Quando perdemos a Juventude?

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Quando perdermos a juventude?

 

 

Há uns trinta anos, pelo menos, quando não existiam internet, vídeos games e outras tecnologias que hoje fazem parte das nossas vidas, tudo corria devagar.

Ser jovem era ouvir músicas (rock, de preferência), sair para passear em parques e praças com a namorada ou paquera, se encontrar com os amigos, jogar conversa fora enquanto tomava uma cerveja gelada(grade e não caixinha). A vida passava mais devagar e era evidente que havia um aproveitamento maior do tempo.

Em algum momento dos anos 90 as coisas começaram a mudar e aparentemente o tempo começou a correr. Tudo ficou mais rápido.

Com o advento da tecnologia, até mesmo no trabalho o tempo começou a fluir mais intenso e em uma velocidade maior.

As pessoas começaram a tomar conhecimento das coisas que aconteciam de forma global, não só na cidade onde morava, mas agora tudo o que acontecia no mundo era notícia e todos se juntavam para ver quem sabia mais.

Deixamos de prestar atenção em nossas vidas.

A vida dos outros passou a ser mais interessante. E com isso conhecemos as redes sociais. Se encontrar para conversar está ficando mais raro. Ficar jovem está ficando mais difícil.

O tempo está correndo e quando paramos para pensar, 20 anos se passaram. E aí fica a pergunta, para onde foi minha juventude?

Faculdade, pós, concursos, trabalho, redes sociais, tecnologia. Não há mais tempo para nada, talvez até para constituir família.

Somos preparados para o mundo, mas não somos preparados para envelhecer, curtir a vida, sentir os prazeres da vida. Há muitas cobranças, de todos os setores.

Eu vivi a transição de um passado mais lento, onde se aproveitava mais, para um tempo onde 24 horas é pouco. Dorme-se pouco, vive-se mais, no entanto, esse vive-se mais muitas vezes não é com saúde ou como gostaríamos que fosse.

Precisamos… não! Necessitamos de um tempo melhor, com mais qualidade. É preciso que não percamos a juventude. Mas se ela se for, que ao menos tenhamos maturidade suficiente para encarar a vida de frente e compensar mais tarde.

Dê-se um tempo. Curta vida. A juventude passa e o arrependimento de não ter feito o que queria chega com força.

Antonio Henrique Fernandes neto

Colunista

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