O Muro – Céline Fraipont

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Nunca fui de ficar lendo Hq’s. Até pouco tempo era uma leitura que não me despertava interesse. Passei a folhear alguns, incentivado por alguns(umas) colegas que despejavam comentários entusiasmados sobre certos títulos. Um deles foi “O Muro”. Devorei em dois dias, e me tornei fã.

Rosie é uma garota de 13 anos, que vive em Bruxelas, na Bélgica. Ela se vê desnorteada quando sua mãe decidi partir para Dubai e viver um novo amor. O pai de Rosie é um homem totalmente dedicado ao trabalho e o fato de atuar profissionalmente em Londres faz com que a garota passe dias sozinha. Sua única companhia é Nath, sua amiga com quem Rose conversa, vê TV, fuma, bebe.

A garota belga vai aos poucos perdendo o interesse nos estudos. Divide o seu dia em casa, passando horas dentro da banheira; na companhia de Nath, ou no muro, localizado próximo a uma quadra de esportes, onde ela lê, fuma, bebe, chora, sofre. Sofre a dor de um vazio cada vez mais profundo na sua alma.

É no muro que ela conhece Jo, um garoto de 16 anos, fissurado em rock. É ele que passa a ser a única companhia de Rosie quando Nath começa a namorar. O rapaz aos poucos e cada vez mais passa a ser a razão da existência da garota. Ao seu lado, a garota passa horas, dias fumando, bebendo, ouvindo música, ou simplesmente curtindo o silêncio que contempla a ambos. E será com ele que irá experimentar novas aventuras e sensações…

“O Muro” é recheado de muita angústia. Em determinados momentos, a dor da garota é tanta que um(a) leitor(a) mais sensível sentirá no ar o peso que a personagem carrega, e terá o desejo de adentrar às páginas dos quadrinhos e fornece-lhe conforto, consolo, carinho.

Resenha de Renato Neres

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