O Nome do Vento – A Crônica do Matador do Rei: Primeiro Dia – Patrick Rothfuss

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“Um silêncio de três partes”.

Nossa história começa na Pousada Marco do Percurso, onde o dono da pousada recebe alguns moradores da cidade de Nalgures e um dos assuntos que trazem à tona é sobre o Chandriano. Não esqueça esse nome. Não faz muito tempo que ele reside ali e ninguém realmente o conhece. Até que naquela noite duas coisas acontecem: primeiro um morador chega com uma espécie de demônio, que Kote (ou Kvothe) reconhece como um Scrael, muito parecido com uma aranha, mas muito mais mortal. A segunda coisa é um jovem cronista que o reconhece como Kvothe, o Sem-Sangue. O jovem apareceu na Pousada depois de ter sido depenado por ladrões. Esse mesmo cronista, em seguida, correu sérios riscos ao se deparar com mais alguns demônios chamados Scrael, e foi salvo, claro, por Kote, o ruivo e dono da Pousada Marco do Percurso.

Devan, o Cronista, procurava por Kvothe e o encontra e acaba conseguindo que este conte sua história, que terá o tempo de três dias. Nem mais um dia, nem menos. Após uma batalha dialética, Devan é convencido a usar os três dias, caso contrário nunca mais teria essa oportunidade.

É então que neste primeiro dia, Kvothe, conhecido por muitos nomes, começa a narrar sua história desde o início, quando era filho dos líderes de uma trupe de artistas mambembes que fazia parte dos Edena Ruh. Eram atores da corte, vassalos de Lorde Greyfallow.

Desses dias que eram muito felizes, o pequeno Kvothe aprendia muitas coisas e aprendia muito rápido, com uma memória extraordinária, até que um dia se une a eles um Arcanista chamado Abenathy, ou Ben. O velho arcanista passou a acompanhar a trupe e também foi ele que ensinou muita coisa ao jovem Kvothe, inclusive foi com Abenathy que pela primeira vez soube do nome do vento. Mas nada dura para sempre e após uma apresentação, aconteceu uma tragédia envolvendo o Chandriano e a trupe e, de repente, Kvothe se viu sozinho no mundo.

Esses mesmos ensinamentos de Abenathy foram seu bilhete de entrada para A Universidade. Ainda que o caminho para chegar até lá tenha sido cheio de obstáculos e feito o jovem amadurecer, talvez um pouco cedo demais. Sobreviver era a palavra chave e mesmo já na Universidade, ainda tinha que batalhar pelo próximo dia. E havia a sua obsessão: O Chandriano. Não descansaria enquanto não o encontrasse, o responsável pela sua desventura.

E talvez tudo fosse muito pior se não existisse Denna, tão cheia de mistérios quanto Kvothe. Claro que tinha que haver uma moça e ela apareceu primeiro quando ele ainda estava na trupe dos pais e depois, quando já estava sozinho e querendo entrar para a Universidade.

Neste primeiro dia, foi o que conseguimos saber da história de Kvothe, o que tinha muitos nomes, que tão cedo tinha enfrentado desafios que nenhum outro adulto os tinha e que mesmo com pouca idade já tinha uma lista de inimigos tão grande quanto a de amigos.

Com uma narrativa de tirar o fôlego, Patrick Rothfuss nos apresenta um personagem tão rico de emoções e habilidades que nos prende, nos faz querer ser seu melhor amigo ou até mesmo um parente. Apesar de ser um livro grande, com 650 páginas, tenho certeza que qualquer leitor ou leitora vai se prender tanto na leitura que nem perceberá o passar das páginas.

Sem sombra de dúvidas, um dos melhores livros de fantasia que eu já li.

Já tenho o segundo livro, O Temor do Sábio: O segundo dia, tão volumoso quanto este primeiro, mas ainda não o li. Assim que tiver terminado a sua leitura, prometo que posto a resenha.

Recomendo.

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