Se eu Ficar – Gayle Forman

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Eu confesso que não esperava nada do livro, já tinha visto muitas resenhas negativas do livro e do filme, então não estava nem um pouco animada para realizar a leitura, mas como não gosto de julgar um livro antes de conhecê-lo resolvi dar uma chance.

O livro narra a historia de Mia, uma jovem de dezessete anos que acabou de sofrer um acidente de carro com a família, ela é a única sobrevivente. Porém, ela se encontra em coma, e parece que depende só dela acordar. Se passam 24 horas, e nessas horas ela tem lembranças de tudo que viveu, o começo do namoro com Adam, como conheceu sua melhor amiga, o nascimento do seu irmão, e muitas outras passagens. Ela agora vai ter que decidir se vai ficar ou se vai ir, mas quando você perde o seu porto seguro e não lhe resta quase nada, quais os motivos que você tem para ficar?

Entre nessa emocionante historia junto com Mia e descubra os motivos.

Mia é amor de pessoa. Ela foi criada em uma família de roqueiros, seu pai já foi baterista de uma famosa banda local, sua mãe é apaixonada por rock e seu irmãozinho também. Porém ela foi por outro caminho, ela escolheu a musica clássica, ela toca nada mais nada menos do que Violoncelo. Ela se sente um peixe fora da água na família e na escola, mas tudo muda quando ela conhece Adam, um menino um ano mais velho que ela e que toca em uma banda que está começando a fazer sucesso, e é completamente oposto dela. Mas o amor não vê gosto musical, ele juntou esses dois, mas por causa do acidente pode ser que eles não fiquem juntos.

Adam é o tipo de garoto descolado e popular que todo mundo gosta, ele se da bem com praticamente todo mundo, poderia ter a garota que quiser. Mas ele escolheu a Mia, o que a leva a questionar qual o problema dele. Mas ele é apaixonante e logo ela cai nos encantos dele, e eles começam uma linda historia de amor, superação e confiança. Assim que ele fica sabendo do acidente corre para o hospital e vai mover mundos para poder ficar com o seu amor.

Os personagens secundários são ótimos. Eu adorei o Teddy, que é o irmãozinho da Mia, fico muito triste pelo fim que ele e os pais dela levaram. Eles eram pessoas maravilhosas. A mãe dela era uma mulher forte e decidida que defendia com unhas e dentes quem ela amava. O pai era um homem de meia idade em boa foram que tinha um estilo retrô e que sempre estava usando uma gravata borboleta, ele era professor, e uma pessoa calma e amável. Teddy era um menino meigo e maravilhoso, a Mia disse que o considerava com um filho, pois era sempre a ela que ele recorria quando machucava ou quando acordava no meio da noite, ele tinha lindos cachinhos que ela adorava.

A escrita da autora é bem fluida e eu o li bem rapidamente. O livro é um pouco parado, ouvi dizer que o segundo livro é melhor. E teve alguns momentos desnecessários, e um pouco de enrolação. Mas apesar de tudo eu adorei esse livro, gostei dos ensinamentos que ele passou, gostei da evolução da Mia, gostei de tudo. E que final foi aquele? Eu fiquei quase sem ar quando li a ultima frase. Eu só tenho uma coisa a dizer desse livro: eu preciso da continuação.

Eu recomendo esse livro a todos, a historia é envolvente e os personagens apaixonantes.

“-Só acho que os funerais são como a própria morte. Você pode ter seus desejos e planos, mas, no final das contas, nada está sob o seu controle”.

“Não sei ao certo o que aconteceu comigo, e pela primeira vez no dia não me importo nem um pouco. Não deveria nem me importar. Não deveria ter tentando tanto. Percebo agora que morrer é fácil. Viver que é difícil”. 

“Se eu ficar. Se eu viver. A escolha é toda minha. Todo esse lance de coma induzido é papo de medico. Não cabe aos médicos. Não depende dos anjos que não podemos ver. Também não depende de Deus que, se existir está em outro lugar por ai nesse momento. Só depende de mim”.

Resenha de Giovana Soares, resenhista do Arca Literária e do Blog Fonte da Leitura

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