Occello Oliver

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  1. Fale-nos um pouco de você.

Bem, costumo dizer que sou um jovem rapaz em constante aprendizado. O mundo gira muito e a vida é bastante preciosa pra ser deixada de lado. Por isso me envolvi com o jornalismo, que é um grande vício. Estar com pessoas e saber sobre o mundo preenche a alma e me engrandece com pessoa.

  1. O que vc fazia/faz além de escrever? de onde veio a inspiração para a escrita?

Tenho 20 anos de jornalismo. Passei por diversos veículos de comunicação. A literatura existe há muitos anos em minha vida. Comecei a escrever meu primeiro livro, “Fora do armário”, em 1996. Realizei o sonho de publicá-lo em 2012. Foi um caminho longo… Até que me senti preparado pra entrar, sem pedir licença, no maravilhoso mundo da literatura.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Não tenho uma preferência. Aproveito as idéias. Pesquiso o assunto e se ele realmente vale um investimento literário, transformo em um trabalho bacana. É como uma matéria jornalística, se uma pauta der assunto, vamos apurar a notícia!

  1. Você tem um cantinho especial para escrever?

Sim, tenho meu home-office, onde abrigo minha editora Cultura em Letras Edições e minha produtora Oliver 4 Assessoria e Produções. É o meu QG, minha bagunça, onde crio, desenvolvo e transformo sonhos em realidade!

  1. Qual seu gênero literário? já tentou passear em outros gêneros?

Comecei escrevendo para o público GLBTT.  O “Fora do armário” é um livro técnico, de pesquisas sobre o universo homossexual no Brasil e no mundo. O segundo, “Censurado – sexo, taras e fetiches”, é uma coletânea de contos eróticos em que participo com um capítulo. Me impressionou os excelentes resultados desse trabalho. Penso em reunir os autores para uma edição comemorativa. O terceiro, “As 7 cores que amei”, é um livro de crônicas, em que reúno 23 anos de minha vida, em todos os setores. Também considero um trabalho especial.  Mas penso em partir para outros gêneros, direcionado a outros públicos. Tenho um grande carinho pela literatura infanto-juvenil.

  1. Fale-nos um pouco sobre o livro “As 7 cores que amei”

O 7 cores é um livro de crônicas, em mergulhei no meu baú pessoal. Conto acontecimentos de minha vida, entre 1990 e 2013. Faço um passeio bacana em vários momentos da vida. Os acontecimentos sociais, amores, vida profissional e a maioridade. A partir daí tudo mudou. O principal cenário das histórias é o Rio de Janeiro, onde nasci, cresci e fui criado.  É um livro precioso, de nostalgia e reencontros. Confesso que me emocionei muito ao escrevê-lo…

  1. Onde encontra inspiração para os nomes dos personagens?

Os personagens são aleatórios. Eles surgem a partir de idéias. Busco nomes comuns, que se identifiquem com os personagens que crio.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Depende do tema proposto. No “Fora do armário”, que é um livro mais técnico, precisei buscar muitas informações, atualizando os temas e acontecimentos. Pesquisei em livros, revistas, vídeos, documentários e sites. É um trabalho minucioso, cujas informações devem ser relevantes e corretas.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Não… Minha inspiração sou eu mesmo!

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Lá nos primórdios ouvi muitos “nãos”.  Mas entendi as negativas. Não era o momento, eu precisa amadurecer e ganhar mais eficácia. Nunca desisti até lançar o primeiro!

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Nossa literatura é fantástica e sempre será. Mas é preciso mais incentivo e dedicação. Dá tanto trabalho fazer um livro… Os brasileiros podiam se interessar mais pela leitura. É tão bacana ler. Minha gente, aproveitem e ocupem o tempo de ociosidade com leituras!

  1. Recentemente surgiram vários pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

A demanda é cada vez maior. O mercado está repleto de autores bacanas. Não classifico nenhum livro como ruim. São esforços que merecem nosso respeito, pois é um trabalho que exigiu muito daquele autor. Cada um apresenta seu perfil e ao público cabe acolhê-los. Mas atenção, não adianta escrever qualquer coisa, sem uma proposta legal. É preciso estar preparado para encarar a literatura e seu mundo de vários temperamentos.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Não são elevados, são justos. Vemos que o país atravessa uma forte crise financeira que afetou todos os setores. O setor gráfico também precisa recuperar perdas. E temos os profissionais que estão envolvidos nas produções. Enxuguei gastos com minha editora, por exemplo. Eu mesmo sou revisor dos títulos, além de editor. E faço também a distribuição. Então, os gastos são elaborados de acordo com as produções. E o preço final é repassado aos livros. Acho justíssimo! Temos que sobreviver né?

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Huuuummmm. Nossa, é difícil. Li tantos… Mas não pensei em fazer igual aos outros.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? 

“Lets wait awhile”, da Janet Jackson. A letra é lindo e seu fundo musical combina principalmente comigo…

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Não, nenhum. Já me identifiquei com vários, mas não os comparo a mim…

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Sim, estou a todo vapor com a Cultura em Letras Edições. Já lançamos dois títulos este ano , a coletânea de contos “Cultura, letras e contos” e o de ficção “Para que os vivos e os mortos descansem em paz”, do Danilo Otoch. E temos mais quatro lançamentos agendados até setembro. E como escritor, tenho um no forno que é surpresa…

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? o que você acha sobre isso?

 Olha, é polêmico. Muitos usam estes canais para escreverem coisas bacanas e outros escrevem “críticas” altamente desnecessárias e injustas. São pessoas, em sua maioria jovens, que não têm noções e conhecimentos sobre escrita e desenvolvimentos textuais.  Muitos escrevem sem pensar e sofrem consequências desastrosas. Certa vez um blogueiro comentou sobre um dos meus autores e quis me ensinar sobre ortografia e pontuação. Só rindo mesmo né? Faço parcerias apenas com profissionais. Internet é pra ser usada com respeito e não para ofender ou repudiar.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Escolheria Fernanda Montenegro. Acredito que nossa dama da dramaturgia iria gostar de meu trabalho…

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Ver seu trabalho ser publicado e admirado. Não tem prazer maior!

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Não desistam jamais e busquem pelo ideais!

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