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Arca Literaria

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nadex demo account 1. Fale-nos um pouco de você. 

Meu nome é Michaelly Amorim, sou Cearense e moro na cidade de Juazeiro do norte, no momento curso o 4° semestre do curso de Enfermagem na Universidade Regional do Cariri. Tenho 21 anos e escrevo desde os 14 para mim mesma, mas só comecei a publicar meus livros para os outros lerem através do wattpad em 2015, e desde então já escrevi 4 livros e diversos contos.

decca durabolin 2. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Eu não trabalho uma vez que a minha faculdade é nos dois períodos, então meu tempo é dividido entre minha vida pessoal e meus livros. Comecei a escrever por que como eu lia muito os livros começavam a se tornar previsíveis, e eu sempre buscava algo que fugisse do obvio. Então decidi escrever algo que eu gostaria de ler, e foi assim que tudo começou.

ikili opsiyon ne demek 3. Qual a melhor coisa em escrever?

Acredito que é poder levar as pessoas que leem a uma viagem para mundos completamente diferentes do nosso. É saber que algumas delas se refugiam nas páginas de um mundo que você criou. É poder proporcionar diversas emoções para o leitor.

best binary options strategy ever 4. Você tem um cantinho especial para escrever?

Eu escrevo pelo celular diretamente no wattpad, que é onde posto inicialmente minhas histórias, então eu acabo tendo vários “cantinhos”, pois normalmente assim que a inspiração bate eu escrevo, seja dentro do ônibus, seja no sofá da sala, ou quando estou deitada na cama. Então qualquer lugar é meu cantinho. Entretanto depois de terminar as postagens no wattpad, eu desenvolvo melhor a história no computador, onde acrescento capítulos, reviso e reorganizo a história para que ela fique melhor e sem pontas soltas ou sem nexo.

trading online bancoposta click 5. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Eu escrevo fantasia e romance de época. Já sim, mas apenas em contos, já escrevi contos de terror, romance, drama, ação e aventura.

خيار ثنائي مؤشر مجانية 6. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Tenho 4 livros concluídos e três em desenvolvimento. E a inspiração para o nome aparece de forma natural quando eu vou escrever um livro novo. É a primeira coisa que me vem a mente na hora de começar uma história nova. Já os nomes dos personagens eu coloco à medida que eles vão aparecendo na história. E nem sempre eu tenho facilidade em pensar em um nome, então alguns acabam se repetindo entre um livro e outro.

O meu primeiro livro se chama Filhos de Abel, é um livro de fantasia que conta a história de Angeline, uma garota que se vê jogada em meio a uma guerra milenar de cainitas (vampiros) e Abelitas (Caçadores). Com a guerra se tornando cada vez mais presente, e os refúgios sendo atacados pelos cainitas, eles precisam ir e levar os mais novos para um lugar seguro enquanto se organizam para entrar de vez na guerra. E é ai onde a aventura de Angeline começa, pois ele tem que aprender a lutar para sobreviver aos ataques.

O segundo livro que comecei a escrever foi O canto da Coruja que é um conto de fadas baseado na lenda da Rasga-Mortalha, uma lenda Nordestina que diz que quando uma coruja rasga-mortalha pia sobre sua cabeça é porque alguém da sua família (ou você) vai morrer. O livro não tem terror, mas tem muita aventura e uma pitada de comédia. Além de muita magia e aquele gostinho de contos de fadas.

Outro livro meu, mas que eu uso um pseudônimo para escrever é A ilha da Sereia, um romance hot com sereias, com um toque de mitologia e fantasia, que conta a história de Dione, uma sereia que evita cantar perto de humanos para não seduzi-los e assim acabar fazendo com que eles se liguem a ela e se afoguem por causa da ligação. Entretanto ela terá que confiar em um homem uma vez que um tritão ameaça sua vida e a faz fugir de sua casa em Oceana.

E por ultimo e meu novo xodó, Como seduzir um Conde, um romance de época (o primeiro de uma série) que conta a história de Lady Elizabeth Fernoy e de Daniel, o Conde de Dorset, ela jurou nunca se casar sem amor e ele jurou que nunca mais confiaria em uma mulher. Eles se conhecem quando Lizzie vai passar uma temporada na casa de Daniel a pedido de Lady Margaery, tia do Conde e Condessa Viúva de Dorset. Assim que se conhecem eles se estranham e ele desconfia dela. Decidida a fazer o conde perceber que nem toda mulher é fútil e interesseira, Lizzie decide ser amiga de Daniel, que secretamente tinha apostado com a tia que conseguiria desmascarar Lizzie. Mas aos poucos ele vai perceber que Lizzie não é nada disso que ele acredita e talvez ela o faça acreditar de novo no amor. Mas Lizzie descobre da pior forma possível que será obrigada a arrumar um marido para garantir o futuro de seus irmãos.

wie funktionieren binäre optionen 7. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Nos meus livros de fantasia eu criei a parte “mística” dos livros, como eu lia muito acabei adquirindo alguns conhecimentos sobre mitologia, criaturas fantásticas e outros seres e mundos. Então acabei colocando parte do que eu conhecia nessas histórias. E sempre pesquisando em sites e outros livros as coisas que não tinha tão domínio assim. Mas devo confessar que nenhuma das de fantasia me custou tanta pesquisa quanto a de romance de época, essa eu passava horas na internet procurando algo que pudesse responder as minhas dúvidas a respeito da época em que elas se passam.

binary options that are regulated 8. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Olha, eu gosto muito de ler, e tenho muitos escritores que eu amo. Então citar apenas um seria uma desconsideração com o restante, principalmente os de fantasia. Mas acredito que minha escrita por ser leve se assemelhe mais a escritores de fantasia um pouco mais contemporânea, apesar de amar os de fantasia épica e alta fantasia. Já meus livros de romance de época posso dizer sem dúvidas que minha inspiração é a Sarah Maclean, Julia Quinn e Hanna Howel. Sou apaixonada pelos livros dessas mulheres.

trading binario broker account demo 9. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

O único livro que submeti a editoras foi O Canto da Coruja, e ele foi aceito em todas. Os outros não tive coragem ainda, mas quem sabe futuramente não os submeta a alguma editora… Por enquanto eles vão continuar na Amazon.

Tadalafil Oral Strips Australia 10. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

É bom ver que o numero de leitores e autores estão crescendo, conheço muitos escritores que são excelentes naquilo que fazem, e vejo que em breve teremos ainda mais nomes conhecidos mundialmente de escritores brasileiros e torço por isso. Mas o brasil ainda precisa de mais leitores, mais incentivo a leitura e mais acessibilidade aos livros.

För Viagra 25 mg ingen recept 11. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

O boom ele é bom e ao mesmo tempo ruim, é bom porque aumenta a diversidade do mercado de livros, e é ruim, pois como você mesma disse, tem livros que são muito bons e outros desesperadores, então dependendo de qual o leitor vai ter contato inicial, pode tanto abrir a porta para outros autores nacionais, como fechar de vez e jogar a chave fora, e esse leitor desistir de vez da nossa literatura.

http://ayto-daganzo.org/?kefir=apprendista-binario&367=cc apprendista binario 12. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Eu acho desanimador para o autor nacional, pois ter que competir com livros de autores de renome que custam bem menos, acaba com que os livros nacionais, de autores não tão conhecidos, continuem ficando na prateleira na hora de escolher qual livro levar. O valor exagerado diminui as chances de venda para o autor, uma vez que nem sempre podemos pagar um valor elevado pelos livros, ainda mais nessa crise financeira em que vivemos.

options click 13. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

A série O clube dos Canalhas, da Sarah Maclean

E a Série Os Wherlocke, da Hanna Howel.

opciones binarias ironfx 14. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Pergunta difícil, eu não consigo ler e nem escrever ouvindo música, e essa é uma tarefa difícil pra mim, mas vamos lá. Para filhos de Abel a música seria Fight Song, da Rachel Platten, para O canto da coruja seria música Mit Dem Wind da banda Faun. Como seduzir um conde eu só imagino com uma trilha sonora repleta de músicas clássicas (Beethoven, Bath, Mozart e por ai vai). Pra Ilha da sereia eu só me lembro da música do Filme Piratas do Caribe – A flecha do Cupido. Rsrsrsr

purchase Tastylia online without prescription 15. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Olha, é difícil escolher um só dentre tantos bons que li, mas um que eu li e que se tornou automaticamente o melhor livro que eu já tinha lido foi O nome do Vento.

que son los futuros y opciones financieras 16. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Preciso retomar os projetos antigos que ficaram em pausa:

Terminar de escrever a série herdeiros do Sangue que começou com Filhos de Abel. No caso escrever o livro “2” (que na verdade é a outra face do livro 1) e Livro 3 que é o desfecho da guerra.
E tenho que escrever também A redenção de Ondine (2° Livro da Ilha da Sereia) outro livro independente, mas que faz parte da série: A ilha da Sereia.
Mas no momento quero terminar logo a série Amores Indecentes que a que estou escrevendo atualmente.

Como não se apaixonar pelo Duque (2° Livro da Série)

come funzionano le opzionoi ninarie one touch Como Irritar um Marques (3° Livro da Série)

17. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Normalmente acompanho apenas alguns já conhecidos, os que sigo, e os que tenho amizade. Normalmente acompanho mais de livros nacionais que eu já tenha lido ou que esteja querendo ler. Acredito que toda crítica é uma ótimo feedback, ajuda bastante o autor e direciona melhor os leitores.

18. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Dá medo essa pergunta. Kkkk. E é difícil escolher. Sinceramente eu não sei. Nunca fui de ter ídolo, ser fã de carteirinha, ou algo assim. Mas eu ficaria encantada e (completamente nervosa) se alguma autora famosa (Julia, Sarah, Hanna) lesse meu livro de romance de época.

19. Qual a maior alegria para um escritor?

Ter seu livro indicado por alguém. É uma emoção tão grande quando alguém indica seu livro. Chega os olhinhos enchem de lágrimas de felicidade e orgulho.

20. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Para os Leitores eu gostaria de mandar um abraço bem apertado e dizer pra eles nunca desistirem da gente, pois não somos nada sem eles. E pra quem tá se aventurando no mundo da escrita não desista de seu sonho, se ser um escritor é seu sonho: corra atrás, busque por onde fazer seu sonho se tornar realidade, e não desista em nenhum momento.

Quem está acostumado com os livros de Sidney Sheldon, deve ter percebido que suas personagens, são sempre mulheres fortes, bem sucedidas e bonitas, e como todo ser humano está sujeito a erros. Tracy, personagem principal da história, foi mais vítima do destino do que dos seus próprios atos, ela era uma mulher normal, com um emprego estável no banco, com uma casa linda, se descobre grávida pelo o homem que ama e está prestes a se casar, até que um terrível incidente acontece, quando a sua mãe se suicida, transformando drasticamente sua vida quando é acusada de um crime que não cometeu. Além de acabar de perder a mãe, Tracy vai parar na prisão, condenada por 15 anos, enganada por uma grande máfia.

 O livro é dividido em três partes, a primeira parte, conta sobre sua vida normal antes da prisão, à segunda parte conta sobre sua trajetória na prisão e a última parte conta suas voltas às ruas. Cada parte é fascinante, trazendo um novo olhar de Tracy, aparentemente inocente, mas ganhando forças e garras conforme se desenrola a trama.

Na primeira parte do livro, Tracy só perde: perde a mãe, o noivo, no qual acreditava estar apaixonada, e se ver indo presa por um crime que não cometeu.

Na segunda parte, após Tracy sofre no inicio do processo da prisão, com o tempo, ela cria forças e resolve provar sua inocência a qualquer custo, vingar pela a morte da sua mãe e também dos responsáveis pela a sua prisão. Ela não tem nada a perder, afinal ficou bastante tempo na prisão para refletir como irá se vingar e provar sua inocência, além de ter se tornado uma mulher mais forte, decidida e desconfiada de todos a sua volta.

Na terceira parte, finalmente livre e isenta, finalmente coloca em prática todos os seus planos. Ela teve muito tempo para pensar e para não cometer nenhum erro.

Mas isso não é o fim de tudo, isso é apenas o principio de sua história. Após ter saído da prisão, mesmo livre de todas as acusações, não consegue voltar a vida que tinha, ninguém quer a empregar, seu currículo ficou com uma mancha irreparável. Então, ela se lembra de um nome que uma detenta lhe entregou em um papel, para caso ela não consiga voltar a sua vida normal de antes. Esse encontro muda a sua vida mais ainda e para sempre. Em sua primeira missão, ela conhece Jeff Stevens, nosso mocinho, cheio de charme, um personagem fascinante. Ele e Tracy têm uma relação de amor e ódio, desde o principio, como cães e gatos, por serem rivais nos negócios, isso só torna a história cada vez mais fascinante. Jeff é um personagem cativante, que também teve seus altos e baixos igual a Tracy, Apesar de toda rivalidade, chega um determinado momento que eles precisam se unir contra um inimigo em comum, Daniel Cooper, um personagem louco e possessivo,  que fez do seu objetivo de vida capturar Tracy e Jeff, os maiores ladrões de arte e jóias de toda a Europa. Em uma disputa audaciosa, Jeff e Tracy, se superaram a cada novo trabalho, ao mesmo tempo em que tentam não ser capturados.

