Rita Pinheiro

0
852
  1. Fale-nos um pouco de você.

Sou pessoa simples, que toda conquista até hoje foi com muito esforço. Tenho muitos sonhos e acho que a vida é curta quando a gente sonha muito e insiste na teimosia de realiza-los. Acredito que a natureza nos propõe desde o nascimento, a ter um Eu Maior, no entanto, não sigo essa regra. Ainda sim acredito que, se somos feitos de tudo que existe no universo, então temos parte do poder que existe nele. Só precisamos saber disso e saber o que queremos e como queremos.

O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Sou pedagoga e trabalho oito horas por dia, o que me faz ter pouco tempo para escrever. Mas consigo ainda, escrever e fazer artesanato.

Muitas foram as inspirações para a escrita. Sempre gostei muito de ler e assistir a filmes. E quando gosto muito de um filme fico imaginando como eu o escreveria.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Posso criar mundos e personagens e fazer destes personagens porta voz do que eu acredito sem ser julgada, fazendo crer que é uma ficção.  Posso viver histórias onde eu decido o final. Viajar para universos onde ninguém pode me barrar por falta disso ou daquilo…Enfim, posso brincar de ser deus (risadas)

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? 

Tenho um ateliê onde escrevo e faço artesanato. Mas como moro em chácara, dificilmente uso a escrivaninha. Escrevo em qualquer lugar. Às vezes escrevo na varanda. Quando está muito calor, vou para debaixo de um bambuzal, onde temos uma reserva ecológica no fundo da chácara. Até na casa da árvore escrevo de vez em quando. E quando está frio, escrevo no sofá da sala enrolada em cobertor.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Na verdade, meu primeiro livro é um Romance metido a Drama, Fantasia, Ficção Científica e outros gêneros. Só não me atrai (ainda) o gênero terror.

  1. Fale-nos um pouco sobre “Enigma – Mundo Interdito”. Onde encontra inspiração para título e  nomes dos personagens?

Inicialmente o nome do livro seria Êxtase. Depois mudei para Enigma, o que combinou mais, por se tratar de um mundo enigmático.  Quanto aos personagens, usei nomes da mitologia Grega para os personagens de Enigma, por se tratar de um povo muito antigo. E os nomes da minha família para os personagens do mundo exterior porque queria nomes comuns.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Faço pesquisas desde significado de palavras até na área cientifica. As pesquisas avançam conforme a necessidade para com a história. Apesar de ser uma ficção, gosto de passar as informações corretas para que a mensagem transmitida seja séria e verdadeira.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Admiro vários autores, no entanto os que mais admiro escrevem de maneira a prolongar demais as descrições dos seus cenários. Eu dou mais ênfase ao conteúdo, propriamente dito, que aos detalhes.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Sim. Pois os valores (no Brasil) para publicar livros são altos. Mas a dificuldade foi só financeira.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Li uma reportagem da Folha de São Paulo onde alguns críticos afirmam que a literatura nacional tende a empobrecer pelo alto índice de livros “Autorreferentes” e o excesso de escrita na primeira pessoa, o que segundo eles, acaba sendo uma “autoficção” mistura da autobiografia com a ficção.

A verdade é que, mesmo quando escrevemos algo que não tem nada a ver com nossa vida, acabamos por nos retratarmos ali de alguma forma, mesmo que seja apenas em algum personagem. Ou as vezes damos a cada personagem um pouquinho da gente. O que considero natural.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Acredito que a liberdade de expressão tenha colaborado com isso. Pois as pessoas se sentem a vontade para publicar a sua ideia, por mais discutível que o tema venha a ser. E tudo tem o lado positivo e negativo.

Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Devido ao gasto elevado que o autor tem ao publicar seu livro, e a pequena porcentagem que ele tem de retorno com as vendas, se faz necessário que o livro tenha um valor mais alto.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Sem dúvida foi Harry Potter.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? 

Com certeza seria a música Monte Castelo – Legião Urbana

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Livro não, mas alguns contos de Clarice Lispector sim.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Depois da trilogia Enigma, NÃO tenho a intenção de parar, mas por enquanto, só ideias e anotações.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Acredito que as críticas são necessárias. Sei que as críticas podem me nortear em alguns aspectos, mas, jamais me fazer desistir ou desanimar da minha ideia.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Escolheria Paulo Coelho.

Um amigo me disse uma vez: Ao atirar para cima mira logo na lua, pois se errar, poderá acertar uma estrela.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Ver sua obra sendo reconhecida, principalmente em um pais onde as pessoas preferem assistir a novelas a ler um livro.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Para ser um bom escritor, você tem que ser um bom leitor. E como diria Monteiro Lobato: ”Quem mal lê, mal fala, mal ouve, mal vê.”

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here