Ricardo Oscar

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  1. Fale-nos um pouco de você.

 Não sei exatamente o que falar de mim, a princípio sou uma pessoa normal, ou seja: excêntrico, ansioso, pensador (não consigo ficar um segundo sem pensar em nada), sou um pouco de cada lugar que estive um pouco de cada texto que li, e de cada musica que ouvi, acho que não somos uma coisa só… E sim uma miscelânea de emoções, sensações, desejos e paixões…

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Sou técnico de Instrumentação industrial, especializado em metrologia e qualidade, direcionado para área do petróleo. Que recentemente desenvolveu como hobbie, escrever.

 Em suma, técnico por formação, escritor por teimosia.

Sou leitor desde que me entendo por gente, e como todo bom leitor ter um livro com o seu nome na capa tornou-se um sonho genuíno.

Eu sempre tive uma visão muito privilegiada ou muito equivocada em relação a muitos aspectos da vida, principalmente com relação a morte; eu não há temo nem muito menos a vejo como uma maldição ou tragédia, ela é mais um fenômeno da vida e baseado nesse principio tentei passar adiante (de uma forma lúdica) minha interpretação do assunto.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

LIBERDADE… Com certeza a liberdade de ser quem quiser, fazer o que quiser, ser literalmente o “dono de sua história”, além é claro de ampliar seus horizontes com pesquisas, novos conhecimentos, e conceitos. E é claro o retorno dos leitores; nossa é maravilhoso ver a reação das pessoas depois delas conhecerem minha humilde obra, é simplesmente sensacional.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? 

Na verdade tenho claro, acho que todo escritor tem seu cantinho mesmo que seja uma pequena mesinha no jardim onde caiba nada mais que seu notebook, mas nem sempre a inspiração nos encontra lá, e vc se pega escrevendo no trabalho, na rua ou em uma fila qualquer anotando em um bloquinho, eu até mesmo “escrevendo” ao gravar no celular uma ideia que lhe veio a cabeça, em fim estamos sempre trabalhando em um livro mesmo quando não estamos em nossos cantinhos escrevendo.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Ah, não tenho um gênero literário, gosto de boas historias, leio muito romance, mas adoro fantasia, ficção e etc., meu gênero é leitura boa capazes de me fazer pensar.

  1. Fale-nos um pouco sobre o livro “Buscando a morte encontrei a vida”. Onde encontra inspiração para os nomes dos personagens?

BUSCANDO A MORTE ENCONTREI A VIDA, é um breve romance de ficção falando de vida e morte com cunho espiritualizado, Não considero essa obra como autoajuda, religiosa nem doutrinária. Não tenho a pretensão de tentar influenciar nas tendências religiosas de cada leitor, é apenas uma singela produção na tentativa de transmitir outras perspectivas sobre alguns aspectos da vida… Ou da morte.

Nomear os personagens realmente não é uma tarefa fácil, mas para alguns deles usei os nomes das pessoas mais próximas a mim, e aos demais bom… Eu costumo fazer uma composição completa do personagem com características bem intimas deles, (em documento separado) dessa forma posso falar deles com mais intimidade e depois que me torno intimo deles, os nomes surgem com mais naturalidade. 

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Primeiro a imaginação nos fala, e o ambiente é criado mentalmente, em seguida leituras diversas me colocaram mais próximo do universo desejado, além do uso da internet que hj é uma porta para o mundo, junto com filmes e séries relacionadas ao tema, depois dessa salada de informações faço pesquisas mais especificas na rede para buscar fundamentos, afinal até mesmo para se escrever ficção é necessário o mínimo de veracidade nos ambientes e nos personagens para se compor a obra.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Claro, na verdade me inspiro em autores, livros, músicas, filmes, series, conversas com amigos, debates, em fim me inspiro em tudo e acho que principalmente nas pessoas, nossa maior fonte de matéria prima.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

A dificuldade existe, e de fato é enorme principalmente para autores iniciantes, mas graças ao incentivo de amigos e familiares não coloquei esse sonho impresso na gaveta e fui a luta, hj BUSCANDO A MORTE ENCONTRI A VIDA, é uma realidade, essa foi minha primeira obra de fato concluída e publicada.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Acredito que vivemos em uma geração educacionalmente falida, houve um salto de gerações brilhantes nos meios das artes e essa carência criou jovens ávidos de boas literaturas, de boa música e etc. e na ausência delas deu-se o novo caminho para novos autores, que tentam preencher essa lacuna, e por falta de referencias mais próximas (há nível de datas) bombardeiam o mercado literário com todo o tipo de textos desde blogs de fofocas até colunas tecnológicas da mais alta complexidade.

Onde estão os novos, GUIMARÃES ROSA, MONTEIRO LOBATO, MARIO DE ANDRADE, CECILIA MEIRELES, EÇA DE QUEIROS… Da atualidade?

Acredito também que a literatura em nosso país ainda é muito pouco difundida e incentivada, veja em seu bairro aponte-me quantas lan houses vc vê? Agora conte quantas bibliotecas?

