O Dia em que Deus Chorou – Igor Alcantar

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Mais uma vez tenho contato com uma das obras do Igor Alcântara. O título do livro a principio me fez lembrar “Quando Nietzsche Chorou” do Irvin D. Yalom. Não sei exatamente o porque; talvez desejasse encontrar algo semelhante. Mas de uma coisa eu tinha certeza, e pude constata-la quando li a sinopse na capa: “O Dia em que Deus Chorou” não é uma obra religiosa.

Assim como em “Trinta e Tres”, o livro citado no parágrafo anterior esta repleto de teor de religiosidade. Parece que é uma marca do autor. Mas a história não é sobre religião. É uma historia sobre descobertas, anseios, medos, perdão, amor.

Narrado em primeira pessoa, “O Dia em que Deus Chorou” conta a historia de Jacques Crisale. Ele saiu em uma missão designada pelo seu senhor e durante a trajetória, o narrador personagem e seu condutor enfrentaram uma fortíssima tempestade. Um acidente tirou a vida do condutor e deixou Jacques gravemente ferido.

Sem quaisquer perspectivas, ele é resgatado da carruagem por uma pessoa misteriosa. Começa com muita dificuldade a andar pela floresta por onde trafegava junto com seu companheiro de viagem até encontrar um enorme castelo. Decide entrar; na verdade ele não tem outra opção. Lá é recebido por um homem, Yves Druon, dono na propriedade.

Jacques fica encantado com o ambiente e da forma como é tratado. Ao indagar como conseguiria chegar ao seu destino, recebe a proposta: permanecer ao lado de Yves durante dez dias pois o mesmo vive só no local. Poderá desfrutar de todos locais do espaço do castelo exceto a ala sul. Os dez dias é o tempo que o anfitrião receberá os mantimentos e Jacques poderá seguir com o entregador.

O visitante prontamente aceita e nessa convivência de dez dias irá trilhar um caminho que mudará a sua existência.

A história é ambientada na Inglaterra do século XVI e traz alguns personagens e fatos verídicos.

 Resenha de Renato Neres, resenhista do Arca Literária

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