Rodrigo Gomide

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  1. Fale-nos um pouco de você.

R: Me chamo Rodrigo Leite Gomide, nasci na cidade de Viçosa, em Minas Gerais, no dia 26 de outubro de 1974, onde passei boa parte da minha infância. Sou bacharel em Comunicação Social, Especialista em Tecnologia da Informação. Fui apresentador de um programa de TV chamado Visão Plural, veiculado pela TV Um regional na Zona da Mata Mineira. Atualmente trabalho como Analista de Sistemas Sênior a serviço da Energisa SA, a terceira maior companhia distribuidora de energia elétrica do Brasil.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

R: Trabalho como Analista de Sistemas para a Energisa SA e presto consultorias. Também ministro palestras a respeito de meditação e autocontrole, conhecimentos que adquiri ao longo de vários anos como estudioso de artes marciais, cultura oriental e folosofia. Estou para lançar, inclusive, um novo livro chamado “Sintonia da Mente – Expurgando o Sofrimento e Alterando a Própria Realidade”, onde reúno técnicas e ensinamentos milenares para controlar o estado mental para superação de sofrimentos e angústias. Inspiração para a escrita, bem, eu sempre gostei de ler. Sempre gostei de ler material técnico e também obras de ficção. Quando eu aprontava quando criança, meu pai sempre me colocava de castigo na biblioteca de casa, e sempre me dava um volume da Enciclopédia Barsa, com algum assunto para ler. Então acabei me acostumando a correr atrás de conhecimento e isso me ajudou bastante a ter interesse por praticamente qualquer assunto. Com o tempo, quando li uma obra de Tolkien, descobri um gosto todo especial pela literatura fantástica, desde então não parei mais. Quando comecei a não encontrar mais obras que despertavam em mim aquele fascínio que sentia em minha infância, foi aí que resolvi escrever um livro que eu pudesse deixar como presente para meus filhos. Eu gosto de escrever, é como um robie. Eu relaxo quando estou escrevendo e contando histórias. Tenho muitos contos que escrevi quando adolescente, coisas que fiz como diversão e que acabaram esquecidas em alguma gaveta por aí. Acho que a principal inspiração para escrever é a grande paixão que sinto pela palavra escrita. Para mim, escrever é uma delícia.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

R: A melhor coisa em escrever, para mim, é a liberdade. O papel aceita tudo, sem te julgar, sem te discriminar. Quando você escreve, você pode colocar todas as suas ideias para fora da sua mente. Uma das coisas mais incríveis que sinto quando estou escrevendo é justamente quando percebo que a história que estou escrevendo começa a tomar vida própria. Estou terminando o segundo livro da série Nurion Starbringer, e há momentos em que estou escrevendo uma cena de ação em que a coisa toma vida e eu mesmo fico empolgado para saber como vai terminar. Acho que só quem escreve entenderia isso, mas é como se seus personagens adquirissem vida própria e determinassem seus próprios rumos. É realmente fantástico.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? 

R: Eu sou uma pessoa muito ocupada. Meu trabalho exige muito de mim e passo boa parte do tempo viajando ou envolvido em projetos, por isso, para conseguir escrever, eu tenho que aproveitar cada minutinho que tenho. Escrevo no meu notebook, hora em um tablet, já escrevi capítulos digitando no meu iPhone durante uma viajem de avião. Sempre que tenho uma inspiração eu pego meu celular e escrevo minhas ideias. Mas o cantinho onde eu mais me encontro escrevendo é no escritório de casa. Vou deixar uma foto aqui para conhecerem.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

R: O meu gênero literário preferido é ficção científica, mas não descarto fantasia e aventura também. Quando resolvi iniciar o projeto Nurion Starbringer, pensei em juntar tecnologia com magia, fantasia com realidade, misticismo com física quântica. Queria criar algo novo, diferente, onde, ao ler, ao devorar cada palavra, o leitor sentisse aquele gostinho de quero mais. Tenho outros projetos de novas histórias que pretendo explorar também no futuro, com certeza.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

