Roberta Del Carlo

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  1. Fale-nos um pouco de você.
    Meu nome é Roberta Del Carlo, moro no extremo leste de São Paulo. Casada. E ainda não me acho uma escritora, eu digo que gosto de brincar com as palavras e dali criar um mundo novo.
  2. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?
    Tenho formação na área de saúde, porém já trabalhei em diversas funções. Agora, a inspiração sempre esteve ali do lado mesmo quando ainda não sabia bem defini-la muito bem. Ela é aquela pessoa que quando chega em sua casa, você tem que dar total atenção.
  3. Qual a melhor coisa em escrever?
    Acho que não tem, o motivo de escrever se torna algo quase que físico e mental, pois tem momentos da vida que você não está publicando nada em suas redes sociais ou está sem editora, mas não dá pra deixar de escrever. A mente de um escritor é estimulada até quando dorme (risos).
  4. Você tem um cantinho especial para escrever? (envie-nos uma foto)
    Por muito tempo escrevi na mesa da cozinha da casa dos meus pais, depois num cantinho do quarto porque tomei conta da mesinha do meu marido e nos últimos anos é que tenho um espacinho na casa mas ainda não está lá 100% então qualquer outro momento eu mostro.
  5. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?
    A minha linha é romance. Um drama que as vezes tem algumas doses de sensualidade, ou Literatura Feminina que me acolhe melhor. E, sim já me aventurei em outras áreas mas sempre com contos que são curtos e objetivos, já escrevi sobre psicopatias, casos sobrenaturais e até Infanto juvenil é aquela coisa, eu vejo um tema e bate aquela ‘inspiração’ então tenho que escreve-la e algumas já foram publicadas por algumas editoras.
  6. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?
    Normalmente, a ideia chega primeiro em seguida os personagens e os caminhos que estão ali vivenciando, e assim os nomes para depois o nome do livro. Só que tudo isso primeiro é anotado num papel ou vários papeis até o enredo ficar bem definido, claro que já aconteceu de ter momentos de estar escrevendo e ter que mudar uma coisinha ali ou outra aqui, porém, sem fugir da ideia inicial.
  7. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?
    Pesquisa é a base de tudo, mesmo que já tenha diversos livros com o mesmo tema, acho justo procurar e levar um diferencial para aquilo que quer contar. Quando escrevi Um amor de aluguel, tive que ver certos valores e lugares e a internet ajudou, claro que tem casos que o escritor precisa de um campo maior e conversar com pessoas especializadas ou ler muito sobre tal assunto mesmo que o livro só vai absolver 10 %.
  8. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?
    Não, pois cada um tem o seu modo e jeito para escrever, claro que tem aqueles que já chegaram ou se tornaram os clamados clássicos, mas ainda sim creio que não dá pra fazer o que o outro faz. Eu, acredito em bagagens literárias, isso sim inspira e auxilia muito.
  9. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?
    Dificuldade não é bem a palavra, mas já passei por algum situações vexatórias com palavras dadas por editoras. Tenho livros escritos que nunca consegui publicar, e hoje tento não deixar cair no esquecimento aqueles que já passaram por editoras.
  10. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?
    Totalmente ativo e criativo. Na verdade a internet trouxe uma rede de escritores, digo isso por conta de blogs e grupos de Fanfics e claro que por algumas influências de escritores estrangeiros que faz com que os brasileiros se arrisquem mais. Fora, as feiras de livros e a quantidade de livros nacionais, claro que temos muito pela frente, creio que são poucos que pagam suas contas com vendas de livros, mas muita está coisa mudando.
  11. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?
    Isso é complicado, pois é mexer com a liberdade de cada um, tanto aqueles que escrevem e para os que leem. O que é bom pra um pode não ser interessante para mim. Pode até ser que chegue um momento que vai ser peneirado mas sempre vai existir a dita literatura clandestina. E de uma maneira irônica de pensar, aqueles que não estão nas editoras tradicionais ou deveras conhecidas, por diversas questões já são de alguma forma “os nem tanto” (risos)
  12. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?
    É de fato, uma dor de cabeça, no tempos de hoje o livro ainda parece ser um artigo de luxo, algo que não é necessário, a dificuldade de vender um livro nacional é bem alta, mas já viu quando custa um livro acadêmico, mesmo em sebos? Em nosso atual momento de Brasil, muita coisa ainda tem que ser mudada.
  13. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?
    Eu diria que não é bem a ‘ideia’ mas sim a cabeça de criações que tinha o escritor Sidney Sheldon, pois a mistura da ficção com começo, meio e fim e a tamanha veracidade de uma pessoa que escreveu mundos que falavam sobre corrupção, sexo, fragilidades e vinganças usando um mundo inteiro como cenário, é de tirar o fôlego.
  14. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)
    Eu me divido entre o Rock e a MPB. Contudo, deixo a música que me trouxe Miguel e Vilma – personagens do meu livro Um amor de Aluguel — Garoto de Aluguel do cantor Zé Ramalho.
  15. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?
    Eu agora lembrei quando tive acesso ainda no colégio aos livros de Marion Zimmer Bradley, que escreveu Brumas de Avalon. Lembro que aquele enredo me fisgou de jeito, pois era como se mostrasse o outro lado da tão aclamada Távola Redonda e que Morgana fez e o que tinha que ser feito então é uma personagem que tive ódio e ao mesmo era complacente com suas atitudes (risos) é de fato um livro forte. Eu li os quatro livros em poucos dias. Agora, tem outros livros como da Lya Luft, Pedro Bandeira, Lygia Fagundes Teles que quando me pego lendo ou relendo, eu penso: essa frase eu queria ter escrito.
  16. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?..
    Escrevendo. Escrevendo…
  17. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?
    Acredito que a verdadeira missão dos blogueiros são mostrar aquilo que a capa e a sinopse ainda não nos pegou de jeito. É o termômetro das redes sociais.
  18. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?
    É tanta gente que nessas horas é difícil citar um nome, mas só quero ser lida, pode ser você que está lendo essa matéria aqui no blog.
  19. Qual a maior alegria para um escritor?
    Deixar os leitores felizes com a sua dedicação e ser reconhecido por isso. E quem sabe viver da escrita um dia.
  20. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.
    Para os leitores o meu eterno agradecimento, nos últimos anos venho conhecendo leitores maravilhosos, que não imaginam que uma palavra faz no coração de um escritor ainda mais para a sua imaginação, e assim continuar a tarefa que é: emocionar outras vidas. Durante essa jornada venho conhecendo fortes e lutadores escritores.
    O que posso dizer para aqueles que estão começando, é que se tem algo que queira contar então escreva e conte, pesquise, apaixone-se, não tenha medo do absoluto pois todo mundo tem o seu público, a missão é bem dura já que não tem fórmula correta, mas o espaço é para todos e quem sempre tem algo para contar, ou melhor, escrever então sempre um espaço vai ter.
    Agradeço ao blog pelo espaço e pela oportunidade de conversar com vocês.

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