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Em 19 de abril de 1886 nascia em Recife, Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho ou simplesmente Manuel Bandeira. O grande poeta brasileiro que foi também escritor, tradutor, professor de literatura, crítico literário e de arte, um dos maiores nomes da nossa literatura. Apesar de não ter participado da Semana de Arte Moderna de 22, seu poema “Os Sapos” foi lido na abertura dos trabalhos. Manuel Bandeira com seus versos livres e com temas que eram comuns também ao movimento modernista, tornou-se um dos símbolos do Modernismo, apesar dele próprio não gostar de ser rotulado como integrante de nenhum movimento, e de desejar apenas escrever seus versos. Era através da poesia e também da prosa que ele retratava e registrava o mundo que via a sua volta. Era um observador nato, sensível, seu trabalho foi a maneira que ele encontrou de registrar suas impressões, opiniões  e sensações da realidade que o cercava.

Com 10 anos de idade mudou-se com a família para o Rio de Janeiro e neste mesmo ano teve sua primeira poesia publicada no Correio da Manhã. Seu talento para a poesia despontava assim muito cedo, ainda criança. Mudou-se depois para São Paulo em 1903. Influenciado pela família, pretendia se tornar um arquiteto, chegou a ter aulas de desenho para facilitar a entrada na universidade de arquitetura, mas um fato mudou sua história e o aproximou para sempre das letras e da poesia. Aos 18 anos Manuel Bandeira descobriu que estava com tuberculose, uma doença sem cura naquela época, uma verdadeira sentença de morte, que ele recebeu em plena juventude, um diagnóstico médico que mudou toda a trajetória de sua vida e o levou a se tornar um escritor e poeta, para desse modo, registrar tudo ao máximo, tudo que ele não poderia viver plenamente e pensava ter de deixar em breve. A solução por ele encontrada para viver ao máximo cada segundo da curta existência que acreditava estar destinado a viver, era registrar tudo que seus olhos viam, ou que seus sentidos percebiam, então passou a escrever sobre tudo, família, mulheres, o amor, a morte, cenas do cotidiano.  Manuel Bandeira, contrariando as palavras dos médicos que foram um veredito de “morte”, com prognóstico de apenas alguns meses ou no máximo poucos anos de vida, viveu mais de 80 anos. Nunca se curou da tuberculose, apesar de não ter sido ela que o matou e teve que aprender a conviver com a doença e com a ideia da morte que o acompanhou por toda a vida.

Ao receber o diagnóstico da doença abandonou a ideia de se tornar arquiteto. Para tentar se curar, passou por vários hospitais em diversas cidades onde o clima poderia favorecer os seus pulmões, mas sem sucesso, acabou indo para a Suíça onde ficou dois anos internado em um Sanatório onde eram tratados os tuberculosos. Foram anos de isolamento, longe da família e dos amigos, numa terra estranha. Eram anos difíceis, o mundo enfrentava a 1ª Guerra Mundial. Bandeira estava solitário, lutando para se curar e para retomar a sua vida no Brasil e a sua juventude que fora posta de lado pelas circunstâncias. Por tudo isso ele começou a escrever e também a ler muito. O cenário mundial em guerra, sua situação, a presença do medo da morte iminente, e a doença recém-descoberta acabaram influenciando toda a sua obra, não apenas os primeiros escritos.

Após os dois anos de internamento ele voltou para o Brasil para retomar sua vida, não estava curado e teria que aprender a conviver com a doença. Mas a vida ainda não tinha mostrado ao jovem poeta toda a sua força. Não bastasse seu problema de saúde, bastante sério, num intervalo de apenas seis anos ele perdeu toda a família, primeiro a mãe, depois sua única irmã e por fim o pai que sempre o apoiou e que chegou a pagar a publicação de seu primeiro livro “A Cinza das Horas”. Assim o poeta ficou sozinho e com a vida, de sonhos e de planos, naturais de um jovem, interrompida.

Apesar de todos esses acontecimentos Manuel Bandeira, ao contrário do que poderia se esperar, não era um homem triste, vivia sorridente e segundo depoimento de pessoas que o conheceram era um homem gentil e bem humorado. Ao se ver sozinho, sem família, ele se aproximou dos escritores que conhecia e que passaram a ser seus amigos, quase que uma segunda família. Entre eles estavam grandes nomes da literatura como Carlos Drummond de Andrade, Menotti Del Picchia, Oswald de Andrade e o historiador Sérgio Buarque de Hollanda.

Manuel Bandeira apesar de seu reconhecido talento nunca ganhou dinheiro com seus livros, que receberam prêmios importantes, mas que foram publicados com dinheiro do próprio autor. O poeta seguiu escrevendo sobre tudo, registrando tudo, era observador, atento aos detalhes. Mesmo sendo mais conhecido como poeta foi também um grande cronista que escrevia sobre o mundo e seu tempo com um olhar curioso e criativo. Como não vivia de sua literatura, se mantinha como professor, fazendo traduções, crítica literária e escrevendo biografias.

Na verdade escrever, para Manuel Bandeira, era a forma mais natural de enfrentar a doença e o fato de que por causa dela, não fez o que queria ter feito, nem viveu como gostaria. Não foi arquiteto com pretendeu um dia, nunca se casou.  Já que não era possível vivenciar seus antigos sonhos ele escrevia ou reescrevia a vida da maneira que gostaria que ela fosse, aprendendo a valorizar as pequenas coisas do cotidiano e a viver de maneira mais leve, por isso estava sempre sorrindo. Segundo os amigos, Bandeira se achava um homem feio, mas adorava tirar retratos. Valorizou e aprendeu a aproveitar as coisas mais simples que normalmente não damos valor na correria diária. Em um  de seus poemas: “Itinerário de Pasárgada” ele criou um reino imaginário, só seu onde ele podia tudo, onde não havia limites, onde tudo era possível. No poema ele diz: “… Vou-me embora pra Pasárgada//… Lá sou amigo do rei//… Lá tenho a mulher que eu quero / Na cama que escolherei/…E como farei ginástica/ Andarei de bicicleta/ Montarei em burro brabo/ Subirei em pau-de-sebo/ Tomarei banhos de mar/…”

Com o passar do tempo veio o reconhecimento e em 1940 o poeta foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras.

Manuel Bandeira faleceu em 13 de outubro de 1968 . Esse grande poeta deixou uma vasta obra, que se mantém muito importante dentro da literatura até os dias de hoje. Seu legado para o leitor que já o conhece ou para aquele estreante na leitura de seus livros, são os textos em prosa ou em versos, extremamente bem escritos e sem rebuscamentos, versos aparentemente simples, no caso da poesia, mas frutos de um olhar profundo e sensível sobre as coisas, um olhar de quem viveu situações difíceis e que aprendeu a tirar delas lições preciosas, talvez a maior de todas seja que a vida sempre vale a pena, mesmo que não possamos fazer “grandes” conquistas, o importante é aprender a ver o real valor de cada momento e que todo instante é precioso. Não o instante passado, nem o instante futuro, mas o momento “presente” é o que realmente existe de fato, esse presente é que deve ser vivido, aproveitado e saboreado ao máximo.

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Fontes de Pesquisa:

WWW1.FOLHA.UOL.COM.BR/ folha online – artigo: Tuberculose e observação marcaram a vida de Manuel Bandeira – texto de Teresa Chaves de 29/06/2009

www.estudopratico.com.br

www.infoescola.com

www.releituras.com.br/mbandeira

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Meu nome é Ivana Lopes sou tradutora formada em Letras pela PUC. Além de traduzir gosto muito de ler e de escrever e sou apaixonada por literatura. A tradução acabou me dando ferramentas que me levaram a escrever meus próprios textos. Estou muito feliz em ter uma coluna na Arca Literária, vou publicar aqui artigos que falam dos grandes mestres da literatura brasileira e mundial. Tenho diversos artigos publicados em outros blogs e no meu próprio site (Mestres da Literatura)  mejores indicadores para opciones binarias http://ivanascl168.wixsite.com/meusite. Escrevo sobre literatura porque desejo incentivar a leitura dos grandes escritores e poetas, ao escrever sobre suas vidas procuro despertar a curiosidade dos leitores pelas suas obras. Acredito muito no valor da leitura como uma forma de transformação da sociedade.

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Graciliano Ramos nasceu em 27 de outubro de 1892 em Quebrangulo, cidade localizada no sertão de Alagoas. Foi o primeiro filho de uma família numerosa, seu pai Sebastião Ramos de Oliveira e a mãe Maria Amélia Ferro Ramos tiveram 16 filhos.

Passou sua infância no sertão nordestino castigado pela seca, vivendo com a família, onde ele e os irmãos recebiam dos pais uma educação muito rígida, seu pai inclusive costumava surrar os filhos, essa violência era tão frequente que marcou a vida e a obra do futuro escritor, que acreditava que a violência era muitas vezes a base do relacionamento humano. Graciliano cresceu num ambiente seco, árido, rude não apenas pelas características da natureza que o cercava mas também essas eram características que ele encontrava dentro da própria casa no convívio com a família, isso fez dele um homem introspectivo, fechado e muitas vezes pessimista. Essas características acabaram marcando sua escrita, ele foi um escritor que usou com maestria do realismo em sua narrativa, sem floreios nas palavras, seu texto é preciso ao descrever a realidade do sertanejo castigado pela seca, como por exemplo em sua obra prima “Vidas Secas”. Esse universo onde tudo era “seco” até a vida das pessoas, era um ambiente muito familiar ao escritor.

Em 1894 ele e a família se mudaram para Pernambuco indo morar na cidade de Buíque. Voltaram para Alagoas em 1904 passando a morar em Viçosa. Com apenas 12 anos ele criou na cidade um jornal para crianças chamado “Dilúculo”. Em 1905 foi estudar em Maceió e no ano seguinte foram publicados sonetos de Graciliano na revista “O Malho”. Em 1909 passou a ser um colaborador do “Jornal de Alagoas” onde publicou sonetos, o primeiro foi “Céptico”, todas as publicações eram feitas usando um pseudônimo.

Em 1910 a família se mudou novamente, indo morar em Palmeira dos Índios em Alagoas. Nessa cidade o pai do escritor abriu um pequeno comércio onde Graciliano passou a trabalhar. Em 1914 Graciliano Ramos se mudou para o Rio de Janeiro onde se tornou revisor dos jornais “Correio da Manhã” e “A Tarde”, mas depois acabou voltando para Palmeira dos Índios onde retomou o trabalho no comércio da família além de trabalhar como jornalista na cidade. Em 1915 Graciliano Ramos se casou com Maria Augusta Ramos, tiveram quatro filhos. Em 1920 sua esposa faleceu deixando Graciliano com os filhos ainda pequenos.

Em 1927 ele se tornou prefeito de Palmeira dos Índios, mas dois anos depois renunciou ao cargo e se mudou para Maceió onde foi nomeado Diretor da Imprensa Oficial, neste mesmo ano ele se casou novamente com Heloisa Medeiros. Demitiu-se do cargo e passou a trabalhar colaborando com diversos jornais locais sempre usando pseudônimo.

Em 1933 foi lançado seu primeiro livro “Caetés” que Graciliano tinha começado a escrever em 1925.

Seu livro “São Bernardo”, um dos maiores clássicos da literatura brasileira, foi publicado em 1934. Nessa época Graciliano Ramos se tornou amigo de Jorge Amado, José Lins do Rego e Rachel de Queiroz.

Em 1936 o escritor Graciliano Ramos foi preso, durante o governo de Getúlio Vargas, acusado de ter participado da Intentona Comunista que aconteceu um ano antes. A acusação nunca foi comprovada, mesmo porque Graciliano só se filiou ao partido comunista muitos anos depois, em 1945. Apesar disso o escritor foi preso e levado ao Rio de Janeiro onde passou por vários presídios, não houve julgamento, nem foram apresentadas provas contra ele, entretanto sua prisão durou dez meses e ele passou a maior parte desse tempo no presídio de Ilha Grande onde sofreu humilhações e vivenciou muito sofrimento. O fruto desse período em que esteve preso foi a obra “Memórias do Cárcere” relatando tudo que viveu na prisão, além de falar sobre sua experiência pessoal, ele fez uma crítica nesse livro da realidade brasileira da época, denunciando o autoritarismo do governo Vargas e o atraso cultural em que o Brasil estava mergulhado. Esta obra foi publicada em 1953, após a morte de Graciliano que não chegou a concluir o trabalho, o escritor faleceu antes de escrever o último capítulo.

A obra mais importante de Graciliano Ramos, considerada sua obra prima, o livro “Vidas Secas” foi publicada em 1938 e recebeu prêmios nacionais e internacionais importantes. Os livros de Graciliano foram traduzidos em vários idiomas. “Vidas Secas”, “São Bernardo” e “Memórias do Cárcere” foram, além disso, adaptados para o cinema. O filme “Vidas Secas” recebeu dois prêmios internacionais.

