropa de Elite. Ele é um homem que nada teme, nem ninguém. Responsável no cumprimento do seu dever, extremamente focado, é conhecido também por ser alguém que costuma ter o controle das situações. Sente-se, porém solitário, sua vida amorosa é um desastre. Um anjo, todavia, aparece no seu caminho e a sua experiência sentimental irá sofrer impacto significativo.

A atração entre ambos é instantânea. Pelas suas características, tanto Lívia quanto Gustavo ficam cautelosos e põem o “pé no freio”. Não conseguem compreender direito essa emoção que toma conta de ambos ao lembrarem dos poucos momentos que mantiveram contato durante a ação policial. Eu acredito que pessoas possam sim terem interesse físico por outras num simples olhar ou troca da palavras. Mas sem essa de “amor à primeira vista”. Isso não existe, gente. Não se ama a quem não se conhece. Simples!!!!

Para ela, é uma situação traumática. E quebra de uma promessa. O seu pai era policial. E foi covardemente assassinado na porta de casa, numa tentativa de assalto. Lívia estava na sua adolescência na época. Sua mãe sofrera muito com a morte do marido. Por isso decidiu nunca envolver-se com um homem que usasse farda militar.

Quando começamos a história, criamos a ideia de que o ex noivo da garota, que se chama Otávio, é um cara gente boa. Eu até torci até certo ponto para que eles reatassem. Mas no transcorrer da narrativa vamos descobrir que o sujeito tem outro lado.

Além dos fatos que envolvem os protagonistas, o livro também retrata algumas ações do Gustavo durante o exercício de sua profissão. Quem vive fora do Rio de Janeiro tem conhecimento dos diversos conflitos que acontecem em determinadas áreas da Cidade Maravilhosa, e autora traz um pouco disso. Vejo também como uma forma de mostrar toda a tensão que recai sobre o Capitão e os temores da Lívia.

Apesar do número grande de páginas, a historia não é cansativa, nem repetitiva. Cristina Melo soube conduzir bem toda a narrativa, com boa linguagem, que torna agradável a leitura.

Confiram!!!

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O gênero terror não é lá a minha praia. Seja na literatura ou no cinema é preciso que a obra tenha boas recomendações para que eu me anime em ler ou assistir. Vampiros, zumbis e outros seres similares não me despertam interesse.

E foi por recomendação que chegou às minhas mãos “Elevador 16”, do escritor Rodrigo Oliveira. Compõe a série “As Crônicas dos Mortos” da qual faz parte cinco outros livros, mas este é uma história à parte. É do ano de 2014 e publicado pela Faro Editorial. É bem curtinho, tem apenas 60 páginas. Dá pra ler em duas ou três horas ou até menos, principalmente porque a história é bem interessante.

Quando eu peguei o livro, fiquei com a sensação de já tê-lo visto, e isso se confirmou quando olhei a contra capa e vi os outros livros da série. Quando eu trabalhava na livraria ele passou pelas minhas mãos diversas vezes nas arrumações diárias, e eu não imaginava seu bom conteúdo.

Importante destacar que temos escritoras e escritores nacionais que produzem conteúdo de grande qualidade. Ainda há gente que tem visão equivocada sobre literatura nacional, tem repulsa, quando não fica devendo nada à literatura de outros países.

Voltando ao livro… No ano de 2017 (lembrando que foi escrito em 2014) um grupo de cientistas descobre que a Terra está passando grande perigo. Outro planeta (Absinto, chamado de Planta Vermelho) está em rota de colisão e pode acontecer grande destruição. Em todos os lugares ocorre pânico, mas logo é revelado que o planeta passaria a uma distância suficiente para não acontecer o choque.

Todavia, algo acontece…

Sábado, 14 de julho de 2018. Neste dia pessoas em todo mundo se preparam para acompanhar a passagem do Planeta Vermelho, pois nesta data é possível vê-lo com mais nitidez. Para outro grupo, no entanto, é dia de trabalho. Eles estão num prédio localizado na zona sul da cidade de São Paulo. Normalmente é dia de folga, mas a empresa precisa finalizar uma tarefa com urgência, e houve convocação para atividade extra.

