O Dom – James Patterson

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Nesse segundo livro da série Bruxos e Bruxas, James Patterson faz outra parceria, agora com Ned Rust.

Ainda estou tentando me acostumar com James Patterson escrevendo livros infanto-juvenis. Não que um autor que escreva bastante sobre determinado gênero não possa escrever outro gênero literário, mas o James Patterson dos enredos policiais nunca deixa uma ponta solta. Suas tramas são muito bem elaboradas, confusas, mas sempre o desfecho é perfeito, como um quebra-cabeça completo.

Até agora não consegui entender porque Wisty só conseguiu ficar invisível na primeira vez que executou magia, ainda no livro anterior, quando nem sabia que era bruxa.

Tudo bem que os irmãos passaram todo o primeiro volume da série aprendendo a lidar com seus dons, mas é estranho que em nenhuma das tentativas de se fazer mágica ela tenha pensado em se tornar invisível, levando em conta o fato que eles passam toda a história sendo perseguidos e fugindo.

Outra coisa que perdeu o sentido foi a baqueta que Wisty usava e sua mãe a transformara em varinha mágica para ser quebrada nesse livro. O que não fez diferença, pois Wisty desde Bruxos e Bruxas já conseguia fazer magia sem a baqueta.

Além desses pontos soltos, não gostei de algumas semelhanças com outros livros, como o diário que Whit herda de seu pai que nas mãos dos irmãos mostra o que eles querem. Já com outras pessoas revela apenas banalidades. Muito parecido com o mapa do maroto do Harry Potter.

O livro é ruim? Não diria isso. Tem muita ação, fantasia e humor.

E além de tudo, ainda temos o terceiro e quarto volumes da série onde espero encontrar as peças que faltam, principalmente sobre a questão da invisibilidade que ficou muito mal explicada.

Falando das coisas boas, as músicas e os livros que a Nova Ordem proibiu, ficaram bem exemplificados nesse volume. A amizade dos personagens se fortalece com a criação da resistência.

Gostei do uso da bola de cristal e da magia sendo feita através de música, o que pouco vemos em livros. Parece que quando se fala em bruxos, só consegue-se pensar em varinha, caldeirão e vassoura. Muito boa a lembrança desses outros objetos mágicos.

As partes que mais gostei foram o começo que me angustiou muito, e justamente por isso achei interessante, e o final que realmente me surpreendeu e deixou expectativa para o terceiro volume.

O livro passa algumas lições bacanas:

De que nem tudo que parece ser o que pensamos realmente é; que o belo, nem sempre é o bom; De que quando agimos em grupo, as coisas saem mais fáceis; e a mais importante, que muitas vezes para alcançarmos um objetivo, temos que abrir mão de algo importante.

É um bom livro para crianças e adolescentes.

Resenha de Debora Paiva, resenhista do Arca Literária

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