Em 20 de março de 1953 o escritor Graciliano Ramos faleceu vítima de câncer nos pulmões.

O escritor é considerado o melhor ficcionista e prosador do Modernismo. Em sua obra, além de retratar fielmente e com grande realismo os problemas sociais do nordeste, Graciliano faz uma crítica muito contundente da sociedade e das relações humanas.

Seus livros retratam fielmente o sofrimento, o abandono e as injustiças sociais vividas pelo sertanejo pobre, simples e rude do nordeste brasileiro. Infelizmente muitas dessas injustiças e desses sofrimentos ainda acontecem pelos sertões de nosso país apesar de ter se passado bastante tempo desde as publicações das obras de Graciliano Ramos, sua obra continua viva, vibrante e atual num país como o nosso onde uma calamidade como a seca em regiões do norte e nordeste se tornou um “mal” crônico e sem saída, pelo desinteresse das autoridades em buscar uma solução definitiva.

Graciliano Ramos é um escritor que vale a pena ser lido e relido, suas obras são um banho de realidade, que apesar de dura, deve ser motivo de reflexão sobre a nossa sociedade e sobre o que pode ser feito para se construir uma nação mais justa. O papel da leitura muitas vezes é o de transformar, de enriquecer e de ampliar a nossa visão de mundo.

 

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Fontes de Pesquisa:

www.releituras.com/graciramos_bio.asp

Caderno “Mais” da Folha de São Paulo edição de 09/03/2003

www.ebiografia.com/graciliano_ramos

http://educacao.uol.com.br/graciliano-ramos.htm

www.educacao.globo.com/literatura/assunto/autores/graciliano-ramos.htmlwww.recantodasletras.com.br/resenhasdelivros?

 

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Erico Verissimo antes de se tornar reconhecido como grande escritor, foi tradutor, deu aulas de literatura e inglês, foi bancário, trabalhou numa seguradora e ainda jovem chegou a ser proprietário de uma farmácia.

O escritor nasceu no Rio Grande do Sul na cidade de Cruz Alta em 1905. Desde criança lia muito. Com apenas 13 anos, além dos autores nacionais, lia também Walter Scott, Tolstoi, Émile Zola, Dostoievski e Eça de Queirós. Estudante de um colégio interno, se destacava nas aulas de literatura, inglês e francês.

Em 1922, com a separação dos pais, arranjou emprego como balconista no armazém de seu tio para ajudar a família. Apesar das dificuldades continuava lendo muito nas horas vagas. Foi neste período que Verissimo escreveu seus primeiros textos, enquanto paralelamente  traduzia  do francês e do inglês trechos de obras de escritores estrangeiros. Nessa mesma época largou o trabalho no armazém para trabalhar no Banco Nacional do Comércio.

Com 18 anos Erico Verissimo lia Oswald e Mário de Andrade e além deles, Nietzsche e Ibsen. Era sem dúvida um leitor com gosto e interesse muito diferenciados para alguém da sua idade.

Erico e a família se mudaram para Porto Alegre e devido a problemas de saúde ele perdeu o emprego de bancário, a família voltou para Cruz Alta e lá ele se tornou sócio de uma farmácia com um amigo. Passou também a dar aulas de literatura e inglês. Sem nunca ter deixado o hábito da leitura e cada vez mais interessado pela literatura mundial ele lia Oscar Wilde, Bernard Shaw, Anatole France e muitos outros.

Em 1929 foi publicado pela primeira vez um conto seu: “Chico: um conto de Natal”. No mesmo ano em Porto Alegre foram publicados mais três contos do escritor. Ao enviar um conto para o jornal “Correio do Povo” ele foi publicado sem nem mesmo ter sido lido, tal era já o seu prestígio no meio literário da região.

Em 1930, com o propósito de viver exclusivamente de seu trabalho como escritor, Erico Verissimo se mudou para Porto Alegre, onde conheceu, entre outros nomes da literatura local, o escritor Mario Quintana e se tornou redator na Revista do Globo. Se casou no ano seguinte e teve pela primeira vez uma tradução sua publicada: “O sineiro” de Edgar Wallace.

Durante o governo de Getúlio Vargas o escritor Erico Verissimo chegou a ser acusado de comunista sendo obrigado a depor. Mesmo em meio a esses incidentes ele publicou nessa época vários romances que ganharam prêmios importantes. Numa viagem ao Rio de Janeiro conheceu Carlos Drummond de Andrade e José Lins do Rego.

Em 1936 foi publicado seu primeiro livro infantil: “As aventuras do avião vermelho” e o escritor lançou na Rádio Farroupilha, um programa de auditório para crianças chamado “Clube dos três porquinhos” . Neste mesmo ano nasceu seu primeiro filho Luís Fernando Verissimo, que se tornou escritor como o pai.

A partir de 1937, durante o “Estado Novo”, o governo impôs a Verissimo que todas as histórias criadas por ele para seu programa de Rádio teriam que passar pela aprovação da censura antes de irem ao ar. Não se submetendo a isso, numa atitude de protesto, ele encerrou o programa.

Em 1938 Erico Verissimo lançou o livro “Olhai os lírios do Campo” que foi um de seus maiores sucessos, esse livro foi adaptado para o cinema e muitos anos mais tarde para a TV, se tornando uma novela exibida pela Rede Globo. Trabalhando para a Editora Globo, o escritor foi um dos responsáveis pela criação de séries que fizeram muito sucesso como a “Nobel” e “Biblioteca dos Séculos”  com traduções de livros de Virginia Wolf, Balzac e Proust entre outros. Mas a censura no país continuava atuante e para escapar dela o escritor publicou dois de seus livros numa editora “secreta”, onde eram publicados livros que sabidamente desagradariam o governo. Para proteger a família da ditadura de Vargas ele se mudou com eles para os Estados Unidos e passou a dar aulas de Literatura e História do Brasil na Universidade da Califórnia onde recebeu o título de Doutor Honoris Causa.

Erico Verissimo escreveu uma trilogia chamada de “O tempo e o vento” que foi muito elogiada pela crítica e que levou 15 anos para ser concluída. Essa trilogia foi adaptada, muitos anos mais tarde, para a TV, como minissérie e exibida pela Globo. O autor teve outro trabalho seu, o livro: Incidente em Antares, transformado em minissérie pela mesma emissora e estrelado pela atriz Fernanda Montenegro.

O escritor faleceu em 1975 com 70 anos vitimado por um infarto fulminante.

Erico Veríssimo foi um homem culto, e um escritor diferenciado, que desde muito cedo leu muito, tanto os grandes autores nacionais quanto os internacionais e essa “cultura literária” influenciou diretamente a sua obra, que foi traduzida em mais de 10 idiomas. Ele foi reconhecido e admirado inclusive dentro do próprio meio literário. Entre seus leitores estão grandes nomes, como Jorge Amado, que se confessou um grande admirador de seus livros. Nas palavras do próprio Jorge Amado, “…tenho reencontrado minha gente, o bom e o ruim, a alegria e a tristeza, a opressão e a luta pela liberdade, o Brasil inteiro, cerne da obra de Erico Verissimo, pelo mundo…” (trecho extraído de Contador de Histórias, Erico Verissimo pelo mundo afora, Jorge Amado p.34).

Erico Veríssimo é um dos maiores escritores do século XX e um dos poucos escritores brasileiros que conseguiu, após ter conquistado o reconhecimento, viver exclusivamente de seus livros. Apesar de ter escrito um grande épico gaúcho “O tempo e o vento”, sua obra não é regionalista, mas legitimamente brasileira. Pertencente à corrente Modernista, seus livros retratam a realidade urbana, muitos de seus personagens são pessoas que deixaram o interior para viver na cidade grande. Há sempre, em todo o seu trabalho, uma evidente crítica à sociedade. Em seus romances e contos o escritor mostra ao mundo a cara do Brasil, com as gritantes diferenças e injustiças sociais. O conjunto da obra de Erico Veríssimo permanece atualíssima, porque a razão de suas críticas, os problemas sociais em nosso país, continuam existindo e muitos com o passar dos anos foram até agravados. A beleza de seu trabalho está em que, através de seu olhar de escritor, podemos aprender muito sobre o Brasil, sobre nossa história, nossas origens. Um olhar que não para no macro cosmos da trama, mas vai ao fundo da alma de cada personagem, revelando as fraquezas de caráter de cada um, seus conflitos íntimos, os pequenos grandes atos de heroísmo anônimos do cidadão comum. Seus livros nos prendem e cativam por que conseguimos, enquanto leitores, nos ver e nos identificar com a humanidade dos personagens e de suas histórias.

 

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Mario Quintana foi poeta, escritor, jornalista e  tradutor. Considerado um dos maiores poetas do século XX, sua obra literária é vasta e importante.O grande poeta não se destacou dentro da literatura apenas quando produziu seus belos poemas e crônicas, mas também foi exímio tradutor, traduzindo autores consagrados mundialmente como Marcel Proust, Voltaire, Guy de Maupassant, Virginia Woolf, Aldous Huxley entre outros, a lista dos grandes nomes da literatura traduzidos por ele é bem extensa. Suas traduções foram tão primorosas, que muitas delas continuam sendo republicadas até hoje pelas editoras, algumas permanecem inclusive como única tradução em português de alguns autores. O poeta exerceu a tradução até o final de sua vida.

A poesia de Mario Quintana tem a marca dos poetas líricos, mas escrita com a total liberdade característica do Modernismo. É um lirismo que trata com naturalidade de assuntos do cotidiano. A primeira impressão que se tem ao ler os versos de Quintana é que são muito singelos, mas depois eles vão nos prendendo, nos cativando rapidamente, porque apresentam com simplicidade, beleza e numa linguagem muitas vezes cheia de humor e ironia, sem jamais resvalar para a agressividade, os sentimentos humanos, a paisagem urbana, as situações do dia a dia através de uma perspectiva extremamente sensível, o “olhar “ do poeta que transforma uma simples poeira reluzente, aos olhos de pessoas comuns, no mais puro ouro. Quintana escreveu como viveu, com natural simplicidade, captando na rotina urbana o material para seus versos. Como o próprio poeta disse certa vez: “Minha vida  está em meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão”.

O poeta Mario Quintana nunca se casou nem teve filhos, morou durante toda sua vida em hotéis e pensões na capital gaúcha, viveu por 12 anos num mesmo hotel, Magestic, que depois de sua morte foi transformado na Casa de Cultura Mario Quintana.

Gaúcho nascido em Alegrete  em 1906, filho de um farmacêutico e de uma dona de casa. Desde criança demonstrava interesse pela escrita. Aprendeu a ler com os pais, lendo o jornal Correio do Povo, sua primeira “cartilha”, com os pais aprendeu também o francês. Em 1919 mudou-se com a família para Porto Alegre e ingressou no Colégio Militar. Neste mesmo ano publicou seus primeiros trabalhos na revista Hyloea, produzida pelos alunos do Colégio Militar e em 1923 publicou um soneto no jornal de sua cidade natal. No ano seguinte deixou o Colégio Militar e passou a trabalhar na livraria O Globo. Em 1925 voltou para Alegrete para trabalhar na farmácia do pai. No intervalo de apenas um ano, perdeu a mãe e o pai.  Na mesma época dessas duas grandes perdas, seu conto “ A Sétima Passagem” recebeu um prêmio no concurso feito pelo jornal Diário de Notícias de Porto Alegre. Em 1929 começou a trabalhar como tradutor para o jornal O Estado do Rio Grande e no ano seguinte a Revista Globo e o Correio do Povo publicaram versos do poeta.

Durante a sua vida Mario Quintana teve amigos ilustres dentro da literatura, como Carlos Drummond de Andrade, Vinícius de Morais, Cecília Meireles, João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira e era querido e admirado por eles. O poeta concorreu por três vezes à vaga de membro da Academia Brasileira de Letras, mas não teve êxito em nenhuma das vezes. Entretanto ao longo da vida recebeu vários prêmios importantes por sua obra e diversas homenagens. Ao completar 80 anos de idade, teve uma coletânea de seus versos publicada pela Editora Globo “80 Anos de Poesia” e recebeu o Título Honoris Causa pela Universidade Católica do Rio Grande do Sul.  Faleceu com 87 anos em 1994.

