O Patinho Feio

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O Patinho Feio

 

Acredito que todos nós já fomos como o patinho feio dos contos de fada. Há mais de cem anos ouvimos essa história contada por nossos pais e através de livros.

O patinho que foi largado pela sua família porque era diferente, e só foi feliz quando descobriu os seus iguais. Alguém já ouviu uma história parecida? Não é tão diferente de tantas histórias que acontecem pelo mundo.

O conto de fadas tem a moral final de que todo patinho feio se transforma um dia em um lindo cisne, pois afinal, não era pato.

Ser diferente não é ruim. Não acredito que tenhamos tantos seres humanos iguais. Se assim fosse seríamos uma unidade, o que, na verdade nunca fomos. As pessoas não percebem que a questão de ser igual é muito mais relativa do que pensa… todos somos iguais na medida que somos seres humanos racionais. Todos somos iguais na medida em que temos cabeça, corpo e membros. Mas, ainda assim temos nossas diferenças, e algumas delas são genéticas.

Somos únicos justamente porque somos diferentes. O meu pensamento é diferente.

Mas o que verdadeiramente nos torna diferentes são as nossas impressões digitais. Não há uma, entre mais de 7 bilhões de pessoas, que seja igual à outra.

E ainda assim não toleramos a diferença.

Somos humanos, mas a cor da pele nos faz diferentes. Claro que é diferente; quando estudei na escola aprendi que os seres humanos se adaptam em qualquer tipo de lugar, até mesmo aos mais inóspitos. Evidente que, para aguentar o calor do sol e seus raios solares em um lugar mais deserto, a pele tinha que ser mais escura, pois tudo depende da melanina. O que acontece ao contrário em regiões onde se tem pouca presença do sol. A pele se torna branca.

Geneticamente somos todos iguais. Mas o que comemos, o tempo que passamos ao sol, e outros fatores podem nos tornar diferentes. E isso não nos faz melhor do que qualquer um. Apenas mais preparados, talvez.

Como o Patinho Feio, temos a capacidade de ficar melhor junto aos iguais, e de mesmo modo, nos sentimos desconfortáveis entre aqueles que não são parecidos. O importante é não nos sentirmos melhor ou atacar quem não é parecido. E isso vale para ideias, cores, religião e outros fatores.

Temos que aceitar que não somos iguais. Somos um tipo de ser e cada um tem a sua individualidade.

Acima de tudo, somos seres humanos e todos nós somos como o patinho feio. E também somos o cisne da história.

Antonio Henrique Fernandes

colunista

4 Comentários

  1. Parabéns pelo texto.

    É realmente impressionante como as pessoas detestam o incomum, excluem o diferente, sendo que são justamente as nossas diferenças que nos fazem únicos.

    • Obrigado Lia,
      As pessoas precisam aprender que ser diferente não é ruim, nem errado.
      bjs

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