R: Eu gosto de originalidade. Gosto de descobrir coisas novas, de experimentar coisas novas, de conhecer pessoas e lugares diferentes. Sou daquele tipo de pessoa que gosta de experimentar, de criar, de personalizar as coisas à sua volta. Em tudo eu procuro dar um toque especial, algo só meu. E quando comecei a escrever, não foi diferente. Quando resolvi que iria começar uma carreira como escritor eu pesquisei bastante. Fiquei três anos me preparando, pesquisando, criando um mundo novo onde cada detalhe era analisado e esmiuçado até que eu pudesse falar para mim mesmo, agora ficou bom. Eu sou perfeccionista e gosto das coisas bem certinhas, e no que tange uma boa história de ficção, os detalhes são a essência. Quando crio um personagem eu crio a árvore genealógica dele desde os avós paternos e maternos. Crio toda a história da família, as alegrias, as tristezas, as frustrações, as conquistas e o que disso seria passado psicologicamente para os descendentes. Desta forma eu consigo visualizar como seria a mente, não somente do personagem em si, mas de toda a sua família. Isso ajuda muito na hora de escrever. Conforme o efeito que eu pretenda com um determinado personagem eu faço até mesmo uma análise da fonética do nome, ao lermos o nome em nossa mente, e ao falarmos o nome em voz alta, de forma a provocar liberação de determinadas endorfinas, o que permite ao leitor, literalmente, sentir o peso de um determinado nome sobre um personagem. Cada um dos personagens da série Nurion Starbringer foi minuciosamente pensado e criado. A maioria dos nomes são de origem sânscrita ou tibetana. Alguns com uma mistura do idioma Sindarin (Senhor dos Anéis) com vulkano (Star Trek). Como eu queria escrever algo para os mesmos malucos por ficção, fantasia e aventura como eu, procurei reunir o máximo de elementos característicos que pudessem agradar ao máximo aos amantes desse tipo de gênero. Basicamente, Nurion Starbringer fala sobre como seria um ser humano atual em um mundo alienígena, onde a magia e o misticismo, que aqui não passa de fantasia, fosse algo real. O que essa pessoa sentiria, como reagiria, que escolhas iria fazer. Gosto de abordar questões filosóficas, éticas, morais e psicológicas. Tudo isso torna o livro mais envolvente, mais próximo da realidade e nos permite explorar regiões de nossa psique que até então não havíamos explorado.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

R: Quando comecei o projeto Nurion Starbringer eu comecei pensando em que lugar no universo o mundo de Lafendel poderia existir de verdade. Que condições seriam necessárias para permitir que algo assim existisse na vida real. Pesquisei astronomia, pesquisei física, física quântica, li tudo o que pude sobre mitologia, misticismo, até mesmo metafísica. Eu sempre adorei esse tipo de coisa, portanto, já havia ligo muita coisa antes, mas uma nova leitura com um foco específico me ajudou a encontrar todos os componentes necessários para criar um universo fantasioso que pudesse existir de verdade. A linguagem escrita é uma representação de uma forma de pensamento. Portanto, cada palavra tem um peso, um significado, uma importância. Em meus livros eu procuro criar, não somente situações, mas cenas, visões de mundo, experiências pessoais, onde você possa se envolver e participar das histórias. Não basta simplesmente ler uma história, é preciso sentir a história, querer se mudar e passar a viver lá.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