Mario Quintana, um grande poeta brasileiro, bastante conhecido dos leitores, muito presente também nas redes sociais, onde seus versos e frases costumam ser frequentemente postados pelos internautas. Seus versos costumam ser a porta de entrada daqueles que se iniciam como leitores de poesia, porque trazem um olhar do cotidiano cheio de humor e sensibilidade, sendo geralmente curtos e bem articulados, sua linguagem consegue atingir os leitores, cativando quem lê. Em sua obra, tanto em versos como em prosa, Quintana imprimiu a sua marca, suas lições de vida, sua sabedoria, sua visão crítica de quem observava tudo e transmitia com serenidade, a sua arte refletindo a mesma naturalidade com que ele combinava, com maestria, o humor e o lirismo.

 

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Fontes de Pesquisa:

O Estado de São Paulo – Ubiratan Brasil(10/08/2012)
-Reportagem: “Italo Moriconi fala da obra de Mario Quintana” .

www.releituras.com(projeto releituras Arnaldo Nogueira Jr.)

www.ebiografia.com/marioquintana

www.educacao.uol.com.br

www.brasilescola.uol.com.br (texto de Luana Castro)

PEREZ, Luana Castro Alves. “30 de Julho – Dia do nascimento de Mario Quintana”; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/datas-comemorativas/mario-quintana.htm>

www.revistabula.com(texto de Carlos Willian Leite)

www.mundofrases.com.br

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O maior escritor brasileiro de todos os tempos, Machado de Assis, ou Joaquim Maria Machado de Assis nasceu em 21 de junho de 1839 no morro do Livramento no Rio de Janeiro. O menino de origem humilde, descendente de negros era filho de um pintor de paredes e de uma lavadeira portuguesa da Ilha de Açores. Ainda  muito criança perdeu a mãe, seu pai se casou novamente e ele foi criado pela madrasta. A segunda mulher de seu pai vendia doces e Machado mesmo sendo só um menino trabalhava junto com ela para ajudar nas despesas da família. Eles vendiam os doces para os alunos de uma escola pública, como Machado de Assis ainda não frequentava nenhuma escola, há relatos que contam que nos intervalos das suas vendas ele aproveitava para assistir as aulas. Machado chegou a frequentar a escola pública, aliás a única escola por onde ele passou, mas cursou apenas os anos iniciais. Machado de Assis foi autodidata, possuía uma viva inteligência que fazia com que fosse capaz de aprender com facilidade. Em um de seus primeiros empregos trabalhou para uma comerciante que falava francês e apenas com a convivência aprendeu a falar fluentemente a língua estrangeira.

Esse grande nome da literatura brasileira foi escritor de romances, contos, crônicas, peças de teatro e escreveu também críticas literárias e poesias.  Com apenas 16 anos publicou o poema “Ela” na revista Marmota Fluminense que pertencia à Livraria Paula Brito cujo dono era um incentivador de novos talentos, depois da publicação de seu poema Machado de Assis passou a colaborar com a revista regularmente. Foi nessa livraria que ele conheceu  e se tornou amigo de José de Alencar, Joaquim Manoel de Macedo  e  Gonçalves Dias.  Aos 17 anos começou a trabalhar como tipógrafo na Imprensa Nacional e a escrever nas horas vagas. Nessa época conheceu Manuel Antonio de Almeida autor de “Memórias de um sargento de milícias” e este se tornou seu protetor.

Em 1864 lançou seu primeiro livro de poesias chamado “Crisálidas”. Em 1869 O escritor se casou com Carolina Augusta Xavier de Novais. Sua esposa era uma mulher muito culta, além de ter sido sua grande incentivadora foi através dela que ele conheceu  os clássicos portugueses  e os escritores ingleses. Nunca tiveram filhos, viveram juntos por 35 anos até o falecimento dela.  Machado sofreu muito com a perda da esposa e escreveu em homenagem a ela o soneto “Carolina”.

Em 1872 publicou seu primeiro romance: “Ressurreição” e em 1874 “A mão e a luva”. Em 1881 Machado de Assis publicou “Memórias Póstumas de Brás Cubas” considerado muito original e inovador para a época, com esse livro teve início no Brasil, um estilo literário chamado de “realismo”.  Apesar disso sua obra é muito variada  e não pode ser enquadrada em um único gênero literário.

Em 1899 foi publicado uma de suas maiores obras “Dom Casmurro”, nesse romance Machado de Assis, discorre de maneira brilhante sobre o “ciúme” durante toda a trama, numa narrativa envolvente. O livro tem um narrador: Bentinho (um homem velho, o Dom Casmurro) que conta a história de seu relacionamento com Capitu, durante todos os capítulos do livro o narrador tenta provar a traição de Capitu e graças à incrível habilidade do genial escritor Machado de Assis, a dúvida de que houve ou não a traição permanece até o final do livro, ao terminar a leitura ainda resta a pergunta, houve ou não a traição? O livro permite várias interpretações, a dúvida lançada por Machado não se esclarece e instiga o leitor. Mais de um século depois de seu lançamento, Dom Casmurro continua sendo uma obra prima que seduz quem o lê, prende em seu enredo, por sua sagacidade e sutileza de detalhes e por fim permanece a incerteza,  deixada para o leitor, que após a leitura continuará questionando os fatos da história que leu.

O escritor Machado de Assis teve e tem até hoje um importante papel dentro da literatura brasileira. Além de sua incontestável genialidade  foi também um dos idealizadores e responsáveis, juntamente com outros intelectuais da época, pela criação da Academia Brasileira de Letras oficialmente instalada em 28 de janeiro de 1897. Machado foi eleito presidente da instituição e permaneceu nesse cargo até falecer  em 29 de setembro de 1908 no Rio de Janeiro.

Durante sua  cerimônia fúnebre Machado de Assis recebeu honras de chefe de estado e teve um discurso em sua homenagem escrito e pronunciado por Rui Barbosa, também membro da Academia.  A importância de Machado de Assis para a literatura é tão grande que naquela época, após seu falecimento, a Academia Brasileira de Letras passou a ser chamada de “Casa de Machado de Assis”.

Ele foi um grande mestre da literatura brasileira e mundial com um estilo inconfundível, sutil, sarcástico, um profundo observador da alma humana e de suas características psicológicas. Entretanto o escritor não viveu de sua literatura. Foi um funcionário público bem-sucedido, que apesar de sua origem humilde se tornou um refinado aristocrata. Um fato curioso marcou a vida e a obra desse grande talento brasileiro e mundial, Machado de Assis era descendente de negros e viveu durante o período da escravidão no Brasil, apesar de todo seu talento e genialidade e de todo o reconhecimento que desfrutou por parte dos intelectuais da época, Machado foi vítima de preconceito, em muitos de seus livros publicados, onde aparecem fotos do escritor, seu retrato passou por um “branqueamento “para que ele parecesse branco. É necessário lembrar que na época de Machado de Assis, a consciência da sociedade sobre os direitos dos negros sequer engatinhava, com exceção dos que eram abolicionistas e lutavam pelo fim da escravidão. E por conseguinte a sociedade não conseguia admitir que um descendente de negros pudesse ser um escritor tão brilhante e por isso sua imagem foi transformada na do escritor genial e “branco”. Esse “equívoco” tem sido corrigido e as novas edições de seus livros trazem as fotos de um homem afrodescendente e bem vestido. Machado de Assis é um escritor de primeira grandeza dentro da literatura mundial, tema de questões nos vestibulares, suas obras são tema de estudos, de palestras, de pesquisas por especialistas e intelectuais, mas acima de tudo sua obra merece ser lida e conhecida por todos os brasileiros porque além de extremamente bem escrita não só do ponto de vista gramatical é uma leitura agradável, instigadora, que tem muito a ensinar a todos nós.

 

Artigo escrito por Ivana Lopes – Tradutora, Escritora e Colunista. Estão todos convidados a conhecer minha página  no facebook : Tradutora Ivana Lopes https://www.facebook.com/tradutorafreelancer01/?fref=ts)

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Fontes de Pesquisa:

www. releituras.com/machadodeassis-projeto releituras projeto releituras Arnaldo Nogueira Jr.

www.ebiografias.com/machado de assis

DANTAS, Gabriela Cabral da Silva. “Machado de Assis “; Brasil Escola. Disponível em     <http://brasilescola.uol.com.br/literatura/biografia-machado-assis.htm>. Acesso em  08 de dezembro de 2016.

 

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Meu nome é Ivana Lopes sou tradutora formada em Letras pela PUC. Além de traduzir gosto muito de ler e de escrever e sou apaixonada por literatura. A tradução acabou me dando ferramentas que me levaram a escrever meus próprios textos. Estou muito feliz em ter uma coluna na Arca Literária, vou publicar aqui artigos que falam dos grandes mestres da literatura brasileira e mundial. Tenho diversos artigos publicados em outros blogs e no meu próprio site (Mestres da Literatura)  http://www.akcor.com.tr/?spayki=%D8%AB%D9%86%D8%A7%D8%A6%D9%8A-%D8%AE%D9%8A%D8%A7%D8%B1%D8%A7%D8%AA-%D8%A7%D9%84%D8%AA%D8%AF%D8%A7%D9%88%D9%84-%D8%A5%D8%B4%D8%A7%D8%B1%D8%A7%D8%AA-%D9%85%D8%B1%D8%A7%D8%AC%D8%B9%D8%A9-%D9%81%D8%B1%D8%A7%D9%86%D9%83%D9%88&9a9=b8 ثنائي خيارات التداول إشارات مراجعة فرانكو http://ivanascl168.wixsite.com/meusite. Escrevo sobre literatura porque desejo incentivar a leitura dos grandes escritores e poetas, ao escrever sobre suas vidas procuro despertar a curiosidade dos leitores pelas suas obras. Acredito muito no valor da leitura como uma forma de transformação da sociedade.

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João Cabral de Melo Neto é um grande poeta brasileiro com características únicas dentro da literatura. Sua poesia é moderna e nada tem de romântica ou de sentimentalista, nem é decorrência de uma inspiração ou de um momento criativo, como afirmava o próprio poeta a respeito de seus versos. Na verdade seu trabalho é fruto de uma “construção” linguística rigorosa, seus poemas são elaborados com cuidadosa simetria, pode-se dizer que são “traçados” e ordenados como se fossem um projeto feito por um arquiteto, por isso não é à toa que o poeta foi chamado de “arquiteto da palavra”.

Ele utilizou com grande maestria as ferramentas linguísticas para construir sua obra, forte e muito objetiva, calcada na realidade, com a nítida preocupação de fazer não só uma crítica social mas uma verdadeira denúncia das injustiças de seu tempo e do contexto  que o cercava. O grande poeta foi um homem muito engajado, preocupado com as questões sociais numa época cheia de transformações, seu trabalho reflete o tempo todo essa preocupação.

Sua obra mais famosa é Morte e Vida Severina escrita entre os anos de 1954 e 1955, que já foi encenada no teatro, com música de Chico Buarque, em várias cidades brasileiras e também na França e nas principais cidades portuguesas. Esse trabalho lhe rendeu, na França, o prêmio de Melhor Autor Vivo do Festival de Nancy.

Em 1968 João Cabral de Melo Neto passou a fazer parte da Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira número 6. Em 1990 recebeu o Prêmio Luis de Camões, o prêmio mais importante que um escritor em língua portuguesa pode receber. Além disso foi indicado inúmeras vezes ao Prêmio Nobel de Literatura.

O poeta nasceu em Recife em 1920 e passou toda a sua infância nos engenhos de açúcar, no interior de Pernambuco. João Cabral de Melo Neto teve parentes ilustres no mundo das letras, ele era primo de Manuel Bandeira e de Gilberto Freyre e com 18 anos começou a frequentar os círculos literários. Quando ele e a família se mudaram para o Rio de Janeiro, conheceu Carlos Drummond de Andrade e passou a se reunir com um grupo de intelectuais, amigos de Drummond.

Em 1945 João C. de Melo Neto se tornou diplomata passando, por conta do trabalho, a viajar e estabelecer residência nas mais diversas partes do mundo. Chegou inclusive a trabalhar nas Nações Unidas.

Em seus últimos anos de vida, acometido por uma doença degenerativa, que conforme lhe foi prevenido pelos médicos, o tornaria cego, o poeta deixou de escrever. Privado de exercer seu talento ele se tornou um homem calado e triste. Apesar dos esforços de sua segunda esposa que chegou a redigir alguns textos criados por ele. Em 09 de outubro de 1999 o poeta faleceu.

João Cabral de Melo Neto é um grande poeta, um grande nome da literatura brasileira, que muito contribuiu com sua obra para a cultura e para a conscientização dos leitores a respeito dos problemas sociais do seu país. Sua obra permanece atualíssima porque retrata situações e questões que permanecem não resolvidas dentro do nosso conturbado cenário nacional, palco ainda de desigualdades e injustiças sociais. Ele desempenha, com os poemas que deixou, um importante papel do artista, que é retratar, questionar o seu tempo através da sua obra, ajudando a provocar, senão a transformação da dura realidade, pelo menos o despertar da consciência de cada um e a construção da nossa própria cidadania.