O desfecho dessa história é surpreendente. Quem conhece o autor, sabe que a cada momento ele nos surpreende, e essa história não fica para trás. É um livro cheio de mistérios, trama, e aventuras, no qual vale muito a pena ler, e os roubos de Tracy são incríveis, é interessante torcer por um personagem não comum.

Li em quatro dias (na primeira vez que li), e recomendo para pessoas que não tem receio de cenas fortes, palavreados sujos, mas que amam livros que tem um bom desfecho (apesar de tudo).

Resenha de Aline Sampaio

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  1. OBJETIVO

Incentivar novos autores a publicarem seus textos e desta forma mostrar-lhes meios para publicação de trabalhos futuros.

  • TÍTULO

“Ana – Um conto de fadas”

  1. PROCESSO DE INSCRIÇÃO

2.1. A Antologia “Ana – Um conto de fadas” é promovida pelo Arca Literária, em parceria com a Editora Illuminare

2.2. Poderão participar da antologia todas as pessoas físicas maiores de 18 anos, residentes legais no Brasil, bem como residentes no exterior.

2.3. Tema principal: Fantasia, Contos de Fadas, Romance, Principes e Princesas, etc

2.4. A participação se dará da seguinte forma:

1º Etapa: Inscrição dos autores será via e-mail antologias.arca@gmail.com – com início imediato até 15 de outubro do ano corrente. No e-mail o autor deve informar seu interesse em participar da antologia e nos informar o número de seu WhatsApp para que o mesmo seja adicionado ao grupo de autores participantes. Toda e qualquer informação sobre a participação e seus detalhes poderão ser tiradas por e-mail.

2º Etapa: Confecção do conto que deverá ter até 8000 caracteres contanto com os espaços

3° Etapa: O texto será posto em análise e após aprovação o autor receberá o contrato de publicação junto a Editora Illuminare onde receberá instruções sobre seu preenchimento e devolução do mesmo;

4° Etapa: O autor efetuará o pagamento da sua cota de participação no valor de R$ 150,00 acrescidos de R$ 20,00 referentes ao frete dos 04 livros que receberá como pagamento de seus direitos autorais.

*Caso o autor deseje mais exemplares da antologia o mesmo deverá solicitar à Editora Illuminare a confecção dos mesmos, os valores cobrados serão determinados em contrato junto à mesma.

3 DA ACEITAÇÃO DOS CONTOS APÓS SELEÇÃO DOS AUTORES:

3.1. Serão aceitos apenas contos em língua portuguesa com limite de 08 mil caracteres contando os espaços.

3.2. Não serão aceitos fanfics nem contos que pertençam ao universo de personagens já existentes criados por outro autor ou contos já publicados ou postados na internet. Precisa ser original.

3.3. Os textos devidamente formatados (fonte Arial, tamanho 12, espaçamento 1,5 entre linhas) deverão ser enviados para o e-mail: antologias.arca@gmail.com com o assunto CONTO PARA ANTOLIGIA “Ana – Um conto de fadas”, seguido do nome do autor, endereço, uma biografia de no máximo 5 linhas assim como o nome com o qual deseja que seja apresentado na antologia.

4 NÃO SERÃO ACEITOS CONTOS QUE:

(a) possam causar danos a terceiros, seja através de difamação, injúria ou calúnia, danos materiais e/ou danos morais;

(b) ofendam a liberdade de crença e as religiões;

(c) contenham dados ou informações racistas ou discriminatórios;

(d) façam propaganda eleitoral ou divulguem opinião favorável ou contrária a partidos ou candidatos; (e) tenham sido produzidos por terceiros;

(f) que não venham formatados nas normas estabelecidas por esse regulamento

(g) cunho erótico

5 DOS CONTOS:

5.1. Os contos serão analisados e selecionados mediante avaliação do profissional nomeado pela organização da Antologia, cujas decisões serão soberanas e irrecorríveis. A avaliação se dará com base nos seguintes critérios:

(a) criatividade e originalidade do enredo;

(b) adequação do enredo ao universo ficcional do conto

(c) impacto do conto e qualidade dos recursos narrativos utilizados.

5.2. Ao se inscrever na Antologia o autor autoriza automaticamente a veiculação de seu conto.

OS NOMES DOS SELECIONADOS DA ANTOLOGIA “Ana – Um conto de fadas” SERÃO DIVULGADOS NO DIA 20 DE OUTUBRO POR EMAIL E NO SITE http://www.arcaliteraria.com.br/

5.3. Um determinado autor poderá participar da mesma antologia com mais de um conto, porém o mesmo deverá efetuar pagamento equivalente a duas, ou mais, cotas.

5.4. Só serão aceitas inscrições através dos procedimentos previstos neste regulamento. Os dados fornecidos pelos participantes, no momento das inscrições, deverão estar corretos, claros e precisos. É de total responsabilidade dos participantes a veracidade dos dados fornecidos ao organizador.

5.5. Em caso de fraude comprovada, o conto será excluído automaticamente da antologia

5.6 Gênero: Fantasia (conto de fadas)

6 PRAZOS:

6.1 Inscrições até dia 15/10/2017, podendo ser renovado caso a cota de participações não tenha sido alcançada.

6.2 Resultado até dia 20/10/2017, podendo ser renovado caso haja necessidade do revisor ou referente ao item acima.

6.3 Envio do contrato para os autores até o dia 25/10/2017 salvo exceções comentadas acima.

6.4 Devolução do contrato e pagamento da (s) cotas referentes ao (s) contos. O envio deve ser feito para o e-mail

6.5 Envio dos contratos, comprovantes de deposito, endereços, biografias e nome com o qual deseja ser identificado no contrato devem ser enviados para o e-mail antologias.arca@gmail.com

6.6 Envio dos itens citados acima para a editora até o dia 30/10/2017 salvo com exceções já mencionadas anteriormente.

A publicação da antologia depende da realização dos itens acima mencionados e ao devido respeito aos prazos estabelecidos.

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  1. Fale-nos um pouco de você.

 Escritor, 38 anos. Chato pra caramba! Recentemente, fui chamado de “estranho” por algumas pessoas nas redes sociais (risos). Criador do conceito “Bananeira Jeitinho” no jornalismo político. Autor dos livros “Águas Turvas”, “O Eco”, “Pareidolia Política”, “Bravatas, Gravatas e Mamatas” e “A 1ª Presidenta”.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Escrevo profissionalmente há mais de uma década. Antes, paralelamente, exerci funções públicas e na iniciativa privada. Atualmente, conquistei a independência necessária para viver daquilo que escrevo.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Qualquer coisa que alguém diga sobre as belezas e maravilhas de escrever será meramente clichê. Válido e legítimo, mas clichê. No meu caso, escrevo por necessidade física e mental. Quando não posso ou consigo escrever, adoeço. Na verdade, penso ser esse o destino de qualquer profissional que ama verdadeiramente aquilo que faz.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? 

Sim, tenho um escritório apenas para o ofício. É necessário. O ato da escrita é como uma oração: você pode fazê-la em qualquer lugar, com ou sem barulho, cercado de pessoas ou absolutamente solitário. Mas, quando escritor está no seu templo, a oração surge mais forte, é mais vigorosa. (vou encaminhar duas selfies do meu templo!) Helder Caldeira Meu Cantinho Meu Templo 02

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Uma espécie de Romance de Folhetim. Foi onde encontrei meu verbo de encaixe. Mas, minha origem literária é Crônica Política, não-ficção (ainda que no Brasil a Política esteja mais para roteiros ficcionais de categoria B).

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Nomear uma obra literária é exercício dos mais delicados e difíceis. Aquela palavra, ou um conjunto delas, tem o poder de resumir centenas de páginas, cenas, diálogos, pensamentos, etc. É uma escolha que extrapola a relação autor+livro. É exatamente o título de uma obra a gota de visgo que une o quadrilátero autor+livro+leitor+personagens. Ainda que em menor escala, a matemática é mesma com os nomes das personagens. Sabe aquela história de alguém olhar pra você dizer: “Olha, sabia que você tem cara de Helder mesmo?” Esse é o mistério da “certidão de nascimento” das personagens.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

No meu caso, o “universo” da pesquisa é infinitamente maior que o próprio livro… ou livros! Não raro, durante a pesquisa para uma obra, acabo encontrando apontamentos para outras que virão (ou não!). É um arco que vai do estudo da origem de uma cidade até o perfume daquele cravo de defunto no velório de um desconhecido, da busca pela verossimilhança ao narrar o perfil antropológico de um povo até o onírico desenho que o percurso de uma lágrima deixa no rosto da viúva. A pesquisa para construção de uma obra literária é algo fantástico!

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Não acredito que estilos literários tenham “donos”. É muito comum ouvir: “Fulano escreve suspense e mistério como Agatha Christie”; ou “Beltrano narra sua terra aos moldes de um Tolstói”. Ser comparado com Agatha Christie ou Liev Tolstói, em primeira instância, soa elogio de grande envergadura. No entanto, a arte de unir palavras em frases e delas estruturar um livro é algo semelhante a uma impressão digital. Ou seja, numa segunda instância de análise, a comparação pode até ser enorme ofensa ao autor e à obra, ainda que o espelho seja magnífico. Por óbvio, existem as inspirações, os ídolos, os estilos que gravitam um escritor. Mas, ninguém bebe o rótulo de um vinho!

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Acho que esse desafio da publicação é, sem dúvida, o maior na carreira de um escritor. Mesmo porque, toda vez que um escritor termina uma obra, invariavelmente ele a considera uma barbada para o Jabuti de Literatura! Nesse primeiro momento, não temos qualquer vestígio de autocrítica. Então, é sempre um processo doloroso submeter sua obra literária à apreciação de editoras e só receber negativas. Some-se a isso o caótico mercado editorial brasileiro, que não consegue equilibrar a justíssima busca pelo lucro com best-sellers e autores consagrados, com a abertura de espaços para estreantes e desconhecidos. Mas, a evolução tecnológica e a explosão da comunicação horizontal através das redes sociais estão mudando esse “modelo” ao redor do mundo. Quantos livros escrevi e não consegui publicar? Vários!

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Existe esse “novo cenário”? O que temos no Brasil é um autor nacional aqui, outro ali, ambos nadando sofregamente contra a corrente criada pela zona de conforto de editoras e livrarias quanto a publicação e comércio de obras internacionais lastreadas pelo sucesso de vendas em outros países. Pegue, por exemplo, a lista dos “dez mais vendidos” em ficção na última edição da revista Veja. Só temos dois autores nacionais: Paulo Coelho e Augusto Cury. O que há de “novo”? Observe bem: cá estou expondo uma correlação fundamental na vida profissional de um escritor que é o comércio, escrever+publicar+vender. Vendemos as histórias que contamos. Não vivemos graças ao livros nas gavetas. Verdadeiros escritores precisam ter um volume razoável de vendas para conseguir continuar seu trabalho. E o que temos no Brasil é o exato contrário: gente publicando seus livros, recebendo um sem-fim de tapinhas nas costas em eventos literários, críticas ululando nas “colunas especializadas” e um baixíssimo volume de vendas. Qual “cenário” torna-se perene assim? Nenhum. Não por acaso, todas as semanas surgem novas “promessas” da Literatura Nacional. Muitos deles, no ano seguinte, estão prestando concurso público ou distribuindo currículos, porque precisam sobreviver e todos aqueles confetes e serpentinas não são automaticamente transmutados em vias de subsistência financeira.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Acho que o equívoco está justamente em chamar algumas “coisas” de livros. Eu já escrevi muitas “coisas”. Revisitando aquelas escritas, percebo que não as ter publicado foi uma bênção! O pior é ver que algumas “coisas” eu consegui publicar! Isso sim é desesperador. O advento do self-publishing promoveu esse “boom de coisas”: publicações sem um editor, sem revisor, sem profissionais qualificados e absolutamente necessários na construção de um livro. Por outro lado, esse movimento acaba pressionando o mercado editorial e abrindo frestas que podem ser bem aproveitadas. É uma questão de oportunidade.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Há dois fatores díspares nessa questão: 1) O Brasil é um país pobre com custo de vida de país rico, uma engenharia financeira necessária à manutenção do nosso ridículo e imenso “Estado-Pai-de-Todos”; e 2) Não acho que os livros sejam tão caros. Basta comparar com o preço de uma entrada para uma peça de teatro, da pipoca no cinema, do misto-quente de aeroporto ou do litro de gasolina. Num país que pouco lê, todo livro será caro demais!