Entre as convocadas está Mariana. Ela não está tendo um bom dia. Sente-se cansada, com mal estar, por causa dos frequentes enjoos que vem sentindo.  Sua menstruação está atrasada já alguns dias. Dirige-se ao banheiro, onde passa cerca de trinta minutos. Lá, ela confirma o que tem suspeitado. Com o teste de gravidez na mão, leva alguns momentos para encarar o resultado: positivo. O que fazer agora?

Ela retorna para suas atividades, na esperança de manter-se calma, até que Raul aparece. O rapaz, que também trabalha no mesma empresa, é seu namorado. Mariana tenta evitar contato naquele momento, mas é impossível. Os dois se dirigem a uma sala reserva onde a garota conta da gravidez. Raul questiona várias vezes se ela tem certeza e eles discutem sério.

Alguns minutos depois, chega a hora do almoço. O elevador chega, e 16 pessoas, incluindo Mariana e Raul entram. Segundos depois ele para, inesperadamente. As pessoas se assustam. Pensam que ocorreu algum problema e que logo a manutenção resolverá. O tempo passa. Nervosismo, impaciência, pavor tomam conta do ambiente. Inicia-se uma discussão quando 10 das 16 pessoas desmaiam.

Os demais ficam preocupados e tentam socorrer os colegas. Mariana vai até Raul, que também desfaleceu. Ela chama-o diversas vezes até que ele reage. Mas Raul está estranho. Seus olhos estão brancos e o som que sai dos seus lábios é incompreensível. Mariana se assusta, e precisa se afastar, pois o seu namorado parece querer machucá-la…

O que se sucede é de tirar o fôlego de quem está lendo. Momentos de tensão, de apreensão, de medo tomarão conta dos seis. E a situação se agrava quando um deles consegue sair do elevador, e ao tentar buscar ajuda descobre que outras pessoas no prédio estão iguais aos outros colegas no elevador, e há muito sangue. Mariana e seus colegas passarão por dificuldades e decisões nada fáceis precisarão ser tomadas em determinados momentos.

É um livro gostoso de ler. A narrativa flui com facilidade. O texto é muito bem escrito e agrada.

Ótima oportunidade para um bom entretimento. Super indicado para os fãs de The Walking Dead.

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Tem horas que a gente precisa de uma leitura leve. Divertida. Que não seja necessário pensar muito. Algo que realmente entretenha e ajude a aliviar as tensões do dia-a-dia. Foi algo assim que encontrei essa semana quando precisava relaxar.

my company Inversos é o segundo livro da série dating site browse free Clichê, da escritora Carol Dias. Foi publicado pela Ler Editorial este ano. Apesar de pertencer a uma série, pode ser lido independente do primeiro, pois as histórias não são continuação.

Com 213 páginas, esta obra se encaixa perfeitamente no perfil de romances chamados de “chic lits”, onde as protagonistas são mulheres modernas, cultas, independentes. Algumas pessoas defendem que este tipo de leitura é destinado diretamente ao público feminino. Eu acredito que a literatura não possui essa coisa de “livro para mulher” e “livro para homem”. Sim, podem existir temas que interessem mais a um gênero que a outro, contudo nada é fixo.

Os protagonistas da história são Bruna Campello e Carter Manning. Duas pessoas totalmente diferentes, mas que se toleram por causa do trabalho.

Ela é uma brasileira que foi morar nos Estados Unidos, exatamente em Santa Bárbara. Seus pais mudaram-se para a América do Norte quando ela tinha 12 anos; hoje encontra-se com 26. Pouco tempo depois, seu pai foi embora deixando a responsabilidade de criação dela e de seus irmãos, os gêmeos Dani e Tomás a cargo da mãe. Quando atingiu a maior idade, foi tentar a vida em Los Angeles. Bruna é uma excelente profissional, extremamente competente no que faz.  Ela é assistente do Carter.

O rapaz é um grande astro pop. Começou na música como administrador da M Music, gravadora que pertence ao grupo de empresas de sua família. Largou a parte burocrática para atuar nos palcos e obteve sucesso.  Pelo talento, chega a ser comparado ao Justin Timberlake. Carter tem um gênio forte. E mulherengo ao extremo. Sua fama e sua beleza fazem com que muitas mulheres queiram se aproximar dele. E evidentemente, ele tira muito proveito disso.