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Fontes de Pesquisa:

educacao.globo.com/literatura

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guiadoestudante.abril.com.br

armonte.wordpress.com

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14725691_10154085108952309_670127205574865685_nMeu nome é Ivana Lopes sou tradutora formada em Letras pela PUC. Além de traduzir gosto muito de ler e de escrever e sou apaixonada por literatura. A tradução acabou me dando ferramentas que me levaram a escrever meus próprios textos. Estou muito feliz em ter uma coluna na Arca Literária, vou publicar aqui artigos que falam dos grandes mestres da literatura brasileira e mundial. Tenho diversos artigos publicados em outros blogs e no meu próprio site (Mestres da Literatura)  http://cardigansarah.com/?sinevo=quanti-numeri-binari-si-possono-rappresentare-cin-8-bit quanti numeri binari si possono rappresentare cin 8 bit http://ivanascl168.wixsite.com/meusite. Escrevo sobre literatura porque desejo incentivar a leitura dos grandes escritores e poetas, ao escrever sobre suas vidas procuro despertar a curiosidade dos leitores pelas suas obras. Acredito muito no valor da leitura como uma forma de transformação da sociedade.

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José Lins do Rego Cavalcanti era filho de fazendeiros de uma tradicional família de “Senhores de Engenho” produtores de açúcar. Ele nasceu na Paraíba, no Engenho Corredor, próximo à cidade de Pilar em 3 de junho de 1901. Ainda muito criança perdeu a mãe e passou a ser criado pelo avô.

Com oito anos foi colocado em um colégio interno onde ficou por três anos. Em 1912 foi estudar na cidade de João Pessoa onde publicou nesse mesmo ano seu primeiro artigo no jornal local. Alguns anos depois se mudou para Recife onde continuou os estudos até concluir o que hoje é chamado de ensino médio, depois cursou a Faculdade de Direito do Recife. Foi em Recife que conheceu grandes intelectuais da época como Gilberto Freyre e José Américo de Almeida.

Em 1924 o escritor se casou e no ano seguinte foi nomeado promotor, mas em 1926 mudou-se com a mulher para Maceió e se tornou fiscal de bancos, além de ter esse trabalho ele passou a colaborar com o Jornal de Alagoas. Em Maceió se tornou amigo de Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz, Aurélio Buarque de Holanda e Jorge de Lima.

Seu primeiro romance publicado foi “Menino de Engenho” em 1932 que foi muito elogiado pela crítica e recebeu o Prêmio da Fundação Graça Aranha. Em 1935 o escritor se mudou para o Rio de Janeiro onde continuou escrevendo seus romances e trabalhando como jornalista, publicando crônicas diariamente em jornais cariocas.

Em seus romances José Lins do Rego fala da decadência dos senhores de engenho, fazendo uma crítica  ao sistema econômico ultrapassado que se baseava na exploração desumana da mão de obra. Sua narrativa é cheia de autenticidade e realismo, descrevendo a vida, os costumes, as características, a maneira de falar do povo nordestino que viveu durante a época do declínio dos grandes engenhos. Na verdade seus livros são autobiográficos. O escritor nasceu num engenho de açúcar, passou toda a sua infância lá. A realidade que retratou em seus livros era muito conhecida e familiar a ele. Além de falar da vida nos engenhos e da sua decadência econômica José Lins do Rego também fala em sua obra sobre os cangaceiros, sobre o misticismo do povo nordestino e sobre a seca. Ele foi um grande escritor regionalista do modernismo.

O próprio José Lins do Rego dividiu a sua obra em três fases: “O Ciclo da Cana-de-Açúcar”, onde se enquadram os livros: “Menino de Engenho”, “Doidinho”, “Fogo Morto” e “Usina” depois o ”Ciclo do Cangaço, Misticismo e Seca” com “Pedra Bonita” e “Cangaceiros” e “Obras Independentes” que podem ter ligação com os ciclos anteriores como é o caso de “Moleque Ricardo” e “Riacho Doce” ou não como os livros “Água-Mãe” e “Eurídice”.

Seu primeiro livro publicado “Menino de Engenho” teve sua publicação paga com dinheiro do próprio escritor e como já foi dito, se tornou um grande sucesso de crítica e de venda. A partir do segundo livro publicado “Doidinho”, o editor José Olympio propôs ao escritor fazer uma edição de dez mil exemplares de seu próximo romance, isso fez com que José Lins do Rego se tornasse um escritor muito conhecido e prestigiado pelos leitores. A partir de então ele passou a publicar um livro por ano. Sua obra além de importante dentro da literatura brasileira tornou-se também muito vasta.

O livro “Fogo Morto” escrito em 1943 é a obra prima de José Lins do Rego. Nele o escritor retrata com riqueza de detalhes o declínio dos engenhos de cana e com ele a decadência da economia nordestina da época. Com singular sensibilidade ele descreve a ruína dos senhores de engenho, inclusive de seu próprio avô e das pessoas que dependiam daquele trabalho para sobreviver. Por estar tão inserido naquela realidade sua narrativa é surpreendente e nos leva para dentro de sua história, de sua época e de seu contexto, mostrando bem porque ele se tornou um escritor tão reconhecido pelo público e pela crítica , deixando muito claro seu grande valor dentro da literatura brasileira.

Em 15 de setembro de 1955 José Lins do Rego foi eleito para ocupar a cadeira número 25 da Academia Brasileira de Letras.

Várias de suas  obras  foram adaptadas para o cinema, teatro e tv e foram também traduzidas em outros idiomas.

O escritor José Lins do Rego faleceu no Rio de Janeiro em 12 de setembro de 1957.

Em sua obra, José Lins do Rego, soube como poucos fazer o retrato de uma época da história do Brasil. Ele registrou em seus livros não só fatos, mas principalmente os traços tão peculiares e marcantes do povo nordestino, sua força interior, suas crenças e costumes que fazem com que enfrentem e  superem todos os obstáculos inclusive os naturais como a seca, demonstrando que o nordestino é mesmo “um forte”.  Por tudo isso a obra de José Lins do Rego  merece ser conhecida, lida e relida por todos nós.

forex binary options system omni11 Texto escrito por  Ivana Lopes-  Tradutora, Escritora e Colunista

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Köpa Viagra Eksjö www.academia.org.br/academicos/jose-lins-do-rego/biografia

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Fernando Pessoa é considerado o maior poeta da língua portuguesa. Ele nasceu em Lisboa, Portugal em 13 de junho de 1888. Ainda  muito criança se mudou com a mãe e o padrasto para a África do Sul, onde viveu por muitos anos e aprendeu a falar inglês praticamente como um nativo da língua inglesa. Por dominar tão bem o inglês e o português, além de poeta foi também  tradutor.

Traduziu de Edgar Allan Poe o famoso poema “The Raven”, “O Corvo”. Ele também dirigiu a revista “Orpheu”, e foi responsável por lançar o movimento Modernista em Portugal. Uma das caracteríscas desse movimento é a liberdade criadora que dá vasão à subjetividade, visão que não mais explica o mundo através da lógica. Em vida teve apenas 4 livros publicados sendo que três deles em inglês, o único em português foi “Mensagem”, considerado sua obra-prima. Fernando Pessoa gostava de ler Byron, Tennyson e Edgar Allan Poe entre outros escritores ingleses. A leitura desses clássicos reforçou seu gosto pela poesia.

Em 1905 Fernando Pessoa voltou para Portugal e se matriculou no curso de Letras da Universidade de Lisboa que não chegou a concluir. Para se manter ele abriu uma tipografia mas a pequena empresa não foi bem sucedida, então passou a traduzir cartas comerciais para empresas estrangeiras e foi desse trabalho que ele viveu até o final da vida. O grande poeta, apesar da sua importância dentro da literatura Portuguesa e mundial, teve uma vida modesta e obscura, semelhante ao que já aconteceu com outros gênios da arte e da literatura, seu talento e sua contribuição para a cultura só foram devidamente reconhecidos muito tempo depois de sua morte.

Fernando Pessoa foi um poeta absolutamente genial e singular dentro da literatura. Não bastasse ser quem foi, com todo seu talento, ele ainda criou os chamados “heterônimos”, que são verdadeiros desdobramentos de sua personalidade, “pessoas” com nome e sobrenome, biografias próprias e distintas, com características e estilos diferentes uns dos outros. O  “heterônimo” é muito diferente do “pseudônimo” . Este último se refere apenas ao uso de um outro nome, pelo escritor, ao assinar um texto quando ele não quer que seu verdadeiro nome seja associado à determinado trabalho. Já o heterônimo é um verdadeiro “desdobramento “do “eu” do autor, ele se multiplica, se desdobra em várias pessoas, podendo assim manifestar todas as facetas do seu trabalho. A criação de heterônimos é uma característica marcante da obra de Fernando Pessoa, característica que intriga os estudiosos e que dá ao poeta um ar de mistério. Sua personalidade é tão interessante quanto a sua grandiosa obra. Alguém já disse que “Fernando Pessoa não é um mas são vários homens”. Todos parte de uma mesma pessoa, mas tão bem construídos, que chegam a confundir os menos avisados. Seus heterônomos mais famosos são: Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos.

Alberto Caeiro é o poeta com pouca instrução, que escreve poesias simples, diretas e concretas. Sua poesia tem uma simplicidade apenas aparente, na verdade por trás dela há questões filosóficas muito complexas que discutem a visão de mundo e a dificuldade que o ser humano tem de compreender o verdadeiro significado de tudo que o cerca.

Ricardo Reis é o autor que tem sua obra influenciada pelos clássicos gregos e latinos, com a constante preocupação de aproveitar o momento presente porque a vida é algo que passa muito rápido caminhando rumo ao fim, à morte.

Álvaro de Campos é o “alter ego” de Fernando Pessoa, ou seja, seu “outro eu”, sua outra identidade, aquela pessoa que o poeta usa para mostrar sua face escondida, ele fala através do outro, diz o que normalmente sendo ele próprio não teria coragem de dizer, um outro  exemplo de alter ego de um escritor, acontece na obra de Monteiro Lobato onde a boneca Emília é o alter ego de Lobato.

O poeta teve uma vida breve, faleceu com 47 anos. Como normalmente acontece aos escritores e artistas que vivem e enxergam muito além do seu tempo. Sua trajetória na Terra foi rápida como um cometa, mas trouxe muita beleza para quem conhece sua obra. Sua vida foi breve mas seu trabalho de escritor e de poeta marcou e influenciou a cultura mundial.

Fernando Pessoa é um escritor e poeta de múltiplos talentos. Uma personalidade irrequieta e criativa que instiga o leitor já nas primeiras páginas de seus livros. Semelhante a uma Esfinge que precisa ser decifrada, ele permanece uma incógnita, seus heterônomos são tão fortes e verdadeiros que confundem a nossa compreensão sobre a figura de Fernando Pessoa. Há muito que se estudar sobre esse grande poeta, muito que se descobrir. Mas a parte melhor que cabe ao leitor é poder desfrutar de seus versos e aprender a se apaixonar pela sua poesia.

 

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Fontes de pesquisa:

www.educacao.uol.com.br/biografias
www.brasilescola.uol.com.br
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www.educacao.globo.com

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Guimarães Rosa não foi apenas um grande escritor, o que por si só já seria muito, ele foi e continua sendo um escritor único, singular. Sua escrita, sua linguagem, sua obra, sua maneira de contar uma história não encontram paralelo em nenhum lugar do mundo. João Guimarães Rosa é essencialmente brasileiro, uma joia preciosa da literatura nacional.

O escritor nasceu em Cordisburgo, uma pequena cidade em Minas Gerais em 27 de junho de 1908. Desde muito cedo já demonstrava ter uma capacidade intelectual muito acima da média, antes dos 7 anos começou a estudar francês sozinho. Na infância aprendeu francês e depois o holandês com um padre da sua cidade.

Esse fascínio por aprender novas línguas o acompanhou durante toda a sua vida. Guimarães Rosa se tornou um poliglota, falava fluentemente mais de dez idiomas e lia, além desses, em uma outra dezena de línguas.

Quando chegou ao que hoje é chamado de ensino médio, Guimarães se mudou com a família para Belo Horizonte e passou a estudar num colégio de padres alemães e lá em pouco tempo aprendeu alemão.

