Sinélia Peixoto

0
607

1. Fale-nos um pouco de você.
Sinélia Peixoto é professora, mãe de dois filhos lindos, divorciada, mulher e escritora. Trabalha muito, lê avidamente e acredita que o mundo poderia se transformar se nos conhecêssemos melhor, se lêssemos mais e se nos dedicarmos a melhorar tudo à nossa volta.

2. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?
Sou professora da SEDF, mas já fui professora infantil, professora universitária, professora de cursinhos de inglês, tradutora e professora do ensino fundamental e médio. A inspiração pra escrever surgiu muito cedo, eu estava na escola e sempre fazia poemas, músicas, tenho um caderno com algumas coisas que escrevi na época de criança. Tenho alguns poemas publicados no livro da escola onde estudei. Sempre escrevi.

3. Qual a melhor coisa em escrever?
É poder liberar sua mente, colocar pra fora o que está te consumindo, o que te incomoda ou o que é belo e está guardado em sua mente. Escrever, pra mim, é poder ser eu mesma e colocar meus pensamentos e dúvidas em um papel, minha vida em letras, minha alma destrinchada pra todos verem.

4. Você tem um cantinho especial para escrever? 
Meu quarto é o meu cantinho, mas tenho várias ideias quando estou fazendo minhas caminhadas. Adoro caminhar, arejar a cabeça, pensar, ver a natureza.

5. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?
Escrevo romances, poemas e romance adulto. Nunca tentei mudar, meu gênero é esse e é o que eu gosto de fazer: falar sobre o amor.

6. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?
O nome do livro foi fácil, vejo como uma predestinação. Sempre soube que escreveria um livro chamado Por Que Eu?, mas não sabia que essa seria a estória do livro. A parte mais difícil foi realmente o nome dos personagens. Queria um nome forte para o meu herói: Antônio, foi o que mais me identifiquei. Pesquisei bastante, mas escolhi esse. O da heroína tinha que ser algum que automaticamente teria um apelido, então depois de pesquisar muito, escolhi: Elizabeth, o que daria Beth de apelido. A inspiração surgiu de todos os lugares, onde eu ia, cada conversa que eu tinha com alguém eu trazia pra o livro, muitas estórias reais e outras fictícias.

7. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?
Criei o livro praticamente em Brasília, porque conheço tudo aqui e queria um livro que fosse bem real. Acrescentei Porto Seguro que também conheço e um dos únicos lugares que coloquei que não conheço ainda é Prado. Precisava escolher uma praia perto de Porto Seguro pra poder situar minha estória, então pesquisei e achei as fotos de Prado lindas.

8. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?
Usei várias falas de Paulo Coelho, de Leo Buscaglia, de Nicholas Sparks, mas meus livros não têm conexão com nenhum deles. Uso frases que gosto e que nos fazem pensar em meus livros, mas não acho que me baseio em ninguém, possivelmente uma conexão longínqua com Jane Austen (escutei isso de alguém), mas não me acho tão boa quanto ela.

9. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?
Essa trilogia está sendo minha primeira publicação de verdade. Tenho poemas publicados pela Papel D´Arroz em várias coletâneas, mas romance mesmo, esse é o primeiro. Não tive muita dificuldade pra publicar, o mais difícil está sendo agora, fazer as livrarias comprarem e acreditarem no seu projeto.

10. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?
Cada vez vejo mais pessoas lendo livros nacionais, mas ainda temos uma cultura que cultua o estrangeiro. Tudo que vem de fora é ótimo e os brasileiros não são considerados assim. Gostaria de ver nossos autores nas livrarias, nossos livros nas escolas, nosso país valorizando o que é nosso.

11. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?
Tem várias editoras desesperadas por um lançamento, tem que tomar cuidado. Mas de qualquer maneira, livros bons, ruins e desesperadores são encontrados no mundo todo. Eu posso adorar um livro e você odiá-lo. Gosto é muito pessoal. Acredito que temos que ler, independente do que estamos lendo, só assim conseguiremos formar nossa opinião própria, decidir o que queremos, nos conhecer profundamente e pensar por nós mesmos, porque a mídia faz o que quer e valoriza os livros que ela acha melhor. Você tem que ter sua opinião sobre isso também.

12. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?
O livro internacional tem a mídia a favor deles, por isso o preço cai bastante. Nós estamos lutando para conquistar um mercado dominado por quem não quer investir no nosso país. É claro que fica mais difícil pra o brasileiro chegar lá, mas se cada um começar a ajudar, a comprar livro nacional, o preço irá cair e nós estaremos ajudando nosso país e as editoras que ainda acreditam no Brasil.

13. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?
Nunca pensei assim. O meu livro é o Por Que Eu?, essa é a minha ideia: Trilogia do Eu. Mas se eu puder escolher um agora seria: Jardim de Inverno da Kristin Hannah, achei que a estória foi fantástica.

14. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? 
Já escolhi. No meu livro tem várias, mas Fix You ou Yellow do Coldplay com certeza é a que define meu livro.

15. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?
Já li vários: Conversando com Deus, O Semeador de Ideias, Romeu e Julieta, Orgulho e Preconceito, Brida, etc
16. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?
Estou escrevendo um quarto livro, esse não está ligado à Trilogia, é um livro novo sobre Traição, estou fazendo pesquisas e já estou na metade do livro.

17. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?
Adoro os blogueiros. Eles são os principais desenvolvedores do nosso trabalho. Quando vejo alguém com um livro meu, eu piro, fico empolgadíssima, leio tudo que eles escrevem sobre o meu livro e sobre aqueles livros que pretendo ler também.

18. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?
No exterior seria a Oprah, mas aqui… Gostaria que a Marília Gabriela lesse. Adoro o trabalho dela. Os escritores que mais admiro já estão mortos, mas quem sabe Cora Coralina seja a mais perto de mim em um sonho, talvez.

19. Qual a maior alegria para um escritor?
Ser lido. O escritor não pensa em ser rico, mesmo porque ele sabe que ficar rico com livros em um país como o nosso é como ganhar na loteria, quase impossível. O que nós queremos é que as pessoas tenham acesso e leiam nossos pensamentos. Eu sonho em passar nas livrarias e ter meu livro na vitrine. Acho que o dia que isso acontecer, vou morrer de chorar, porque na Bienal Rio 2015, eu só chorava.

20. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.
Se você tem um sonho, vá atrás dele. Lute por tudo que acredita, acredite em si mesmo. Continue, não desista. A luta é árdua, o caminho é atribulado, mas como disse Robert Frost: “Eu escolhi a estrada menos viajada e isso fez toda a diferença”. Lute por si mesmo e um dia seu sonho se tornará realidade. Não tenha medo, o pior que pode acontecer é ficar do jeito que está e esse caminho você já sabe como é. Então, vá a luta. Se eu consegui, você também consegue, mas te dou apenas um conselho: se você acha que ninguém irá te apoiar, não faça alardes, não conte pra ninguém, aja na surdina e quando tiver concretizado tudo, aí sim, revele seus planos. O impossível só se torna im+possível, se você acreditar que será assim, porque na verdade, tudo é possível, em inglês isso é: I´m possible.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here