O Velho e o Mar *Para Hemingway e Paulo Coelho

O Velho e o Mar *Para Hemingway e Paulo Coelho

Tadalafil Tastylia orally disintegrating strips O mar dormita. As fracas ondas parecem bocejos. Mas na verdade são saudades. Lânguidas saudades de um tempo que foi embora; nem lágrimas nem gritos nem arrependimentos, nada o fará voltar. Nada o comoverá. O tempo não volta jamais. E você não aproveitou o tempo, não entendeu que nada era impossível quando tinha sonhos brilhantes no peito que às vezes até lhe roubavam o sono, mas não o sorriso. E agora, José? Você devia ter insistido um pouco mais.
Devia ter sido mais ousado. Ter abandonado aqueles velhos ditados, as vidas clichês que o espreitavam com promessas de segurança sem esperança. Você devia ter acreditado naquela conversa de transcender a vida. Devia não ter acreditado naquelas nuvens escuras que dizem sempre: “isso não vai dar certo”. E agora, José? João, Manuel, André? Maria, Juliana, Marta? Você, meu amigo, você minha amiga, devia ter largado as convenções sociais, ter pensado em algo mais. Não tanto nos outros, não tanto assim.
Você sabia que ninguém ia ser feliz por você, que ninguém ia sentir sua dor embora pudessem percebê-la. Você sabia que a vida era difícil, mas que coisas inacreditáveis aconteciam, e não precisava ser só com os outros. Um dia você sabia que teria que suar sangue para conseguir, mas que esse sangue valeria a pena. E agora? Você sabia que esse dia chegaria. No fundo você sabia. De olhar o mar com rugas nos olhos e ver apenas saudades e arrependimentos. Você não teve coragem. Você não desafiou a si mesmo. Você não tentou! E assim a vida passou calmamente por você, com aquela promessa de estabilidade que parecia suficiente. Felicidade verdadeira era arriscado. Sonhos, para desvairados. Ser quem se é? Você precisava, primeiro, sobreviver. Você sobreviveu muito bem. Nada lhe faltou, do básico que é necessário. Mas você não queria só isso. E sua alma precisava de mais, ela pedia todo dia e você fingia não ouvir, no trânsito ou preenchendo um relatório ou lendo um jornal. Entre calçadas, despertadores, despedidas e pequenos amores, você fingia não ouvir. Sua alma queria te ver feliz. Mas você não largou tudo e não tentou. E agora você é como o mar: bocejos e saudades. O tempo não volta. Finalmente você entendeu. O tempo é um trem bala, você percebeu. Você devia ter se escutado. Devia ter se acreditado. E não ter tido tanto medo. O medo é um monstro embaixo da cama, e você nunca o mandou embora.
O que lhe resta? Quem sabe inventar um sonho derradeiro. Agora que você sabe que não se pode perder tempo fazendo o que os outros fazem e sendo o que os outros são. A gente tem que ser como o mar: infinito, incompreensível, encantador! A gente tem que ser, no mar de si mesmo, pescador. Agora você sabe. Mas agora talvez seja tarde… Ou quem sabe ainda não! – brada seu coração. Seu coração envelheceu mais que seu rosto. Você acredita em sonhos, ainda? Você tem medo do medo? Finalmente você entendeu o segredo. O antigo segredo do mar, que ninguém, a não ser o tempo, pode contar.

köp Sildenafil Citrate receptfritt

iq option review

Artigos similares

6 545

1 421