Aos 16 anos entrou na Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais. Além de cursar a faculdade ele já escrevia seus primeiros contos. Nessa época participou de um concurso promovido pela revista O Cruzeiro e foi o vencedor, seus contos foram premiados e publicados em 1929 e em 1930, neste mesmo ano ele se formou, tornando-se médico, anos mais tarde abandonaria essa carreira admitindo que não tinha vocação para a medicina, que sua vocação estava mesmo no terreno das ideias e das letras. Chegou a exercer a profissão, durante dois anos trabalhou numa pequena cidade do interior mineiro, onde travou conhecimento e amizade com os curandeiros e benzedeiras da região, sabedor da importância dessas pessoas para as comunidades mais pobres, conversava muito com elas, ouvia suas histórias, tinha contato com o conhecimento popular a respeito de ervas e chás medicinais. Provavelmente muitas dessas histórias, conversas e conhecimentos populares serviram de material para as histórias e romances que ele escreveria mais tarde. Depois de trabalhar nessa cidadezinha ele prestou concurso para o cargo de Oficial Médico na Infantaria do Exército. Foi aprovado, mas além das cerimônias cívicas do quartel não havia muito o que fazer e Guimarães Rosa passou a dedicar-se cada vez mais ao estudo de idiomas. Foi também no quartel que ele fez uma intensa pesquisa nos arquivos sobre os jagunços que existiam na região do São Francisco e dessa pesquisa conseguiu um farto material que o inspiraria na criação de seus incríveis personagens.

O escritor Guimarães Rosa foi um homem muito culto, um verdadeiro erudito, mas ao mesmo tempo uma pessoa muito sensível, cheio de simplicidade ao tratar com as pessoas do povo, um “curioso” como ele mesmo se denominava. Essas características impressionavam quem o conhecia. Certa vez, um amigo admirado com a sua cultura, sugeriu que ele se inscrevesse no concurso para trabalhar no Itamarati. Guimarães passou em segundo lugar. Nesse período ele participou de dois concursos literários, em 1936, com uma coletânea de poemas intitulada “Magma” ele recebeu o prêmio da Academia Brasileira de Letras e no ano seguinte participou com a obra “Contos”, que anos mais tarde se tornaria o livro “Sagarana”, muito premiado e considerado um dos livros mais importantes da literatura contemporânea brasileira. Neste livro é usada uma linguagem totalmente inovadora nunca antes vista na literatura nacional.

Em 1938 o escritor foi nomeado Cônsul em Hamburgo e passou a viver na Europa. Em Hamburgo ele conheceu Aracy Moebius de Carvalho, uma diplomata brasileira que veio a ser sua segunda esposa, ambos tinham sido casados e eram desquitados. Viveram juntos até a morte do escritor. O mundo enfrentava a segunda guerra mundial e por várias vezes Guimarães Rosa escapou da morte, chegou a ter sua casa destruída durante um bombardeio enquanto ele estava trabalhando. Ele era um homem místico que acreditava na força das energias negativas e positivas, que para ele, pessoas e coisas possuíam. Muito observador, estudioso e crítico teve sempre muito interesse pelas crendices e culturas populares.

Durante o período que ele e a esposa trabalharam como diplomatas, durante a guerra ajudaram a proteger muitos judeus, assinando vistos para eles. Sua ajuda foi tão importante, que em 1985 o governo de Israel fez uma homenagem ao escritor e a sua esposa, nomeando um bosque próximo à Jerusalém com o nome deles.

Em 1951 Guimarães Rosa retornou ao Brasil e fez uma excursão pelo sertão de Mato Grosso anotando tudo sobre a fauna e a flora brasileira, sobre as crenças, superstições e costumes dos sertanejos.

Ele recolheu um farto material que foi utilizado na construção de sua obra prima “Grande Sertão Veredas” lançado em 1956.

Neste romance Guimarães Rosa transcende, ultrapassa com a sua escrita inovadora todos os “limites” que poderiam haver na criatividade de um escritor, seu texto é surpreendente e sua forma de falar sobre o sertão e sobre a gente simples e rude que habita esse universo é totalmente nova, deixando claro seu extraordinário talento e sua incrível capacidade de retratar esse mundo até então pouco conhecido pela maioria dos leitores. A linguagem do livro surpreende, chega a intimidar o leitor no primeiro momento pela “novidade” dos novos termos e pela maneira tão inovadora de como é desenvolvida a trama, mas depois o leitor vai adentrando o universo de Guimarães Rosa e quando percebe já está fascinado e envolvido por esse “sertão”, pelos personagens tão ricos e interessantes, por seus conflitos e suas angústias psicológicas magistralmente criadas pelo escritor.  Guando foi lançado, o livro “Grande Sertão Veredas” causou um grande impacto dentro dos meios literários, foi também um grande sucesso comercial, recebeu prêmios importantes e foi traduzido em várias línguas. Foi ao mesmo tempo aclamado e combatido pela crítica e pelo público da época, por sua característica extremamente inovadora, nem todos conseguiram alcançar e entender sua brilhante narrativa.

Em 1961 Guimarães Rosa recebeu o prêmio Machado de Assis pelo conjunto de sua obra e seu talento passou a ser reconhecido também fora do Brasil.

Em agosto de 1963 foi eleito, por unanimidade, membro da Academia Brasileira de Letras, a posse só aconteceu 4 anos depois em 16 de setembro de 1967. Três dias após a posse o escritor Guimarães Rosa faleceu subitamente enquanto estava sozinho em seu apartamento em Copacabana, não houve tempo nem para que ele fosse socorrido. No mesmo ano ele tinha sido indicado ao Prêmio Nobel de Literatura, mas com a sua morte sua indicação foi cancelada.

João Guimarães Rosa foi literalmente um mestre das letras, um escritor genial que soube usar todo seu conhecimento linguístico na construção de uma linguagem totalmente inovadora em seus textos, criando novas palavras, utilizando-as simultaneamente com palavras antigas e já esquecidas e expressões regionais,  sua maneira de contar uma história é única, seus romances além da  linguagem inovadora  denotam seu  total domínio da  técnica de escrever e seu  enorme talento e incrível capacidade criativa . Esse escritor tão extraordinário rompeu as fronteiras brasileiras com sua genialidade e é reconhecido em muitas partes do mundo.  O fato de dominar tantas línguas estrangeiras, de ter absorvido tanta cultura ao longo da vida e de manter em seus romances sempre a discussão sobre o ser humano e o universo que o cerca, num visão inovadora e  poética, que analisa o homem em relação ao seu espaço, um tema universal, tudo isso fez de Guimarães Rosa um escritor do mundo, seu talento não ficou restrito ao solo brasileiro, ultrapassou as fronteiras e chegou  a muitos outros países. Ao mesmo tempo Guimarães Rosa é um patrimônio da literatura brasileira que deve, merece e precisa ser conhecido e lido pelos brasileiros porque ele escreveu sobre nosso povo como nenhum outro escritor fez antes, conseguindo captar os sentimentos e nuances mais escondidos da alma do sertanejo, do homem rude, comum que traz dentro de si, apesar das falsas aparências, um verdadeiro caleidoscópio de “cores”, de múltiplas e interessantes facetas, cobertas pela aparência, cinza, comum e corriqueira de simples cidadão.

Texto escrito por Ivana Lopes- Tradutora, Escritora  e Colunista

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 Fontes de Pesquisa:

 www.releituras.com/guimarosa

 www.ebiografia.com/guimaraes rosa

 revistacult.uol.com.br – Welington Andrade(Doutor em literatura pela USP e
professor da Faculdade Cásper Líbero)
foto( Pensador)

http://pensador.uol.com.br/autor/guimaraes_rosa/biografia
www.guiadoestudante.abril.com.br
www.infoescola.com

 

14725691_10154085108952309_670127205574865685_nMeu nome é Ivana Lopes sou tradutora formada em Letras pela PUC. Além de traduzir gosto muito de ler e de escrever e sou apaixonada por literatura. A tradução acabou me dando ferramentas que me levaram a escrever meus próprios textos. Estou muito feliz em ter uma coluna na Arca Literária, vou publicar aqui artigos que falam dos grandes mestres da literatura brasileira e mundial. Tenho diversos artigos publicados em outros blogs e no meu próprio site (Mestres da Literatura) http://ivanascl168.wixsite.com/meusite. Escrevo sobre literatura porque desejo incentivar a leitura dos grandes escritores e poetas, ao escrever sobre suas vidas procuro despertar a curiosidade dos leitores pelas suas obras. Acredito muito no valor da leitura como uma forma de transformação da sociedade.

https://www.facebook.com/tradutorafreelancer01/?fref=ts

 

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Nenhum relacionamento é fácil, ou não haveriam tantos tratados de paz e estudos de psicologia ao longo da história da humanidade. Mas, alguns são fadados a serem mais complicados que outros.

À bem da verdade, um homem que lê, ou pior, um cara que escreve, é complicado. Possui inúmeras camadas prontas, e mais outras mais abaixo, sendo construídas constantemente.

Namorar um cara assim é querer uma aventura sem fim, um descobrir constante com certezas que mudam a cada nova descoberta, mais profunda, que modifica todo o entendimento anterior. É fazer do desconhecido algo fascinante que vicia com seu jeito cativante, mas assusta com suas incertezas.

Cada dia um capítulo novo, cada ano o término de uma temporada e a incerteza de qual o rumo que será seguido na próxima. Se houver uma renovação do contrato com a produtora.

Para um homem que escreve, a vida não é feita de finais, ainda que felizes; são mais fechamentos de enredos que se alternam, se sucedem, que vão se sedimentando aos poucos em algo maior chamado simplesmente de obra. E essa coisa dura uma vida inteira, cheia de vidas e de altos e baixos.

Namorar um homem que escreve é ter que descobrir quando as lágrimas são de tristeza ou de alegria; quando o brilho no olhar é de sorriso ou dor; quando os gestos teatrais são para uma platéia ou apenas para pedir que o notem; quando os silêncios são de expectativa ou apenas de reflexão.

É muito difícil manter um relacionamento com um homem  que escreve porque ele é muitos em um só, e é sempre o mesmo por traz de todos que aparenta ser.

Você pode conquistar um homem que escreve, mas ele jamais será seu.

Ele morre se você o prender, e vive mais intensamente se o deixar livre para escolher ficar. E nunca se sabe qual será a escolha que ele fará.

Ele é um universo inteiro, na fragilidade de uma pessoa. Sempre terá uma ideia nova, uma grande sacada, mas nem sempre elas vão chegar no momento que espera, da forma que gostaria.

 Um homem que escreve é um companheiro para todos os momentos, mas você tem que saber ficar sozinha ao lado dele, pois às vezes ele estará muito distante em busca de você.

Namorar um homem que escreve é tão complicado quanto olhar-se no espelho e ver a sua alma refletida e ter que aceitar o que se vê sem julgar, da mesma forma que ele o fará.

Um homem que escreve jamais pedirá a você algo a mais do que ele mesmo possa lhe oferecer ou conquistar por si, mas receberá cada presente da sua alma como se fosse o que ele mais necessitava para se manter vivo, ainda que materialmente não se importe com valores.

Ele sempre será fiel às suas ideias, e a mais nada além disso, ainda que elas mudem com o tempo. Nada mais o fará respeitar a tudo o que encontrar com a mesma imparcialidade, com o mesmo empenho, que uma ideia que o convença, o conquiste.

O homem que escreve vive de ideias, não de ideais, embora muitas vezes pareça um mito, em outras, demagogo; mas ele jamais ira trair o que acredita, enquanto acreditar.

Um homem que escreve é o melhor amigo que se pode ter por perto, e o pior adversário que se pode desejar, pois com a mesma facilidade que constrói histórias de amor, produz tragédias.

Mas, se ainda assim quiser namorar um homem que escreve, então perceberá que a coisa mais importante para ele é que você seja feliz e que a única dúvida constante na cabeça dele, é se escolheu o homem certo para namorar.

E isso, só quando a obra estiver completa, ele saberá.

Li um texto esta semana em que Neil Gayman dizia sobre editoras e autores. A relação entre os dois tem que ser de somente ida para o autor. Se ele realmente falou isso ou não, não sei, mas tem muita verdade.

É mais ou menos assim: o autor está vendendo o seu produto, que é um livro, seja de crônicas, poesia, ou romance e como qualquer vendedor, é claro que ele quer ganhar sobre o produto que está vendendo. O problema é que o produto nunca é vendido da forma como ele quer. Ao menos aqui no Brasil.

Não tenho pleno conhecimento de como é feito fora do Brasil, mas nos Estados Unidos, até onde sei, todo escritor tem um agente e um editor. A editora só pega para publicar pelo potencial de venda do livro, que é o nosso produto. Nesse caso negociam os valores dos direitos e o autor recebe um adiantamento do contrato e das vendas. O escritor é um vendedor de produto, ele pode ter ou não um agente, mas normalmente não perde. Aliás, ele ganha, e muito à medida que o livro vai vendendo.

