Paula Vinagre

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  1. Fale-nos um pouco de você? 

Sou advogada, mas desde muito cedo me dediquei à carreira de escritora. Em 1985, participei da antologia “Escritores Brasileiros” com minha poesia “E esse amor que não passa”, publicada pela Crisalis Editora. Lancei dois livros infantis: “O Mucongo do Campo de São Bento” e “O Menino que Sonhava com a Amazônia” em 2001 e em 2009, respectivamente, pela Editora Muiraquitã. Ambos os livros falam sobre a preservação do meio-ambiente de uma forma lúdica, para criança aprender brincando. Em 2017, publiquei meu primeiro romance “Espelho da Alma”, lançado na Bienal do Livro do Rio de Janeiro. “Espelho da Alma” é um thriller que o leitor prende sua atenção do princípio ao final da leitura. Um livro com personagens envolventes que a cada capítulo revelam suas verdadeiras personalidades. Dividido em duas histórias, repletas de reviravoltas , os dois enredos tem em comum um espelho, que desnuda a alma humana. Através dele, o ser humano mostra seus medos, fraquezas, desejos, inseguranças. No final, as duas histórias se entrelaçam num desfecho emocionante.

Em 2018, participei da antologia “3:33 – a Hora do Demônio“, com meu conto “Nas teias da escuridão” pela Arca Literária, Editora Rico.

2. O que você fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para escrita?

Como disse na pergunta anterior, sou advogada, mas me dedico a carreira de escritora há muitos anos. A minha inspiração é aleatória. Pode vir de um sonho; uma paisagem que acho interessante; um rosto expressivo.

3. Qual a melhor coisa em escrever?

Dar vida aos personagens, passar uma mensagem para o leitor.

4. Você tem um cantinho especial para escrever? (Envia-nos uma foto)

Não, escrevo em qualquer lugar, quando tenho inspiração. Pode ser um local barulhento, não tem problema. Eu me desconecto e faço uma imersão na escrita.

5. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

O meu gênero literário preferido é suspense, mas sou versátil. Escrevo o que me inspira. Estou pretendendo publicar um livro de contos com vários gêneros: humor, drama, suspense, terror, aventura. Um livro para todos os gostos.

6.Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Meus dois livros infantis: “O Mucongo do Campo de São Bento” e “O Menino que Sonhava com a Amazônia”, abordam a questão do meio ambiente, como é importante preservar a fauna e a flora. O primeiro, fala sobre Niterói, que é a cidade onde vivo. O segundo descreve de forma criativa a maior floresta tropical do mundo: a Floresta Amazônica. “Mucongo” é como se chama o bichinho que o leitor entenderá o motivo do nome, conforme for iniciando a leitura. Em “Espelho da Alma” (um livro de suspense), o personagem principal é o espelho, que funciona como um alter ego. Através dele, o ser humano colocará para fora seus desejos mais secretos.

7. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Se houver possibilidade vou até o lugar onde se passa o livro, como foi no caso de “Espelho da Alma”. Caso não haja essa possibilidade, pesquiso pela internet. O trabalho de pesquisa é muito importante para dar veracidade ao livro.

8. Você se inspira em algum autor ou livro para escrever?

Minha inspiração é aleatória. Gosto muito da forma como alguns autores escrevem, como Rafael Montes e Helena Jobim.

9. VocÊ já teve dificuldade de publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Sim. O mercado editorial é muito fechado. Os novos autores, como eu, sentem dificuldades nas publicações.

10. O que você acha do novo cenário da leitura nacional?

Está bem diversificado. O que e um ponto positivo.

11. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Os autores devem tomar cuidado com suas publicações. Fazer um trabalho de pesquisa e revisão antes de editar o livro. Contudo, considero superimportante abrir espaço para novos autores.

12. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Os livros deveriam ser mais acessíveis para o leitor. Perdemos público, devido ao valor elevado de um livro.

13. Qual livro você falaria: “queria ter tido essa ideia”?

“Trilogia do Assombro”, de Helena Jobim.

14. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da música + cantor)

Para o livro “Espelho da Alma”, escolheria “Halo” da Beyoncé. Para os livros infantis alguma música da Bia Bedran.

15. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro da sua vida”?

“Os Parasitas” de Daphne Du Maurier. Sem dúvida este livro contribuiu para eu querer seguir a carreira literária.

16. Você tem novo projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Irei participar da FLINIT, um grande evento cultural em Niterói, no mês de novembro. Estou escrevendo meu segundo romance, uma coletânea de contos, que abrange vários gêneros: humor, drama, romance e aventura.

17. Você acompanha as críticas feitas por blogueiras nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Acompanho e considero importante, porque é mais um veículo de comunicação para ficarmos antenados a respeito de divulgações, tendências literárias, eventos culturais, etc.

18. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que adimire), quem seria?

Raphael Montes.

19. Qual a maior alegria para um escritor?

Sem dúvida, o reconhecimento dos leitores.

20. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Parece clichê, mas é verdade: não desistam de seus sonhos! Termino com a citação de Brecht: “Se vocês estão vivos jamais digam “nunca”. O que é certo não é certo. As coisas não ficarão como estão e o nunca, torna-se antes de findar o dia”.

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