R: Sempre adorei as obras de Tokien (O Hobbit, Senhor dos Anéis), J.K.Rowling (Harry Potter), gosto muito das histórias de Andrzej Sapkowski (As Aventuras do Bruxo Geralt de Rívia), um escritor polonês. Quando criança, curtia muito Júlio César de Melo e Sousa (O Homem que Calculava), Paulo Coelho (Brida), Frank Herbert (Duna), Katsuhiro Otomo (Akira), os mangás de Tite Kubo (Bleach), e tantos outros que ajudaram, de um jeito ou de outro, a moldar minha forma de enxergar o mundo. Acho que minha mente acabou se tornando uma mistura de todos esses tantos autores e suas formas de expressão que o resultado foi uma visão única da vida, do mundo e da realidade que me rodeia. Mesmo assim, em um mundo pluricultural, repleto de miscigenações e ressignificações culturais no qual vivemos, eu sempre busco minha própria identidade, sempre busco fazer aquilo que me desperte interesse e realização.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

R: Meu primeiro livro foi publicado eletronicamente, pela Smashwords americana. Na época eu queria publicar uma obra chamada “Indenização – O que As Operadoras de Telefonia não Querem que Você Saiba”. Tratava-se de um guia de procedimentos para se reunir informações necessárias para construção de uma peça processual contra operadoras de telefonia. Eu tive tanta dor de cabeça com operadoras de telefonia ao longo da minha vida que acabei pesquisando formas de processá-las para tentar extravasar a irritação e frustração que elas me faziam passar. Quem nunca se irritou com a operadora de celular ao ponto de querer falar uns bons palavrões? Cheguei ao ponto de ficar tão bom nisso que muitos amigos me procuravam pedindo conselhos para resolverem seus próprios problemas. Um belo dia, viajando a trabalho em João Pessoa a serviço, um amigo me ligou e acabou me convencendo a colocar todo o meu conhecimento em um livro e foi assim que surgiu minha primeira obra. Na época vendeu mais de 160 cópias, em formato eBook, e é vendido até hoje. No meu site tem detalhes a respeito do livro. Depois disso escrevi outras obras, todas mais simples, mais como ensaios que publicava em meu blog. Minha experiência como escritor de ficção começou com o projeto Nurion Starbringer, algo que eu queria fazer mais concreto, com mais profundidade e requinte. Agora estou em fase de preparação para publicar o Sintonia da Mente, já com formato digital disponível no iTunes (https://itunes.apple.com/br/book/sintonia-da-mente-expurgando/id1040597124?mt=11) e Amazon Kindle (http://www.amazon.com.br/gp/product/B015NRANWY?*Version*=1&*entries*=0), em fase de preparação para publicação impressa, mas ainda não tenho uma editora definida. Só o Nurion Starbringer já rendeu mais de 200 cópias desde o seu lançamento em 2015, contando com formato digital e impresso. Sou um escritor iniciante, ainda a procura de editoras parceiras para trabalharem comigo e expandir o alcance de minhas obras. Tenho tido um bom feedback de meus leitores a respeito da obra, com muitos me escrevendo com depoimentos, críticas e sugestões. Gosto disso, pois me permite aprimorar minha arte e melhorar cada vez mais a qualidade daquilo que produzo.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

R: Minha opinião é a de que quanto mais se escreve, mais se tem para ler. Quando mais formas de pensamento forem postas no papel, ou na tela hehehe, mais ideias novas irão surgir. Sou de uma época em que os livros que tínhamos para ler como a primeira experiência de leitura eram de um português tão antigo e difícil que não me causavam prazer algum em ler. Lia porque era obrigado, porque a escola exigia, nada mais. Esse tipo de coisa tira totalmente o prazer da leitura. Quando li “O Hobbit” pela primeira vez, achei fantástico, eu tinha 12 anos e o li no original em inglês. Procurei feito um doido autores brasileiros que tivessem tanta criatividade quanto Tolkien e não consegui encontrar muitos. Era rara uma obra que estivesse à altura e isso me frustrava. Hoje não, hoje temos nomes de peso como Carolina Munhóz, Raphael Draccon, Eduardo Spohr, Affonso Solano, André Vianco, Leonel Caldela e tantos outros. Hoje nosso país está muito bem servido de autores de literatura fantástica, terror e ficção. A facilidade de publicar a sua obra inicialmente em formato eletrônico permite uma pluralidade muito maior de obras, dando espaço para todos que quiserem publicar suas histórias. Eu sou da opinião de que quanto mais pessoas se interessarem pela leitura, mais e mais gênios literários surgirão. Gosto da ficção, fantasia e aventura porque são histórias como estas que dão origem ao futuro. Muitas das coisas que temos hoje, como celular, internet, estações espaciais e etc surgiram primeiro nas mentes de autores que ousaram colocar suas ideias no papel. O mundo sem sonhadores fica estagnado, parado no tempo, sem se desenvolver. Todas as grandes mentes dos últimos séculos foram inspirados, de uma forma ou de outra, por autores, corajosos e audazes o bastante para imortalizarem suas ideias, pensamentos e visões de mundo. Acho que o Brasil precisa muito disso. Já não vemos mais tanta inspiração quando víamos na década de oitenta e noventa. É preciso atiçar a imaginação, inspirar as jovens mentes a pensarem de forma diferente, a motivar as novas gerações a mudarem o mundo.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