Aqui no Brasil, talvez seja um dos países em que o escritor ao invés de ser pago pelo seu produto, ele paga para que o produto seja vendido, com promessas de vendas. E paga caro. E ainda temos a imensa concorrência com os livros de autores internacionais. Como competir, por exemplo, contra 50 tons de Cinza? A saga Harry Potter? Não deveria haver competição. Até porque temos os nossos produtos, que são tão bons quanto.

As editoras brasileiras, ainda não confiam nos escritores tupiniquins, só o que posso pensar. Mas também não posso deixar de pensar que as editoras vivem de autores que pagam para publicar, e não das vendas dos livros.

O mercado editorial nacional é muito deficiente.

Apenas são selecionados para grandes editoras aqueles que atualmente estão em primeiro lugar nas plataformas grátis. Que são livros com muitas leituras e muitos seguidores. Não digo best seller porque a tradução seria melhor vendido e nessas plataformas não se vendem livros. Somente divulgação de autor e obra.

Um escritor em início de carreira nunca vai chegar a uma grande editora, a não ser que seja algo surreal o que esteja escrevendo. Nesse caso ele vai pagar caro para ter seu produto publicado. E ainda assim tem que tirar mais do bolso para que esse produto seja vendido nas melhores livrarias do país.

Como diria Neil Gayman, isso está errado. Porque o autor só perde dinheiro. Não recebe, não ganha, e muitas das vezes, não vende.

É por isso que existem muitos autores independentes, porque deve ser a única forma de se conseguir ganhar algum dinheiro com venda de livros, e mesmo assim não está isento de ter prejuízos.

Isso precisa mudar no país. Infelizmente não vejo mudanças a curto prazo.

Nosso país não tem o costume de ler, a média nacional de livros lidos por ano é uma brincadeira de mau gosto. Precisamos mudar a mentalidade do brasileiro, para que ele passe a ler mais, a gostar de ler e principalmente, que compre livros.

Além de tudo isso ainda tem que brigar para que o livro não seja pirateado e livremente passado pela internet.

Esse tipo de situação só muda com muita educação. Do estado, da união, dos pais.

Editoras têm que confiar no autor, acreditar no produto. Se confiar em ambos o livro será bem recebido por quem gosta de ler. Não temos divulgação.

O que ainda salva são as parcerias com os blogueiros. Muito pouco.

Digo isso porque sou um escritor, já com livro publicado, mas a editora pouco ou nada fez com publicidade do livro, a divulgação foi praticamente nula. Talvez no início, mas depois nem sequer uma lembrança.

E paguei para publicar… e paguei por livros em demanda. Já que estou vendendo o certo não seria eu receber pelo meu produto?

Enfim, isso precisa mudar.

Antonio Henrique Fernandes

Colunista

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Ariano Suassuna foi dramaturgo, escritor, poeta, professor e advogado. Nasceu em 16 de junho de 1927 na cidade de Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa, a capital da Paraíba, filho de João Suassuna, ex-governador do estado e de Rita de Cássia Villar.

Quando Ariano tinha apenas três anos de idade seu pai foi assassinado por motivos políticos. Então ele, a mãe e os irmãos se mudaram para Taperoá, sertão da Paraíba, no sítio Acauã, onde o escritor passou sua infância. Foi ali que pela primeira vez, Ariano Suassuna teve contato com a cultura popular nordestina ao assistir o “teatro de mamulengos”, um teatro de bonecos feito por artistas do povo, de improviso, sem roteiro onde o povo participa ativamente, interagindo com os artistas, sendo que os diálogos são criados na hora do espetáculo. Além do contato com os mamulengos, Suassuna presenciou ali os desafios de viola. Essas manifestações do folclore nordestino com certeza encantaram o menino e influenciaram  profundamente toda a obra do escritor, que iria ser escrita mais tarde.

Na adolescência Ariano Suassuna se mudou novamente com a família indo morar no Recife, lá estudou no Ginásio Pernambucano e depois no Colégio Oswaldo Cruz. Em 1946 ele entrou para a Faculdade de Direito de Recife  e foi na faculdade que Ariano conheceu  e conviveu com escritores, atores, poetas, artistas e pessoas interessadas em literatura. Juntamente com um amigo ele fundou o Teatro de Estudantes de Pernambuco. Ariano se formou em direito em 1950, depois cursou Filosofia concluindo  essa graduação em 1964. Seu primeiro trabalho publicado foi “Noturno”  em 1945 no Jornal do Comércio do Recife. Sua primeira peça de teatro foi “Uma mulher vestida de sol” premiada  em 1948.

Ariano se casou no final dos anos 50. Ele e a mulher Zélia tiveram seis filhos. Em 1970 Suassuna criou o ”Movimento Armorial” para divulgar e valorizar a cultura nordestina, com sua literatura de cordel, sua música, seu teatro e dança. Além da valorização da cultura popular, esse movimento, tinha por objetivo misturar o popular ao erudito, levando o erudito ao povo sem desvalorizar a sua cultura, ele sabia do grande valor que possui a arte popular, que vem espontaneamente do povo, a intenção era de enriquecer a cultura através dessa mistura. Esse movimento recebeu o apoio de escritores e intelectuais da época.

O escritor e dramaturgo Ariano Suassuna foi um dos grandes responsáveis pela modernização do teatro brasileiro. Uma das características marcantes de suas obras teatrais é o improviso com textos populares repletos da cultura nordestina.

Um de seus trabalhos mais famosos é “Auto da Compadecida”, escrito em 1955 e que fez muito sucesso ao ser  adaptado para o cinema e para a TV  e o tornou conhecido em todo o país. A versão para a TV teve no elenco Fernanda Montenegro, Selton Melo, Mateus Nachtergaele e Marco Nanini entre outros. O estílo do escritor Ariano Suassuna é calcado na cultura popular, seus textos são cheios de humor, denunciam a corrupção, a hipocrisia, o preconceito, o falso moralismo fazendo uma crítica da sociedade brasileira.

Em 1948 ele lançou “A Pedra do Reino”. As obras “O Santo e a Porca” e “Casamento Suspeitoso” foram publicadas em 1957. Esses são só alguns exemplos de seus trabalhos, sua obra é bem vasta.

Em agosto de 1989 o escritor, dramaturgo e poeta passou a ocupar a cadeira nº 32 da Academia Brasileira de Letras. Em 1993 foi eleito para a Academia Pernambucana de Letras e no ano 2000 entrou para a Academia Paraibana de Letras.

Em 23 de julho de 2014 o escritor faleceu no Recife vítima de um AVC.

Ariano Suassuna foi antes de tudo um nordestino. Um escritor, dramaturgo e poeta muito talentoso que amava o seu país, um patriota, que se orgulhava de ser nordestino e brasileiro e que defendia com unhas e dentes a nossa cultura, a nossa língua e a nossa gente. Não se cansava de denunciar em suas entrevistas e palestras o malefício que representava e representa a imitação caricata de outras culturas pelo nosso povo. Em todo o seu trabalho retratou a cultura popular genuinamente brasileira defendendo que uma nação precisa conservar a sua identidade mesmo que naturalmente receba influências de culturas externas, a cultura de um povo, produzida por ele é seu bem mais precioso.

Por ser um grande escritor que soube “dialogar” tão bem com o povo em seu texto, e retratá-lo com tanta fidelidade, respeitando e valorizando tanto a cultura popular, o nordeste e o Brasil, Ariano Suassuna merece ser conhecido, lido e assistido nos palcos de teatro por todos nós brasileiros, que precisamos aprender a valorizar mais o que é nosso, antes de achar que só o que vem de fora é bom, precisamos conhecer melhor nossos talentos, nossos escritores, nossos artistas, e nossa própria cultura, prestigiar, conhecer e divulgar nossos valores, como fez um dia o próprio Suassuna, afinal uma grande nação é formada por pessoas que construíram uma identidade como povo, que partilham da mesma cultura e dos mesmos ideais e que se orgulham disso.

 

Fontes de Pesquisa:

 www.pensador.uol.com.br

 www.infoescola.com/escritores/ariano-suassuna (Ana Lucia Santana)

 www.ebiografia.com/ariano_suassuna

 www.educacao.globo.com/literatura

 Foto (www.pensador. uol.com.br)

Texto escrito por  Ivana Lopes-  Tradutora, Escritora e Colunista

 Estão todos convidados a conhecer minha página de trabalho no Facebook:

 Tradutora Ivana Lopes

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Meu nome é Ivana Lopes sou tradutora formada em Letras pela PUC. Além de traduzir gosto muito de ler e de escrever e sou apaixonada por literatura. A tradução acabou me dando ferramentas que me levaram a escrever meus próprios textos. Estou muito feliz em ter uma coluna na Arca Literária, vou publicar aqui artigos que falam dos grandes mestres da literatura brasileira e mundial. Tenho diversos artigos publicados em outros blogs e no meu próprio site (Mestres da Literatura) http://ivanascl168.wixsite.com/meusite. Escrevo sobre literatura porque desejo incentivar a leitura dos grandes escritores e poetas, ao escrever sobre suas vidas procuro despertar a curiosidade dos leitores pelas suas obras. Acredito muito no valor da leitura como uma forma de transformação da sociedade.

https://www.facebook.com/tradutorafreelancer01/?fref=ts

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O escritor Jorge Amado nasceu em 10 de agosto de 1912, na Bahia, numa fazenda de cacau chamada Auricídia, em Ferradas, distrito de Itabuna. Filho de João Amado de Faria, coronel e fazendeiro e de Eulália Leal.  Ainda criança se mudou com a família para Ilhéus em 1917 mudou-se novamente para Itajuípe.

Jorge Amado foi alfabetizado pela própria mãe e ainda pequeno voltou para Ilhéus para frequentar a escola. Mais tarde com apenas 10 anos, criou no colégio um jornal chamado “A Luneta”. Ele e a família distribuíam esse jornal para os vizinhos e parentes. Mudou-se depois para Salvador para estudar em um internato.

No término de uma de suas férias o pai o levou de volta ao colégio, mas quando foi embora, Jorge ao invés de entrar na escola, fugiu. Foi para Sergipe para a casa do avô, levando dois meses para chegar. De lá foi levado de volta para a casa dos pais. Por causa da fuga foi matriculado em outro colégio interno. Neste novo colégio primeiro dirigiu o jornal do grêmio e depois criou seu próprio jornal “A Folha” que fazia oposição ao periódico da escola.

Quando completou 15 anos foi morar no Pelourinho e começou a trabalhar como repórter policial no “Diário da Bahia”. Nessa época foi publicada uma poesia sua na revista “A Luva”.

Adepto e praticante do Candomblé recebeu o título de “ogã”, que significa “o protetor”, esse foi o primeiro de vários títulos que ele recebeu dentro dessa religião.

Em sua juventude, desde muito cedo já demonstrava a sua vocação para escritor. Foi também uma pessoa inquieta e inconformada com a realidade a sua volta, demonstrando seu engajamento político desde a formação de seus primeiros jornaizinhos de escola onde ele era sempre a “oposição”. Também fez parte, de um grupo de jovens escritores chamado “Academia dos Rebeldes”, todos os membros inclusive ele publicavam  trabalhos num “estilo moderno sem serem modernistas” segundo as próprias palavras de Jorge Amado.

Em 1930 o escritor se mudou para o Rio de Janeiro onde conheceu e ficou amigo do poeta Vinicius de Moraes. No ano seguinte ele ingressou no curso de direito da Universidade do Rio de Janeiro, mas ao se formar nunca exerceu a profissão. Foi nessa época que ele teve seu primeiro livro publicado “O país do carnaval”, um sucesso de crítica e de público.

Em 1932 ao ler “Caetés” de Graciliano Ramos, Jorge Amado ficou fascinado pelo romance e viajou até Maceió só para conhecer o escritor, se tornaram amigos e essa amizade durou até a morte de Graciliano. Foi amigo também de outros escritores famosos: José Lins do Rego, Rubem Braga, Jorge de Lima e de Rachel de Queiroz, através dela se aproximou dos comunistas. Entre seus amigos também estavam outros nomes muito importantes dentro da cultura nacional, tais como: Gilberto Freyre, Aurélio Buarque de Holanda e Dorival Caymmi. Filiado ao partido comunista e militante político, o escritor que trabalhava  também como jornalista, durante o Estado Novo, governo de Getúlio Vargas, chegou a ser preso várias vezes, por seu posicionamento político. A primeira prisão aconteceu no Rio de Janeiro quando foi acusado de ter feito parte da “Intentona Comunista”, um movimento rebelde ocorrido um ano antes em Natal, liderado por Luís Carlos Prestes, com o objetivo de derrubar o governo de Getúlio Vargas. Por causa desse movimento o partido comunista foi fechado, levado à ilegalidade e seus membros passaram a ser perseguidos. Em 1941 o escritor escreveu “A vida de Luís Carlos Prestes”, que foi vendido clandestinamente no Brasil.