Bruna é responsável pela agenda de shows, pelos compromissos do Carter em emissoras de televisão, pelas entrevistas. Ela cuida do figurino dele, e dos quatro rapazes que formam a banda que o acompanha. Ela providencia hospedagem em hotéis, carros para a condução até os locais dos shows. Cuida de todo cenário. E também resolve as burradas e criancices de seu querido chefe.

Por causa de suas habilidades, Carter chama Bruna algumas vezes de Olívia Pope, personagem da atriz Kerry Washington na série Scandal.

A vida do Carter seguia nessa vibe até que certo dia algo fora dos planos aconteceu. Duas garotas de três anos foram deixadas na porta de sua casa, acompanhadas de um bilhete. Nele, a mãe das meninas dizia que eram suas filhas, frutos de uma noite de sexo sem proteção. Isso ocorreu quando ele ainda estava no início da carreira, não era famoso. Deixo-as lá por não ter mais condições de cria-las.

Carter entra em desespero. Não sabe o que fazer. Ele não tem qualquer estrutura emocional e nem responsabilidade para ser pai. Daí ele resolve chamar uma pessoa para cuidar da situação. Sim. Ela mesma. Bruna.

A assistente agora além de suas mil e tarefas precisa cuidar das garotas. Chamam-se Samantha e Sophie. De cara ela se encanta pelas filhas do chefe, e as meninas igualmente por ela. Bruna tenta a todo custo chamar Carter para sua responsabilidade com elas, o que é uma tarefa difícil e que irá influenciar diretamente na relação já conflituosa com seu chefe.

O livro é narrado em primeira pessoa. 90% pela Bruna.

A história é agradável. Tem algumas pitadas de humor.

O interesse da Bruna pelo Carter fica claro, pela forma como ela se refere a ele, principalmente quando descreve as características físicas do rapaz. Em determinados momentos quando estão bem próximos ele tenta beijá-la, e apesar do desejo falar mais alto, ele sempre se afasta pois não quer ser mais uma na cama do chefe.

Algumas situações a meu ver não tiveram o desfecho ideal. Uma delas é sobre o pai da Bruna, que irá reaparecer em certo momento.

Pelo interesse que desperta, dá para ler em até um dia.

Divirtam-se.

Resenha de Renato Neres

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Samanta e Marcelo são o casal perfeito, enquanto Flávia e Renan vivem um casamento de fachada. Quando os quatro se tornam vizinhos em um condomínio de alto padrão, algo não muito convencional passa a acontecer por lá. A Casa da Frente é um romance leve e direto, capaz de surpreender os leitores à medida que a relação tórrida envolvendo os dois casais vai se desenrolando. Você conseguiria emprestar seu lindo maridinho para a vizinha gostosa?

Mais informações de como adquirir este livro nos links: Site Pessoal, Mercado Livre,  Facebook

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Hoje quero falar sobre um livro que chegou às minhas mãos na semana passada. Para começar, o título e o acabamento me chamaram atenção. Não é nada de extraordinário; a simplicidade também é capaz de ter destaque. E para completar, encontrei um vídeo falando sobre ele que aumentou o meu desejo de ler.

Trata-se de “O Terraço e a Caverna”, escrito pelo carioca Maurício Limeira.  O livro foi um dos contemplados pelo Programa SEIVA, que através da Fundação Cultural do Pará, publicou em 2016 cerca de doze obras, escolhidas entre as muitas que se escreveram para participar do processo de seleção. Possui 270 páginas.

Bem, nossos protagonistas são dois adolescentes, um garoto e uma garota, que tenho certeza irão cativar e emocionar o público leitor. Ela se chama Raquel, que é carinhosamente chamada de Quinha, apelido dado pelo seu irmão caçula. O garoto se chama Paco. Todos os outros membros de sua família possuem seus nomes iniciados pela letra A; ele é o privilegiado por fugir à essa regra. Ambos estão na faixa dos doze anos.