R: Eu vejo com olhos muito positivos sempre que surgem mais e mais pessoas querendo escrever, expor suas ideias. Isso é muito bom, significa que temos mais pessoas interessadas na leitura também. Ninguém nasce sabendo, e ousar lançar uma obra é algo louvável. Claro, existem aqueles que são desesperadores, mas tudo é uma questão de inspiração, dedicação e trabalho duro, mas, também, de oportunidade, orientação, estudo. Acredito que ninguém queira produzir algo ruim, muito pelo contrário. Eu quando resolvi começar a escrever uma obra de ficção eu procurei estudar bastante, acho que faz parte. Como disse, sou perfeccionista e levo muito a sério tudo aquilo que faço, seja na vida profissional, pessoal e principalmente nesta nova carreira como escritor. Acho que o que mais falta para os entusiastas é orientação, cursos que possam ensinar a uma pessoa como escrever bem, como organizar as ideias e como coloca-las, da melhor forma, no papel. Claro que digo no papel como uma expressão, hoje em dia praticamente tudo vai parar no computador, mas o que quero dizer é que faltam oficinas de qualidade capazes de dar esse pontapé inicial. O ensino público não ajuda, as escolas particulares também não. A grande massa está tão presa ao televisivo que ouço muitos amigos e amigas dizendo que preferem assistir a um filme do que ler um livro. Mas nenhum leu um bom livro pelo qual se apaixonassem, pois quando isso acontece, meu amigo, isso muda tudo. Quando você encontra um livro que te prende, que te faz querer, literalmente, viver naquele universo, aí sim, nunca mais você irá deixar de ler e é uma experiência única e muito pessoal. O que precisamos é fazer com que essa experiência aconteça na juventude, pois aí mais e mais crianças desejarão ler mais e, lendo, a mente se expande e se desenvolve. Eu sou a favor de mais oportunidades, do surgimento de comunidades que possam ajudar a esses entusiastas a aperfeiçoarem a sua arte e aprimorarem suas obras. O Brasil precisa muito disso, temos muito poucos leitores em comparação com outros países. Um país que lê é um pais que cresce e se desenvolve. Estimular a leitura é algo muito importante.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