Quando saiu da prisão Jorge Amado viajou pela América Latina e depois foi para os Estados Unidos. Enquanto isso, no Brasil, era publicado seu livro “Capitães da Areia”.  Quando retornou foi preso novamente pelo governo Vargas e seus livros foram proibidos e queimados em Salvador, acusados de subversivos. Ao ser solto foi encaminhado ao Rio de Janeiro. Depois mudou-se para São Paulo onde ficou na residência do amigo Rubem Braga. Viajou então para Sergipe e lá imprimiu alguns exemplares do livro “A estrada do mar” que ele mesmo distribuiu para os amigos. Apesar das dificuldades para publicar seus livros no Brasil, nesse período seu livro ”Suor” foi publicado em inglês e lançado em Nova York e “Jubiabá” foi publicado na França em frânces.

Durante o governo de Vargas o escritor foi exilado e morou em várias partes do mundo. Após o fim da Segunda Guerra voltou para o Brasil.

Em 1945 Jorge Amado ficou conhecendo a escritora Zélia Gattai que se tornou sua segunda mulher e com quem ele viveu até o fim de sua vida.

Ao longo da carreira o escritor Jorge Amado teve seus livros traduzidos em 48 idiomas, muitas de suas obras foram adaptadas para tv, teatro, cinema e até para histórias em quadrinhos. Isso não aconteceu só no Brasil mas em vários países do mundo como França, Portugal, Alemanha e Estados Unidos entre outros. Dentre as suas obras mais famosas estão “Gabriela, cravo e canela” e ”Dona Flor e seus dois maridos” ambas adaptadas para a tv e para o cinema. Além destas, “Tenda dos milagres” e “Tieta do agreste”, entre outras, também tiveram adaptações. Em 1961 o escritor Jorge Amado passou a ocupar a cadeira número 23 da Academia Brasileira de Letras. Ele não escreveu só romances, apesar de ser mais conhecido como romancista, escreveu também. poesias, biografias, peças de teatro e histórias infantis.

Em 06 de agosto de 2001 Jorge Amado faleceu em Salvador, devido a problemas cardíacos e à diabetes. Respeitando a vontade do próprio escritor, seu corpo foi cremado e suas cinzas foram espalhadas, sob uma mangueira no jardim de sua casa.

A importância do escritor Jorge Amado e de sua obra para a literatura brasileira é indiscutível. Seu talento e seu trabalho são conhecidos e reconhecidos mundialmente. Uma obra de quase 40 livros publicados ao longo de sua vida, premiadíssima no Brasil e no exterior. O grande escritor retrata em seus livros a Bahia como nenhum outro fez antes, ele próprio é o retrato autêntico do povo baiano, que faz parte de seus livros, nascido numa fazenda de cacau, filho de coronel, praticante do candomblé. Suas histórias foram escritas a partir de sua própria vivência. Sua visão de mundo é sempre do  ponto de vista de sua amada Bahia, não importa em que lugar do mundo ele estivesse, e ele esteve e viveu em várias partes do mundo, é sempre esse olhar do brasileiro e baiano que se vê em suas obras. Em seus livros está o retrato de uma época, dos coronéis, das grandes fazendas de cacau e de seu julgo político, como senhores poderosos que dominavam a população, que eram obrigadas a obedecer às regras ditadas pelos donos de terra. ”O coronelismo” tinha suas próprias leis e fazia sua própria “justiça”. Em todos os livros de Jorge Amado essa relação nada democrática de poder está retratada. Resquícios dessa época e desse comportamento ainda podem ser encontrados nos locais mais distantes, no interior de vários estados do Brasil.  É como se ele tivesse pintado um quadro da Bahia onde fica até difícil separar a história contada da história real. Há em seus livros uma clara crítica social ao mostrar a relação dos poderosos com as populações que viviam e trabalhavam nas grandes propriedades e ao redor  delas. Ele também denuncia o abandono da  infância e suas consequências  em seu famoso livro: “Capitães da areia”. A história dos menores abandonados e delinquentes das areias da Bahia, uma história ainda muito atual em nossos dias, onde os menores “abandonados” pela sociedade praticam crimes tanto nas areias como no asfalto das grandes cidades. Seu engajamento politico e sua ligação com o comunismo nunca o levaram a pegar em armas, era um ativista sim, mas suas principais armas sempre foram a caneta e a velha máquina de escrever, com as quais ele era mestre e de onde saíam incríveis histórias, personagens inesquecíveis que viviam envoltos em tramas que nos prendem do início ao fim de seus livros.  Essa pintura em forma de obra literária viajou o mundo levando um pouco da rica cultura brasileira, as comidas, os sotaques, as características da nossa sociedade, a história e as crenças e religiões do povo baiano, mostrando lá fora a beleza e a riqueza de nosso povo. Jorge Amado mostrou para o mundo o que o Brasil tem de mais precioso, seu povo e sua cultura.

Fontes de Pesquisa:

http://ultimosegundo.ig.com.br  IG/ Educação (reportagem : “Capitães da Areia, a narrativa pela ótica de meninos de rua” de Marina Morena Costa, iG São Paulo).

www.releituras.com/jorgeamado – Projeto Releituras- Arnaldo Nogueira Jr.
www.educacao.uol.com.br/biografias

 Artigo escrito por Ivana Lopes – Tradutora e Escritora, estão todos convidados a conhecer minha página de trabalho no facebook : Tradutora Ivana Lopes

 

14725691_10154085108952309_670127205574865685_nMeu nome é Ivana Lopes sou tradutora formada em Letras pela PUC. Além de traduzir gosto muito de ler e de escrever e sou apaixonada por literatura. A tradução acabou me dando ferramentas que me levaram a escrever meus próprios textos. Estou muito feliz em ter uma coluna na Arca Literária, vou publicar aqui artigos que falam dos grandes mestres da literatura brasileira e mundial. Tenho diversos artigos publicados em outros blogs e no meu próprio site (Mestres da Literatura) http://ivanascl168.wixsite.com/meusite. Escrevo sobre literatura porque desejo incentivar a leitura dos grandes escritores e poetas, ao escrever sobre suas vidas procuro despertar a curiosidade dos leitores pelas suas obras. Acredito muito no valor da leitura como uma forma de transformação da sociedade.

 

https://www.facebook.com/tradutorafreelancer01/?fre=ts)

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 “Alpha – O Início” é o primeiro livro da série de histórias de Mistério, Ficção, Fantasia, Suspense e Romance sobre Bruxas, Lobisomens e Vampiros.
A saga se inicia contando a história de Tayla e Dimitri como coadjuvantes, onde eles vivem os altos e baixos de uma breve relação amorosa gerando uma linda filha como resultado do amor que um sente pelo outro. No decorrer da história, Dimitri se depara com uma dura realidade e se vê obrigado a tomar a decisão mais difícil de sua vida, após Tayla ter sido infectada por um tipo de vírus para o qual não existe um tratamento específico, ele terá escolher entre salvar a vida de sua filha ou a vida de sua amada esposa. O que Dimitri não sabia é que sua decisão não só mudaria o seu destino, como também interferiria terminantemente no destino de Caleb. A história se prolonga com Lívia e Caleb como protagonistas, os quais se envolvem inocentemente em uma proibida e inelutável paixão, a qual dá vida ao segundo livro da série “Alpha – O Despertar”, onde eles terão que se adaptar a um novo estilo de vida em que Lívia se tornará Vampira e Caleb Lobisomem.

Conheça um pouco mais o autor e seu livro nos links: Amazon, Série Alpha, Fanpage, Facebook do autor, Instagram, Twitter, Email do autor isaqueribeiro_@hotmail.com

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  1. Fale-nos um pouco de você.

R: Meu nome é Raquel Pagno (de verdade), mas tem um nome no meio que eu simplesmente detesto. Moro em Lages/SC, cidade onde nasci. Tenho 32 anos e dois filhos adolescentes. Sempre sonhei ser escritora e arquiteta. Sou chocólatra. Adoro cães e detesto viajar de avião.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

R: Sou projetista e cartógrafa, além de escritora. Sou formada em Administração, porém nunca atuei na área. A inspiração já nasceu comigo. Desde muito pequena me apaixonei pelos livros. No início pelas ilustrações e quando aprendi a ler, também pelas histórias.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

R: A avalanche de sentimentos que a escrita desperta. É quase uma possibilidade de se viver várias vidas.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? 

R: Não tenho um lugar especial, mas tenho um caderninho especial, cuja capa é um desenho dos meus filhotes, onde anoto minhas ideias iniciais e trechos importantes a escrever. Quando acordo no meio da noite com alguma ideia que precisa ser anotada, é pra aí que ela vai.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

R: Escrevo um pouquinho de tudo, com enfoque principal em romance sobrenatural, suspense e terror. Sim, arrisquei escrever fantasia, literatura infantil e romances “água com açúcar”. Ainda pretendo escrever humor, apesar de achar o gênero muito difícil.

  1. Fale-nos um pouco sobre os livros “Legado de Sangue”, “Seablue” e “Senhores dos Sonhos”. Onde encontra inspiração para os nomes dos personagens?

R: Seablue foi o primeiro romance que escrevi depois de adulta, também é o púnico que não conta com nenhum elemento sobrenatural no enredo. Já Legado de Sangue tem como personagem principal um vampiro. Senhores dos Sonhos conta a lenda dos kitsunes, embora de uma forma repaginada, condizente com o que a história exigia.

Geralmente, quando concebo personagens, eles já nascem com nomes. Quando a ideia da personalidade me vem a cabeça, geralmente o nome vem junto. Há exceções, especialmente quando se trata de nomes estrangeiros. Nesse caso, pesquiso em sites de nomes de bebês.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

R: Depende bastante. Senhores dos Sonhos, por exemplo, teve muita pesquisa online. Já Herdeiro da Névoa, além dessas, precisou de muitas pesquisas documentais por ser de época e por se passar em uma cidade que eu não conheço pessoalmente e, mesmo se conhecesse, jamais saberia como era nas décadas de 40/50 tempo em que o enredo é desenvolvido.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

R: Eu amo a escrita do Carlos Ruiz Zafón e meu sonho é escrever algo minimamente parecido com sua obra. Infelizmente, isso não é possível. Mas ele e outros  autores que gosto são sempre fontes de inspiração.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

R: Já tive livros rejeitados por muitas editoras. Eu chamaria de dificuldade publicar em uma das grandes, mas nas pequenas e médias, não. Tenho livros que já rodaram por várias editoras, já foram rejeitados, aceitos e depois tiveram contratos quebrados… Mas até agora, consegui publicar quase tudo o que escrevi. Tenho apenas um original pronto, não publicado.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

R: A literatura nacional evoluiu bastante, mas ainda há muito a se conquistar e muitos paradigmas a serem quebrados. Como leitora, adoro os autores da “nova” literatura brasileira e cada vez tenho me surpreendido mais com a qualidade dos livros. Claro que ainda há algum joio junto ao trigo, mas isso o mercado literário se encarregará de separar.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

R: Bons e maus profissionais existem em todas as esferas e na literatura não seria diferente. Espero que os bons continuem e que os não tão bons aprendam a fazer melhor. Os que não aprenderem, infelizmente não irão muito longe. É assim que funciona.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

R: Infelizmente preços baixos só podem ser praticados pelas grandes editoras que tem tiragens de muitos exemplares. As pequenas não tem como concorrer, nem baixar os custos das pequenas tiragens. Claro que eu gostaria de preços menores, para os meus livros e para os que eu queria comprar e muitas vezes não posso. Mas compreendo que os altos custos não são culpa dos autores e nem das editoras.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

R: Nossa, tem tantos… O Jogo do Anjo (do meu ídolo, Zafón) é claro que eu gostaria de ter escrito. Mas tem muitos, muitos outros.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? 