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Noutra resposta citei Agatha Christie e é dela a engenharia literária que mais invejo, em “Assassinato no Expresso Oriente”. A narrativa do livro é extremamente simples, mas seu contexto é genial. Circunscreva personagens estereotipados em elevado grau num cenário único e mínimo, um vagão de trem parado no meio do nada, preso por uma tempestade de neve; acrescente um assassinato e um detetive belga baixinho, bigodudo e excêntrico; e espalhe pistas por todos os cantos possíveis. Deu-se um dos maiores e mais geniais romances policiais da História. Invejo Dame Agatha dia e noite! (risos)

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

No romance “Águas Turvas” utilizei o recurso de criar uma trilha sonora. A recepção dos leitores foi extraordinária. Fui de Paul Simon a Rufus Wainwright. Neste momento, estou passeando por músicas brasileiras de raiz para um novo livro.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

O “livro da minha vida” tem a ver com símbolos, não com identidade. Quando era adolescente e fui apresentado ao romance “Memorial de Maria Moura”, de Rachel de Queiroz. Fiquei fascinado com a narrativa e a construção literária. Foi um livro transformador e, posso dizer, acabou definindo minha profissão e, claro, minha vida.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Estou escrevendo um novo romance e um livro sobre Política. Sem spoilers, please!!!

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Acompanho com enorme entusiasmo. Eles são a nova fronteira da crítica em todo mundo. Acredito que, atualmente, são os grandes propulsores do universo literário. Há quem vocifere contra a ebulição de opiniões sobre tudo nas redes sociais. Vou exatamente no caminho oposto. Antigamente, um cidadão era proclamado “doutor da verdade” e sua opinião atravessava os dias, meses e anos como absoluta. Hoje, isso não existe mais. A era digital não trouxe apenas maior acesso à informação. Ela também ampliou muito o potencial de formador de opinião que existe em cada um, a capacidade de ser veículo da informação e não um mero guiado.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Eu adoraria assistir ao Jair Bolsonaro lendo “Águas Turvas”. Não por admiração. Fico imaginando o que um romance familiar homoafetivo poderia causar no deputado… (risos!)

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Viver de suas obras. Isso significa que elas foram publicadas e alcançaram o fim ideal: o leitor.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Durante toda entrevista, falei muito sobre a relação comercial na Literatura e bem pouco sobre onirismos. É óbvio que ser absorvido em sonhos, fantasias, ideias quiméricas é essencial para um escritor. Esse será o combustível do trabalho literário. No entanto, combustíveis são úteis quando há um motor. E esse motor é exatamente a disponibilidade e disciplina que cada escritor deve ter ao longo da vida. Essa simbiose precisa existir. É preciso ter os pés fincados na realidade e a ciência de que você é um pipoqueiro chegando com seu carrinho numa praça cheia de outros pipoqueiros. Por que as pessoas devem desejar sua pipoca? Se você está disposto a encarar francamente essa questão, seja você um pipoqueiro. Ou melhor, um escritor.

 Quer participar de nosso bate papo? envie-nos um email parceria.arca@gmail.com

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Me chamo Manoella, sou gaúcha, tenho 19 anos, estudante de Processos Gerenciais e Matemática. Apaixonada por palavras e animais.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Sou bolsista de Iniciação Cientifica em Ciências Sociais, área que desejo fazer meu mestrado; e fundadora de uma startup com uma solução para animais abandonados não se procriarem e serem encontrados. Eu comecei a escrever aos 12 anos, quando meu pai disse que não poderia ser presidente, é engraçado, mas eu adorava política e fazia diversos estudos sobre ela. Então, eu disse, se não posso ser presidente, vou escrever um livro. E eu escrevi, 90 páginas, mas, claro, não publicaria de jeito algum, com o tempo meu estilo de escrita mudou muito.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Expressar sentimentos, criar personagens e refletir.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (Envie-nos uma foto)

Não, qualquer hora, qualquer lugar, não importa onde, é especial para escrever, pois ali, surgiu a ideia.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Historinhas infantis e contos e crônicas juvenis. Acho que por todos, mas esses são os que me adaptei e me encontrei, até por ser muito jovem.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Em Janeiro, é a união de todas as fases de um pré-adolescente, adolescente e quando saímos da adolescência. Navega por contos fictícios curtos e longos. Além de, crônicas com referenciais da literatura, misturadas com poesia e um pouco de escrita criativa. Não fui apegada a regras, me dei a oportunidade de ser livre ao escrever ele. Como dizem as críticas que recebi, é impossível não se identificar com alguma coisa que está escrito ali. Em Janeiro é a realidade, o cotidiano, mas também, puro amor.

O título é o mesmo do meu Tumblr que eu tinha aos 14 anos até os 17, pois eu havia começado meu Tumblr em janeiro de 2011.

A Protetora é uma história infantil para o incentivo a adoção de animais e o não abandono desses. Conta o cotidiano de uma protetora de animais e algumas dificuldades que elas passam, além de, dicas de cuidado com o seu pet, voltado para uma realidade infantil para possível compreensão da importância desse trabalho voluntario. O nome surgiu por inspiração em uma protetora maravilhosa da minha cidade. E o que mais acho legal nesse livro, é que 70% do valor dele é doado para os pets resgatados por protetoras.

Publiquei dentro de uma coletânea, Conte uma Canção vol. 2 da Editora Multifoco – lançado na Bienal de 2016, um conto inspirado na música Lutar pelo que é meu, da banda Charlie Brown Jr – minha banda preferida – é um romance de verão entre Antonella e Pedro Henrique, onde se reflete sobre o primeiro amor, os impactos desse e como as coisas mudam em nossa vida.

E escrevo crônicas semanalmente no blog “Além do Look do dia”.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Quando crio personagem, geralmente gosto de ver o significado dos nomes. Geralmente os locais eu não gosto de determinar, gosto de possibilitar que a imaginação do leitor crie eles.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Não me inspiro para escrever, mas tenho como referência, em alguns aspectos, autores como Paula Pimenta, Carpinejar, Thalita Rebouças e Martha Medeiros.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Obviamente, eu tinha 16 anos quando decidi vou efetivamente publicar. Publiquei de forma independente aos 18 após descobrir o Clube de Autores, em julho de 2015, mas logo em outubro recebi uma proposta da Multifoco para publicar o Em janeiro, e aceitei, tendo o lançamento do meu livro em março de 2016 pela editora. Já, A Protetora, mantive independente para poder realizar a doação bem gordinha. Só não publiquei o que realmente não quis até hoje.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Eu fico intrigada com livros de youtuber, mas paciência, hoje, vende. Tirando isso, acho que é um cenário que vem crescendo e com grande potencial, muitos escritores ótimos e cada um com suas peculiaridades.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Acho interessante, pois necessitamos construir uma cultura literária em nosso país e incentivar as pessoas que tiveram livros desesperadores a elevarem seu potencial. O importante é não desistir e só crescer interiormente de forma positiva.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

É muito chato, pois acredito que a leitura deveria ser para todos. Preços altos só afasta de grande parte da população.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Acredito que, Minha vida fora de Série da Paula Pimenta, eu amo ela e os livros dela!

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

É uma variedade de músicas, como a maioria da banda Strike, Charlie Brown Jr, Capital Inicial, Maria Gadu, Demi Lovato, RBD, Katy Perry, Onze20, Simple Plan, Jota Quest, Fresno, NX Zero e um pouco do rock clássico americano. Acredito que é bem variado o meu gosto musical e eles influenciam bastante no que eu escrevo.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Infelizmente, não.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

No momento estou rabiscando papeis, sempre me perguntam “e o próximo?”, geralmente as meninas de 12, 13 e 14 anos, ficam ansiosas esperando algo novo. Mas, como estou no penúltimo semestre da faculdade e faço parte de pesquisas em Ciências sociais, minha escrita está um tanto científica. Mas estou rabiscando, acredito que para o meio do ano que vem, algo esteja se construindo.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Sim, acho um meio muito legal de divulgação, até porque vivemos em função da tecnologia, hoje.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Acredito que, a Paula Pimenta, sim gente eu amo ela e surtaria se ela fosse ler meu livro!

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

O fator de publicar e ouvir que muitos jovens gostam do seu trabalho, te admiram e entram em contato para pedir dicas e mandam seus textos e rascunhos de pequenos livros. Eu amo quando as menininhas de 6° e 7° ano me mandam e-mail, faz eu voltar aos meus 12 anos na 7° série, quando decidi que queria ser escritora.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Não desistam, às vezes, os nãos são necessários, mas a vida sempre reserva coisas melhores. Não mude sua essência e nem sua alma por ninguém, escreva primeiro para você, não se torne comercial. Como digo no texto Inspiração, que está no Em Janeiro: “As melhores coisas vem da simplicidade e naturalidade de deixar a alma falar por si”.

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  1. Fale-nos um pouco de você.
    R: Me chamo Marlene Passos, nasci em Santo Expedito interior de São Paulo. Sou divorciada e tenho dois filhos. Tenho superior incompleto em Pedagogia e fiz curso de Educação Ambiental. Atualmente moro em Sorocaba.
  2. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?
    R: Sempre gostei de escrever, de 2003 a 2009 escrevi para o jornal de Angatuba, interior de São Paulo. Também gosto de desenho e pintura, ainda quero fazer um livro ilustrado. Tenho 8 eboos publicados no site da Amazona.
  3. Qual a melhor coisa em escrever?
    R: Sentir a liberdade da alma, criar, dar vida a personagens, viver outras vidas, sentir que podemos ajudar muitas vezes com nossas palavras.
  4. Você tem um cantinho especial para escrever? (envie-nos uma foto) R: Não, escrevo no meu quarto, mas a imaginação visita infinitos lugares.
  5. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?
    R: Gosto de fantasia, mas já escrevi outros gêneros também.
  6. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?
    R: Meus livros são digitais pois as editoras cobram caro para publicar livros físicos. Vou para os títulos: “Rascunho de Minha Vida”, “Conexão Com Anjos”, “Homem Águia”, 55 Tons de Imaginação”, Mística Sedução”, Uma Eternidade Dentro de Dois Corações, “Odisseia de Juan e seu amigo imaginário”. Os personagens brotam como por encanto, a qualquer hora, de repente me vejo escrevendo.
  7. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?
    R: Se tenho uma inspiração para escrever sobre algo, ou algum lugar que não conheço, vou as pesquisas, depois coloco minha imaginação.
  8. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?
    R: Não, difícil, a inspiração vem como vontade própria.
  9. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?
    R: Em 2002 publiquei pela Casa Do Novo Autor um livro de apenas 28 páginas e ficou bem caro, o título é “Seios ao Mar”. Por isso sempre publico no site da Amazon meus ebooks.
  10. O que você acha do novo cenário da literatura nacional? R: Os leitores estão fugindo da leitura, principalmente no Brasil, é preciso inovação, leituras desenhadas, poéticas, ou seja, faz-se um desenho e cria-se uma história.
  11. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?
    R: Existe gosto para tudo, mas acho que o mistério seduz e a aventura conquista.
  12. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?
    R: Esse é o problema! O mundo está em crise e ainda cobra-se caro! Muitos precisam de ajuda, palavras que se identificam, mas o acesso fica difícil com preços elevados. É preciso nova estratégia para conquistar leitores ou traduzir e enviar para outros países.
  13. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?
    R: Todo livro que envolve aventura, filosofia, espiritualidade e magia me conquista.
  14. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? 
    R: A trilha sonora seria “Imagine”
  15. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?
    Adoro os livros do Padre Fábio de melo, eles mostram diretrizes que ajudam a enxergar novos rumos, até o livro “Rascunho De Minha Vida” que escrevi, foi inspiração ao ler o livro de Fábio de Melo e Gabriel Chalita “Carta Entre Amigos”
  16. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?
    R: Como disse, adoro desenhar e pintar também, meu sonho é lançar um livro e nesse momento também fazer uma exposição de telas pois a pintura também está inserida em minha alma.
  17. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais?
    O que você acha sobre isso? R: Tudo é válido, ajuda a melhorar, mas é preciso manter a personalidade pois cada pessoa é um mundo!
  18. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?
    R: Não tenho um nome específico, gostaria que fossem pessoas que ajudem o próximo, que não veja o mundo só do lado da fama, pois se todos dessem as mãos não existiria miséria no mundo.
  19. Qual a maior alegria para um escritor?
    R: Sem dúvida, conquistar leitores. Que sua imaginação os faça viajar, viver, identificar-se, que escritor e leitor faça parte do mesmo mundo, que tenham a mesma sensação, a mesma expectativa.

   20. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.
R: Minha mensagem: A inspiração é uma joia rara, algo divino que surge no nosso abstrato interior, algo  que vai além da matéria, algo que pode mudar roteiros, se você sente vontade de criar personagens, vá em frente, não os sufoque numa gaveta, gaveta não sabe ler! Invente novas estratégias que que sua imaginação chegue ao leitor, e mesmo que não consiga atingir a conquista necessária para uma surpreendente divulgação, continue, sempre continue, e ai que encontrará um atalho para sua descoberta. Cultivem a humildade sempre e coloque em sua criação situações que podem

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Hoje eu irei fazer uma resenha breve sobre o livro Minha Quase ex da autora Leny Sousa. Ele é um livro curto com apenas 123 páginas e você consegue lê-lo em apenas um dia. Apesar de ter tão poucas páginas, Leny conseguiu desenvolver o livro bem sem muitas correrias.

