P. M. Mariano

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Resp: Sou paulista, nasci em 03/10/1960 e aos dez anos me mudei definitivo para o Rio de Janeiro, onde moro até hoje. Então, sou carioca de coração. Sou formada em Enfermagem e exerci minha profissão até pouco tempo atrás, mas a minha vida é escrever, o que faço desde  os meus dez anos. Tenho três livros publicados e alguns no Amazon e Wattpad.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Resp: Como havia dito, sou Enfermeira.  Não sei lhe dizer isto, pois desde que me entendo por gente, já contava histórias aos meus brinquedos. Mais tarde, já alfabetizada, fazia cineminha aos meus amigos de foguetos com histórias mirabolantes e cobrava sempre um doce (rsrsrsrsrsrs). Tinha uma imaginação bem fértil. O meu primeiro livro foi aos dez anos, recriando uma história que vi em um filme, acrescentando algumas ideias só minhas.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Resp: Liberdade, emoção e milhões de outros sentimentos.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? 

Resp: Sim, um canto em meu quarto. Meu santuário!

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Resp: Sempre escrevi ficção/fantasia. Em 2011 iniciei o meu primeiro romance/drama.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

Resp: Em relação à fantasia, tenho vários. Alguns publicados e outros, ainda, engavetado. No total são cinco livros publicados em editoras, Amazon e Wattpad. São eles: A luz e a Escuridão (Amazon e Wattpad); Rino, o guerreiro alado (Amazon e Editora Biblioteca 24×7); Um Mistério na Serra do Mar (Amazon); Lolita (conto no Amazon); Uma Lágrima pela vida (Amazon).

Em 2011 comecei a escrever um romance dramático, A Saga de um Pintor. São quatro volumes e o primeiro foi publicado este ano pela Drago Editorial, 2016. O nome do livro é Inocência Perdida e o segundo volume, Doce Ilusão, já está em processo de publicação.

 Quanto à inspiração para os Titulo dos livros, ela vem em meio ao próprio livro. Surgi do nada ou de uma palavra que se encaixa no contexto. E os nomes dos personagens, relacionados a livros de fantasia, são inventados na hora. Quanto ao meu romance, tirei os nomes de listas da internet, incluindo os nomes de família. São todos fictícios.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Resp: Em fantasia, quase nenhuma. Quando a história se situa na Terra, registro lugares e nomes e fatos. Mas quando o livro é totalmente fictício, tudo é inventado, como no caso de Rino, o guerreiro alado que se passar em outra galáxia e outros planetas.

Em relação ao romance, já é outra coisa. Apesar de ser ficcional, Inocência Perdida se passa quase todo em São Paulo e por isto, tive que pesquisar a região em relação a ruas e prédios. Assim como aproveitei muito do que passei como enfermeira para construir o personagem principal. Também construí a história, através do conhecimento adquirido de conversas com assistentes sociais e séries/filmes policiais.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Resp: Não, minhas histórias são diferentes do que tenho lido e apreciado.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Resp: O problema maior que já passei em publicar um livro é o preço exorbitante que eles dão no orçamento. Meus livros, aqueles que mandei para a avaliação, sempre receberam respostas afirmativas. Infelizmente, fora do meu orçamento.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Resp: Bem, sou uma pessoa antiga nesta luta. Se for pensar no passado, hoje está muito melhor com a internet, com os sites de publicação e variedades de editoras que estão surgindo a cada instante, é só ter cuidado e pesquisar bem. E as editoras maiores que são o sonho de qualquer escritor, ainda demoram nas respostas, quando respondem. Tenho visto muitos escritores publicarem por conta própria, sem se vincular a qualquer editora e se saírem muito bem. No entanto, o ponto crucial é ainda o leitor. Eles se focam em livros estrangeiros e poucos dão oportunidade aos nacionais, mas se for pensar no passado, até isto está melhorando. Um dia vamos chegar ao ponto de que não haverá diferença entre livros nacionais e estrangeiros.

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Resp: Vi muitos iniciantes se saindo muito bem, tendo um bom livro no mercado. Li vários livros nacionais que são ótimos, bem escritos e as ideias são fenomenais. Infelizmente, nem todos foram feitos para desenvolver uma trama, uma ação e, portanto, não tem uma boa aceitação do publico, principalmente, se o livro não está bem desenvolvido, cheios de erro. É importante uma boa revisão não só relacionado ao português, mas também referindo-se ao locais em que as história ocorrem e dependendo da história, até mesmo seus costumes.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Resp: Caros! Infelizmente, é a realidade no Brasil, principalmente, com a crise que está a todo vapor. O papel é caro, a impressão é o olho da cara, um capista deve ser pago, uma revisão e a diagramação não são de graça. No final, o livro tende a ter um preço que o leitor não consegue pagar. E isso que falo não está vinculado apenas às editoras, até mesmo aquele que faz a sua própria publicação tem no final o mesmo problema. Fora o marketing.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Resp: Já li muito, mas o livro que me marcou e até me imaginei escrevendo algo parecido, foi O Médico de Homens e de Almas, de Taylor Caldwell.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

Resp: A Música Lithium de Evanescence.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Resp: O Médico de Homens e de Almas.

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Resp: Sim, estou terminando um livro de fantasia, cujo tema é referente a uma guerra entre os mundos e dimensões, e está guerra chega finalmente a Terra. Tem vários personagens, entre humanos e alienígenas. Seu nome é “Guerra entre Mundos”.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Resp: Acompanho e acho muito importante, não só para os escritores como para os leitores. As criticas são necessárias para que possamos ver a evolução de nossa escrita. Adoro criticas ou comentários, inclusive os negativos, pois através deles descobrimos as nossas falhas, lapsos. Só não aceito criticas destrutivas que levam a baixo o escritor.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Resp: Seria um escritor – Pedro Bandeira.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Resp: Ser lido, pois é a parte mais importante e esperada de um escritor.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Resp: Para o leitor – O que eu posso dizer aos meus leitores é que eles são a força que faz com que o escritor cresça, se inspire e transforme seus sonhos em realidade. São muito importantes, a verdade, cruciais a nossa criação. Sem vocês para nos levar avante, não haveria tantos livros no mundo. Digo também que não fiquem apenas com livros estrangeiros, mas leiam os nacionais, principalmente, àqueles que estão começando agora. Dê-lhes a oportunidade de se fazerem conhecer. Existem livros nacionais de alto valor…

 Aos Escritores – perseverem e não desistam diante de tantos obstáculos. Lembrem-se que escrevermos antes de tudo, para nós mesmos.

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