Raquel Pagno

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  1. Fale-nos um pouco de você.

R: Meu nome é Raquel Pagno (de verdade, não é um pseudônimo), moro em Lages/SC e sempre quis ser escritora. Publiquei meu primeiro conto em 2010 numa antologia chamada Tratado Secreto de Magia. Em 2011, publiquei meu primeiro livro “Rubi de Sangue”, em Portugal. Nunca mais parei de escrever, acumulando oito romances publicados e algumas dezenas de contos (perdi as contas faz um tempinho).

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

R: Trabalho como desenhista de projetos, na área de engenharia civil e cartografia. Sempre gostei de ler, logo, daí surgiu a vontade de também escrever.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

R: O retorno que recebo dos leitores.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (envie-nos uma foto)

R: Eu escrevo em qualquer lugar, sempre que sobra um tempinho. Levo sempre papel e caneta pra onde vou. Em casa, não tenho um lugar específico.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

R: Escrevo muita coisa. Já escrevi terror, romance, comédia, suspense… Não consigo me prender em um só gênero.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

R: Meus personagens costumam surgir já com nomes. Eles nascem tanto com nomes como com personalidades próprias. Já os títulos dos livros (Seablue, Legado de Sangue, Senhores dos Sonhos, Herdeiro da Névoa, O Voo da Fênix, 2020 – A Revelação, Ahmed Mir – O Príncipe do Egito e O Autor), às vezes vêm a mim logo no início do processo de escrita, e em outras, só no término. Mas tudo flui de maneira bem natural.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

R: Depende bastante do tipo de livro. Por exemplo, histórias de época ou as que se passam em lugares que não conheço precisam de muito mais pesquisas. Geralmente recorro à internet e leio livros que se passem na época/ambiente pretendido. Guias de viagem e diários também ajudam muito. Outra coisa que gosto de fazer é conversar com pessoas que moram em outras cidades e países, o que é bem útil na construção dos cenários e aumenta a verossimilhança da escrita em relação a emoções e sensações.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

R: Com certeza, muitos autores. Acredito que a gente carrega um pouquinho de tudo o que lê, não há como não “adquirir” alguns traços dos autores que leio, principalmente dos que mais gosto.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

R: A dificuldade seria encontrar editoras grandes, mas estou relativamente satisfeita com as que trabalho/trabalhei. Não publiquei ainda Ahmed Mir – o Príncipe do Egito (optei por colocar no Clube dos Autores) e ainda tenho algumas obras na gaveta, mas pretendo publicar no futuro.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

R: O público leitor está crescendo, ao passo que os autores têm melhorado muito, sempre buscando se aperfeiçoar e aprender cada vez mais. Claro que o preconceito ainda existe, mas acredito num futuro promissor para a literatura brasileira.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

R: Normal. Há livros em todos os países e de todos os gêneros que são bons, não muito bons ou ruins, não é uma exclusividade do Brasil. É mais perceptível agora por que os métodos de auto publicação estão mais acessíveis, coisa que já acontecia antes nos outros países antes.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

R: Não acho que os preços dos livros nacionais sejam elevados. Vejo muitas promoções de livros por dez, vinte reais, por exemplo. O problema é que as pessoas preferem gastar seus dez reais em literatura estrangeira por puro preconceito. Dá a impressão de que pensam assim: “ah, vou gastar com um amador, quando posso gastar com um profissional?”. Acho ridículo.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

R: Meu Deus, são tantos! Vou citar o meu livro preferido: O Jogo do Anjo.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Há algumas músicas que eu ouvia sempre enquanto escrevia alguns livros. A outros, não associo nenhuma trilha sonora. São os seguintes:

  • Bee Gees – Wish You Were Here  (O Voo da Fênix)
  • Robin Thicke – Lost Without You (Seablue)
  • Dissidenten – Fata Morgana (Ahmed Mir – O Príncipe do Egito)
  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

R: O primeiro que li, uma antologia poética chamada “Tempo de Tentação” de Sue P. Prank.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

R: Este ano será lançado O Autor! O livro conta com uma superprodução da editora Fonzie, incluindo ilustração exclusiva de capa. Considero esse o meu melhor trabalho, e o mais indo de todos, até agora.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

R: Raras vezes acompanho, em geral, olho somente quando me avisam que saiu algo interessante, ou quando sai resenha/divulgação das minhas obras. Não me sobra muito tempo para visitar os blogs, infelizmente. Ou acompanho os blogs, ou escrevo. Ou seja, não é uma escolha.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

R: A minha leitora número 1 Verônica Torres Luize! Além de ser fotógrafa, futura jornalista e escritora, é alguém que eu admiro bastante.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

R: Ser lido. Independente de o leitor gostar ou não. Se alguém tirou um tempo pra ler meu livro já fico bem feliz.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

R: Leitores, conheçam a literatura nacional de forma abrangente, deem chance para gêneros e escritores variados e não se deixem abater por algo ruim que tenham lido. Há muito escritor bom nesse país.

Para quem quer escrever a dica é estudar muito, estudar sempre e não desistir nunca.

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