Patricia Fonseca

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Olá, pessoal! Meu nome é Patrícia da Fonseca, tenho 46 anos e moro em Porto Alegre. Sou graduada em Turismo, mas meu ganha pão vem do serviço público. Em novembro de 2016 lancei meu primeiro livro, A Casa da Frente.

  1. O que fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Eu escrevo desde que aprendi a ler, ou seja, há 40 anos. Faço alguns freelas relacionados à produção de conteúdo e nas horas vagas eu escrevo minhas próprias histórias. A inspiração para escrever vem de todos os lugares. De uma conversa no ônibus, de diálogos de filmes, por aí vai.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Escrever é minha válvula de escape. Adoro construir personagens e lugares. Me sinto poderosa! Meus cenários geralmente são cidades pequenas do interior onde tenho liberdade para criar o que eu bem entender.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (envie-nos uma foto)

Não tenho exatamente um cantinho. Instalo meu note na mesa da sala e escrevo com todo mundo em volta, TV ligada, pessoas falando. Parece estranho, mas eu consigo manter o foco.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Por algum tempo escrevi textos eróticos e alguns tiveram ótima aceitação. Depois comecei a achar cansativo e parti para outro gênero que gosto muito, o suspense. A Casa da Frente tem alguma pitada erótica (o tema é troca de casais), mas possui passagens que considero bem engraçadas.

  1. Fale-nos um pouco sobre seus livros? Onde encontra inspiração para título e nomes das personagens?

Gosto de ambientar meus romances em cidades pequenas. A trama de A Casa da Frente, por exemplo, ocorre em um condomínio de alto padrão. Tento fazer textos diretos e leves, sem muita embromação. Não sou detalhista ao extremo, acho que isso cansa o leitor e pode fazer com que ele se perca no meio da leitura. Para criar títulos eu sofro um pouco. Levo dias me debatendo, procurando algo bem impactante. Já os nomes dos personagens têm que ser especiais. Não gosto de nomes estrangeiros nas minhas histórias, a não ser que a trama exija.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

A pesquisa é o Google mesmo. Houve uma vez que escrevi uma história de reis e rainhas e pesquisei como era a vida medieval, o interior dos castelos, costumes, etc. Eu e o Google somos íntimos amigos!

  1. Você se inspira em algum autor ou livro para escrever?

Gosto muito da Marion Zimmer Bradley, autora de As Brumas de Avalon. Os livros dela são histórias fantásticas bem elaboradas e que não cansam o leitor. Já me apaixonei por vários personagens que a autora criou, alguns são simplesmente inesquecíveis. Sidney Sheldon também é um dos meus favoritos pela sua escrita ágil e histórias bem construídas.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Em 2014 assinei contrato com uma editora, investi uma quantia para a publicação e os donos sumiram. Eu e vários autores saímos no prejuízo. Em 2015 consegui outra editora, mas no meio da produção do livro atritos internos também impediram a publicação de outro título. Em 2016, já como escritora independente, consegui lançar A Casa da Frente em parceria com a Agência Literária AZO.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Acho ótimo ver novos autores produzindo obras. Tem muita coisa boa sendo publicada, porém, como está mais fácil lançar livros hoje em dia, a qualidade, em alguns casos, também deixa muito a desejar.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores. O que você acha sobre este boom?

A Amazon facilitou a vida de muitos escritores que não conseguem seu lugar ao sol. Esta facilidade faz com que os autores publiquem suas histórias sem ao menos um leitor beta ou revisão, duas coisas que considero muito importante para a qualidade de um livro. É legal ver novos escritores surgindo, mas também é preciso ter um pouco de noção para que não sejam publicadas obras “desesperadoras”, tanto da parte de quem escreve como de quem edita.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Gostaria que fosse menos, viu? Nesta crise que atravessamos, comprar livros (nacionais ou não) pode comprometer o orçamento.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

As Brumas de Avalon. Meu livro perfeito. Já li e reli umas sete vezes e sempre termino às lágrimas.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da música + cantor)

Trilha sonora para A Casa da Frente? Nunca pensei nisto, mas teria que ser algo bem instigante. E sedutor.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro da sua vida”?

As Brumas de Avalon sempre! Meu livro top!

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Tenho várias histórias guardadinhas no meu pen drive, prontas já. Vai depender do andamento de A Casa da Frente. Tudo dando certo, já tenho outro livro estourando. O título é bem sugestivo: Nós queremos transar com você. Parece erótico, mas é uma comédia.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Gosto de ler resenhas e acho importante, tanto quanto leitora como escritora. É um trabalho admirável.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Gostaria que meu pai estivesse vivo para poder ver A Casa da Frente materializada. Ele faleceu há 18 anos e jamais imaginou que teria uma filha escritora. Acho que ficaria bem orgulhoso.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

A maior alegria é um leitor chegar pra ti e dizer que adorou teu livro! Isto é o máximo. Tenho vários textos postados no Wattpad e lá a interação com os leitores é incrível. Gosto de me sentir próxima dos meus leitorinhos. São eles que me levam para frente. 

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Leitorinhos, espero que vocês tenham curtido minha entrevista e convido vocês a conhecerem meu site http://patriciadafonseca.azo.com.vc/ e meu blog http://patistories.blogspot.com.br/, este último posto minhas loucuras textuais. Aos futuros escritores desejo sucesso, persistência e humildade. O caminho é árduo, já me rendeu lágrimas, mas não dá para desistir. Escrevam sempre, leiam muito, confiram os trabalhos de outros autores. Quem tiver condições de fazer um curso relacionado à escrita, faça! Prestigie sempre os autores nacionais.

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