Série: Saga do Tigre – Colleen Houck

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Eu nunca começo um livro com muita esperança depois de Crepúsculo e outras barbaridades escritas por aí! Sim, sou destas pessoas chatas, que gostam de ler livros de qualidade. Culpe o fato de ter lido Tolkien, Michael Ende ou Sandman. Não só estes autores, mas tantos outros que me fizeram ansiar por histórias que me fizessem respirar. Esta série veio para as minhas mãos por meio de uma amiga, que a leu. Eu comecei a leitura e me deliciei a cada página. Como professora de yoga, a cultura hindu não é um mundo estranho para mim. Portanto, o livro me trouxe arrepios de prazer ao ver que a autora não foi desleixada com as pesquisas.

Os personagens são cativantes e adoráveis. Os vilões são detestáveis e o final é uma surpresa em que o queixo cai do outro lado do mundo! Uma das coisas mais gostosas deste livro é o respeito ao leitor que a autora teve. Não sou uma profunda conhecedora de tudo que está ali, mas é perceptível que ela procurou colocar um toque de veracidade em todas as coisas possíveis. As escolhas de deuses e deusas não foram aleatórias. Há uma cena em que a personagem pratica mergulho e, tendo feito aulas de mergulho, afirmo que ela foi bem precisa sobre a questão. A culinária haute cuisine também foi ponto de pesquisa.

Por que faço questão de ressaltar estes pontos do livro? Porque acredito que quando escrevemos uma história (Pois é, eu também sou escritora), devemos pesquisar para dar credibilidade ao enredo e isso demonstra respeito ao leitor, que é algo que Colleen tem de sobra e, por isso, eu sou muito grata. As cenas, que se passam na Índia, fazem você crer que você está lá! Esta série é daquelas viciantes, que faz você querer terminar logo e saber o que vem a seguir, quais as aventuras a serem enfrentadas e como tudo se resolverá.

Vive-se com intensidade os conflitos de Kelsey em relação aos dois príncipes: Afinal, com qual dos dois ela ficará? Afinal, ambos são perfeitos a seu próprio estilo. Como eles voltarão a ser humanos? As dúvidas pairam sobre nós até o último ponto final e a história é bem amarrada, sem pontas soltas. Não é um livro como de Michael Ende, mas é uma leitura agradável.

Resenha de Nana Calimeris, resenhista do Arca Literária

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