Minha quase ex é o primeiro livro da autora Leny Sousa. O livro nos apresenta o casal Daniel e Melanie que estão casados há três anos, e apesar de estarem juntos a tão pouco tempo os problemas no paraíso estão começando a aparecer. Em grande parte, eu culpo Daniel por isso, as justificativas que ele dava não eram as das melhoras. Uma delas, era sobre como o incomodava com a forma que Melanie dormia. Tudo bem que ela o derrubou da cama diversas vezes, mas acho que ele exagerou um pouquinho. Vamos lá, Daniel Vamos ser um pouquinho mais razoável.

“Eu estava dormindo muito bem até sentir que meu rosto bateu com toda força contra o chão frio do quarto, acordei xingando e passando a mão no rosto, olhei para a cama e a raiva me subiu a níveis insuportáveis, Melanie dormia quase atravessada na cama e seu pé estava aonde eu deveria estar. “

Okay, talvez Melanie seja um pouquinho espalhafatosa,  mas pelo menos ela tentava salvar seu relacionamento mesmo que na maioria das vezes as suas atitudes tenham sido um pouco infantis  ou impensáveis. Mas tudo que ela fazia era de forma inocente, o único erro era que ela não pensava muito antes de fazer. Por que seu único pensamento era não deixar seu casamento acabar tão rápido, e ela tinha que carregar esse fardo sozinha  porque Daniel não enxergava nada além de suas razões. E de certa forma os planos que Melanie tinha, acabavam atrapalhando ainda mais seu casamento, e em vez de salvando ela estava impulsionando cada vez mais para o fim.

“— Você sente muito? — Perguntou ela indiferente, mas eu podia ver as lágrimas se formando em seus olhos, quando não respondi ela continuou. — Como você sente muito Daniel? Você não faz nada para o que temos dar certo e quando eu faço, eu sou a louca de nós dois.

No entanto, com o passar das páginas vamos sendo apresentados ao que poderia ser uma das razões para Daniel agir dessa forma. E um ponto positivo para Daniel é que quando ele finalmente acordou e percebeu que estava começando a perder Melanie, ele lutou com unhas e dentes para trazer o amor da sua vida de volta.

Minha quase ex é um romance sem muitos dramas e um pouco erótico, com cenas bem escritas e desenvolvidas e de forma alguma, apelativa. Há algumas cenas que fazem você chorar de rir e ao mesmo tempo querer dá um abraço bem apertado em Melanie. Porém, essa função foi bem feita por Shelly, a melhor amiga de Melanie e que a partir de hoje eu estou contando as horas para seu livro sair.

Espero que tenham gostado da resenha, e até a próxima. Bjs!

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Duque e eu é o primeiro livro da série Os Bridgertons, que é composta por 9 livros. A série inicia-se com Daphne irmã número 4 da família Bridgertons. Apesar de ser uma garota divertida, gentil e bem humorada, Daphne não consegue chamar atenção dos cavalheiros de Londres que só a enxergam como uma amiga e sem intenção alguma de corteja lá. Por viver em uma família com 8 irmãos, seu maior sonho sempre foi casar e constituir uma família. Mas conforme o tempo passe ela ver seu sonho distanciando se ainda mais.

”Eu quero um marido. Uma família. Não é tão bobo quando se pensa nisso. Sou a quarta de oito filhos. Só conheço famílias grandes. Não sei se saberia existir fora de uma.”

No entanto, com a  chegada do Duque a cidade ela começa a ter esperanças novamente.

Simon, o Duque de Hasting, é rico, bonito e solteiro. E atualmente o homem mais desejado por todas as mulheres da alta sociedade, que o enxergam como pretendente perfeito para marido. Só que há um problema, Simon não pretende se casar, e não faz cerimônia em deixar isso bem claro a todos que quiserem ouvir. Só que infelizmente para ele, isso não é o suficiente para afastar essas mulheres desesperadas por um marido. E ele precisa de um plano para afastar essas mulheres.

Depois de passar um temporada fora, Simon retorna para Londres, onde seu melhor amigo, Anthony, mora e que acaba por ser irmão mais velho de Daphne. Em um baile organizado por uma senhora da alta sociedade, Simon e Daphne acabam se conhecendo e o primeiro encontro deles não poderia ser mais divertido. Depois de Simon supostamente salvar Daphne de um pretendente inconveniente, ambos começam a sentir uma atração que preferem ignorar.

“A menos que estivesse apaixonada por ele. Será que desistiria do sonho de ter uma família porque o amava?”

Durante sua primeira experiência em um baile  onde várias mães o pressionam para cortejar suas filhas. Simon que definitivamente não tem intenção de se casar, cria um plano que tem como cúmplice, Daphne, uma garota que não ver a hora que seu casamento acontecerá. Com esse plano Simon fugiria das garras das mulheres da sociedade e ajudaria Daphne a ser vista por outros olhos pelos seus pretendentes. Ele começaria a corteja lá, afastando, assim a atenção de outras mulheres para ele e chamando a atenção de outros homens para Daphne. Porém nem tudo saí como o planejado,  pois a atração que eles tentam tanto esconder está mais forte do que nunca. E a medida que farsa se desenrola, eles já não conseguem separar a realidade da ficção.

Ler Os Bridgertons foi uma novidade para mim, principalmente pelo fato de que eu tinha um certo preconceito em relação aos romances históricos. Contudo, a experiência lendo esse livro foi fantástica e  já adicionei esse gênero aos meus favoritos. Acho que isso se deve principalmente a escrita magnífica de Julia Quinn. De uma forma espontânea e apaixonante, ela consegue desenrolar uma linda história de amor com uma pitada de humor e mistério. Siiim! A autora consegue nos deixar curioso em relação a uma personagem bastante intrigante no enredo. Afinal, quem é a Lady Whistledown?

E se a história de Simon e Daphne já era um incentivo suficiente para continuar a conhecer essa série, imagine com esse acréscimo de querer conhecer a verdadeira face dessa jovem jornalista.

Como todo bom livro que se preze, Duque e eu, apresentam alguns clichês, mas ainda consegue manter algumas características próprias. Simon e Daphne são como água e  óleo, ambos possuem sonhos e certezas diferentes. Mas por um acaso eles vêem seus destinos traçados e não podem evitar a intensidade que cada um leva no outro. Simon ao contrário de Daphne, não teve uma infância preenchida com amor e compreensão, sendo criado por uma Ama logo após ser rejeitado por seu pai, ele começa a viver exclusivamente para vingar-se de seu pai. E mesmo após a sua morte, Simon, não consegue superar a raiva e a rejeição que sofreu. Mas quando Daphne entra em sua vida ela o faz enxergar que existem coisas maiores do que qualquer vingança e ensina o verdadeiro significado do amor. Algo que até então para ele era algo improvável. E aos poucos os sonhos de Daphne passam a ser seus também.

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 Falei aqui, quando escrevi sobre Amande, que a pegada do livro me surpreendeu bastante, apesar de ter muitos pontos em comum com o ‘boom’ da literatura hot, o famoso ’50 tons de cinza’. E o que a protagonista Amande tinha de chata, Caleb tem de cativante.

Sem dúvidas, a leitura flui muito mais fácil e é muito mais gostosa pela perspectiva dele e aquela resistência que a gente encontra no primeiro livro, já não existe no segundo… eu não sei a ordem cronológica de como as obras foram criadas, mas percebe-se claramente que no segundo livro há uma evolução interessante da escritora também. Há menos rodeios e os personagens possuem mais personalidade.

Caleb inicia o livro falando brevemente de sua vida de garoto de programa, como chegou lá e por que continuou, mesmo tendo outros planos pra sua vida. A forma como precisou interromper seu sonho de ‘sair dessa vida’ por conta de uma ex-namorada maluca e como conheceu Amande, e como isso mudou completamente sua vida.

É uma leitura que eu recomendo fortemente e, apesar de eu ter gostado mais da leitura pela perspectiva do ele, sugiro que não comece por Caleb. Amande, apesar de possuir uma narrativa mais arrastada deixa um ar tão gostosinho de ‘quero mais’ pelo Caleb que foi um verdadeiro bálsamo quando comecei a ler :)

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Imagine se na seguinte situação: Você está desesperado em busca de uma babá para sua filha, mas infelizmente nenhuma candidata parece ser boa o suficiente para o papel. Então quando suas esperanças estão quase se esgotando, aparece uma jovem com as seguintes características:

“Uma mulher que correspondia à descrição de uma bruxa de filme de terror – toda de preto, com maquiagem pesada: sombra e batom pretos nos lábios, piercings no nariz e correntes pesadas em sua cintura. “

Você a mandaria embora sem pensar duas vezes. Certo? Errado. Ou pelo menos não foi isso que Analice fez. Analice é uma mulher de 30 anos de idade mãe de Ana Beatriz de 5 anos e madrasta de Lourenço de 20, se vê nessa situação quando recebe uma proposta de emprego irrecusável e não tem outra escolha a não ser aceitar. Ela precisa de uma babá que não se importe em fazer horas extras ou trabalhar aos finais de semana. Mas encontrar a babá ideal está se tornando cada vez mais difícil e com o tempo esgotando, ela começa a acreditar que não encontrara alguém capaz de cumprir seus requisitos. Porém, através de indicações de suas melhores amigas que já conhecem o trabalho de Lucinda ela aceita entrevistá-la mas não imaginava que a garota seria tão excêntrica. Apesar da sua desconfiança, Analice resolve dá uma chance a Lucinda, a babá gótica.

Lucinda é uma jovem de 19 anos que possuí uma certa particularidade, ela não é como outras jovens da sua idade e apesar de se vestir como uma gótica ela não possuí nenhuma tribo, o que causa uma certa estranheza para as pessoas com quem ela convive. Ela é uma garota misteriosa e por vezes contraditória. E todos querem saber o motivo de uma garota doce e delicada como ela estar se vestindo daquela forma. O preconceito que ela sofre são vários, sendo por vezes hostilizada e até considerada uma bruxa para aqueles que não a conhecem, por causa da sua forma se vestir. Quando a família começa a acostuma-se com o seu jeito excêntrico, Lourenço, o meio irmão de Ana Beatriz, retorna para casa pra passar os finais de semana com a família, como já é costume deles. No entanto ele não esperava encontrar uma “esquisita” cuidando de sua irmã, e isso causa uma certa revolta nele, pois não aceita que seu pai tenha concordado com uma “aberração” para cuidar de sua meia irmã (Palavras dele, não minha. Kkkkkkk) E insiste que a garota seja demitida com urgência, mas é ignorado por todos, já que Lucinda ganhou a simpatia de todos que a rodeiam.

Lourenço é o típico mauricinho de universidade. Com 19 anos ele é estudante de medicina e bastante esforçado para alguém da sua idade, o único porém é que ele repudia pessoas como Lucinda que se “escondem” atrás de roupas e maquiagem. E ver alguém assim cuidando de sua irmã ele teme que isso possa afeta-la de alguma forma. Então ele começa a investigar o passado da babá ao mesmo tempo que começa a sentir uma atração por ela. Mas como o ditado diz: quem procura, acha. Ele acaba descobrindo informações que eram para serem mantidas em sigilo, pois podem prejudicar ele, sua família e principalmente: Lucinda.

Sabe aquele momento quando você termina de ler um livro e não sabe mais o que fazer. Sem nenhuma ideia de como prosseguir e quer voltar no tempo para poder ler novamente, só que dessa você seria mais cuidadoso e aproveitaria cada momento. Então, foi assim que eu me sentir ao terminar babá gótica. Quando eu comecei a ler eu evitei de todas as formas receber spoilers, tanto que eu não li resenhas e nem a última página do livro, como já é de costume. Eu queria algo novo e que me surpreendesse do início ao fim. E ler a babá gótica me proporcionou isso, principalmente porque ele é um livro que envolve romance, suspense, mistério e ainda tem uma pitada de sobrenatural.

O livro é escrito em terceira pessoa mas Adriana Igrejas conseguiu desenvolver uma escrita tão fluente que você acaba nem percebendo. E um ponto positivo sobre isso é que ficamos a par sobre os pensamentos de todos os personagens, o que te prende ainda mais no livro. A estória não é somente sobre o amor improvável de Lucinda e Lourenço, ela é muito mais que isso. Ela nos leva a conhecer e a refletir um pouco sobre: bullying, preconceito, depressão, suicídio, drogas, violências e chega a abordar um pouco sobre religião.

Lucinda nem sempre foi uma pessoa boa, assim como ela gosta de dizer: nem toda bruxa está vestida de preto, ou de forma assustadora. As vezes ela pode ser aquela garota meiga e delicada que está ao seu lado, mas no fundo e quando você não está presente ela se transforma em uma pessoa horrível, capaz de fazer atos inimagináveis. E foi por causa dessas atrocidades que Lucinda cometeu no seu passado não tão distante, ela precisa cumprir algumas penitências. (Penitências que vocês só vão descobrir quando leem o livro hahahaha! ) E o que eu mais posso dizer sobre esse livro é que separem uma caixinha de lenços porque além dele proporcionar muitos risos, lágrimas são inevitáveis. E o que você mais vai querer quando terminar o livro é poder entrar para dá um abraço bem apertado em Lisânia.