Quantas lojas de jogos eletrônicos, e quantas livrarias?

Em fim hj em dia é melhor (no sentido de mais lucrativo) vender passatempos (jogos) eletrônicos do que “ganhatempos” (livros) analógicos.

O prazer momentâneo de uma mera distração fútil tem superado e muito o prazer momentâneo de uma útil obra literária.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Acredito que minha opinião sobre esse assunto foi dada na pergunta anterior, mas de qualquer forma acho ótima essa movimentação, afinal é escrevendo que aprendemos a escrever, a falar a se comunicar. Gosto de ver pessoas se arriscando, saindo de sua zona de conforto, experimentando um mundo novo, com isso só temos a ganhar com mais opções de leitura, mais escolhas, afinal quando se aumento a amostragem torna-se maior a probabilidade de extrairmos o melhor da amostra em si, quem sabe no meio desse boom não nasce um novo fenômeno da literatura nacional?

Além do mais não existem livros ruins, talvez existam livros que não agradem as grandes massas, afinal quem nunca lê não tem vantagem alguma sobre aqueles que leem livros supostamente ruins.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Acredito que é exatamente pela falta de incentivo, se existisse um estímulo maior para com a leitura, talvez tivéssemos mais leitores, com mais leitores venderiam-se mais livros com uma demanda maior, o preço da produção reduziria, transformando em um ciclo de benefícios, a equação é simples: Mais escritores, mais livrarias, mais histórias, menor preço, igual população mais culta, mais tolerante, mais educada.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Bom nesse caso é um tanto complicado porque na verdade a historia que eu gostaria de ter escrito, não é exatamente um livro, mas sou fascinado na trilogia do filme MATRIX, a ideia da historia é sensacional, enredo marcante, vilões a altura conflitos reais uma história espetacular.

Mas voltando para livros em si, gostaria muito de ter escrito O SENHOR DOS ANÉIS, J. R. R. Tolkien é simplesmente sensacional em todos os aspectos da fantasia, dês de O SILMARILON, até O RETORNO DO REI, ele foi fantástico.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? 

Sem duvida MY IMMORTAL de EVANESCENCE, inclusive é a musica do book trailer do livro.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Ao pé da letra não, mas sempre fico na lembrança o ultimo que leio e nesse caso é O ULTIMO TESTAMENTO de SAMBOURNE, existem livros que nos marcam para sempre, seja por um parágrafo ou uma frase, nesse âmbito passeio desde O ALQUIMISTA de PAULO COELHO até O CÓDIGO DA VINCI de DAN BROWN.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

A principio ainda estou curtindo essa fase pós publicação (até porque é uma fase de muito trabalho também), e além do mais acredito que BUSCANDO A MORTE ENCONTREI A VIDA, ainda esta muito presente na minha memória, e é preciso dar espaço para novas ideias, mas posso dizer uma coisa de coração, não pretendo parar de escrever nunca.

Já tenho algumas paginas escritas para um possível próximo trabalho, ainda muito cru, mas ao decorrer do tempo vamos elaborando, aprimorando e claro… Escrevendo.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Sim, tenho acompanhado assiduamente, acho de extrema importância, afinal criticas são o que movem as pessoas é sempre uma forma de se auto avaliar, ver o que esta bom e onde pode ser melhorado, isso é claro quando as criticas são de um modo geral englobando um todo, não acho muito produtivas criticas feitas por profissionais com projeções e expectativas pré-concebidas, uma obra literária é sempre uma nova oportunidade de rever velhos conceitos.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Com certeza os genuínos formadores de opinião, como Jô, Pedro Bial e Miguel Falabela, dentre muitos outros.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Fazer pensar quem é capas de pensar… E sem duvida o retorno dos leitores, cada leitor que me manda um email, eu fala comigo em algum evento revelando que minha humilde obra de certa forma mudou sua maneira de pensar ou de ver certos aspectos da vida, é uma emoção sem tamanho, obrigado a todos os meus leitores.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Só tenho a agradecer o carinho e profissionalismo da equipe do Arca Literária, e aos leitores agradeço de coração por terem conhecido um pouco melhor sobre meu trabalho, como disse o grande Monteiro Lobato, “um país é feito de homens e livros”.

E para os colegas que pretendem entrar no mundo dos livros pelo outro lado das páginas…

Primeiramente ler, lendo é possível perceber as varias maneiras e os estilos que os autores usam para se comunicar da forma escrita.

Segundo – pratique, afinal só se aprende a escrever escrevendo, escreva tudo, desde um pensamento bobo sobre fusão nuclear a uma sublime dissertação sobre como se trocar um pneu furado.

De qualquer forma se vc tem uma ideia, e conhece bem seu próprio idioma escreva, pesquise, persevere, peça opiniões sobre assuntos que vc talvez não domine, e insista.

Se vc procura por uma historia que não encontra em nenhum livro, vc tem a obrigação moral de escrevê-lo.

Obrigado,

Ricardo Oscar.

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