As histórias de cada um se desenvolvem em ambientes diferentes, mas os jovens possuem características que se assemelham. São histórias que emocionam.

Na vida de Quinha não havia mais gente. E ela não sentia falta”.

Ela mora com seus pais, seu irmão, seu avô. Todos a amam muito, mas para Quinha isso não fazia diferença, pois a menina não os via. Fora diagnosticada com uma doença rara, Síndrome das Pessoas Inexistentes. Não consegue ver, ouvir, sentir ninguém ao seu redor. O único ser com o qual ela interage é um gato chamado Moises. E por vezes essa conversa pode ser muito perigosa para a garota pois o felino tem um lado perverso. E apenas ela consegue vê-lo.

A menina passa a maior parte do tempo no terraço do apartamento onde mora. Seu contato com o mundo é através de redes sociais. Ela adora ler as coisas que as pessoas postam sobre suas vidas, mas nunca comenta nada. Para Quinha são apenas personagens. Seus pais usam perfis fakes para manter contato com a filha na esperança de que em algum momento ela possa reconhecê-los. Mas a menina não responde a ninguém.

Quando as pessoas olham para você, é quando dói mais”.

Paco carrega na alma muita dor. O destino para ele parece ter sido cruel. É órfão de mãe. Sua genitora teve complicações no parto e não chegou a conhecê-lo. Aos três anos, por um breve descuido de seu pai sofreu terrível queda, que além de danificar seus joelhos o deixou paraplégico. Deixou a escola por causa do frequente bullying. Não recebe o afeto necessário do pai, que vive envolvido em bebidas e dívidas. Mora com tios, primos, avó, além do pai numa ”caverna”.

A família pagava aluguel. Por causa dos constantes atrasos foram ameaçados. Sem opções abandonaram o imóvel e passaram a viver na rua. Até que o tio do garoto encontrou uma construção abandonada e levou todos para viver no local. Por seu cadeirante, Paco dificilmente saía do local, que ele mesmo apelidou de caverna. Sua única diversão era um velho computador doado pela antiga professora. O pai e o tio fizeram diversos “gatos” e o menino tinha acesso à internet.  Despejava todas as suas angústias nas redes sociais, e a cada comentário que não gostava, respondia de forma estúpida.

Os dois jovens vivem presos em seus mundos particulares. A vida lá fora, para eles, não possui qualquer atrativo. Os motivos são até diferentes, mas o sentido da reclusão pode ser o mesmo. A única interação de ambos é a convivência na rede social.

E é através da rede social que Quinha e Paco irão se encontrar. O que acontecerá a partir desse encontro, você só saberá quando estiver degustando o livro.

Foi uma leitura gratificante. Gostosa. Em certos momentos eu fui tomado pela emoção. Um deles, e talvez o mais forte, se dá quando Paco está com o pai no réveillon. É uma narrativa belíssima.

Outra coisa que me chamou atenção foi em relação aos avós. O avô da Quinha por passar mais tempo em casa com ela puxa conversa, dá carinho na esperança de alguma reação, que não ocorre. Já Paco, que fica bastante tempo só na companha da avó, até tenta fazer com que ela converse, mas suas respostas, quando acontece, são apenas monossílabas.

Há alguns poemas que aparecem na maior parte no final de cada capítulo. Muitos deles são da autoria da Quinha. Esses poemas dão um tom especial pois expressam o sentimento, o momento dos personagens ou ilustram determinadas situações.

A única coisa que não me agradou no livro foi o epílogo. Achei-o desnecessário nos moldes em que foi desenvolvido.

Há diversas coisas que podem ser tomadas como lição prática; cada leitor(a) terá a sua.

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Tenho aprendido a não abandonar leituras quando, no começo, se mostram chatas, cansativas, entediantes. Não é um exercício fácil, confesso, mas tem me trazido bons resultados. Tem histórias que demoram a pegar ritmo, porém durante o desenrolar torna-se agradável. Aconteceu com este livro que terminei recentemente. Trata-se de “Dois Mundos”, o primeiro volume da série Tesouros da Tribo de Dana, escrito pela paulista Simone O. Marques. A capa tem um acabamento muito bonito.  Foi publicado no ano de 2016 pela Editora Butterfly. Tem 253 páginas.

