Rainha de Copas – Collen Oakes

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Sinopse: Nem todo conto de fadas tem um final feliz. Esta é a história de uma princesa que se tornou uma vilã. A traição de um pai. Um Reino com um segredo obscuro. Uma princesa lentamente se desfazendo.
Como princesa de um Palácio no País das Maravilhas e futura Rainha de Copas, os dias de Dinah são uma monotonia sem fim de chás, tortas e uma série de humilhações cruéis nas mãos de seu pai, o Rei de Copas. O momento mais aguardado de seus dias é quando é visitada por Wardley, seu melhor amigo de infância, e futuro Cavaleiro de Copas – e o amor de sua vida.
Quando um fascinante estranho chega ao Palácio, Dinah observa como tudo o que ela sempre quis ameaça ruir. Conforme a coroação de Dinah se aproxima, uma sequência de eventos suspeitos e sangrentos sugere que há algo errado acontecendo nos extravagantes salões do País das Maravilhas. Cabe a Dinha desvendar os mistérios que se escondem dentro e fora do Palácio antes que ela perca a cabeça para o inimigo sagaz e sem rosto.
Metade fantasia épica, metade conto de fadas distorcido, esta deslumbrante saga terá leitores vibrando com a natureza furiosa de Dinah e o devastar de sua ira no País das Maravilhas.
Personagens conhecidos como o gato Cheshire, o Coelho Branco e o Chapeleiro Maluco fazem parte da narrativa que encantará os leitores com uma nova perspectiva do País das Maravilhas, criado por Lewis Carroll.


Resenha: Cá estou eu trazendo mais uma resenha… Mas primeiro, um pedido de desculpa a Editora e ao Arca Literária, pois devido ao meu escasso tempo para dedicar ao blog acabei por atrasar e muito esta resenha e eu sinto muitíssimo!

 Dinah é a futura Rainha de Copas. Ao chegar aos dezoito anos a jovem seria coroada, mas algo (ou seria alguém?) vem fazendo de tudo para desestabilizá-la ou para evitar que a jovem chegue a seu lugar de direito. Talvez fosse apenas impressão, mas quando tudo conspira contra…  Quando seu pai a detesta, quando a presença de sua irmã é insuportável e há menos de cinco pessoas em que ela pode confiar, tudo pode ser suspeito.

Além do mais, quanto mais se aproxima do dia da coroação, mais incidentes suspeitos acontecem e a jovem princesa descobrirá os segredos mais negros do coração do País das Maravilhas e do Rei de Copas, decisões deverão ser tomadas e talvez seja um caminho sem volta… Afinal, está é a história de uma princesa que virou vilã.

 Alice no País das Maravilhas sempre foi uma das histórias que mais gostei e ler adaptações dos clássicos é um prazer que não me nego. Principalmente quando o foco deixa de ser a previsível protagonista e passa a ser a vilã. Neste livro conhecemos uma escrita épica que nos leva a conhecer os antecedentes da história que conhecemos.

Dinah é jovem sensível, mas diante de todas as humilhações vividas desenvolveu uma barreira que a protege ou ao menos minimiza dos danos, fazendo-a parecer dura. Ela sente que só pode confiar em seus criados de quarto e em Charles, mas este não pode ajuda-la contra o pai. O Rei de Copas é um homem cruel, mas ao mesmo tempo em que precisa reafirmar seu poder e controle sobre tudo, seus súditos o adoram (ou será temem?), um dos seus hábitos mais comuns é mostrar a filha, Dinah, o quanto ela é insignificante para ele. Vittiore é um enigma, sua doçura e gentileza é tão oposta a Dinah que não sabemos qual o papel dela na história. Outros personagens aparecem e sua versão é diferenciada, mas isso os torna mais interessantes, há aquela busca por descobrir quem são no original, “eu conheço isso… será que ele é tal personagem?”

Falando em enigmas, a maior impressão que tive ao ler a história foi de que ela é introdutória a série, uma espécie de prólogo para nos introduzir ao verdadeiro problema que virá no próximo volume da série, visto que cada acontecimento traz mais perguntas que respostas.

Então, a narrativa em terceira pessoa da Oakes traz a fantasia sonhada por Carroll e a torna mais “real” ao ser escrita como uma fantasia épica, mas o ponto de vista é sempre o de Dinah. A caracterização dos personagens é forte e marcante, não há características fracas. Dinah às vezes era rápida ao resolver os enigmas que surgiam a sua frente, mas muitas vezes não descobria algo que parecia básico ou nítido aos meus olhos.

Além disso, outro ponto que me incomodou foi a inserção do romance neste primeiro livro, pois ele não em convenceu. Acho que se a autora tivesse focado no desenrolar de alguns problemas ao invés do romance, o desenrolar da história teria uma atração maior.

Mesmo assim, ver essa versão da Rainha de Copas é interessante, pois ninguém vira um vilão sem motivo (eu acho), então ver o que aconteceu a Rainha para torná-la uma impiedosa vilã é muito instigante. Espero que a Editora lance em breve o segundo volume da saga e indico a todos que gostam de uma boa fantasia. Só se lembre que é uma introdução a uma trama que promete muito!

Resenha de Anna Gabriella, resenhista do Arca Literária e do Letras & Versos

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