Sheila Ribeiro Mendonça

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  1. Fale-nos um pouco de você.
    Sheila: Sou jornalista e trabalho com revisão de texto e preparação de originais. Entrei para o mundo da literatura no ano de 2000 com o meu romance “Cabra Cega”, depois participei de concursos literários, antologias, e agora sigo tentando conciliar o trabalho como revisora e jornalista com o de escritora. Os meus livros estão à venda na Amazon e no Clube de Autores.
  2. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?
    Sheila: Trabalho com revisão e preparação de originais, a inspiração vem desde muito nova devido ao fato de ler desde muito cedo, quanto mais a gente lê, mais a inspiração chega.
  3. Qual a melhor coisa em escrever?
    Sheila: A melhor coisa na realidade é um conjunto de melhores coisas: quando recebemos o livro pronto em mãos; o lançamento e eventos literários; o feedback com os leitores e ver a sua história fazendo a diferença na vida de alguém.
  4. Você tem um cantinho especial para escrever? 
    Sheila: Não tenho, não como eu gostaria, ainda.
  5. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?
    Sheila: O meu gênero literário é o narrativo e nele eu gosto de romance, contos e crônica. E dentro do romance gosto muito também de chick-lit. Passear por outros gêneros requer estudo, preparação, mas namoro algumas coisas. Estou escrevendo agora uma autobiografia com uma pegada espiritual, relatando o fato de ter sobrevivido a um grave acidente de carro, mas vou focar na fé para vencer tudo isso, não quero uma pegada de revolta e vitimismo, quero outros caminhos para dar força para quem passa por dificuldades. Estou sendo audaciosa, vamos ver se dá certo, mas só consegue quem tenta e faz, né?!
  6. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?
    S: Desde a época de colégio e faculdade que dou os títulos quando acabo de escrever, então nos livros o processo é o mesmo. A inspiração para os nomes de personagens, Alguém me assopra no ouvido… rsrsrs Deixo Ele comandar o meu caminho na escrita.
  7. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?
    S: Pesquiso sempre em cima do tema que quero escrever, leio muita matéria e pesquisa sobre o tema, leio outros livros, artigos, reportagens, além de ver muitos filmes, documentários, séries. Agora cenário e construção de personagens é inspiração pura, pelo menos até hoje foi assim.
  8. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?
    S: Não chega a ser uma inspiração, porque ainda preciso comer muito arroz com feijão para dizer que é uma inspiração, mas gosto muito de Sidney Sheldon e Agatha Christie.
  9. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?
    S: Sim, escrevi “Cabra Cega” com 18 anos e desde então ficou na gaveta até os meus 35 anos, porque não tinha dinheiro para publicar da forma convencional, pelas editoras que cobram. Até que começou a surgir outras formas de publicação, entre elas a autopublicação e conheci o lugar que publiquei o meu primeiro livro: o Clube de Autores. Agora estou partindo para a publicação independente com gráfica.
  10. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?
    S: Está uma delícia, melhorou muito, as novas formas de publicação abriram muitas portas. Mas como tudo na vida tem o lado bom e ruim, e o ruim é que virou uma modinha e com isso qualquer um acha que pode escrever um livro sobre qualquer história, sem a menor responsabilidade e com um português precário. Assassinam a nossa língua diariamente e os assassinos têm vendido MUITO. Eu acho assustador e perigoso. Temos também as plataformas que não estão nem aí para a falta de responsabilidade de alguns pseudoautores.
  11. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?
    S: Acho todo boom uma coisa perigosa, ruim, fugaz e que soa um alerta. É muito bom ser mais fácil publicar hoje em dia do que há 10 anos, mas ser escritor é uma profissão como outra qualquer, e como tal tem que se ter RESPONSABILIDADE.
  12. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?
    S: Realmente eles poderiam ser mais baratos, mas não acho que seja um problema para quem ama a literatura, nas Bienais podemos ver facilmente a quantidade de livros que as pessoas compram. Poderia ser mais barato? Poderia, mas se compra sem chorar um livro internacional, então por que fazer diferente com um nacional? É caro, mas é tanta gente envolvida na construção de um livro… Mas é fato que poderia ser mais barato, alguns então são absurdamente sem noção.
  13. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?
    S: Afffffff perguntas desse tipo sempre me causam uma amnésia. Agora não vou me lembrar mesmo.
  14. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)
    S: Para “Cabra Cega” seria qualquer trilha instrumental com tom de suspense, aliás, como está no book trailer do meu livro no YouTube.
  15. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?
    S: Nossa, já li MUITOS livros maravilhosos, de diversos gêneros, não dá para escolher um, mas um que me impressionou bastante e sempre cito é “O Escaravelho do Diabo”.
  16. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?
    S: Sim. A gente sempre tem… É isso que move o escritor. Estou finalizando o meu livro de contos sobre compulsões e dependência, “Deserto de Escolhas” e estou mega-atrasada no lançamento dele, mas no início de 2017 sai com certeza. E estou escrevendo o meu livro autobiográfico sobre o acidente de carro que sofri há alguns anos e também um romance homoafetivo.
  17. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?
    S: Sim acompanho e não tenho do que reclamar, são todos muito carinhosos comigo e com o meu trabalho, até os que não gostam. Mas procuro não ver os mimimis feitos pelos haters, prefiro focar nas críticas positivas e construtivas que me agregam como pessoa e profissional.
  18. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?
    S: Ah não vou responder isso, porque é tanta gente que eu poderia fazer isso, não quero cometer a gafe de me esquecer de citar alguém… O que posso falar é que eu admiro muita gente, escritores, leitores, blogueiros.
  19. Qual a maior alegria para um escritor?
    S: Ver as pessoas gostando do seu trabalho, vendo a sua história fazendo a diferença na vida de alguém.
  20. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.
    S: Não desistam dos seus sonhos, se eu consegui, vocês também conseguem. Só que só consegue realizar sonhos quem não desiste deles, podem dar um tempo, ver a melhor hora de realizá-los, mas não deixem de realizar. Nunca!
    Ceiça e Arca Literária, obrigada pelo carinho de sempre comigo e com a literatura nacional. Parabéns pelos 14 anos e parabéns! Sucesso!
    Beijo, beijo!

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