O Homem Que Via Monstros – Clayton De La Vie

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                 O Homem Que Via Monstros do autor Clayton De La Vie é um livro totalmente diferente de tudo que eu já li do gênero e a princípio imaginei que seria mais um livro de fantasia em que teria vários monstros de outros planetas, totalmente diferentes, mas percebi que cometi um mero engano; pois o livro trata-se de uma surpreendente ficção de romance policial onde os monstros citados no livro estão presentes no nosso dia-a-dia e dentro de nós.

                Nesse livro somos apresentados a jovem Luana, que após trocar várias vezes de emprego resolve investir em sua carreira profissional e então decide fazer uma faculdade de Psicologia. Após cobrir uma licença médica temporariamente de uma funcionária em uma escola infantil, Luana se vê desempregada novamente e para conseguir algum emprego na sua área, estabilizando-se na sua função e manter-se trabalhando ela tem uma excelente ideia. A jovem psicóloga Luana convencendo alguém de que sua ideia irá dar certo e então depois de um mês ela foi contratada pelo presídio, para um programa onde consiste em ouvir diversos detentos de forma coletiva para depois diagnosticar o perfil clínico de cada um deles, sendo que dessa maneira o governo acabaria economizando nos gastos  e ainda conseguiria obter resultados satisfatórios em relação ao programa.

                Em contrapartida somos também apresentados à capitã de polícia Lorna Wester, que comanda o andamento de uma investigação sobre um suposto serial killer. Os assassinatos eram mantidos em sigilo, pois a polícia não havia descoberto o criminoso e não podia correr o risco de atrair malucos que imitassem o assassino verdadeiro. As mulheres não tinham nenhuma semelhança entre si e não foram violentadas, porém eram assassinadas de uma forma muito brutal. Depois de a polícia achar o corpo de mais uma vítima, a surpresa foi ao perceber que dessa vez o serial killer assassinou um homem. Com tudo após esse assassinato a única pista era a descoberta de uma van escura próxima ao local do crime; porém a placa da van era fria; ou seja; sem registro nenhum nos órgãos de trânsito.

                Passados dez anos trabalhando no programa do presídio, Luana percebe que o homem que apenas observava as seções na verdade era o que mais tinha coisas para contar e então ela precisava o fazer falar mais nas próximas semanas. Após ouvir seu paciente na seção, a jovem psicóloga não acreditava muito no que ele contava e então decidiu procurar algo real que tivesse uma ligação com os relatos de seu paciente, mas Luana não encontrou nada que remetesse a tudo que fora relatado. Diante dos relatos do Marcelo conhecido preso O Homem Que Via Monstros, a psicóloga decide fazer um livro e para isso decide anotar tudo que é dito pelos presos em suas seções. Depois de algum tempo Luana envia seu livro concluído pra quinze editoras, porém não obteve nenhuma resposta e então decidiu publicar online. Já com a publicação feita a jovem Luana passou meses sem entrar na internet e para sua surpresa, quando entrou descobriu que seu livro estava vendendo de uma forma exorbitante. A capitã Lorna Wester diante de uma vitrine vê o livro nada atrativo, porém sabe que é muito comentado e decide comprar O Homem Que Via Monstros; sua surpresa vem ao ler o livro e descobrir que o serial killer que ela tanto investigava na verdade era o grande personagem do livro da jovem Luana.

                  “Ninguém nos julga quando nos apaixonamos, ninguém nos abomina quando declaramos o amor. No entanto, é justamente o amor que nos transforma em monstros(…) Por amor à religião entramos em guerra, por amor às mulheres matamos outros homens.”

                  Mais uma vez fui surpreendida pela maravilhosa escrita do autor Clayton De La Vie, O Homem Que Via Monstros é um livro com um enredo fascinante e surpreendente, possui uma narrativa na primeira e na terceira pessoa, onde nos causa um grande impacto os relatos narrados pelos presidiários nas seções com a psicóloga Luana, os capítulos são curtos, porém na medida certa. A diagramação e a ortografia foram bem elaboradas, com personagens muito bem construídos e desenvolvidos. O livro me surpreendeu por contar a história da vida de presidiários, os motivos por quais foram presos e também por nos deixar um excelente aprendizado de que não devemos julgar ninguém e que todos têm falhas.

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3 Comentários

  1. Parece interessante, vou colocá-lo na minha lista de leitura para 2017.
    Boa resenha Vania Regina.

    • Priscila realmente o livro é muito interessante e fico feliz que você gostou da resenha. Obrigada.

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