Pecar e Perdoar – Leandro Karnal

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Alguns livros nos chamam atenção pelo título. Alguns outros pela capa e há os que nos interessam pelo autor. “Pecar e Perdoar – Deus e o homem na historia” atraiu-me pelas três coisas mencionadas anteriormente.  Depois de tentar adquiri-lo durante alguns meses sem sucesso, finalmente pude compra-lo. A obra saiu pela Editora Harper Collins Brasil em 2015. Tem 204 páginas e a autoria do professor Leandro Karnal.

A experiência humana recebe fortes influências dos preceitos religiosos. Independente de crenças ou não crenças, somos todos em algum momento, movidos, influenciados por alguma exortação, algum ensinamento, alguma regra extraída das Escrituras Sagradas. Três grandes vertentes da fé (judaísmo, cristianismo e islamismo) embasam quase todo comportamento moderno.

De forma lúcida, coerente, inteligente, com pitadas de humor e linguagem acessível, características marcantes das palestras e livros do autor, Karnal se utiliza de textos e personagens bíblicos, acessando alguns outros personagens e fatos da historia para falar sobre os sete pecados capitais e a experiência humana do desvio da norma e do restabelecimento da confiança.

Nos nove capítulos presentes no livro veremos discussões tais como: os atributos divinos de justiça e misericórdia; perdão e misericórdia devem sobrepujar a regra; regras inseridas num contexto histórico e ausência de verdades atemporais; o controle do corpo; a consciência do erro é a condição do perdão; existe pecado grande e pecado pequeno, e automaticamente perdão na mesma proporção?. Na parte final Karnal traz uma reflexão extremamente interessante sobre amor e perdão, trazendo como um das ilustrações um caso particular seu.

No início o escritor fala da sua dificuldade em aceitar o desafio de produzir a obra pelo fato de não ser uma pessoa religiosa. Acredito que exatamente por isso foi capaz de realizar algo tão imparcial, sem ofender nem agredir a fé, ou a ausência dela.  É possível que os radicais “demonizem” este livro. Perderão a chance de serem confrontados com as suas “verdades”.

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