Considero o gênero distopia um dos mais difíceis de serem trabalhados. O autor ou a autora precisa ter muita inspiração e imaginação para conseguir produzir algo do tipo com qualidade. Alguns(umas) infelizmente terminam por se perder totalmente fazendo “viagens” muito loucas e constroem enredos que ficam sem qualquer significado ao final. Não é o caso, contudo, desta obra.

A narrativa se desenrola no ano de 2021. Uma catástrofe causada pela terceira onda deixou o planeta devastado. Os seus poucos moradores restantes labutam para manter sua sobrevivência. Há escassez tremenda. No Brasil há grupos que habitam em vilas, próximas de onde existe água potável. Parte dos personagens da saga vive na Chapada dos Veadeiros, na Fazenda Tribo de Dana situada no estado de Goiás.

Marina sentiu um frio percorrer sua espinha, como se um vento gelado tivesse acabado de passar por ela soprando com força. O som aumentou e, antes que conseguisse entender o que havia acontecido, notou que Brian a abraçava com força e a protegia com seu corpo; depois, ouviu o som ensurdecedor de algo despencando.

Marina é uma bela jovem que carrega em si os poderes de três deusas celtas. Desde muito pequena vive cercada de cuidados (chamam-na de pequena deusa) e se sente sem privacidade. É protegida por guerreiros, chamados de Sombras, que a defendem com suas próprias vidas e entre esses valentes, estão os jovens Brian e Artur.

Num dia em que Marina resolveu provar para os rapazes que possuía condições de tomar conta de si, acabam por se meter em confusão e abrem um portal que os leva para outro mundo. A partir desse instante os três irão se deparar em situações de extremo perigo, e em meio a muitas aventuras, vão ter que lutar com estranhas criaturas se quiserem permanecer vivos.

Os dois garotos são muito dedicados à moça. Na posição de protetores eles precisam ter essa postura. Um deles, porém vive um risco. Brian possui sentimentos pela Marina e sabe que isso não tem a menor possibilidade de acontecer. Algumas vezes os seus corpos ficam próximos e o rapaz precisa manter o controle. Brian é o personagem que mais me agradou nesse primeiro livro. Pela sua personalidade. E por… sem spoilers, rsrsrsrsrs.

Paralelo a isso, temos outro personagem importante. Pedro é um cara corajoso, determinado, que sempre foi chamado pelos amigos e pela família de “maluco” porque ele ter visões com certa garota, que somente ele conseguia ver. Sente que não é apenas uma visão e que de alguma forma precisa encontra-la.  Trata-se de Marina.

Em um desses sonhos, Pedro recebe o aviso que ela corre grande perigo. Resolve ir procurá-la. Pede um veículo emprestado ao tio, mas não contava com a “ajuda” extra que receberia. Como ninguém mais pode saber da localização da fazendo, o rapaz precisa despistar as companhias que seguiram viagem com ele. Na viagem terminar por conhecer Liban, uma garota especial.

Senti certa dificuldade no início de mergulhar na história. A narrativa não me despertou interesse; achei muito tudo muito lento, sem ritmo, sem graça. A personagem Marina me pareceu antipática e chata. Com o desenvolvimento, a história foi melhorando, tornou-se mais envolvente. Mas a Marina… continuou chatinha.

A história segue uma sequência lógica. A autora conseguiu conduzir com tranquilidade a narrativa.

Aguardo a continuação para ver o que de interessante e atrativo a Simone O. Marques acrescentará à saga.

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WALLERY GISCAR DESTEN Alves da Costa Raposo, nascido em 73, natural de São Domingos do Azeitão-MA. Formou-se, inicialmente, em Letras/Português, por sonhar um dia ser escritor, e, posteriormente, graduou-se no curso de Bacharel em Direito.

Hoje trabalha como Servidor Público e nas horas vagas dedica-se à leitura e à escrita, suas grandes paixões. O interesse pela literatura se deu, por acaso, depois de um trabalho em sala de aula na área literária. Alguns anos depois, surgiu a curiosidade pelos concursos literários e começou a escrever para participar e ter alguma experiência.

