Regina Valverde

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Carioca, formada em Pedagogia pela UNI-RIO, concluiu sua Pós-Graduação em Psicodrama. Atuou como Consultora Comportamental e Coaching por mais de 10 anos em diversas empresas. Autodidata, trabalhou como Administradora de Empresas por 15 anos. Atualmente é diretora da empresa RValente Serviços Administrativos – Excelente RH – Talentos em Recursos Humanos.

Regina é também autora de dois livros: Despertar espiritual e Educação para a imortalidade – Uma nova visão sobre a morte, ambos publicados em 2016 pela mesma editora: Barra Livros (21) 32535099.

Membro desde 2016 da União Brasileira dos Escritores (UBE), cuja adesão ocorreu no Rio de Janeiro.

Jurada no Primeiro concurso de Poesias da editora Arte Poesia e Sarau – Florianópolis – junho de 2017.

Participou com suas poesias:

Antologia Luz, Poesia e Prosa – Ed. Sucesso – SP – 2017 – Poesia INTUIÇÃO

Coletânea Poemar e Amar – Ed. Fonte de Papel – Manaus – 2017 – Poesia MOMENTO SAGRADO

Antologia Del’Secchi – Ed. Del1Secchi – Vassouras – RJ – 2017 – Poesia MANIFESTO DE AMOR

Revista Poesia – Poesia Legal Revista – RJ – 2017 – Poesia NATUREZA MÃE GENTIL

Estará, pela Editora Autografia, na FLIP de 2017.

Está participando com seus dois livros lançados em 2016, do Prêmio Jabuti 2017.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Trabalhava como Administradora de Empresa. Uma desconpensação hormonal, com sintomas depressivos, me deixou sem condições de cumprir minhas atividades diárias. Decidi então, por recomendação médica, fazer o que eu mais gostava: escrever. Esse desejo já existia em mim desde bem pequena, então foi só canalizar o desejo e logo escrevi dois livros, indo para o terceiro. E ainda me arrisco na escrita de contos, crônicas e poesias.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Escrever é um grande desafio. Quando começo um livro, acho que sei o que quero escrever, a mensagem que quero passar, mas, quando percebo, o livro tomou um caminho próprio, horas ficando desgovernado, horas escrevendo-se sozinho. O que eu gosto mais é quando escrevo de imediato tudo que está vindo em meu pensamento, depois, vou só lapidando o texto. Escrever é um ato de rebeldia e liberdade,

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (envie-nos uma foto)

Tenho vários cantinhos especiais para escrever. O importante é estar em rodeada dos livros que estão me servindo de pesquisa e consulta. Mas minha mesinha, onde fica o computador, é o mais especial de todos. Ali, incorporo uma personagem: A Escritora. E isso me ajuda muito.

canto

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Escrevo livros de autoconhecimento, não gosto do termo auto-ajuda. Toda arte nos ensina algo, mesmo que não gostemos dela. Precisamos lê-la, apreciá-la, defendê-la ou acusá-la para, por fim, sabermos quem somos perante ela. Quando escrevo outros gêneros, aí me sinto mais livre para escrever o que me inspira na hora. Meus livros falam de fé e de espiritualidade, passando pela didática, filosofia e psicologia.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Até o momento a personagem tenho sido Eu mesma. O primeiro livro, falei da doença que me acometeu e o que vivi durante o tratamento. Resultando em um novo e diferente Despertar espiritual. O segundo, falo da vida, através de relatos vividos e questionados. Chama-se Educação para a imortalidade – uma nova visão sobre a morte. Os títulos surgem logo no início da escrita, e depois não consigo mais mudá-los.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Muito vem da minha própria experiência de vida e de quem me cerca. Outra parte vem dos livros que li e leio durante o processo de escrita. Digo que meus livros são livros vivos, pois a cada nova edição posso mudar o final deles pois todos contam sobre uma vida que ainda está sendo vivida, e, tudo pode mudar de repente.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

São muitas minhas influencias… Nossa, levaria a vida listando todos… Por que não são só autores, me inspiro com gente no dia a dia, com artistas, pintores, médicos, e… A lista é grande. Mas caminho sempre e principalmente por livros de educadores, filósofos, psicólogos, livros religiosos e também de ateus. Autores indianos, cientistas… É uma salada de influencias.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Não. Achei que teria muita dificuldade após escrever o livro e conversar com muitos autores. Mas, minha trajetória tem sido bem diferente da deles. Enviei meu original para quatro editoras inicialmente. Três delas se interessaram muito, e, me fizeram proposta. Escolhi a que senti uma empatia maior com o editor chefe.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Está crescendo, melhorando a qualidade da literatura, mais longe, muito longe ainda dos autores nacionais serem mais importantes que os estrangeiros. Esse é meu sonho. Temos muitos escritores de qualidade publicando suas obras só no Face Book.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Acredito que só escrevendo muito os escritores irão se aperfeiçoando e nos oferecendo uma qualidade melhor na literatura nacional. Não sou a favor de pessoas famosas, serem acolhidas imediatamente por editoras importantes, só porque possuem a certeza da venda do livro, baseado no sucesso do escritor, que antes, nada tinha a ver com a literatura. As editoras tinham que apostar mais em quem realmente tem talento, mesmo que seja um ilustre desconhecido.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Esse é nosso Brasil. Ninguém quer ganhar o justo ou razoável. Acho meu livro caríssimo nas livrarias, e nada posso fazer a respeito. Entendo que teve um custo, mas se cada profissional ou empresa envolvidos pudessem lucrar um pouco menos, ou dividir os lucros com percentuais mais justos, o escritor e o leitores, ficariam mais satisfeitos.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Hum… Nossa! Agora fiquei numa enrascada… Mas vou dizer um dos livros que mais me impactou, principalmente porque era muito jovem quando o li pela primeira vez e na época, não entendi nada. Nem sei se já entendo hoje. Mas ele é um desafio a cada nova leitura. A Grande Síntese, de Pietro Ubaldi.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Coração de Estudante – Milton Nascimento

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Foram dois livros: O Fluir da canção do senhor, que é uma interpretação por Sai Baba do Bhagavad-Gita, traduzido pelo Professor Hermógenes – Ed. Nova Era, e, Tao e Dharma, que fala sobre a medicina chinesa e ayurveda – Ed. Pensamento.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Estou terminando um novo livro, e quero lançar um livro de crônicas, contos e poesias, ilustrativo.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Leio somente os blogueiros que escrevem muito bem, e que estão sempre escrevendo.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Sem ser piegas, mas correndo esse risco, meus livros são para todos. Admiro as pessoas como um todo. “Cada um tem seu mistério, sua ilusão”, é o que diz a música. Mas o Papa e o Pedro Bial, eu ficaria muito feliz.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Ser reconhecido por sua literatura, e viver dela.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Não desistam. Perseverem. Leiam muito e de tudo. Não escolham todos os livros que vão ler, deixem que alguns livros escolham você. Ande pelas prateleiras das livrarias, sebos, feiras de livros, e veja qual livro chama sua atenção, mesmo que você não faça a menor ideia sobre o assunto. Não troque nenhum livro que ganhar, leia. Se o livro estiver difícil de ser lido ou entendido, deixe passar alguns meses ou anos, e tente novamente. Cada livro nos ensina algo, e vem parar em nossas mãos, não pelo acaso. Acasos não existem.

Muito obrigada pela oportunidade de deixar registrado um pouco do que sinto e penso.

Namastê.

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