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Na verdade, somos duas. Amantes da leitura, apaixonadas por livros, amigas BFF, resolvemos nos arriscar escrevendo nosso primeiro livro e ficamos felizes demais com o resultado.  Moramos no Rio de Janeiro, somos casadas, temos filhos, mas ainda arrumamos um tempinho para dar vida a personagens apaixonantes.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

     Belas, não-recatadas e do lar kkkkk

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

    Gostamos de dar vida aos personagens, viver uma vida nova através deles. Uma outra realidade.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (envie-nos uma foto)

Kiara – No sofá com o note no colo

Luna – eu não tenho, escrevo geralmente no sofá com o note sobre uma mesinha portátil.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

  Romance hot. Ainda é muito cedo para dizer, mas gostamos muito do tema policial, mistério e suspense.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Decidimos tentar escrever, em conjunto, cada uma dando vida a um personagem. Pensamos no enredo, na personalidade deles e voi la. Começamos.

O título veio no decorrer da história, por causa da profissão do protagonista. Os nomes foram escolhidos por eliminação, demos várias sugestões e decidimos por esses.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

    Como a história se passou em New York, tivemos que pesquisar alguns nomes de lugares, mas não focamos muito nisso.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

    Kiara- Eu particularmente gosto muito da escrita da Nora Roberts, mas eu não diria que me inspiro nela. A história simplesmente vem.

Luna- inspiração não, mas tem muitos autores que eu admiro, não só pelas histórias mas também pela qualidade de escrita, como a Ward e Megan Maxwell, por exemplo.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

    Estamos iniciando juntas nesse mundo agora. Não procuramos editora ainda. Depois de conversarmos e entrarmos em um acordo decidimos a autopublicação pela Amazon. Pelo menos por enquanto ainda não pensamos em editora.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Acho muito promissor, desde que todos tenham a consciência que tem leitores pra todo mundo.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

A oportunidade é pra todos, cabe ao público saber escolher. A gente depende muito do boca a boca.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Infelizmente são bem caros, enquanto isso não mudar a literatura nacional vai sofrer muito.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Kiara – O Padre. Foi muito polêmico e inovador, e acredito que o primeiro com esse tema.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Pop Evil –  Torn to pieces.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Kiara – Não o livro da minha vida, mas alguns que me marcaram bastante.

Luna- já li muitos livros maravilhosos, mas nenhum que tenha tanto peso.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Já estamos trabalhando em um livro novo. Prometemos que vai ser ainda mais tenso do que Sob Minha Proteção e tão romântico quanto, com aquela pitada do hot, obviamente.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Algumas. Achamos que alguns blogueiros se perdem na veracidade das suas opiniões.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Walcyr Carrasco, vai que ele decide adaptar o livro pras telinhas? #Sonharnãocustanada

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Achávamos que era terminar o livro, até a gente receber as primeiras qualificações na Amazon. #nãotempreço #amamosmuitotudoisso

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Venham ler Sob Minha Proteção e se apaixonar pelo nosso Henry e nossa Emily.

E se vocês têm uma ideia, sentem vontade, amam esse mundo, apenas escrevam. A única coisa que impede você de escrever é você não começar.

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Sou sonhadora, pisciana, amo gatos e viciada em livros.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Sou publicitária formada e trabalhei na área por 10 anos. Escrever sempre fez parte da minha vida, é uma vocação e me sinto realizada por assumir a carreira de escritora definitivamente.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Ser o que eu quiser, estar onde desejar, viver o que puder.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (envie-nos uma foto)

Tenho. É no meu quarto, mas é uma mesa de trabalho, organizada.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Eu escrevo as ideias que se apresentam, por isso, já escrevi histórias do gênero de fantasia, sobrenatural, conto de fadas, romance, policial, drama, erótico, comédia, histórico e até distopia. Porém, eu me encontrei no erótico/realista. Sempre introduzi sexo e realismo nas minhas histórias, de alguma forma, mesmo as de fantasia, por isso, resolvi assumir esse como meu gênero, ainda que o plano de fundo da história possa ser considerado de outro gênero.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Bem, a lista é grande, então, vou citá-los na ordem de escrita:

- Saga Os Qu4tro Elementos (romance de fantasia/sobrenatural em 4 volumes);

- Insensatez (a primeira versão foi new adult, e a última, comédia romântica picante, escrita com Gisele Galindo);

- Estrela (conto de fadas, nova versão para o mito da Deusa da Lua);

- Trilogia Puro Êxtase (romance erótico/realista, com temática sobre autoestima);

- Coleção Amanhã (romances eróticos/policiais, com temática política, em 5 volumes independentes entre si, com enredos e protagonistas diferentes);

- Eu Nunca (comédia romântica picante, escrita com Mila Wander);

- Mexa Comigo (romance histórico/erótico, que se passa no Século XX, em processo de escrita).

Sobre títulos, às vezes ele surge assim que tenho a ideia, às vezes durante o processo de criação de enredo, ou mesmo durante a escrita. Mas, normalmente, eu já tenho o título antes de começar porque já acumulei uma lista muito grande de projetos a escrever. Sobre os nomes dos personagens, a escolha depende muito da história e o que quero passar através dela.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Pesquiso tudo o que acho que vai influenciar minha história de alguma maneira, seja o cenário, elementos profissionais, ou temas da atualidade. A coleção amanhã, por exemplo, exige que eu leia muito jornal a respeito de política e acontecimentos atuais, como a Copa do Mundo. A ideia é tornar a história tão realista, que ao final da leitura o leitor se pegue questionando se não poderia ser verdade. Quando é fantasia, histórico e distopia, as pesquisas se tornam mais extensas e profundas, sendo necessárias durante todo o processo de escrita.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Não. Eu me inspiro na vida, na minha forma de pensar e no que desejo passar para meu público.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Antes da Amazon, sim. Mas agora que tem a plataforma de autopublicação, está tudo disponível para leitura. A dificuldade se manteve, por alguns anos, para entrar em editoras tradicionais. Mas isso acabou ano passado, com a assinatura de contrato com três casas editoriais.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Maravilhoso! A mudança está gradativamente, mas nítida. Aconteceu um boom de publicações nacionais com a chegada da Amazon ao Brasil tão forte, que as editoras passaram a acompanhar o site como uma vitrine de novos talentos, abrindo, assim, suas portas para que nós pudéssemos entrar, finalmente, nas livrarias.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

O leitor é o editor, nesse caso. Eles que vão dizer se a obra vale a pena ou não. Acho essa participação direta sensacional, um elo se forma entre escritor, obra e leitor. É algo novo, em constante adaptação, porém, acredito que tem sido benéfico para todas as partes. Variedade é uma coisa que não havia antes e agora temos. Não é só aqui no Brasil que obras ruins chegam ao mercado. A autopublicação é coisa antiga lá fora, até têm autores autopublicados, que conseguem contratos com editoras internacionais para serem lançados em outros países. É mais uma porta, uma grande porta, de entrada no mercado e não vejo como isso pode ser ruim.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Não acho que hoje em dia isso seja uma verdade. É certo que a tiragem de livros nacionais continua menor do que dos livros internacionais, portanto, o preço unitário fica mais alto, por consequência. Mas isso já está mudando, principalmente nas livrarias online. O que se vê é uma crise nas livrarias físicas, que possuem custo alto de aluguel e funcionários, e cobram valores mais altos de qualquer livro para cobrir seus gastos exorbitantes. Portanto, com uma boa pesquisa, é possível comprar livros nacionais tão baratos quanto internacionais.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Qualquer um da série Goddess da P.C. Cast.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Cada livro tem sua própria playlist, não dá para citar tudo aqui (risos). Mas vou colocar o mais óbvio.

— Trilogia Puro Êxtase – Puro Êxtase – Barão Vermelho

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Não, não sou dessas. Quando termino um livro bom, parto para outro, então, o anterior fica “esquecido”. Não me apego a histórias desse jeito não. Já li livros demais e ainda tenho uma penca para ler, não sou incapaz de escolher 1 entre tantos.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Muitos!!! Bem, estou escrevendo o romance histórico hot “Mexa Comigo”; tenho 3 livros da Coleção Amanhã para escrever ainda; uma comédia romântica picante, que dá continuidade a um conto, publicado na Amazon (A Bela Perdida e a Fera Devassa); um novo romance erótico e polêmico com Mila Wander; outro sobre um romance entre três pessoas (poliamor); uma distopia erótica (história futurista, que se passa no século XXII); e acabei de incluir na lista um romance erótico de fantasia com sereia, porque tenho fascínio pela criatura mítica, que será um conto de fadas moderno.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Acompanho, claro! Vejo mais como opinião, não crítica. Acredito que dentro de uma opinião pode haver uma crítica construtiva ou destrutiva, depende do intuito do blogueiro. Acho bom, até para saber se a história funciona para um tipo de público ou não. Esse retorno é essencial até mesmo para nosso amadurecimento como autores.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Tenho vários autores que leem minhas obras e são fãs. Para mim já basta. Estou realizada.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Poder ajudar outras pessoas através de meus escritos e transmitir mensagens sobre amor, família, respeito ao próximo e confiança.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Se você ainda não leu nada meu, tenho uma vasta gama de gêneros e histórias para começar. Escolha a que tem mais a ver com seu momento e mergulhe de cabeça. Prometo surpreendê-lo! Muito obrigada pelo apoio, vocês são incríveis e tornam minha carreira possível, pois, um escritor não é ninguém até ser lido. Beijos

Se você está começando na carreira de escritor, saiba que precisa ter vocação, perseverança, autoconfiança, autocrítica, ler muito, revisar incansavelmente e não ter medo de reescrever. Quanto mais você escrever, melhor vai se tornar. Escrever é um exercício diário e precisa ser praticado. Quanto mais histórias escrever, melhor vai se tornar e também vai se encontrar como autor, em seu estilo de narrativa e gênero. Trate como uma profissão e não um passatempo. Boa sorte e trabalhe duro!

Quer ser entrevistado por nossa equipe? envie-nos um email parceria.arca@gmail.com

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1. OBJETIVO

Incentivar novos autores a publicarem seus textos e desta forma mostrar-lhes meios para publicação de trabalhos futuros.

1.1 TÍTULO

Diário de Lúcifer

2 PROCESSO DE INSCRIÇÃO

2.1. A Antologia “Diário de Lúcifer” é promovida pelo Arca Literária, em parceria com a Editora Illuminare

2.2. Poderão participar da antologia todas as pessoas físicas maiores de 18 anos, residentes legais no Brasil, bem como residentes no exterior.

2.3. Das características da antologia: A antologia “Diário de Lúcifer” será constituída por microcontos.

2.4. A participação se dará da seguinte forma:

1º Etapa: Inscrição dos autores será via e-mail antologias.arca@gmail.com – com início imediato até 15 de dezembro do ano corrente. No e-mail o autor deve informar seu interesse em participar da antologia e nos informar o número de seu WhatsApp para que o mesmo seja adicionado ao grupo de autores participantes. Toda e qualquer informação sobre a participação e seus detalhes poderão ser tiradas por e-mail.

2º Etapa: Cada autor deverá apresentar uma cota de 10 contos. Estes devem conter 150 caracteres sem espaços ou 250 caracteres com espaços.

2.1 O texto deverá ser enviado revisado. Não nos responsabilizamos pela revisão dos textos

3° Etapa: O texto será posto em análise e após aprovação o autor receberá o contrato de publicação junto a Editora Illuminare onde receberá instruções sobre seu preenchimento e devolução do mesmo;

4º Etapa: O autor deverá nos enviar uma biografia com a contagem de 250 a 300 caracteres contando os espaços.

5° Etapa: O autor efetuará o pagamento da sua cota de participação no valor de R$ 150,00 acrescidos de R$ 20,00 referentes ao frete dos 04 livros que receberá como pagamento de seus direitos autorais.

*Caso o autor deseje mais exemplares da antologia o mesmo deverá solicitar à Editora Illuminare a confecção dos mesmos, os valores cobrados serão determinados em contrato junto à mesma.

3 DA ACEITAÇÃO DOS CONTOS APÓS SELEÇÃO DOS AUTORES:

3.1. Serão aceitos apenas contos em língua portuguesa com limite de 10 microcontos por autor, dentro das especificações citadas anteriormente.

3.2. Não serão aceitos fanfics nem contos que pertençam ao universo de personagens já existentes criados por outro autor ou contos já publicados ou postados na internet. Precisa ser original.

3.3. Os textos devidamente formatados deverão ser enviados para o e-mail: antologias.arca@gmail.com com o assunto CONTO PARA ANTOLIGIA “DIÁRIO DE LÚCIFER”, seguido do nome do autor, endereço, uma biografia de no máximo 5 linhas assim como o nome com o qual deseja que seja apresentado na antologia.

