Os Apóstolos do Apocalipse – Vitor Hugo B. Ribeiro

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Aventura. Suspense. Terror. Ficção Científica. Misturar esses ou mais elementos numa trama pode ser perigoso. Em dado momento uma coisa pode atrapalhar a outra e o texto perder o rumo, ficar sem sentido. Não é o que ocorre em “Os Apóstolos do Apocalipse”. O livro do Vitor Hugo B. Ribeiro (Editora Literata, 2014, 177 páginas) foi uma agradável surpresa. Prova de que a literatura brasileira também é de boa qualidade.

A trama se desenvolve na cidade de Campinas, interior de São Paulo no de 1984 e tem como palco central o ICCA (Instituto Campineiro de Computação Avançada). O local anteriormente foi templo de uma seita, ou religião que dá nome ao título do livro. Na década de 1960 a Polícia Federal fechou o ambiente onde se praticavam terríveis rituais e decretou o encerramento do grupo, com a prisão de seus seguidores.

Ricardo Morazzi, um jovem estudante da instituição que se estabelecera no antigo santuário, decidiu “queimar” uma aula e ir ao CPD, situado dois andares abaixo, realizar alguma atividade de programação. Procurando algum material, Ricardo acaba encontrando uma espécie de passagem secreta, e através dela ele escuta vozes e gritos.

Assustado o rapaz conta o que ocorreu, mas ninguém lhe dá crédito. Até que outra aluna acaba vivenciando experiência semelhante e os dois juntos resolvem investigar. A partir daí, uma série de fatos se sucedem e o(a) leitor(a) mergulhará, junto com os personagens numa viagem alucinante de volta ao passado e também em direção ao futuro.

Durante a leitura, achei que o autor se prolongou demasiadamente em alguns pontos. Mas ao final entendi que essa possível descrição prolixa era necessária para melhor compreensão dos personagens e fatos.

O final da trama foi para mim surpreendente. Não o desfecho do caso em si, mas o rumo que o autor deu aos personagens. Vitor Ribeiro foi extremamente inteligente. Uma “sacada” formidável.

Aconselho a voce, que leu essa resenha, a apreciar “Os Apóstolos do Apocalipse” na primeira oportunidade que tiver.

Resenha de Renato Neres, resenhista do Arca Literária

Um comentário

  1. Amei a resenha e me interessei em demasia pelo enredo do livro. Já está na lista de 2017.
    Um abração.

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