Dessas aventuras alcançou alguns bons resultados, conquistando 3º lugar no concurso de poesia da VII semana de Letras da UESPI – 1998; 2º lugar no concurso de crônica da FUNDAC – 1998; participação na antologia poética “As trinta melhores poesias” do  I Concurso UESPI de literatura – 1999; menção honrosa no gênero romance pela FUNDAC – 2003 e com Ajuste de Contas conseguiu o 1º lugar no concurso “Prêmio O.G. Rego de Carvalho – Categoria Novela – FUNDAC – 2001.

Como paixões literárias cita Machado de Assis, Emily Bronte,  Marguerite Duras e Fitzgerald dentre outros. Gosta de livros de aventura e romances. A grande paixão da infância eram as histórias em quadrinhos  que contribuíram  para o prazer que tem hoje pela leitura. Da nova leva de autores acompanha os autores John Green, David Nicholls e Jojo Moyes.  Atualmente mora em Teresina-PI com a esposa e os dois filhos, escrevendo, estudando os grandes autores e finalizando um romance. A grande empolgação do momento é com o livro Ajuste de Contas a ser publicado pela Editora Giostri que em breve estará nas livrarias em sua versão física.

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Novela policial com uma pitada de romance, livro que conquistou o primeiro lugar no “Prêmio O. G. Rego de Carvalho – Categoria Novela” –FUNDAC-PI em 2001, conta a história de Justino, experiente pistoleiro, contratado para matar um fazendeiro, mas um desejo de vingança do passado, alimentado por um suposto desafeto, o faz desconfiar de que está sendo atraído a uma possível armadilha.

Porém, um segredo escondido vem à tona, causando uma reviravolta na vida de Justino que tem a chance de reencontrar um antigo amor do passado a quem vai tentar reconquistar.

Mas o destino se interpõe entre Justino e o seu grande amor, pois chegou a hora do acerto final, a hora do ajuste de contas…

Uma história que vai prendê-lo do início ao fim, penetrando nos meandros da vida desse personagem tão misterioso e sombrio, o pistoleiro.

Para mais informações sobre o autor e seu livro nos links: Amazon, Facebook e instagram

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“A jovem Alessia” é um romance de época que se passa em um local fictício, em meados do século XVIII, na França.
Alessia, a protagonista, é uma jovem de dezesseis anos que mora com o pai viúvo na vinícola La Vignette. O pai dela, o Conde Duchamp, odeia a filha com todas as forças, fazendo de tudo para que Alessia não tenha acesso à educação e a uma vida social. Alessia acreditava que tal tratamento se devia ao fato de a mãe ter morrido depois de dar à luz a ela, fazendo com que o pai a visse como a responsável pela morte da amada esposa. Contudo, Alessia é amada pelo rei Henri, seu padrinho, e pela princesa Anna, que a considera sua irmã.
Certo dia, Emilie, criada de Alessia, insiste que a jovem precisa sair e comprar tecidos para encomendar vestidos novos, o que sua ama aceita mediante os argumentos de que seus vestidos já estão curtos e ultrapassados. Ao chegarem ao mercado da cidade, a atenção de Alessia é logo captada pela visão de um jovem cavalheiro, o capitão da guarda real e fiel escudeiro do rei, Marcus de Lanpré. Concomitantemente, ele também se atrai pela jovem que nunca havia visto tão bela pelas redondezas e tenta se aproximar dela, mesmo com as advertências do amigo Louis, que lhe diz que ela jamais lhe aceitará a corte, pois se trata de uma nobre e ele, um plebeu. Ao perceber que Marcus se aproxima, Alessia, ingênua, sai correndo, mas pensando no belo rapaz que vira no mercado. Foi amor à primeira vista.

“Ora, a mocinha vira um rapaz atraente e se interessara por ele, e ele obviamente também se interessara por ela, a ponto de ter tentado vir cumprimentá-la. Mas ela era tão inocente, tão bobinha, que em vez de permitir ser galanteada, como o faria a maioria das jovens aristocratas da corte, resolveu sair correndo.”

