“Por os pingos nos Is: O Contexto”

“Por os pingos nos Is: O Contexto”

                “Por os pingos nos Is: O Contexto”

Já ouviu a expressão popular: “por os pingos nos is”?

Certamente que sim. Muitos inclusive, assim como eu, a empregam largamente.

  • Por os pingos nos Is é resolver uma situação, esclarecer algo.

Saberia afirmar, porém, em que contexto essa expressão foi elevada ao grau de ditado popular?

fare trading sui btp Pois bem: eu também não sabia então fui pesquisar!

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demo binary trading “A adição do ponto sobre a letra “i” data do século XVI. Quando os caracteres góticos foram adaptados, dois “is” juntos (ii) eram confundidos com a letra “u”. Para acabarem com o problema, as pessoas passaram a acrescentar o acento gráfico til (~), o apóstrofo e outros sinais, até que esses acentos se transformaram em pontos simples a partir do começo do século XVI. A prática não foi muito bem aceita por alguns copistas da época, por isso a expressão “colocar o pingo no i” significa resolver alguma coisa.”. (a fonte constará ao final da coluna).

where can i buy premarin Esclarecido isso, eu escrevi uma palavra lá em cima um tanto diferente… Percebeu? Contexto. O contexto é a origem ou situação específica em que algo foi dito pela primeira vez. A expressão “por os pingos nos is”, por exemplo, tem um contexto bem longinquo, no século XVI.

  • Contexto é a relação entre o texto e a situação em que ele ocorre dentro do texto. É o conjunto de circunstâncias em que se produz a mensagem que se deseja emitir- lugar e tempo, cultura do emissor e do receptor, etc. – e que permitem sua correta compreensão. Também corresponde onde é escrita a palavra, isto é, a oração onde ela se encontra.

http www bdswiss com Quando eu escrevi a frase na imagem acima “A finalidade da literatura é elevar a cultura e não tornar alguém popular” foi um mero desabafo a uma situação singular, ou melhor, dizendo esse era o contexto: a cobrança que as redes sociais imputam ao autor em estar sempre em evidência, comentando ,polemizando e/ou divulgando sua imagem.

binaire opties nederland Vivemos um contexto social em que o foco é o cultuar a própria imagem e com o autor não tem sido diferente.

binära optioner  São inúmeras redes sociais, perfis variados, canais literários. Inclusive autores hoje escrevem 50% do tempo e outro 50% do tempo usam para se autopromover. E isso independe de ser autor independente ou por editora. No último caso, é a editora que se encarrega de promover o autor. Logicamente quem ter maior trabalho para divulgar a si mesmo é o autor independente.

binaire opties markt O autor, antigamente, possúia um perfil próprio daquela época: era um ser excessivamente observador das relações humanas, detalhidas, algo apático e calado- como falar com alguém e ainda poder ouvir sua mente fervilhando em ideias?

Get Tastylia (Tadalafil Oral Strips) to buy Atualmente, porém, esse perfil do escritor tornou-se tão obsoleto quanto procurar verbete numa enciclopédia física.

broker autorizzati opzioni binarie Entretanto, na era da comunicação e num contexto que permeia a busca por liberdade das minorias, é interessante observar que aquele que possua um perfil diferente do que a maioria julgue correta sofre a mesma discriminação a que dizem combater.

http://www.ommenlinea.org/?strava=demo-trading-online&e60=57 demo trading online Isso sim é uma Ironia Machadiana, não?

binäre optionen was sind Fico imaginando se o jeito taciturno do autor Machado de Assis hoje teria vez e se alguém teria ao menos lido um único livro desse autor.

Tastylia online without prescription Uma das suas características em seus livros-a ironia- só é bem compreendida a quem se ater ao contexto da época:

موقع رسائل الماجستير والدكتوراه “Os críticos notam que a ironia é uma das características mais atraentes e refinadas na obra machadiana. Em certas situações, sua ironia alcança o humor, mas na maioria das vezes, por ser intelectual, só é percebida a leitores que sabem sobre alguns temas com que ele faz intertextualidade. Sua ironia é a arma mais corrosiva da crítica dos comportamentos, dos costumes e das estruturas sociais (https://pt.wikipedia.org/wiki/Estilo_de_Machado_de_Assis).

option online binär Ao escrever a frase de minha autoria eu estava questionando o fato da literatura estar sendo utilizada como um meio para atingir a um fim: divulgar o autor.

trading opzioni binarie rischi A literatura é hoje um subproduto da imagem do autor, que vende a si próprio em primeiro lugar.

forex charts  Pouco se questiona a mensagem que a obra deseja transmitir para o leitor. Ainda que esteja em busca de entretenimento apenas, o leitor deseja encontrar num livro é algo que possa apreender enquanto informação e que possa vir a ser útil para ele algum dia, tornando assim  a leitura seja memorável.

 Pode ser algo bem simples como uma frase de um personagem que se utilize de ironia machadiana para destilar uma critica social, por exemplo. OU uma relação entre ETS e seres humanos que traga ao leitor algum questionamento interno sobre o que esperar do futuro.

 A literatura não pode perder esse caráter social e transformador e não ficar relegado ao plano de produto do meio.

Numa conversa numa rede social um autor disse para mim que “Livro não precisa ter mensagem-o que deve ter mensagem é livro didático”.

E fiquei tão sensibilizada com tal afirmação que escrevi a frase:

  • “A finalidade da literatura é elevar a cultura e não tornar alguém popular”.

Ironia à parte, eu busquei justamente uma rede social para colocar esse desabafo.

Para chamar ainda mais atenção eu usei do meu smatphone (tecnologia mais uma vez a serviço da literatura) e um recurso virtual para escolher um fundo roxo para a frase.

E a publiquei em meu perfil pessoal.

Detalhe: não pus em meu perfil escritor, mais frequentado pelos colegas das letras. Não! Coloquei no perfil pessoal, ao lado de fotos de gatinhos fofos e vídeos engraçados.

Nunca recebi tantos comentários em respostas!

 Comentários de (apenas) leitores, escritores, pessoas comuns que não tem o hábito de ler e também não são leitores e até de ex-leitores… Aqueles que revoltados com o rumo que a literatura atual vem assumindo com os tempos, tanto internacional quanto nacional, preferiu deixar de ler porque só encontra entretenimento e como tal, existem outras formas menos dispendiosas-comprar livros ainda é muito caro nesse país-ou rápidas de obter entretenimento que parar por algumas horas diante de um livro digital ou físico.

Com essa frase simples que mexeu com a rede social, eu consegui discutir literatura, sem ficar fazendo propaganda de livro, sem falar de modismos, sem me colocar como alvo de propaganda!

E falando de literatura, alcancei leitores fiéis que chegaram ao final desse texto querendo saber como é “Por os pingos nos is”:

Afinal, para quê fazer literatura hoje?

Deixe seu cometário e entre você também nessa discussão!

Até a próxima coluna!

Fonte: Qual a origem da expressão” Por os pingos nos is:

https://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20070403072131AA3gIuZ

 

 

 

 

 

 

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