4 NÃO SERÃO ACEITOS CONTOS QUE:

(a) possam causar danos a terceiros, seja através de difamação, injúria ou calúnia, danos materiais e/ou danos morais;

(b) ofendam a liberdade de crença e as religiões;

(c) contenham dados ou informações racistas ou discriminatórios;

(d) façam propaganda eleitoral ou divulguem opinião favorável ou contrária a partidos ou candidatos; (e) tenham sido produzidos por terceiros;

(f) que não venham formatados nas normas estabelecidas por esse regulamento

(g) cunho erótico

5 DOS CONTOS:

5.1. Os contos serão analisados e selecionados mediante avaliação do profissional nomeado pela organização da Antologia, cujas decisões serão soberanas e irrecorríveis. A avaliação se dará com base nos seguintes critérios:

(a) criatividade e originalidade do enredo;

(b) adequação do enredo ao universo ficcional do conto

(c) impacto do conto e qualidade dos recursos narrativos utilizados.

5.2. Ao se inscrever na Antologia o autor autoriza automaticamente a veiculação de seu conto.

OS NOMES DOS SELECIONADOS DA ANTOLOGIA “UM GRITO NO SILÊNCIO” SERÃO DIVULGADOS NO DIA 20 de OUTUBRO POR EMAIL E NO SITE http://www.arcaliteraria.com.br/

5.3. Um determinado autor poderá participar da mesma antologia com mais de uma cota (10 microcontos), porém o mesmo deverá efetuar pagamento equivalente a duas cotas.

5.4. Só serão aceitas inscrições através dos procedimentos previstos neste regulamento. Os dados fornecidos pelos participantes, no momento das inscrições, deverão estar corretos, claros e precisos. É de total responsabilidade dos participantes a veracidade dos dados fornecidos ao organizador.

5.5. Em caso de fraude comprovada, o conto será excluído automaticamente da antologia

6 PRAZOS:

6.1 Inscrições até dia 15/12/2017, podendo ser renovado caso a cota de participações não tenha sido alcançada.

6.2 Resultado até dia 20/12/2017, podendo ser renovado caso haja necessidade do revisor ou referente ao item acima.

6.3 Envio do contrato para os autores até o dia 25/12/2017 salvo exceções comentadas acima.

6.4 Devolução do contrato e pagamento da (s) cotas referentes ao (s) contos. O envio deve ser feito para o e-mail em até 3 dias após seu recebimento

6.5 Envio dos contratos, comprovantes de deposito, endereços, biografias e nome com o qual deseja ser identificado no contrato devem ser enviados para o e-mail antologias.arca@gmail.com

6.6 Envio dos itens citados acima para a editora até o dia 05/01/2018 salvo com exceções já mencionadas anteriormente.

A publicação da antologia depende da realização dos itens acima mencionados e ao devido respeito aos prazos estabelecidos.

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Sou Katherine Laccom´t, 32 anos às portas de completar 33, mãe de duas princesas e casada com um príncipe-sapo. Atualmente moro no Rio de Janeiro e tenho me dedicado a escrita em tempo integral.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Sou diva do lar… rsrsrsr. A ideia de escrever surgiu de uma conversa entre amigas, que acreditavam que eu poderia me dar bem. Não é que deu?

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Para mim, Katherine, a melhor coisa em escrever é ter o poder de criar um universo só meu, só com a minha história.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? 

Tenho um escritório que deveria ser usado para esse fim, mas ando pela casa com o note a tira colo. E no momento, por dores no braço e na coluna estou reorganizando, mudando móveis. Então, utilizo a mesa de jantar. Uma verdadeira bagunça.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Romance erótico. Já sim, tenho arriscado rabiscar umas linhas de comédia.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Eu queria ter uma resposta bonita para essa pergunta, mas a realidade é que as ideias simplesmente vêm. Não estão ligadas a nada em especial. Your Destiny que veio em minha mente quando meu marido contou sobre sua primeira visita em um clube de strip. Tirando isso, nada mais.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Faço uma vasta pesquisa sobre algo específico da história. Por exemplo, estou me aventurando no mundo da máfia. Eu queria fazer uma história com mafiosos modernos, conceitos modernos. Li artigos e livros sobre a máfia e descobri coisas interessantes. Há pequenos detalhes no livro que ninguém faz ideia de que realmente acontecem dentro desses clãs. Se é que ainda existem!

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Não. Ainda procuro desenvolver a minha identidade, a minha marca literária. Então tento ser o mais fiel possível a minha escrita. Há autores que sou fã, admiro demais, que fazem-me ter orgulho de estar nesse meio.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Não. Até agora tive sorte de poder publicar todos os meus livros em formato digital e impresso. Com muita luta, lágrima e suor. Alguns por editoras, mas a atual tiragem, de todos foram como independente.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Acho promissor apesar de ter gêneros que já estão saturados em matéria de novos escritores. Mas o mercado nacional nunca esteve tão aquecido como agora. As pessoas estão descobrindo o prazer da leitura, de ter livros em suas estantes para ler e não para enfeitar. E o mais importante, querem ler, assumem que leem não importa o gênero. Isso é muito bacana!

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Em tudo há o bônus e o ônus, com a popularização da escrita, o ônus é inevitável.  Mas isso nos dá a oportunidade de escolha, de sabermos o que é bom e o que é extremamente ruim. E logo vem a seleção, o tempo se encarrega de selecionar quem vai e quem permanece. Para escrever não basta ter talento, tem que ter mais, muito mais!

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

É complicado. Eu como autora independente posso afirmar isso com experiência. É muito difícil e caro fazer pequenas tiragens. Nem todo mundo tem dinheiro para bancar a milhagem de um título, como as grandes editoras têm! Eu fiz uma pequena tiragem de A Vitrine, o preço dele só cobra o custo, mais nada. Todos estão procurando um modo de levar o livro mais barato ao leitor, mas em um país que se paga tantos impostos e dá poucas oportunidades, é muito complicado.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Nunca pensei nisso…. agora vou pensar.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

A minha vida é regida por trilhas sonoras. Eu tenho playlist para escrever cenas; de briga é uma, de sexo é outra. Cada livro tem sim uma música que atribuo a ele, são músicas que repeti durante toda a escrita. Exemplo: O Juiz, é Feeling Good da Nina Simone. Também tem minha playlist para cenas de brigas ou tensas, ouço Tango do Mal, música nacional. Para cenas de romance, Il Volo. Cenas de sexo, The Weeknd. E por aí vai.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

A Bíblia.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Mente de escritor nunca para! Dia 11/11 lanço na Amazon o primeiro livro da Trilogia Saints, que é baseado na máfia. E estamos trabalhando pesado para lançar a versão impressa no evento literário no dia 12/11. Evento esse que convido a Arca Literária e à todos para comparecerem na Lapa, Espaço Multifoco às 15 horas.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Acho interessante, mesmo que de vez em quando alguns abusem de tal canal. Tem que ter em mente que é um formador de opiniões e levando isso em consideração, tem que ter cuidado com as palavras, como expõe sua opinião. Mas até aqui não enfrentei problemas e acho que é um canal necessário para leitores e escritores se inteirarem no mundo literário.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Jô Soares ou Danielle Steel.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Alguém chegar e dizer que a nossa história mudou a sua vida ou o ajudou em um momento difícil. Não tem preço saber que podemos ajudar pessoas.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.

Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de colher…”Ecl 3:1,2.

Isso é o melhor conselho para a vida e levo em meu coração. É um mundo difícil, mas não impossível. Perseverem e lutem por aquilo que acreditam, mas jamais percam sua identidade, não deixe de ser quem você é hoje com o objetivo de chegar a algum lugar. De resto, contem suas histórias e sejam felizes!

Quer participar de nosso bate papo? envie-nos um email parceria.arca@gmail.com

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Tenho 42 anos, sou estudante de psicologia, moro em São José dos Campos, interior de SP. Além da leitura, sou apaixonada por filmes e séries.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

No momento dedico meu tempo para a escrita e a faculdade. Sempre gostei de escrever e tinha problemas na escola quando os professores colocavam limites de linhas para as redações, mas nunca achei que teria enredo suficiente para um livro e resolvi arriscar e acabei escrevendo um livro de 390 páginas

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Colocar no papel, um mundo paralelo, onde mesmo com todos os percalços, sabemos que tudo termina bem.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (envie-nos uma foto)

Não tenho, escrevo sempre que tiver inspiração, pode ser numa praça, no ônibus, sempre ando com minha agenda e caneta na bolsa.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Escrevo romance, mas tenho rascunhos de um policial, um livro fantasia somente aguardando a vez deles.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Atualmente estou terminando a Série Para Sempre, que inicialmente seria livro único e acabou se transformando em 3 livros e 3 spin-offs. Em Eterno, quis passar uma mensagem sobre amizade verdadeira, aquela que não se perde com o tempo. Em Ao Te Conhecer, o foco foi na importância da família, e em Voltei por Você, o perdão.

A inspiração para os títulos, tento me basear no enredo do livro, para deixar o título como uma mensagem subliminar do que você irá encontrar lendo o livro.  Quanto aos nomes dos personagens, geralmente faço pesquisas como se estivesse procurando nome para um filho, usando livros de nomes e seus significados.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Utilizo muito a internet, o Google é meu companheiro, mas sempre fico atenta a veridicidade dos sites que utilizo, pois sabemos que podemos encontrar de tudo porém algumas coisas são bem fantasiosas e apesar de escrever ficção, procuro sempre estar o mais próximo da realidade possível. Além da internet, sempre converso com pessoas envolvidas com o que quero tratar nos livros, como advogados e médicos.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Amo os livros de Nicholas Sparks, várias coisas me inspiram… um filme, um livro e até mesmo uma música.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicar?

Hoje é muito difícil publicar no Brasil, quando terminei Eterno, mandei para algumas editoras e não tive retorno de nenhuma, até que decidi publicá-lo independente. Estou aguardando a primeira remessa da gráfica.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Acredito que ainda temos muito que crescer, estamos apenas engatinhando no caminho de ter reconhecimento dentro do cenário, o que ainda falta é um apoio maior de grandes editoras e de grandes livrarias também.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Acredito que temos que ter paciência e dedicação para lançar um livro, tudo tem que ser muito bem pensado, vejo que muitas pessoas hoje em dia, lançar de um dia para o outro, o que algumas vezes pode prejudicar o nome do autor, já vi alguns livros com enredos bons, mas que infelizmente por falta de uma boa revisão, acabaram sendo manchados. Esse boom de lançamentos é bom, mostra que temos pessoas com garra para lutar naquilo que acredita porém, muitas dessas pessoas acreditam que podem fazer tudo sozinha e esquecem de prezar pela qualidade da sua obra.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Infelizmente, esse é um dos nossos maiores desafios, pois é muito complicado competir com livros internacionais e de autores de renome, com preços mais acessíveis. Precisamos de mais apoio governamental, quem sabe abaixando um pouco dos impostos sobre os livros, nos deixaria com a possibilidade de concorrer em pé de igualdade dentro das livrarias.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Perto do coração selvagem, de Clarice Lispector.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Seriam vários, sempre tenho uma música que me inspira para cada capítulo. Tenho play list dos livros no youtube.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Ainda não.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Para o próximo ano, pretendo lançar mais um livro físico e vou começar a escrever o romance policial, porém sem data para lançamento estarei no último ano da faculdade e ela será a minha prioridade.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Para ser sincera, acompanho muito pouco os blogs.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Autor nacional, ficaria honrada de ter Nana Pauvolih e Camila Moreira. Já autor internacional seria Nicholas Sparks ou Cassandra Clare

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Para mim, ver um comentário de um leitor dizendo que seu livro emocionou, esse tipo de comentário não tem preço.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Para quem está iniciando no mundo literário, consigo definir em uma palavra: persistência, o caminhar é árduo e muitas vezes muito dolorido, mas não se deixe abalar com os “nãos” que irá receber, mantenha sempre o pé no chão e seja humilde.

Para os leitores, só tenho a agradecer, pois são graças a eles que temos força para nos manter em pé dia após dia. Quem quiser me conhecer um pouco mais, pode me adicionar no face, sempre que posso gosto de manter contato com os leitores, amo todos!

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Me chamo Rafael Rosa Dias, tenho 32 anos e escrevo regularmente a seis anos. Publiquei alguns volumes de forma independente e agora tenho uma obra no catálogo da Editora Buriti intitulada Lua de Sangue. Sou acadêmico de Sociologia e participei de algumas organizações não-governamentais, onde também fui palestrante em escolas.