Por ocasião do aniversário da princesa, Alessia é convidada a passar uma temporada na corte, o que seu pai só permite diante da autoridade do rei, assim, a jovem se encaminha para lá. Ao chegar, é recepcionada por ninguém menos que Marcus, que já havia se informado que a moça que tinha visto no mercado era amiga da princesa e afilhada do rei. Logo, ele dá um jeito de se aproximar dela e confessar seu amor, não sem a ajuda de seu amigo Louis.
Os dois, confessos apaixonados, porém, sabem que jamais poderiam casar-se porque o pai de Alessia jamais permitiria que ela se casasse com um plebeu. Sendo assim, o rei Henri, que sempre considerou Marcus como um filho, dá a este o título de Conde de Lanpré, só assim, e mediante muita chantagem, é que o pai de Alessia aceita.
Mas essa foi só a primeira das muitas dificuldades que Marcus e Alessia encontram durante seu caminho; eles precisam lidar com os caprichos da princesa Anna, que esconde um segredo por trás de suas longas caminhadas até a fronteira. Também enfrentam muitos conflitos familiares e a cruel corrida ao trono do rei Henri, que já está velho e vê-se rodeado por um bando de víboras. Além disso, há o surgimento de um misterioso personagem que acabará por definir o destino de Alessia para sempre.

Paixões proibidas, guerra, escândalos e mistérios – muitos mistérios –  compõe esse envolvente e nada meloso romance de Louise Bennet.

Confesso que, no início, achei a narrativa muito semelhante a Jane Austen, porém, este livro tem um diferencial que me fez gostar: ele relata a vida do casal protagonista durante a vida de casados! Coisa que Jane Austen nunca fez e sempre nos deixou com aquele gostinho de quero mais (quem nunca quis saber se Mr. Darcy e Lizzie tiveram filhos etc. ?). Mas não pense que essa vida de casados de Alessia e Marcus foi uma rasgação de seda, não; morando na corte, eles precisam se esquivar dos comentários maldosos, das intrigas e segredos dos nobres.

Os personagens são muito bem construídos, de modo que nos afeiçoamos a alguns e odiamos outros. Posso dizer que Alessia foi uma personagem que eu gostei, apesar de em alguns momentos achar que ela era inocente e perfeita demais, isso dá um tom bucólico a ela que justifica a sua criação isolada do mundo. Apesar disso, ela se mostra sensível às injustiças que a rodeia: se indigna com os luxos da nobreza, as traições que assolam seu padrinho, o rei, e a futilidade das pessoas da corte. Mas a característica da personalidade de Alessia que me fez admirá-la foi sua independência. Algumas vezes, constatou o machismo que a rodeava e, ao invés de ficar parada, tratou de aprender a se defender sozinha; aprendeu esgrima, ajudava o marido em seu ofício e não se reclinava à opinião dos outros, sempre mantendo a educação apesar de suas inclinações políticas serem terminantemente contra as injustiças sociais que via ao seu redor.

A escrita de Louise é de uma estilística impecável, fazendo jus ao gênero, ela emprega formas verbais e palavras rebuscadas, muitas vezes lançando mão de próclises e mesóclises, embora seja perceptível que a narrativa tem um tom moderno, sem deixar a leitura difícil. Em alguns momentos, a narrativa se tornou um pouco parada, e isso me fez arrastar um pouco a leitura, contudo, nos últimos capítulos não conseguia parar de ler diante de tantas revelações e acontecimentos bombásticos.

Indico a leitura desse livro para aqueles que gostam de um bom romance de época, a escrita é rica, mas ao mesmo tempo fluída. O romance aparece em uma dose certa, sem enjoar o leitor (já deu para perceber que não gosto de romances melosos, né) e há aquele toque, ainda que pequeno, de crítica social que tanto admiro nos romances históricos.

PS.: A data oficial de lançamento do livro físico é dia 30/04/2016 e estará sendo vendido no site: www.romance.online.nom.br  ou na Livraria Leitura.

Beijinhos, Hel.
(Helena Machado, dona do blog “Leituras e Gatices”

http://leiturasegatices.blogspot.com.br/2016/02/resenha-jovem-alessia-louise-bennet.html)

BENNET, Louise. A jovem Alessia. 2. ed. São Paulo: Forsaken. 2016. 388 p.

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