Sérgio Pereira

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Meu nome é Sérgio Pereira Filho, tenho 25 anos, gosto de ficar em casa com minha família, sair com meus amigos, sou um pouco caseiro, chato. Amo ler e principalmente escrever.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Eu sou Subgerente de um Rei do Mate. Quanto aos meus estudos, eu tranquei a faculdade de História por falta de dinheiro mesmo.

Eu sempre gostei de ler. Mas o gosto pela escrita só veio aos dezessete anos, quando comecei a escrever um livro infantil chamado A Busca das Chaves do Poder.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

A liberdade que você tem em criar seus próprios personagens e um mundo completamente diferente do qual você vive.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? 

Eu escrevi a maior parte de Enviada na cozinha aqui de casa, já a continuação, Escuridão, eu também escrevi a maior parte no Metrô indo e vindo do trabalho.

Não tem lugar e hora certa para escrever. Qualquer lugar é válido. Por isso, eu sempre carrego um pedaço de papel e uma caneta em minha mochila.

  1. Qual seu gênero literário? já tentou passear em outros gêneros?

Eu gosto muito de fantasia. E até mesmo o meu irmão, Lúcio, diz que eu gosto de livros e filmes mentirosos. Mas nem ligo, pois gosto de imaginar um mundo surreal, fantasioso.

Nunca me instiguei a escrever sobre outros gêneros. Pelo menos por enquanto.

  1. Fale-nos um pouco sobre o livro “Enviada”

O livro Enviada é o primeiro de uma série de quatro livros que pretendo escrever. Ele conta o nascimento da personagem principal, Angela Petre, que é a nossa Enviada, a filha do Criador, nascida através do Espírito Santo incumbida de acabar com o pecado do mundo, mas que não consegue fazê-lo, pois se apaixona por um Anjo das Trevas, filho de Lúcifer, chamado Gustav Reltih. Entretanto, há o seu Anjo da Guarda, que se chama Dimitri Costa, e tenta impedir que isso aconteça. Tarde demais.

Em Enviada, eu mostro as escolhas que Angela deve fazer: ficar do lado do Bem ou do Mal? Qual lado escolher e qual saber o certo?

  1. Onde encontra inspiração para os nomes dos personagens?

Eu sou muito ligado em nomes com significados fortes. Procuro pela internet e por um livro de nomes que eu tenho aqui em casa. Gosto de nomes latinos, mitológicos e, na maioria das vezes, nomes russos. Dimitri e Gustav, por exemplo, são nomes de origem russa.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Eu pesquisei o possível sobre a Áustria, a fim de ter uma base para o começo do livro. Fiquei um ano pesquisando nomes de personagens e lugares, até que, comecei a escrever.

Quanto ao desfecho da história, que acontece no Rio de Janeiro, já foi mais fácil, pois eu moro aqui, então, conheço muitas coisas sobre a cidade.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Eu sou apaixonado pelo universo de Harry Potter e As Crônicas de Nárnia. Gosto muito da escrita dos seus respectivos autores. Ambos são uma grande fonte de inspiração.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Sim, eu não consegui publicar A Busca das Chaves do Poder, em 2009. Após ter levado para mais de vinte e seis editoras, recebi resposta de uma, a Objetiva, daqui do Rio mesmo. Na carta, ela dizia que não poderia se responsabilizar por uma futura edição, pois o quadro de publicações para aquele ano, já estava completo, mas que, a minha obra tinha qualidade literária.

Se eu não tivesse recebido tal resposta, não teria continuado a escrever. Foi aí que eu pulei do infantil para o infanto-juvenil, ao escrever, no final do mesmo ano, Enviada.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Está crescendo muito. Vejo que há muitos autores com um potencial incrível, mas que, devem ser mais valorizados por suas editoras e pelo próprio governo.

Os livros nacionais deveriam ser mais baratos que os internacionais, assim, o povo brasileiro optará pelos nossos e verá a qualidade que muitos autores daqui têm.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Acho incrível! E por mais que alguns não sejam tão bons, devemos ressaltar que as quantidades de bons livros superam as dos não tão bons.

Tenho muitos amigos que dizem preferir livros nacionais aos estrangeiros, pois a nossa literatura está cada vez mais jovem e moderna. Tão bom quanto.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Um absurdo! O governo teria que dar mais incentivo à literatura. Pondo, por lei, livros mais baratos no mercado. Tenho a plena consciência de que nunca poderei competir com autores internacionais, porque não recebo um respaldo do governo, nem da minha própria editora.

Se os nacionais fossem mais baratos, a briga seria páreo duro. E não teríamos tantos internacionais arrebentando nas nossas livrarias.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Harry Potter. A  J.K. Rowling criou um mundo de bruxos tão magnífico que, se manterá durante décadas como a grande influenciadora de muitos autores que falarão um dia sobre estes seres. Ela será a mãe de todos. Isso é magnífico.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? 

Young and Beautiful – Lana del Rey

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Eu gosto muito do Livro do Apocalipse. Não sei se é válido. Rsrs

Graças a esse livro, que eu pude ter uma base para escrever Enviada.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Por hora, estou focado na série que pretendo escrever. Estou acabando de dar os últimos ajustes em Escuridão, a continuação de Enviada. E já comecei a escrever os primeiros capítulos de Dor, o terceiro da série.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? o que você acha sobre isso?

Eu acompanho tudo que diz respeito à Enviada. E graças ao Criador, eu só recebi três críticas negativas de vinte e cinco resenhas que já saíram até agora sobre o meu livro.

Alguns dizem que eu devo explorar mais a personalidade dos Anjos, outros dizem que Angela deve saber o que quer. E por aí vai.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Muitos leitores chegam até mim dizendo sobre o meu livro. Que é bom, e que me querem ver em suas respectivas cidades. Mas há uma, que com certeza eu escolheria: a Duda, do Instagram @umlivronooceano.

Ela é de São Gonçalo, aqui do Rio mesmo. Um amor de pessoa.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

A alegria de ver o seu livro ganhando seu devido reconhecimento.

Eu demorei três anos e meio para concluir Enviada. E a única coisa que peço não é dinheiro, mas sim, o devido reconhecimento por ter me dedicado tanto.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Espero que cada um de vocês possa ler Enviada e se apaixonar pela história de Angela, Dimitri Gustav. E prometo que sempre darei o melhor de mim para que os demais livros sejam bons.

Quanto ao que estão iniciando ainda, eu lhes digo: Não desistam! O caminho é árduo, e eu estou sentindo isso na pele, mas o maior ganho é ver o seu trabalho sendo valorizado pouco a pouco.

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