  1. O que você fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Desempenhei diversas atividades ao longo da vida, seja em empresas multinacionais da área de tecnologia até pequenos escritórios de advocacia. Trabalhei nos setores de atendimento ao público, financeiro, cobrança, administrativo e outros. A inspiração para começar a escrever veio do constante consumo de literatura que balizou minha vida desde a infância. Desde contos dos Irmãos Grimm, passando por Oscar Wilde em O Príncipe Feliz e Outros Contos, até, mais recentemente, Leonel Caldela, André Vianco, Neil Gaiman, Leonardo Gori, entre inúmeros outros. Minhas preferências sempre oscilaram do realismo fantástico ao terror, e é dentro desse espectro que componho minhas histórias.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Entrar em contato consigo mesmo. Existe um mundo efervescente, fantástico, em nossa mente, e a escrita possibilita, não apenas a entrar em contato com outras pessoas e compartilhar um pouco da fantasia que habita em nós, mas também a dar vida a nossos sonhos mais secretos.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (envie-nos uma foto)

Não. Escrevo onde a inspiração se faz mais presente. Usualmente utilizo um computador para isso, mas também carrego comigo cadernos e um dispositivo portátil para escrever quando a inspiração queima em minha mente. O computador serve mais para dar forma ao texto e corrigi-lo, conforme as necessidades literárias do projeto.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Escrevo no gênero fantasia e terror, voltado mais ao suspense. Mas escrevi uma obra, ainda inédita, em que abordo temas mais contemporâneos, sem qualquer elemento fantástico. Trata-se de um manuscrito intitulado O Ceifador no Campo de Trigo, contando a história de um adolescente de treze anos que sequestra o ônibus escolar durante um passeio de sua turma, decidido a assassinar alguns colegas que o maltrataram. Foi o único livro que escrevi fora do gênero fantasia.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Gosto de pensar nos nomes conforme as personagens vão ganhando forma, vão progredindo. Não parto do nome e daí crio a personagem. Faço o caminho inverso. Deixo minhas personagens mais livres, sem seguir à risca um roteiro preestabelecido, fazendo com que evoluam conforme a história avança, como se tivessem vida própria e eu fosse meramente um espectador.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Para escrever Lua de Sangue eu pesquisei muito sobre mitologia europeia, pois a história se passa na remota região de Ardennes, entre a França e a Bélgica, em uma época igualmente remota. Criei um vilarejo típico da região e uma sombria floresta assombrada por bruxos e lobisomens. Para não ficar no lugar-comum dessas histórias, me aprofundei em pesquisas sobre a mitologia medieval dessas criaturas, alterando conforme a necessidade da minha própria história. Pesquisei também a política e a estrutura jurídica da época, bem como o armamento utilizado pelas forças militares, que desempenham um papel crucial na história. Assim sendo, embora seja um conto sobre um vila perdida no meio do nada e atacada por seres mitológicos, o enredo se diferencia das demais obras do gênero por trazer elementos totalmente novos.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Embora seja um leitor voraz, na hora da composição de minhas histórias, sou somente eu. Não me inspiro em outros autores porque tenho um método próprio de criação e escrita. Modifico a linguagem do livro para se adaptar melhor à história que ele conta. Em Lua de Sangue, adotei uma linguagem mais melancólica, mais pessoal, como se o narrador, mesmo distante, se aproximasse das personagens pela empatia, tomando parte ativa nos acontecimentos.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

O mercado editorial é amplo e, estranhamente, fechado. Em épocas de crise financeira em um país não muito afoito ao prazer da leitura, é natural que as editoras se voltem sobretudo a autores com maior potencial comercial pois, apesar de todo o discurso em contrário, as editoras são empresas e as empresas miram o lucro, o dinheiro. Então temos muitos autores que foram importantes no passado mas que, agora, não conseguem publicar nada novo, apenas livros insossos de crônicas e pensamentos diversos, sobrevivendo pela força do nome que conseguiram criar na época em que ainda faziam literatura. E vendem bem. À nova geração resta a auto publicação, prioritariamente por meios eletrônicos, trabalhando duramente para fazer nome e conseguir contrato com editoras consagradas.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

A relação entre editoras e escritores precisa avançar no país. Normalmente a editora compra um manuscrito pronto por um prazo determinado, e o autor cede, por esse tempo, os direitos autorais. O sistema seria melhor para todos se a editora assumisse o autor como um funcionário, dando suporte material e financeiro para que o livro evolua sem que o autor tenha de se preocupar com outras questões. Como pode o autor nacional, que normalmente escreve sozinho, competir com autores estrangeiros, cujos livros são o resultado de uma estrutura muito bem organizada? Então, mesmo que a literatura nacional tenha produzido autores de grande qualidade, ainda é inferior à literatura estrangeira, sobretudo a europeia e americana.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Essa explosão de autores nacionais é resultado direto da facilidade em se produzir e propagar conteúdo digital. O mesmo ocorre na música e em outras artes. Conforme se democratiza o acesso a essas novas ferramentas, mais profissionais surgem em cada área. O próprio mercado e a própria concorrência acabam servindo de niveladores. Não sei avaliar se o que está sendo produzido é bom ou não, mas a verdade é que existe conteúdo para todos os gostos e opções. O melhor mesmo é a profissionalização da escrita, para a produção de conteúdo realmente relevante, mesmo que o fim seja apenas a recreação.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

A literatura teria um alcance proporcionalmente maior conforme uma política de valorização do livro fosse seriamente colocada em prática, e isso passaria por editoras e livrarias diminuindo o percentual de lucro embutido em cada exemplar, e o poder público reduzindo a indecente carga tributária. O correto seria o livro ser isento de tributação, ou ao menos com alíquotas reduzidas. Da forma como está hoje, a literatura continuará a ser um mercado claudicante.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Certamente A Menina Que Roubava Livros, de Markus Zusak. Foi um dos livros que mais me impressionaram, principalmente pela linguagem e pela escolha incomum do narrador, a própria Morte.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Lua de Sangue cai bem com Lobo da Estepe, dos Cascavelletes. O clima da música fecha bem com o clima do livro.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Tolkien e sua mágica trilogia do anel. Uma das melhores coisas que um ser humano foi capaz de conceber.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Diversos projetos, tantos que nem tem como citá-los aqui. Mas trabalho atualmente em uma trilogia que estou gostando muito, com o título provisório de Harlow e O Círculo de Magos Elementais. Assim como Lua de Sangue, esta história trará novos e surpreendentes elementos a um gênero que parece saturado.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Uma crítica literária nada mais é do que opinião de um leitor. Toda opinião é válida. Se o livro não agradou, ele é criticado; se agradou, é elogiado. O importante é saber separar críticas honestas daquelas que parecem advir de escritores frustrados. Ninguém está imune ao erro. A crítica deve ser vista como um elemento a mais na avaliação de uma obra literária, e não como o ponto definitivo.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Minha namorada. Ela tem uma sensibilidade interpretativa de textos simplesmente surpreendente, talvez pelo fato de ser uma poetisa muito competente. Seu talento é algo raro nos dias que correm.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Não há para o escritor alegria maior do que ver alguém lendo seu livro. Tudo o mais desaparece diante desse evento.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

A literatura é a mais apaixonante e a mais completa das artes. Não importa os sacrifícios exigidos ou os percalços que certamente aparecerão, no final, o obra terminada, o livro pronto, compensa tudo. Ver a história saindo de sua mente e ganhando forma definida, e ver essa mesma história sendo compartilhada entre as pessoas, é a maior das glórias reservadas a um escritor, o verdadeiro significado de literatura. O mercado editorial é fechado, procura autores com algum tipo de público já formado, a literatura não remunera adequadamente, e muitos portas são fechadas na procura por meios de publicação. Mas quando o autor segura seu livro impresso na mão, percebe que o caminho que o levou até ali não foi tão ruim assim.

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Oi gente, tudo bem? Hoje venho apresentar para vocês o livro “O Lápis Mágico” da escritora Palmira Heine. Como vocês devem saber eu adoro resenhar livros infantis e os nacionais me surpreendem muito. “O Lápis Mágico” é um livro muito bem feito, super colorido, linguagem de fácil entendimento para as crianças e além disso a criança aprende de forma lúdica.

O livro conta a história de Maria, uma menina super alegre, cheia de amigos e que carrega consigo todas as dúvidas que uma criança possui.

 “Por que a Terra não era quadrada? Por que o sol era uma estrela?…”

 Maria encontrou uma caixa, dentro dela havia um lápis, Ao chegar em casa Maria foi fazer o que mais gostava: desenhar e pintar. Para sua surpresa tudo que desenhava se transformava em algo real. Se desenhava uma bola ela virava uma bola de verdade, se desenhava uma bolsa,  o desenho se tornava real.

 Vendo que poderia transformar todos os seus desejos em realidade, Maria não parou mais de desenhar, mas algo de errado estava acontecendo… Maria podia ter tudo o que queria, mas não tinha tempo para aproveitar tudo aquilo pois sempre queria mais e mais.

 Amigos, brincadeiras de criança já não faziam mais parte da vida de Maria. E agora? O livro “O Lápis Mágico” nos traz de forma didática a situação do “querer tudo”, do “quanto mais melhor” e mostra para a criança que nada disso é importante, que para ser feliz precisamos de pouco, precisamos de amigos e que diversão está além do bem material.

 O que me chama atenção nos livros da escritora Palmira Heine é que cada um de seus livros tem algo a ensinar, eles vão além das histórias clássicas, pois ensinam às crianças a questões relacionadas à moral, ética, criatividade.

 “O Lápis Mágico” é um livro sensacional!!

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Sou carioca, casada tenho dois filhos jovens que me orgulho muito. Sou uma pessoa que gosta de coisas simples e de tranquilidade apesar de morar na agitação da cidade. Sonho morar num interior bem sossegado e escrever meus livros. Faço letras (port./ francês) na UFF e sempre gostei muito da cultura francesa. Minha filosofia de vida é se colocar no lugar dos outros antes de tomar uma decisão, mas não sou perfeita.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Sou mãe, dona de casa, estudante e escrevo livros, quando tenho tempo. Sempre tive vontade de escrever, mas não acreditava em mim mesma.

Acredito que minha inspiração venha da vida, dos livros que já li. As ideias surgem, não sei explicar bem. Tem dias que levanto no meio da noite e escrevo um monte de capítulos. Tem semanas que não sai nada, tem outras que escrevo todos os dias.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Escrever é como fazer uma catarse. Faz muito bem pra alma. É como por pra fora uma montanha de coisas de ideias que estão girando dentro de você. Quando isso torna-se  realidade, é muito gratificante.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever?

Não. Escreve onde e quando me dá inspiração. Já escrevi até em guardanapo no trabalho por que estava inspirada. Geralmente escrevo no meu note ou no PC da casa.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Sou romancista e acredito que escrever tenha que ser prazeroso.  Agora estou me aventurando num romance mais ficção cientifica no meu quinto livro. Acho que já amadureci para começar uma pequena transição. Acredito que para mudar totalmente de gênero, o autor tenha que ter muito cuidado para não parecer falso. Não sei se estou madura o suficiente para mudar totalmente de gênero e não sei se quero, pois gosto de escrever romances.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

A parte mais difícil para mim é escolher títulos. Sou horrível! Daí peço ajuda aos filhos, aos amigos e vou lapidando até chegar a um consenso que me agrade. Quanto aos personagens, geralmente eu escolho nomes de amigos de conhecidos, ou de nomes de pessoas que passaram pela minha vida.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Geralmente são lugares que conheço, mas já aconteceu de eu pesquisar sobre o lugar exaustivamente na Internet, procurar informações com quem conhece, etc. Trabalho muito com a realidade brasileira. Meus personagens são bem nacionais, daí fica mais fácil e com bastante diversidade para eu escolher.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Acho que não! Mas acho que somos frutos de tudo que lemos e vivenciamos.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?
    Bom, eu só tenho um livro publicado e como minha experiência não foi das melhores, parei com a ideia de publicar e me dediquei só a escrever. Pesquisei muito sobre as editoras depois disso, e só agora é que retomei a ideia de publicar meus livros de novo. Estou aberta à propostas no momento.
  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Acho que melhorou muito, mas ainda precisa mudar muita coisa, criar mais espaços e divulgação para a nossa literatura. Mas estamos caminhando.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Tudo tem o lado bom e o lado ruim. O lado bom foi a visibilidade merecida de autores desconhecidos muito bons que não conhecíamos. Por outro lado, o mercado nacional ficou sobrecarregado de autores que, como você disse, ‘não tão bons’ que acabam servindo de ‘munição’ para aqueles que gostam de falar mal da nossa literatura, baseados num livro apenas.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Não é o único, mas é sem dúvida, um dos grandes motivos pelo qual a população brasileira não tem habito de leitura. Lamentável!

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Nunca pensei nisso, mas gostei muito da ideia do Leonardo Brum em “ Um mundo Perfeito”

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Bom, para o livro que tenho publicado, ”Escolhas o Amor Tem Dois Lados”, eu imagino a música do Luan Santana, amar não é pecado.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Não.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Muitos. Para este ano pretendo lançar meu livro “Em Teus Braços”, até o fim do ano. Depois sonho em lançar os outros a cada dois anos. Continuar estudando e escrevendo muito.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Como não fui muito feliz no processo de publicação do meu livro, deixei a divulgação dele de lado, mas quando o envio para algum blog, leio a resenha e converso com o blogueiro sobre o que ele achou realmente, aproveitando tudo. Aceito bem críticas coerentes e bem fundamentadas. Acredito que as críticas sirvam para amadurecer, refletir. Ninguém agrada todos o tempo todo, pois geralmente um livro alcança um público ‘X’ , e não alcança o público ‘Y’ . Procuro ver as críticas como um outro ponto de vista a ser respeita assim como o meu.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

          Janeth Fontes.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Ouvir de um leitor desconhecido as partes preferidas do seu livro que ele adorou.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Para os que gostam de ler, deem uma chance para a literatura nacional, vocês vão se surpreender como o ‘John’ pode ser tão legal quanto o ‘João’.

