O jogo – Danny Marks

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Como estudante da bíblia posso interpretar como cristão levando em conta argumentos bíblicos, como Bacharel em administração posso interpretar como administrador, como amante curioso de psicologia como interpretar pelo o meio da psicologia da trama, entre vários outros meios de interpretação.

    A raça humana é bela, porém, é mal auto estruturada(onde se destroem entre si), e com o advento do livre arbítrio comete erros e acertos e entre essas coisas consequências boas e ruins. Segue caminhos curtos ou tortuosos e entre esses caminhos também consequências. Tem crença e valores e dentro desses requisitos seus erros e acertos, negligências, corrupções assim como bom senso e caráter. Os seres humanos são como uma faca de dois gumes, cortantes e penetrantes. Seres livres com o poder de fazer escolhas e seguir rumos. Aprendizes.

    Capazes de criar assim como e de destruir…

    Mas afinal, qual o propósito da existência da raça humana?

    Ser seguida? Ou seguir algo ou alguém? Ter domínio de tudo ou ser dominado? Precisam ser direcionados ou já são direcionadores? Precisam ser liderados ou já são grandes líderes?

    É uma pergunta difícil de responder, pois são questões interpessoais e relativas.

    A única coisa que se é clara e óbvia é de que a raça humana precisa de um poder maior para manter a Ordem.

    Mas no final, tudo será esclarecido para quem conseguir concluir de maneira certeira esta jornada (o jogo) onde cada um é uma peça única.

    São essas coisas e conceitos que a obra “O jogo” aborda de maneira intrínseca e despercebidamente direta.

    Numa conversa com Danny ele me dissera que esta sua obra poderia ter várias interpretações, desde religiosa, a psiquiátrica, a liderança, a antropológica. Vai depender muito de quem lerá.

    O interessante – acredito que sou o primeiro a dizer isso – nessa obra tem um blot twiste que me fez lembrar filmes – sei que tem nada a ver envolver a ala cinematográfica já que o que se trata aqui é a literatura, porém, como filmes são feitos através de roteiros escritos, tomei a liberdade de expressar isso – do M. Night Shyamalan(direto de “O sexto sentido” “Corpo fechado” “A vila” “Sinais” etc), pois estava tudo na minha cara desde o início, porém, só me dei conta do que se tratava –  na minha interpretação  –  no último capítulo, e que eu fiquei “Oh meu Deus, era isso o tempo inteiro e estava estampado na cara e passou despercebido”, pois o Danny escreveu de maneira simples, porém cheio de técnicas que vai levando a leitura para lugares diferentes, mas com uma conclusão só, não sei se alguém me entenderá, se não, indico a leitura.

 “? Compreenderias, Irmão Sombrio, se soubesses o que são limites e as prisões que eles te fornecem. Compreenderias se soubesses que a liberdade está em ter a segurança dos limites enquanto te preparas para ir além deles arriscando tudo o que tens. Escolhas precisam ser feitas e nem sempre haverá caminhos a serem seguidos. Alguns precisam ser criados enquanto caminhas.”

     A obra é em Ebook, mesmo sendo nesse formato não prejudica a leitora, pois as fontes são boas para se ler além da diagramação.

     A capa condiz com o que se é proposto no enredo.

    Nós somos o jogo. Somos os jogadores. Somos a jogada dessa vida.

    Danny Marks é também autor de “Segundo o jogo”, além de blogueiro. Seus textos se encontram em www.osretratosdamente.blogspot.com

Fernando Mello é resenhista e colunista do Arca Literária. Autor das obras “Sob o domínio do silêncio”, “A garota por quem me apaixonei” e “Uma nova chance”.

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11 Comentários

  1. Parece bem intrigante, gosto de livro assim que nos faz pensar e repensar e tentar compreender…. e você disse M. Night Shyamalan? Já em interessei. O senhor sabe as palavras chaves do marketing né kkkkk Falowww

  2. É livro para quem é nerd que nem tu né Fernando, é muita coisa para pensar, ihhhh não é pra mim também não, não é menosprezando a história, mas é porque não é meu tipo de leitura mesmo.

    • É um livro com várias interpretações, é para todos os gostos e todas as formas de pensamentos, ele não é para um único nicho, embora ele seja uma obra peculiar, ele é expansivo em interpretações. Leia-o, você vai gostar e mudar seu ponto de vista 🙂

  3. Pelo o que vi esse livro é para quem é muito cabeça para conseguir entender bem, não é pra mim não, mas gostei da resenha. Abraço Fê!!

  4. Gostei da sua resenha e achei o livro muito interessante. Saber qual o propósito da existência da raça humana é realmente uma incógnita e é realmente muito bom ler algo sobre esse tema, provavelmente esse livro deve nos presentear com uma ótima leitura.

    • Deixo que o livro responda à sua dúvida rsrs
      ” ? Saberá o escravo de sua condição se nascido escravo se fez? Irá ambicionar outra vida que não aquela que lhe foi determinada? Poderá o rio, nascido da fonte, tornar-se mar e esquecer que um dia da fonte fez parte? Diga-me, meu filho, entendes o que é ser escravo? Entenderás que somente o que é livre pode ser escravizado e somente o que é escravizado poderá entender o que é ser livre?
      ? Não sei te responder, meu Pai. Se tu és a fonte de todas as verdades, como poderia tua criatura querer a ti fornecer as respostas que não possuis?
      A voz do Pai traduzia um cansaço inexplicável, quando disse:
      ? Pois que a ti dei as perguntas e respostas haverão, para que sejam descobertas a seu tempo. E em cada resposta uma pergunta poderá ser feita para que sigas em frente ou para que à fonte possas retornar com ela. A tua busca será pelas perguntas que as tuas respostas darão.”

  5. Obrigado Fernando. Fiquei feliz que tenha se tornado um “jogador” também (que é como chamo os leitores apaixonados pelo Jogo). Realmente foi um trabalho complexo desenvolver as diversas camadas de leitura que apresentam essa narrativa com possibilidades de múltiplas interpretações (todas corretas) se completando no leitor e estabelecendo as estratégias para o entendimento, mas os resultados foram os melhores possíveis. O Jogo e Segundo O Jogo tem encantado leitores pelo mundo todo e tem feito com que as pessoas tenham uma experiência diferente com a leitura, transformando-as em participantes ativos na narrativa. As reflexões possíveis apresentadas nas camadas de leitura, proporcionam um plus a mais e diversos leitores me agradeceram por ter permitido que vissem as coisas de outra forma, de relacionamentos interpessoais e familiares, até questões existencialistas sobre as quais não haviam se debruçado ainda, e que acabaram servindo como uma nova perspectiva para um futuro melhor.
    Por tudo isso, só posso agradecer a todos os leitores e divulgadores do Jogo.
    Forte Abraço, meu amigo. Sucesso para nós!!

    Danny Marks

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