Roberta Souza

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Nossa… Difícil falar de mim… deixa eu tentar: Sou jornalista, geminiana, doida e santa…rs

Complicado me rotular porque em mim vive muitas mulheres, e um pouquinho de homem também… rs

Não gosto de shopping, nem de supermercado, marido vai sempre sozinho, ele adora!

Mas se você me convidar para um teatro, um cinema, ópera ou para ir a uma livraria, não penso duas vezes, já estou lá te esperando!

Amo ler, meus bichos (tenho três gatos e três cachorros), minhas plantas, minha família e meu marido, claro. Rá!

Não sou boa com nada manual… Mas adoro cozinhar e receber os amigos e casa.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Como uma boa geminiana, acumulo diversas funções profissionais e administro minha loucura de forma incansável: sou editora do site Mix Cultural; administro o Espaço do Autor Nacional no facebook; sou colunista literária do jornal Tanguá Notícias e do Blog Mapa da Cultura; revisora e copidesque de obras literárias; e jornalista responsável pela empresa Gaia Assessoria de Comunicação.

Como eu faço isso tudo? Não sei…rs

Minha inspiração para a escrita… Bom… Há mais de dez anos trabalho no mercado editorial, o meu amor por livros me levou a isso, assim comecei a fazer avaliação de obras, revisões, críticas literárias na faculdade… Então, um belo dia, criei coragem e comecei a participar de Antologias com meus escritos… Ah, sim! Meu pai era um poeta, pequena cresci às voltas com sua escrita e com seus livros, e acabou que me tornei herdeira do seu amor… Escrevi muito com e para ele.

Em 2007, após sua morte, realizei o sonho de publicar o livro dele de poesias. Foi um dos momentos mais felizes da minha vida!

Então, após voar em antologias, respirei fundo e escrevi meu primeiro livro, o Meninas de 30.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

É estar em muitos lugares ao mesmo tempo através do meu livro. É tocar os leitores, fazer algo que realmente mexa com as pessoas. É transbordar em folhas de papel…

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? 

Nunca tive. Escrevo em qualquer lugar. Meu caderninho vai comigo para onde eu for. A inspiração vem de onde menos espero, então não consigo escrever em um lugar específico.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Já escrevi muita poesia. O Meninas de 30 são contos cotidianos, e o meu novo livro, o Morgana da Figueira é algo completamente diferente de tudo que já fiz, é uma biografia espírita. Não me prendo a um gênero, passeio bem por qualquer tipo de escrita.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Bom, nasceu da famosa crise dos 30. Eu tinha 29 anos, estava me separando do meu primeiro marido, minha vida estava de cabeça para baixo e eu não sabia o que fazer. Então resolvi escrever. Marina, a personagem do meu livro, no início, é muito eu mesmo, mas, aos poucos, ela foi criando vida e se separando de mim. Os nomes chegaram junto com as histórias, e muitas amigas queridas me ajudaram também, com suas histórias, seu amor e sua atenção.

Já o livro de Figueira foi um presente! Sou umbandista e, uma das entidades do meu centro me escolheu para contar sua história. Foi uma experiência incrível e indescritível! Amei escrever a obra!

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Nenhuma. Até pensei em pesquisar em livros semelhantes e sobre o tema na época que estava escrevendo o Meninas de 30, mas preferi não o fazer. Não queria ter influências externas. Então recuei e segui em frente sem pesquisas mesmo.

O livro da Morgana já foi um pouco diferente. Para ambientar e romancear o enredo fiz algumas pesquisas de cunho histórico, sobre a época ditada, sobre os locais citados, etc.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Não. Tentei criar a minha “marca”, o meu jeito de escrever. Gosto da escrita livre e leve, como um bate-papo. Gosto de me sentir pertinho de quem lê.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Não, mas também todos eles foram publicados de forma independente… Infelizmente nós, escritores “desconhecidos” não temos muito espaço no mercado editorial.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Difícil, ingrato e duro. Poucos leitores, pouco interesse…

Entretanto, não podemos deixar de sonhar e acreditar em nosso potencial.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Escrever todos querem, né? Porém precisamos estar com a mente aberta para críticas e avaliações. Muitos escritores têm boas ideias, mas precisam de uma direção, alguém que os ajude, como um profissional que faz copidesque ou, até mesmo, um ghost writter.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Fazer um livro não é nada barato… e, em consequência, o preço final do livro acaba ficando caro… Infelizmente. É a ordem natural dos valores, não tem jeito.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Os livros da Leonel Shiriver e os da Agatha Christie, a Dama do Crime. Amo essas autoras!

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Nossa… Acho que a música do Meninas de 30 seria Pagu, da Rita Lee. E o livro da Morgana seria qualquer música da cultura cigana.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Já. Os dois primeiros livros que li, aos 11 anos, que me fizeram ver como ler é Maravilhoso! O primeiro se chama Entre a Vida e o Sonho de uma escritora chamada Maria Luíza Bombal, escrito na década de 1940. O outro se chama De Bar e Bar, de Judith Rossner, de 1975. Amo livros antigos!

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Sempre! Estou finalizando o segundo livro do Meninas de 30. Este terá como foco os homens das Meninas de 30 retratadas no primeiro livro.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Acompanho sim. Existem muitas pessoas que se intitulam blogueiros e acham que tem capacidade de criticar um livro, desculpa, não acredito que todos tenham…

Já fiz, e ainda faço, criticas literárias e nisso se vão uns bons seis anos. O blogueiro precisa ter em mente que não precisa achincalhar, nem ofender para dizer que não gostou de uma obra. Existem muitas formas sutis de mostrar isso.  Não sei se é porque, muitos são jovens demais… Mas realmente existem críticas sofríveis!

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Paulo Coelho. Adoraria saber a opinião dele sobre meus livros…

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

É ver seu livro ganhar o mundo! Receber boas críticas e bons comentários. É receber o carinho dos leitores.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Para ser um bom escritor é necessário ter humildade. Ter sabedoria para entender que não sabemos tudo e que bons profissionais podem auxiliar um escritor iniciante. Mas não tenha medo de sonhar! Nunca! Vá em frente! Publique seu livro e seja muito feliz!

2 Comentários

  1. Ah querida Janice. Você foi um presente maravilhoso que Deus me deu!
    Saudades de vc minha caboverdeana!

  2. Roberta, parabéns que vc continue sendo essa pessoa humilde, verdadeira e guerreira. Adoro o seu livro “As meninas de 30”. Até hj dou gargalhadas com as histórias que leio nela. Estou ansiosa a espera do 2rnd. Kkkkkk

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