R: Bom, não tem como relacionar uma única música então tenho uma listinha de músicas que eu ouvia enquanto escrevia alguns dos meus livros. Aí vai:

  • O Voo da Fênix – Wish You Were Here (Bee Gees)
  • Seablue – I’m Lost Withou You (Robin Thicke)
  • Herdeiro da Névoa – To Be With You (Mr. Big)
  • Rubi de Sangue/Legado de Sangue – Pra Sempre (Verônica Sabino)
  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

R: Uma coisa que eu nunca fiz: relacionar ficção com a minha vida. Mas já aconteceu de eu me identificar com algum personagem, no que diz respeito ao que este sentia em determinada situação, com certeza.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

R: Sim, sempre há projetos em andamento. Estou escrevendo um livro sobre um anjo, coisa que eu sempre quis, mas demorei pra ter a ideia. E outro de terror, que também sempre quis.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

R: Algumas coisas eu acompanho, porém nem sempre é possível. Eu gosto de ler as críticas tanto dos blogueiros como dos demais leitores e não apenas sobre os meus livros. Quando quero comprar algum livro que não conheço bem, costumo ler algumas resenhas antes de me decidir.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

R: Essa é uma questão complicada… Não costumo me preocupar com as críticas negativas, mas se viesse de uma pessoa que eu amo, acho que me prejudicaria ou pelo menos, desestimularia. Mas o Paulo Coelho era uma das pessoas que eu gostaria que lesse algo meu, ainda que isso me deixasse morrendo de medo. rsrs

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

R: A maior alegria é perceber que o leitor “captou” a essência da história como eu gostaria que todos captassem. Também curto quando as mulheres se apaixonam pelos meus moçoilos. rs

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

R: Pra quem quer escrever: leiam muito e escrevam muito, ou jamais se tornarão escritores.

Para quem ama ler: deem uma chance aos autores nacionais, muitos deles irão te surpreender.

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Meu nome é Sérgio Pereira Filho, tenho 25 anos, gosto de ficar em casa com minha família, sair com meus amigos, sou um pouco caseiro, chato. Amo ler e principalmente escrever.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Eu sou Subgerente de um Rei do Mate. Quanto aos meus estudos, eu tranquei a faculdade de História por falta de dinheiro mesmo.

Eu sempre gostei de ler. Mas o gosto pela escrita só veio aos dezessete anos, quando comecei a escrever um livro infantil chamado A Busca das Chaves do Poder.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

A liberdade que você tem em criar seus próprios personagens e um mundo completamente diferente do qual você vive.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? 

Eu escrevi a maior parte de Enviada na cozinha aqui de casa, já a continuação, Escuridão, eu também escrevi a maior parte no Metrô indo e vindo do trabalho.

Não tem lugar e hora certa para escrever. Qualquer lugar é válido. Por isso, eu sempre carrego um pedaço de papel e uma caneta em minha mochila.

  1. Qual seu gênero literário? já tentou passear em outros gêneros?

Eu gosto muito de fantasia. E até mesmo o meu irmão, Lúcio, diz que eu gosto de livros e filmes mentirosos. Mas nem ligo, pois gosto de imaginar um mundo surreal, fantasioso.

Nunca me instiguei a escrever sobre outros gêneros. Pelo menos por enquanto.

  1. Fale-nos um pouco sobre o livro “Enviada”

O livro Enviada é o primeiro de uma série de quatro livros que pretendo escrever. Ele conta o nascimento da personagem principal, Angela Petre, que é a nossa Enviada, a filha do Criador, nascida através do Espírito Santo incumbida de acabar com o pecado do mundo, mas que não consegue fazê-lo, pois se apaixona por um Anjo das Trevas, filho de Lúcifer, chamado Gustav Reltih. Entretanto, há o seu Anjo da Guarda, que se chama Dimitri Costa, e tenta impedir que isso aconteça. Tarde demais.

Em Enviada, eu mostro as escolhas que Angela deve fazer: ficar do lado do Bem ou do Mal? Qual lado escolher e qual saber o certo?

  1. Onde encontra inspiração para os nomes dos personagens?

Eu sou muito ligado em nomes com significados fortes. Procuro pela internet e por um livro de nomes que eu tenho aqui em casa. Gosto de nomes latinos, mitológicos e, na maioria das vezes, nomes russos. Dimitri e Gustav, por exemplo, são nomes de origem russa.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Eu pesquisei o possível sobre a Áustria, a fim de ter uma base para o começo do livro. Fiquei um ano pesquisando nomes de personagens e lugares, até que, comecei a escrever.

Quanto ao desfecho da história, que acontece no Rio de Janeiro, já foi mais fácil, pois eu moro aqui, então, conheço muitas coisas sobre a cidade.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Eu sou apaixonado pelo universo de Harry Potter e As Crônicas de Nárnia. Gosto muito da escrita dos seus respectivos autores. Ambos são uma grande fonte de inspiração.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Sim, eu não consegui publicar A Busca das Chaves do Poder, em 2009. Após ter levado para mais de vinte e seis editoras, recebi resposta de uma, a Objetiva, daqui do Rio mesmo. Na carta, ela dizia que não poderia se responsabilizar por uma futura edição, pois o quadro de publicações para aquele ano, já estava completo, mas que, a minha obra tinha qualidade literária.

Se eu não tivesse recebido tal resposta, não teria continuado a escrever. Foi aí que eu pulei do infantil para o infanto-juvenil, ao escrever, no final do mesmo ano, Enviada.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Está crescendo muito. Vejo que há muitos autores com um potencial incrível, mas que, devem ser mais valorizados por suas editoras e pelo próprio governo.

Os livros nacionais deveriam ser mais baratos que os internacionais, assim, o povo brasileiro optará pelos nossos e verá a qualidade que muitos autores daqui têm.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Acho incrível! E por mais que alguns não sejam tão bons, devemos ressaltar que as quantidades de bons livros superam as dos não tão bons.

Tenho muitos amigos que dizem preferir livros nacionais aos estrangeiros, pois a nossa literatura está cada vez mais jovem e moderna. Tão bom quanto.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Um absurdo! O governo teria que dar mais incentivo à literatura. Pondo, por lei, livros mais baratos no mercado. Tenho a plena consciência de que nunca poderei competir com autores internacionais, porque não recebo um respaldo do governo, nem da minha própria editora.

Se os nacionais fossem mais baratos, a briga seria páreo duro. E não teríamos tantos internacionais arrebentando nas nossas livrarias.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Harry Potter. A  J.K. Rowling criou um mundo de bruxos tão magnífico que, se manterá durante décadas como a grande influenciadora de muitos autores que falarão um dia sobre estes seres. Ela será a mãe de todos. Isso é magnífico.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? 

Young and Beautiful – Lana del Rey

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Eu gosto muito do Livro do Apocalipse. Não sei se é válido. Rsrs

Graças a esse livro, que eu pude ter uma base para escrever Enviada.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Por hora, estou focado na série que pretendo escrever. Estou acabando de dar os últimos ajustes em Escuridão, a continuação de Enviada. E já comecei a escrever os primeiros capítulos de Dor, o terceiro da série.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? o que você acha sobre isso?

Eu acompanho tudo que diz respeito à Enviada. E graças ao Criador, eu só recebi três críticas negativas de vinte e cinco resenhas que já saíram até agora sobre o meu livro.

Alguns dizem que eu devo explorar mais a personalidade dos Anjos, outros dizem que Angela deve saber o que quer. E por aí vai.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Muitos leitores chegam até mim dizendo sobre o meu livro. Que é bom, e que me querem ver em suas respectivas cidades. Mas há uma, que com certeza eu escolheria: a Duda, do Instagram @umlivronooceano.

Ela é de São Gonçalo, aqui do Rio mesmo. Um amor de pessoa.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

A alegria de ver o seu livro ganhando seu devido reconhecimento.

Eu demorei três anos e meio para concluir Enviada. E a única coisa que peço não é dinheiro, mas sim, o devido reconhecimento por ter me dedicado tanto.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Espero que cada um de vocês possa ler Enviada e se apaixonar pela história de Angela, Dimitri Gustav. E prometo que sempre darei o melhor de mim para que os demais livros sejam bons.

Quanto ao que estão iniciando ainda, eu lhes digo: Não desistam! O caminho é árduo, e eu estou sentindo isso na pele, mas o maior ganho é ver o seu trabalho sendo valorizado pouco a pouco.

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  1. Sergio, para nós é um grande prazer entrevistá-lo. Conte-nos quem é Sergio Carmach:

Olá, Ceiça. O prazer é todo meu. Obrigado pela oportunidade de falar um pouco de mim e de minha obra no Arca Literária. Bem… Eu diria que sou uma pessoa com espírito idealista e meio desconectada do senso comum; tenho certa falta de tato e pouca sintonia com o mundo, mas, mesmo assim, estou sempre aberto a ajudar quem precisa.

  1. Qual seu estilo literário?

Escrevo ficção, mas prefiro não me rotular além disso.

  1. Qual seu público-alvo?

Também não me preocupo com isso. Imagino apenas quem não seja meu público-alvo: os amantes da literatura de mero entretenimento.

  1. Quais seus autores e estilo favoritos?

Gosto do inusitado, do ousado, de tudo o que foge do lugar-comum, de profundidade intelectual… Sendo assim, admiro escritores que me proporcionem prazer de forma criativa e inteligente e que me façam pensar, independentemente do estilo. Dentre os grandes autores, cito Camus, Márquez, Saramago e Brontë.

  1. O que motivou você a escrever “Para Sempre Ana”? Quando sentiu que o livro estava pronto para ser publicado? Alguém o incentivou? Como foi essa iniciativa?

Na verdade, nada me motivou. Em 2000, comecei a escrever o livro do nada. Depois de 80 páginas, larguei o texto por oito anos. Em 2008, também sem razão, resolvi retomar a história, já pensando em publicá-la. Reformulei a trama, dei-lhe complexidade e estipulei um prazo para finalizar o livro: maio de 2009. Segui meu plano de trabalho à risca. Em 2011, o livro estava à disposição dos leitores nas grandes livrarias virtuais. Nesse processo, fui incentivado por minha esposa, Luzia, que – além de tudo – atuou como beta reader.

  1. Fale-nos um pouco sobre “Para Sempre Ana”.

Para Sempre Ana é um livro que merece ser lido. Mesmo não tendo características comerciais, foi indicado em 2013 ao Prêmio Literário Codex de Ouro na categoria Melhor Romance. Existem mais de 120 resenhas positivas da obra espalhadas por aí (através das quais se pode ter uma ideia a respeito da trama), prova de que uma história não precisa seguir fórmulas prontas para atrair certa atenção. Uma dica: pesquise as tags “surpreendente” e “Para Sempre Ana” no Google e veja o resultado.

  1. Sergio, o que mais o inspira a escrever?

Não escrevo para encantar, mas para atiçar. O encantamento, quando acontece, é mero efeito colateral.

  1. Fale-nos sobre o atual momento literário do Brasil.

A literatura está aberta a todos. Atualmente, qualquer um pode publicar um livro bem diagramado e com uma linda capa; e depois vendê-lo em boas livrarias virtuais. O problema é que beleza não põe mesa. É triste ver que parte do mercado literário independente, além de chafurdar na mediocridade, torna-se paulatinamente uma cópia mal-acabada do mercado dominado pelas grandes editoras comerciais.

  1. Quais são seus projetos literários? Teremos novidades para 2015? Quais?

Pretendo lançar a segunda edição de Para Sempre Ana, com alterações que abrem novos horizontes interpretativos para o leitor sem, no entanto, modificar a história. O “livro das baratas” – ou O Estranho Inferno da Felicidade – ainda está sendo escrito. Também tenho a intenção de lançar um livro de poesias “escrotas”, já que estou tomando gosto por fazer versos – digamos – “malcriados”. Além disso, faço parte de um projeto em que autores debatem a literatura atual, obra que deve ser lançada em 2015 pela editora Caligo.

  1. Quais os maiores problemas encontrados pelo autor na publicação de seu livro?

O problema não está na publicação. As dificuldades enfrentadas pelo autor independente dizem respeito à distribuição dos exemplares e à divulgação.

  1. Dê uma dica para os jovens escritores nacionais que querem ter seus livros publicados.

Seria mais razoável os jovens escritores me darem dicas. Eles estão mais antenados nas novidades do que eu.

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Certa vez eu fui ao dentista e durante a minha espera, apareceu uma senhora com o seu filho adolescente precisando de um serviço emergencial (a clínica onde ele é atendido já estava fechada). Ela informou uma parte do aparelho do rapaz havia se quebrado, deixando solto uma parte do cabo de metal, correndo grande risco de ferir a bochecha dele. A mãe alegou que somente precisaria cortar o pedaço do metal, porém o dentista disse que teria que remover o cabo inteiro e colocar outro (provisório) até o jovem ser atendido pelo dentista original para apertar o aparelho devidamente. O serviço teria o valor de uma consulta e a mãe (esperando apenas por uma gambiarra grátis ou com um valor simbólico) logo desistiu do orçamento, indo embora com o menino.

Isso me fez pensar em muitas ocasiões em que outros profissionais são desvalorizados e se deixam desvalorizar com esses tipos de clientes. Os desenhistas convidados para “fazer um desenho rápido”, um taxista “pra levar daqui até ali”, um designer “pra dar um jeitinho no site”, um advogado “pra dar uma olhadinha no processo”, entre outras coisas.
Não tenha medo de perder um cliente. Continue profissional e confiante que o seu reconhecimento chegará.

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