O Palácio da meia-noite – Carlos Ruiz Zafón

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Sinopse: Ben e Sheere são irmãos gêmeos cujos caminhos se separaram logo após o nascimento: ele passou a infância num orfanato, enquanto ela seguiu uma vida errante junto à avó, Aryami Bosé. Os dois se reencontram quando estão prestes a completar 16 anos.

Junto com o grupo Chowbar Society, formado por Ben e outros seis órfãos e que se reúnem no Palácio da Meia-Noite, Ben e Sheere embarcam numa arriscada investigação para solucionar o mistério de sua trágica história.

Uma idosa lhes fala do passado: um terrível acidente numa estação ferroviária, um pássaro de fogo e a maldição que ameaça destruí-los. Os meninos acabam chegando até as ruínas da velha estação ferroviária de Jheeters Gate, onde enfrentam o temível pássaro.

Cada um deles será marcado pela maior aventura de sua vida. Publicado originalmente em 1994, O Palácio da Meia-Noite segundo romance do fenômeno espanhol Carlos Ruiz Zafón traz uma narrativa repleta de fantasia e mistério sobre coragem e amizade.


Uma história sobre a amizade

 ” Em minha ingenuidade, cheguei a pensar que a distância, no espaço e no tempo, apagaria a marca do passado, mas nada pode mudar nossos passos perdidos.” (página 70)

 Zafón é um dos meus autores favoritos, sua escrita é envolvente, a trama é bem amarrada e os personagens são bem descritos e cativantes. Mesmo os livros do autor que são mais voltados para o público juvenil, como este, não decepcionam pois ele não usa uma linguagem muito simples, o que acaba fazendo com que seus leitores reflitam durante a leitura.

O Palácio da meia-noite é o segundo livro do autor espanhol e faz parte da Trilogia da Névoa, composto ainda por O Príncipe da Névoa e As Luzes de Setembro. Apesar de integrar uma trilogia os livros são totalmente independentes e podem ser lidos em qualquer ordem.

Nesta trama o autor troca a velha Barcelona – cenário da maioria de seus livros – por Calcutá, na Índia, o que trás um tempero a mais para a narração, pois os cenários e paisagens exóticas da cidade indiana são muito interessantes e o autor é muito bom em inserir o local onde suas tramas se passam no contexto da história, quase como um personagem da trama.

O livro mantêm a tradição das histórias de Zafón, que são calcadas em mistérios e temperadas com um toque sobrenatural, mas algo sempre envolvente e que não descamba para o inverossímil. A história dos irmãos gêmeos separados no nascimento e sua aventura em busca do passado fala, principalmente, da força da amizade, cativa o leitor e seu final deixa aquela dorzinha no coração.

 O Palácio da meia-noite não é o melhor livro do autor, mas é bom e não decepciona.

Resenha de Michele Lebre, resenhista do Arca Literária

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