Sementes e Armaduras

Sementes e Armaduras

http://darrenpalmer.com/?katernot=guadagnare-con-le-opzioni-binarie-60-secondi&7bc=7e A gente envelhece.
E descobre que viver de um jeito simples e cândido não é mais permitido, e acreditar em grandes sonhos é pueril.
E envelhecemos, muito mais do que o espelho nos mostra.
Os olhos, sim, eles denunciam o cansaço.
Sorrir, abraçar, brincar, como no começo da nossa vida, como quando nossos dentes ainda cresciam com nosso sorriso. Vai esmaecendo.
Esse negócio de adulto estraga algumas coisas na gente. Vestimos a pesada e antiga e enferrujada armadura das “pessoas que sabem viver”. Que sabem falar as coisas que devem ser faladas, que sabem fazer o que delas se espera e que, talvez principalmente, sabem fingir.
Sim, fingir é crucial!
Crescemos por fora, diminuímos por dentro.
Essa armadura deixa vazios, procuro preenchê-los de formas estranhas e inúteis. Creio que um dia eu não fosse coberta de aço, era mais fácil erguer os braços e pular, subir nas árvores e nas cercas. Mais fácil tocar, e ser tocada, e ser um pássaro.
Tudo isso pode ser só saudade. Ou então a mais pura verdade. Daquelas que nos encontram em um lento e solitário entardecer, e seu rosto é tão triste que dói, e de repente é o nosso rosto.
Tenho procurado nas janelas minha imagem de antes. Nas portas, nos armários, nas paredes que, como eu, sujaram-se e descascaram-se.
Acho que é assim o nosso coração: vai perdendo a pintura, o viço, o brilho. E quem consegue consertá-lo? Pinta outra vez, descasca mais forte. Pinta, descasca, pinta, descasca até que apenas descasque…
Mas, por trás das paredes, há uma essência. Sempre houve. E essa essência sou eu – quem um dia tive a liberdade de ser.
Eu sou livre. Você também, todos nós. Apenas desaprendemos, sutilmente, a ser e a deixar os outros serem.
Nós envelhecemos. Aconteceu.
Nossa alma ganhou cabelos brancos, ganhou manias de não ser feliz.
Mas nós não temos que ficar tão velhos. Nem tão rápido.
Não pode ser assim, ou então não teria sentido.
Não tem que deixar a alma criar rugas. Perder a fé. Perder-se.
Quero uma alma renovada que resgate meu corpo. Meus sonhos. Minha capacidade de amar e permitir ser amada.
Quero ser como o sol, que renasce sempre.
Ele agora vai embora, mas sei que volta. E mais brilhante do que tudo o que se possa imaginar.
Pra que tantas armaduras… Armas. Duras.
Eu quero é amar, crua.
Atirar sementes nas nuvens, colher girassóis, dançar na chuva.
Um dia eu fiz. Plantei o amor, sem medo.
Um dia eu farei:
Quando eu for, outra vez, quem eu na verdade sou.

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6 Comentários

  1. http://khal.se/?serise=köp-Cialis-på-nätet-Jönköping Lindo texto,

    iqoption numero do telefono Realmente crescemos e endurecemos, vestimos armaduras a todo momento para que dessa forma possamos ser aceitos na sociedade, onde de fato fingir é crucial ou então não conseguiremos conviver com as outras pessoas, pois essas sempre nos cobram agir de determinada maneira, sempre nos cobram a falar determinadas coisas, mesmo que não concordemos as vezes é preciso, para que possamos ser aceitos e o preço da aceitação muitas vezes é muito alto e nem sempre temos condições de pagar, ou pelo menos, nem sempre conseguimos pagar e viver de forma plena e feliz.

    • source url Obrigada por comentar e apoiar, Liacostabr.
      O tempo nos ensina a ser fantoches de nós mesmos.
      Mas ainda há esperança! Vamos enlouquecer um pouco mais.