R: Sei bem como é isso. Os impostos e custos de edição encarecem muito os livros. Até mesmo o papel com o qual são feitos é importado e tudo isso impacta no custo final. Isso sem falar no retorno baixo do autor. As editoras têm muitos custos para trabalharem uma obra e fazê-la alcançar o público final, ainda mais em um país onde o número de leitores é baixo se comparado com outros mercados. Produzir algo de qualidade, num preço acessível, requer uma tiragem grande de exemplares e isso tem um custo alto. Justamente por isso que as editoras buscam obras que tenham alto potencial comercial e que possam dar um retorno satisfatório, pois elas têm que pagar impostos e manter seu pessoal. A tributação no Brasil é algo completamente surreal. Chegamos ao ponto de pagar imposto sobre imposto em alguns casos. É um jogo complicado e que requer um equilíbrio. Acho que com o crescimento dos leitores digitais, como o Kindle, Kobo, Levi, e aplicativos para tablets como o iBooks e o Kindle App permitirão que várias obras estejam disponíveis por um preço mais acessível. Outra coisa que poderia ajudar o mercado nacional é o surgimento de filmes nacionais com histórias fantásticas, bem produzidos, com alta qualidade visual e sonora, que exponham esses escritores fazendo com que mais e mais pessoas se interessem pelos livros. A maioria dos filmes nacionais são comédias ou dramas, mas nenhum de ficção ou fantasia que causem um impacto significativo. Tenho leitores que preferem livros impressos, outros que gostam mais do formato digital, pela simplicidade, facilidade e custo. Acho que isso é de cada um, eu mesmo gosto de ler no meu Kindle quando estou viajando, pelo papel eletrônico que é tão bom quanto o impresso. Minha esposa já gosta do iPad, onde ela guarda todos os seus livros preferidos. Neste caso acredito que valha aquele que lhe despertar um maior prazer e facilidade na hora de ler.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

R: Harry Potter, com certeza. Quando li o primeiro livro da serie foi por recomendação de um amigo meu que estava morando em Londres. Ele me mandou uma cópia, em inglês e adorei. Quando saiu a versão em português eu li também, e achei muito bacana. A adaptação de um texto de um idioma para outro requer certos cuidados especiais, pois são culturas diferentes. O que faz rir e chorar em inglês é diferente quando em português. Mas achei o universo de Harry Potter fantástico. Muitos tiveram o primeiro contato com esse universo rico assistindo aos filmes, mas os livros, ah, eles são fantásticos. Dão toda uma riqueza de detalhes e profundidade aos personagens, não há nada igual.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

R: Se eu estivesse na pele de Matthew, quando ele acordou no mundo místico de Lafendel, olhando para aquele céu surreal, vendo luas gigantes erguendo-se no horizonte, a emoção que sentiria em meu coração seria muito bem representada pela música The Humming, da artista Enya, álbum Dark Sky Island de 2015. A letra da música é fantástica.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

R: Um livro em específico não. Tenho vários, e cada um deles foi muito importante em vários momentos de minha vida. Ainda hoje ainda encontro alguns que me completam. Sempre busco me aperfeiçoar, sempre me tornar um ser humano melhor hoje do que fui ontem. É uma jornada pessoal minha, meu estilo de vida, ou, como meu filho mais velho diz, meu estilo ninja hehehe.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

R: No momento estou focado na conclusão do segundo livro da série Nurion Starbringer, “Jornada a Elluria”, já com mais de 80% do livro pronto. Foram três anos de pesquisa e preparação para a construção desta série que ainda irá render bons volumes. Mas tenho alguns ensaios de outras histórias que pretendo transformar em livros no futuro, dentre elas o “Devorador de Almas”, sobre um caçador de demônios que utiliza a tecnologia moderna para localizar, identificar e aprisionar entidades espirituais malignas que procuram causar mal aos seres humanos, ainda em fase de pesquisa. Além dos livros de ficção e fantasia, também escrevo muito sobre a mente humana, meditação e doutrinas mentais milenares. Meu mais recente livro, “Sintonia da Mente – Expurgando o Sofrimento e Alterando a Própria Realidade”, fala justamente sobre isso, uma visão mais científica sobre os efeitos da meditação na saúde e aprimoramento da qualidade de vida através de uma compreensão mais precisa da mente humana. É a síntese de mais de 18 anos de pesquisa a respeito da mente humana e de técnicas milenares para autocontrole e aprimoramento da mente e do espírito. Nele eu reúno doutrinas orientais que realmente causam transformações concretas no estilo de vida, formas de lidar com o estresse, irritação, e outros problemas da atualidade. Abordo a efemeridade da vida e o desapego à materialidade, sempre buscando contrastar o que prega os ensinamentos antigos com o que comprova a ciência moderna. Foi como pegar algumas de minhas palestras sobre o assunto e compilar em uma obra capaz de servir de “ponta do iceberg” para uma mudança radical de vida. Mais detalhes a respeito no meu site em www.rlgomide.com/livros/sintonia-da-mente.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

