Rodrigo Oliveira

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 1. Rodrigo para nós é um grande prazer entrevista-lo. Conte-nos quem é Rodrigo de Oliveira??

 Eu sou o mais comum do homens! Casado há 11 anos, pai de dois filhos, do tipo que adora ficar em casa com a minha esposa assistindo televisão. Sou a perfeita antítese das histórias e personagens que crio.

 2. Qual seu estilo literário?

 Meu estilo literário é o horror em terceira pessoa, mas isso é apenas uma fração do que ainda pretendo escrever. Gosto dos estilos mais variados e, por isso mesmo, não quero me apegar a um único estilo ou gênero.

 3. Qual seu público alvo?

 Gosto de pensar que o meu público alvo é incrivelmente variado, por escrever sobre zumbis, um assunto universal, presente em todas as culturas. Mas percebo um predomínio de homens jovens entre meus leitores.

 4. Quais seus autores e estilo favoritos?

 Gosto muito dos livros do André Vianco e seus temíveis vampiros, por toda a atmofesra gótica que ele consegue criar em suas obras. E sou fã confesso de Jorge Amado, com suas personagens femininas fantásticas. Esse é um traço muito presente no meu trabalho.

 5. O que te motivou a escrever a saga “As Crônicas dos Mortos”. Quando sentiu que estava pronto para publicar seu primeiro livro? Alguém a incentivou, como foi esta iniciativa?

 A motivação foi um pesadelo que eu tive após assistir o filme “Madrugada dos Mortos” do diretor Zack Snyder. A história ficou tão viva na minha cabeça que eu precisei transformá-la numa saga. A minha maior incentivadora foi a minha esposa, que mesmo sem gostar desse gênero literário, não me deixa desanimar nunca.

 6. Fale-nos um pouco sobre os livros “O Vale dos Mortos” e sua mais nova obra “A Batalha dos Mortos”.

 Enquanto no livro “O Vale dos Mortos” eu mostrava o apocalipse zumbi pela ótica de dois grandes líderes empenhados em salvar o maior número possível de pessoas, em “A Batalha dos Mortos” eu mostro um pouco mais o “mundo cão”, com pessoas mais interessadas em oprimir outros sobreviventes e acumular poder. Sobretudo, nesse livro eu exploro aspéctos mais sobrenaturais, o que deu um impulso bem diferente para a estória.

 7. Rodrigo o que mais lhe inspira a escrever?

 Eu busco inspiração em praticamente tudo: nos meus filhos, na cidade onde moro, em filmes e claro, outros autores. Acho bacana voltar minha atenção para diversas fontes de informação, enriquece tremendamente o trabalho e torna o resultado final mais crível, mais palpável.

 8. Fale-nos sobre o atual momento literário do Brasil. quais as principais dificuldades que você encontra, hoje, para publicação de livros?

 Para todo autor o grande desafio é encontrar uma editora disposta a apostar no seu trabalho. As casas editoriais têm hoje muito mais originais para avaliar do que capacidade para publicar tanto material, é um problema crônico. E claro, apostar num livro sempre é um risco, um lançamento mal sucedido pode prejudicar tremendamente uma editora, até mesmo levá-la à falência.

 9. Quais são seus projetos literários? teremos novidades para 2014/2015? Quais?

 Até o final de 2014 iremos nos dedicar à divulgação dos livros que já estão no mercado. O terceiro livro da saga se chamará “A Senhora dos Mortos” e deve ser lançado em fevereiro/2015. Também tentaremos lançar até o final do ano que vem o quarto livro, “A Ilha dos Mortos”, e em 2016 fechamos a saga com o livro “A Era dos Mortos”.

 10.  Dê uma dica para os jovens escritores nacionais que querem ter seus livros publicados.

 Primeiramente, não desistir nunca. É preciso ter em mente que às vezes a obra pode ser boa, mas não necessariamente irá encontrar empresas dispostas a publicá-la de imediato. É importante insistir, procurar o maior número possível de editoras, fazer contatos. Sobretudo, é importante amadurecer o trabalho o máximo possível, revisando-o várias vezes, pedindo a opinião de diversas pessoas. Nesse mercado tão concorrido, o material tem que ter a melhor qualidade possível para se sobressair.

Acima de tudo, é fundamental acreditar na história, o autor precisa ter comprado suas próprias ideias para conseguir vendê-la para os outros, só assim um editor irá se convencer a dar uma chance para a obra.

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