 Já para os que querem escrever, tenham paciência e fé pois a caminhada é muito difícil, porém muito revigorante na chegada.

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1 – Fale-nos um pouco de você.

Sou um sujeito bem comum, familia, romântico e sonhador. Daqueles que acredita no amor e de que podemos construir um mundo melhor. Não sou dono da verdade, acho até que estou muito longe de se-lo, mas creio de verdade que agindo corretamente e baseado em valores, seremos indivíduos e uma sociedade melhores.

2 – O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Além de palavras lido com números pois sou bancário. Iniciei  minha vida profissional como técnico em eletrônica, depois fiz graduação em administração e pós nas áreas de gestão de pessoas e projetos. Escrever para mim é por enquanto, apenas um delicioso e mágico hobby.

3 – Qual a melhor coisa em escrever?

Ser lido! Rsrsrs…Brincadeiras a parte, o melhor de escrever para mim é poder mostrar às pessoas o que antes só existia dentro de você, ou seja, fazer com que as pessoas o conheçam. Escrever é poder extrapolar sua realidade.

4 – Você tem um cantinho especial para escrever? (envie-nos uma foto)

Para escrever não tenho um cantinho próprio pois quando a inspiração vem, vai até no bloco de notas do celular. Todavia tenho o cantinho onde guardo minhas leituras, este é especial.

5 – Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Gosto de escrever poemas e histórias românticas, que falem de amor. Gosto de versar sobre nossa realidade mais próxima inserindo doses de uma fantasia a ela. Um exemplo típico seria meu livro de contos que fala essencialmente sobre a magia do primeiro encontro, do encantamento a primeira vista que se não é ainda amor, poderá vir a ser. As pessoas então dizem: “Mas isto não existe hoje em dia!” Ao que eu respondo: “Por que não?” Com relação a escrever outros gêneros, eu acho isso um grande desafio e já consegui ser publicado em antologias de contos sombrios, eróticos, dramas, entre outros. Apesar de crer que o gênero identifica o autor, ter esta capacidade de diversificar torna o escritor mais preparado na minha visão.

6 – Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Sou péssimo para nomes e títulos, sinceramente isto é uma coisa da minha escrita que sai meio forçada. Com relação aos textos e livros, aí a coisa é bem mais natural. A inspiração as vezes vem de uma cena, um fato que desencadeia o todo. As vezes um casal que se olha diferente, uma moça com um decote mais ousado, um gato no escuro, etc. Da mera observação vem a inspiração. Do meu romance, por exemplo, a história surgiu quando vi da janela de um ônibus um menino pobre e negro fazendo as vezes de malabares diante de um carro de luxo em um semáforo. Aquele contraste chamou minha atenção, me fez pensar nas histórias que cada uma daquelas partes teriam para contar e de como essas trajetórias poderiam de alguma forma se encontrar.

7 – Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Depende muito. As vezes a pesquisa é só mesmo através da internet, em outras vezes procuro conversar com as pessoas com o perfil parecido com o do personagem que pretendo desenvolver. É bem legal também ouvir pessoas que vivenciaram aquela situação ou mesmo viveram ou estiveram em lugares ou cidades em que eu estou ambientando a história mas que nunca estive.

8 – Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Leio muito e de tudo um pouco, por isso, creio que não tento me espelhar em nenhum autor em especial. Claro que a gente sempre acaba “copiando” um pouquinho dos escritores que mais gostamos. Eu por exemplo, gosto muito de Machado de Assis, Edgar Allan Poe, Marcelo Rubens Paiva e Mario Vargas Lhosa, só para citar alguns.

9 – Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Isto faz parte de ser autor em nosso país. Qual escritor não passou por isso? Claro que tenho muitas histórias ainda restritas às minhas gavetas. Contudo, posso afirmar que em nosso país, por não ser um gênero muito valorizado, o mais difícil mesmo é publicar livros de poesias.  Os leitores em sua maioria até gostam, mas é muito difícil comprarem livros do gênero.

10 -O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Não há como negar que o cenário é de expansão. Muitos escritores surgindo, histórias que não devem em nada à maioria dos escritores estrangeiros. Na verdade acredito que precisamos expandir o mercado de leitores, incentivar o hábito e nisso, nós escritores temos papel fundamental.

11- Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Não vou fazer juízo de valor mas também não ficarei em cima do muro. Vejo com bons olhos qualquer movimento que forme mais leitores, que traga pessoas que não possuiam tal hábito para este mundo. Depois da porta aberta, cada novo leitor seguirá seu caminho e ao mesmo tempo tirará suas próprias conclusões a respeito da qualidade do que lê. Sobre este aspecto, eu vejo o tema sob duas óticas. Primeiro, há leituras que fazem de você uma pessoa melhor, mais culta talvez. Construções literárias que vão desenvolver nossa capacidade de observação e raciocínio, que vão nos dar mais vocabulário e nos propiciarão conhecer outras culturas. Todavia, precisamos levar em conta que o hábito de ler precisa também ter seu lado lúdico, ser um passatempo prazeroso e por isso, histórias mais leves e simples tem também papel fundamental para cativarmos mais leitores. E afinal, quem somos nós para julgar o gosto dos leitores e a capacidade de cada autor. Claro que é difícil saber que alguns livros só são lançados por conta da fama do autor ou por conta da polêmica que causam. Infelizmente isto é um mercado e se existe consumidor…

12 – Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Isto atrapalha e muito. O custo de publicação de um livro de autor nacional é um grande entrave para que as pessoas optem pela estante dos nacionais nas livrarias.  Os escritores estrangeiros já chegam aqui como “best selers”, as grandes editoras investem pesado em divulgação das obras e por conta disto, tem tanta certeza do sucesso que rodam grandes tiragens, o que acaba gerando enorme economia de escala.  Neste ponto que acredito que formar leitores habituados a ler autores nacionais pode vir a ser o diferencial, uma vez que não conseguimos competir no quesito preço, na maioria dos casos. Outro fator que pode vir a ser preponderante nesta disputa é a proximidade do autor nacional com seu público. Afinal, este contato pode cativar as pessoas, criando fãs que se interessarão em comprar seus livros.

13 – Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Alguns, mas de bate pronto eu digo: Dom casmurro. Primeiro porque é meu livro favorito, de um gênio da literatura nacional e além disso tudo, imagine uma história que mesmo após mais de cem anos de escrita desperte tanto interesse nas pessoas e até em críticos literários. Afinal, Capitu traiu ou não Bentinho? A dúvida vai ficar para sempre, os defensores dos dois lados nunca terão certeza do seu ponto de vista.

14- Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Difícil, para cada situação um tipo, um cantor. Eu gosto as vezes de citar o título de uma música que tal personagem esteja ouvindo em dada cena, acho que isto ajuda o leitor a entrar no mesmo clima. Vou citar meu gosto musical e deixo para cada um tirar suas próprias conclusões. Gosto de Queen, Bon Jovi, Scorpions, Kiss, Nando Reis, Marisa Monte, Djavan e por aí vai…

15 – Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Alguns pois o momento em que estamos influencia nesta escolha. Poderia citar “A cabana”, “Dom Casmurro”, “O cortiço”, A montanha e o rio”, “Travessuras da menina má”, “O monge e o executivo”.

16 – Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Estou lançando em formato digital na Amazon, quatro livros de poemas, uma espécie de coletânea para todos os gostos. Poesias sobre amor, sensualidade, crítica social e sentmentos diversos. Além disso quero ainda este ano publicar um livro que seja uma espécie de autobiografia em forma de textos, onde gostaria de mostrar minhas facetas literárias de uma forma geral, reunindo poesia, conto, microconto e crônicas nos mais diversos gêneros. Além disso estou junto com o poeta e meu amigo Leandro Ervilha, a frete de um sarau em que misturamos diversas expressões artíticas e culturais. Poesia, música, teatro, dança e artes plásticas. O nome do projeto é Sarau Poesia & Arte e nosso lema é: “Microfone aberto a todas as expressões artísticas”. Já organizamos além dos eventos em si uma antologia e estamos com um concurso de poesias em aberto, sempre tentando trabalhar a formação de um público que queira consumir cultura, que venha ver música e se encante com poesia, que venha ver poesia e se encante com teatro, além é claro, de abrir espaço para artistas emergentes para que possam mostrar e divulgar sua arte.

17 -Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

A crítica sempre é muito bem vinda ao meu ver pois é ela quem te dá feedback e pode te ajudar a melhorar, sempre temos o que evoluir. Eu só acho que a crítica precisa ser pautada em respeito e embasada não apenas em opinião e gosto pessoal. Creio que os blogueiros são hoje figuras importantes para a divulgação de novos autores nacionais, mas precisa haver uma verdadeira parceria, um precisa do outro de certa forma. Não dá para fazer uma resenha sem se envolver com o livro de certa forma. A visão precisa ser sincera e honesta, mas não dá para querer bancar o crítico literário, pois a maioria deles não tem formação acadêmica para isto. Ao mesmo tempo, o autor precisa também ser parceiro do blog, divulgar além do seu próprio texto, o trabalho do parceiro como um todo.

18 – Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Nunca pensei nisso, acho que todo leitor é importante. Na verdade todos sonhamos ser lidos pelo maior número possível de pessoas.

19 – Qual a maior alegria para um escritor?

Ser lido. Rsrsrs…Aprofundando-me na resposta, creio que saber que você e seu texto influenciaram e marcaram alguém, isto não tem preço. Vou citar algo que aconteceu comigo e que me marcou muito como escritor. Estive em 2015 em uma feira literária em Resende, estado do Rio de Janeiro (FLIR) e como autor iniciante, vendi meia dúzia de livros. No ano seguinte, estive por lá novamente e vendi outra meia dúzia de livros. Mas o que me marcou mesmo foram duas leitoras, mãe e filha, que voltaram no ano seguinte procurando por mim na feira pois haviam comprado e levado um livro meu no ano anterior e por isso queriam conhecer meu livro novo. É este tipo de experiência que estou falando.

20 – Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Leiam muito, sem preconceito literário ou de autores. Deixem de lado seus dogmas e se entreguem a novas histórias, novos autores. Para aqueles que estão iniciando uma carreira literária, não desanimem, escrevam seus textos por prazer. Sejam humildes para reconhecer que por melhor que sejam vocês e seus textos, sempre há espaço para melhorar, evoluir. Ao contrário do que se pensa, escrever é muito mais transpiração do que inspiração, é preciso trabalhar, pesquisar, dar a cara a tapa e acima de tudo, fazer o que se faz por amor.

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Suspense Dramático

“Não Quero Ser Lembrado” é o livro de estreia do paraense Lucas Rezende. A publicação da obra é de 2016 e saiu pela Editora Empíreo. Possui 190 páginas, e um excelente acabamento gráfico. Livros com folhas amarelas para mim facilitam e muito a leitura.

O enredo gira em torno de um cara chamado Bernardo. Por sinal um cara bem complexado. O início que na verdade é a parte final, mostra as reações dele ao constatar que sua esposa (Patrícia) estava morta, e que ele estava satisfeito com isso. A revelação pode ser um choque para o(a) leitor(a), e é bem possível que desperte curiosidade maior em prosseguir na historia.

Nos capítulos seguintes conheceremos mais sobre o sujeito. Se você gosta de enredos lineares prepare-se para alternância de momentos. Durante toda a trajetória, o autor viaja pelos diversos momentos e fatos da vida de Bernardo sem seguir uma ordem. Você o verá na infância, junto com pais e irmãos; irá presenciar suas peregrinações noturnas de solteiro pela locadora que frequenta ou testemunhará seus diálogos muitas vezes frios com sua esposa.

Falei no início que Bernardo é um cara complexado. É também melancólico, distante, sem iniciativas. Seus únicos amigos são o gato, o cigarro e o vídeo cassete. Até conhecer Patrícia, seu contato com outro ser humano é o mínimo possível.

A forma como eles se conhecem é interessante. Enquanto procura algo para assistir, nosso protagonista está envolvido que esbarra na moça. Rola um pedido de desculpas. Ele, contudo, não consegue tirar a garota da cabeça e volta outras vezes lá para reencontrá-la. Sem sucesso. Até que um dia ela o aborda na mesma locadora, pensando que se trata de um funcionário local.

A narrativa alterna entre altos e baixos. Alguns capítulos são estimulantes, possui momentos engraçados. Outros são por demais lentos. A parte em que Bernardo conta como passou a gostar de gatos é extremamente maçante. Fiquei com a sensação de frustração quando o capítulo termina. Muita coisa para quase nada.

Sinceramente, não é uma historia que desperta tanto a atenção. Contudo há certo fascínio em saber como termina o desfecho de Bernardo. Ele e Patrícia possuem comportamentos diferenciados. A morte dela e a satisfação do cara precisam ser explicados, e não é possível ficar sem saber essa resposta.

Resenha de Renato Neres, resenhista do Arca Literária

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