R: Sim. Acho que é importante observar as opiniões das pessoas a respeito de suas obras. Principalmente para medir se o que está sendo dito é bom, ruim, se tem embasamento ou não. Há blogs que têm pessoas muito boas de serviço e fazem um trabalho bacana e outros nem tanto. Acho importante conhecer e saber o que anda acontecendo a respeito de uma obra sua. Por exemplo, foi através de um blog que descobri que o Nurion Starbringer está sendo oferecido em livrarias na Alemanha em formato digital, coisa que eu nem tinha ideia que estava acontecendo. Ou discussões em fóruns onde leitores começam a discutir a respeito do universo que criei, com argumentos e observações incríveis, coisas que nem mesmo eu havia pensado na época. É algo que considero válido. Até mesmo as críticas, pois são elas que nos fazem crescer. Sem elas, como melhorar, não é mesmo? Mas o mais importante é a opinião dos meus leitores. Quero que sintam prazer na leitura e que isso seja uma experiência única e muito envolvente.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

R: Nunca pensei sobre isso. Sempre escrevi para pessoas que tenham um gosto parecido com o meu. Escrevo porque gosto, porque sinto prazer em fazer o que faço. Nunca imaginei, “Ah, seria legal se fulano ou beltrano lessem meu livro”. Mas se fosse para escolher alguém, seria uma honra pra mim ler algum comentário feito pela J.K.Rowling (Harry Potter) sobre um livro meu heheh. De certa forma, ela foi a grande inspiração que me motivou a iniciar minha carreira como escritor. Seria legal.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

R: Acho que cada escritor tem uma concepção própria a respeito. Para mim, minha maior alegria, é quando recebo e-mails de pessoas que leram um livro meu e que me agradecem por tê-lo escrito e que o que leram proporcionou mudanças em suas vidas. Ou quando comecei a receber e-mails de leitores dizendo que gostaram do Nurion Starbringer, e me perguntando quando sairia o próximo. Isso acontece bastante hoje em dia, e é sempre uma grande alegria.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

R: Aos leitores deixo a dica para lerem Nurion Starbringer – O Alvorecer do Mago Púrpura, tenho certeza de que vão gostar, principalmente aqueles que curtem uma boa história de magia e aventura. Li uma frase uma vez que dizia que quem não lê vive apenas uma vida, mas quem lê vive muitas vidas em uma. Um amigo recente meu comentou comigo certa vez que nunca havia lido um livro de fantasia ou ficção. Sempre leu livros técnicos. Mostrei a ele o meu livro e, mais por consideração do que por interesse acredito, comprou uma cópia do Nurion e começou a ler. Era gostoso ouvir ele falando a respeito do capítulo tal em que estava e que estava louco para chegar em casa e descobrir o que aconteceria logo em seguida. Dava para ver em seus olhos a emoção, que é justamente o que eu desejo para os meus leitores, aquela emoção de viver uma aventura envolvente e incrível. E aos que estão iniciando, perseverança, dedicação e coragem. Escrever não é fácil, requer disciplina, muita leitura, muita pesquisa, muito foco, e esforço. Tenham a certeza de que vão batalhar, mas posso lhes garantir que, pelo menos para mim, é uma experiência gratificante. Tornar o ato de escrever numa diversão ajuda bastante, pois a emoção que você sente acaba sendo transferida para o texto e ele ganha uma alma própria. A todos vocês, toda a sorte do mundo e viva a aventura.

Divulgue conosco também!

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